Hunters and demigods

2 Capítulo 2- Não comemos inocentes no café da manhã


Notas iniciais
Boa leitura

Eu me levantei rápido, subindo a escada, e entrando na primeira porta que eu vi.

Todos olharam para mim.
Dean segurava algo na mão, uma faca. Tayná estava descabelada, e presa em um cadeira. Ao redor dela haviam vários símbolos mágicos. O rosto estava roxo de um lado
–TAYNÁ!-gritei. Senti meu corpo esquentar. Minha pele formigava, e raiva brotava de todas as minhas células.Corri até ela,mas foi em vão,Dean me segurou e falou:

–Porque você não ficou lá em baixo?

–Porque eu vim ver minha irmã,agora me solta –ele me segurou pelos dois braços

–Mas não era para subir.

–Quem é você? meu pai? –falei tentando me soltar.

Ele olhou nos meus olhos e falou:

–Sai daqui,não quero tomar medidas drásticas...

–Tente...-falei desafiando ele.

Ele ficou sério,começou a me empurrar,eu estava usando toda a minha força,raios começaram a surgir no céu,ele me olhou e falou:

–Mas o que?

Eu e ele continuamos ali empurrando o outro,eu continuei colocando toda a minha força,estava quase fraca,vi que o Sam e a menina de cabelo loiro me olhava.

–Solta ela.- disse devagar.
Dean me olhou surpreso,e com isso consegui empurrar ele no chão. Passei por cima dele correndo. Tayná se mexia na cadeira, como se tentasse dizer algo. A cadeira dela estava no meio de um círculo com símbolos antigos. E então percebi.
Seus braços e pernas eram presos com correntes, onde minúsculas escritas brilhavam. Ela estava presa por magia.
–Não!- a garota loura gritou, me virei automaticamente, sendo atingida por algo no rosto. Cambaleei para trás até esbarrar em uma mesa e cair no chão.
Minha visão estava embaçada e havia um zumbido irritante no meu ouvido. Apenas podia ver que a garota havia ficado na minha frente e discutia com os três homens.
Quando tudo começou a tomar foco de novo, percebi que havia derrubado algumas facas. Peguei a primeira que vi.
Senti uma mão virar meu ombro, ao mesmo tempo posicionei a faca no pescoço da pessoa. Que era Dean. Toda a ação não durou mais que um segundo. Foi puro instinto.
A sala ficou em silencio.
–Solta isso.- disse devagar, mantendo a arma apontada para minha cabeça.
–Solta você primeiro.- revidei pressionando a faca com mais força fazendo um fio de sangue escorrer.
–Gente, por favor, podemos resolver isso com calma.- a garota loura disse, tentando fazer Dean soltar a arma.
Ele a afastou.
–Resolver com calma?! ELAS SÃO MONSTROS QUE DEVORAM PESSOAS INOCENTES NO CAFÉ DA MANHÃ.- o que Dean disse foi como um tapa na minha cara. Abri a boca para revidar.
–Talvez essa saiba de algo. Nem sabemos como matá-las. Devemos manter elas presas por enquanto.- Sam disse. Algo no meu estomago se revirou. Eles tinham minha irmã presa com magia, e pensavam em nos matar.
–Bob...- a garota loura começou.
– não tem outro jeito. Você viu o que ela pode fazer. Os garotos tem razão.- era um homem de meia idade que dizia isso, usava camisa xadrez e um boné encardido e gasto.
Desviei minha atenção para a garota loura, ela tinha os lábio apertados,e os olhos estavam fixos em algum ponto distante.
No momento em que me distrai, Dean, me desarmou. Um sorriso torto e debochado apareceu no rosto dele.

–Levanta. –disse me puxando para cima.a mão dele era macia e quente, e por um momento, desviei toda a minha atenção para os olhos e boca dele. Mas, só até ser empurrada para frente.
–Vocês não podem tratar elas assim! Elas são pessoas! Não demônios!- ela disse. Eu senti algo, ela lutava para nos ajudar, se tivesse escutado ela e não tivesse feito nada estúpido, talvez, isso não tivesse acontecido.
Respirei fundo, mordendo o lábio. Dean segurava meus braços com força. Então eu fiz,algo que apenas muitas surras do chalé de Ares poderia ensinar.
Girei meu braço e puxei, Dean o soltou surpreso, tentou me pegar de novo, mas, eu chutei com toda a força que tinha, em uma parte bastante delicada.

–Sua filha da...

Ele deixou a arma cair,peguei a arma rapidamente mirei na cabeça dele e falei:

–Solte-a


Notas finais
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