Hunters

5 Capítulo 5 - My Wolf- Parte 1


Notas iniciais
Desculpa a demora nas atualizações....o motivo expliquei nas notas da outra fic mas falo aqui tbm..
fui roubada, levaram meu celular e nele estavam gravadas as minhas fics então tive que me virar para conseguir escrever..
enfim...
agradeço à Lua Sollo e a Thailima pelos reviews no cap passado...espero q gostem.. :D

Depois de ter sido pega no flagra, saí do sótão com a maior cara de tacho. Que vergonha. Quando entrei no meu quarto havia uma bolsa com umas roupas novas e limpas e um envelope pardo. Abri e vi vários documentos. Estava tudo igual menos na parte do responsável. Ao invés de constar o nome dos meus pais estava “July, Cassandra” além de um documento dizendo que Cassandra July era minha tutora legal. Eu estava lendo e nem reparei quando ela apareceu no quarto.

“Não me pergunte como eu os consegui. Amanhã nós vamos comprar mais roupas e vamos te matricular na escola. Um aviso, a não ser que você aceite a minha proposta, não suba no sótão novamente, estamos entendidas?”

“Sim, claro..me desculpe.”

“Oh..pare de se desculpar e vá dormir, temos um dia bastante longo amanhã e ainda tenho que buscar meu cachorro.”

“Cachorro?”

“Sim..meu cachorro. Vai me dizer que nunca viu um Fabray?” disse ela debochadamente. Dei um meio sorriso. “ele é um Flat Coated Retriever. Enorme, preto e muito dócil. Seu nome é Charlie. Ele fica no pet shop toda vez que eu preciso viajar não posso leva-lo.”

“Hum..tudo bem..eu gosto de cachorros..”

“humpf, você vivia com vários...” ela bufou e riu sarcasticamente. Eu não consegui evitar dar risada. “Agora vai dormir garota!” e saiu do quarto. Eu tirei aquelas coisas da cama e me deitei com um sorriso no rosto.

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O dia seguinte foi realmente infernal. Cassandra acorda muito cedo e eu por consequência acordei cedo também. Fomo de carro até o centro da “cidade” que na verdade era uma avenida com muitas lojas. Comprei roupas, calçados e tudo mais. Passamos pela escola, que era grande para o lugar e fizemos minha matrícula. Provavelmente eu só começaria na próxima semana já que meu braço estava na tipoia. Quando finalmente vamos ao pet shop eu suspiro. O atendente tentou dar em cima de mim enquanto Cassandra tentava falar com ele e pedir que ele trouxesse Charlie. Ele só fez isso depois dela ameaçar deixa-lo cego. Quando voltou foi trazendo um enorme cachorro preto que quase derrubou Cassandra ao vê-la. Nós saímos do pet shop e Charlie me encarava desconfiado.

“Hey garoto...ela é da família ...chega perto dela. Cumprimenta Charlie...!” disse Cassandra de uma forma que eu ainda não tinha visto nesses últimos dias.

O cachorro deu alguns passos até mim e me farejou e depois lambeu minha mão e latiu. Acho que gostou de mim.

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Voltamos para casa e eu estava sentindo dor no ombro. Muita dor. Era um formigamento terrível. Não disse nada e passei direto para o quarto. Charlie veio logo atrás de mim. Ele notou alguma coisa diferente. Eu estava me debatendo na cama, muito agitada. Alguns minutos depois Cassandra entrou no quarto com uma seringa enorme e tentou chegar perto de mim. Foi naquele momento em que nós duas nos assustamos: eu rosnei para ela. até Charlie se assustou e saiu do quarto. Mais uma vez Cassandra se aproximou e dessa vez conseguiu injetar aquele líquido verde em mim. Alguns instantes depois a dor passou e eu adormeci.

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Minha cabeça girava. Os sons pareciam tão altos. Eu ouvia Cassandra dizer:

‘Como assim? Ela é um caso raro Brody.. ela não é uma garota qualquer..eu tenho que dar um jeito de escondê-la...se o Fabray sonha que a filha dele não é uma pária comum ele enlouquece!’ como assim uma pária comum??

Eu tentei me levantar, mas eu estava toda travada. Ouvi passos e logo Cassandra estava na porta do meu quarto. Ela parecia indecisa.

“o que aconteceu?” perguntei. Minha garganta estava seca.

“Você estava se debatendo. E quando cheguei perto, você rosnou pra mim.”

“eu o que?”

“Rosnou Fabray, até o Charlie ficou com medo. Você sabe me dizer o que foi isso?”

Ela continuava de braços cruzados e parecia se recusar a entrar no quarto. Eu me ajeitei na cama e disse.

“ eu não tenho a menor noção do que aconteceu. Eu só lembro de uma dor muito forte no meu ombro e de repente ficou tudo escuro.”

Cassandra suspirou e finalmente entrou no quarto.

“Isso já havia acontecido antes?”

“não”

“Você disse que sentiu uma dor no ombro..ainda doi?”

Olhei para o meu ombro e disse que não. Então para ver comecei a desenrolar as ataduras. Quando terminei no lugar do ferimento havia uma grande cicatriz em vermelho vivo. A marca das dentadas da minha irmã.

“Porque está desse jeito? Devia estar fechado. O médico disse que não iam ficar cicatrizes tão profundas...” me questionei, mas olhando para ela.

Cassandra chegou ainda mais perto e tocou o meu ombro. Não doía.

“Isso vai ficar assim. Se fosse de um lobo comum, as cicatrizes seriam quase invisíveis. Mas foi de um transformado. Essa é marca que você vai carregar. É quase como um prêmio por ter sobrevivido.”

“Mas porque dói? Não devia doer..é só uma marca...”

“eu tenho uma teoria., mas é muito infundada então não vou te atormentar com isso.”

“Provavelmente você só me contaria se eu aceitasse ser sua pupila..” falei tediosamente. Cassandra me olhou e disse.

“Não. Não tem nada a ver . não vou falar minha teoria senão você vai surtar”

“Tem alguma coisa a ver com a conversa que você estava tendo agora pouco com tal de Brody? Sobre eu não ser uma pária comum?”

Falei aquilo quase que em tom de desafio. Queria que ela me contasse a sua teoria.

“Quinn, eu tenho uma teoria de que você não é uma qualquer. Não digo que outros sejam , mas você é impressionante. Mesmo sendo atropelada e machucada seu corpo se revitalizou rapidamente, eu reparei nisso. E hoje, na hora em que eu cheguei no quarto, achei que você fosse se transformar. Não era você. Seus olhos que costumam ser verdes, estavam em um tom muito claro, semelhante ao dourado e sua cicatriz estava vermelho vivo. Na hora em que você rosnou eu me assustei e tive certeza de uma coisa: Você não é uma pária. Seu lobo ainda vive em você. Párias não tem o lobo, eles não tendem a ter ataques que nem você teve hoje. Seu lobo está aí, mas por algum motivo que não sei explicar, você não consegue se transformar..”

“Como?? Eu ainda tenho um..um..bicho dentro de mim...? eu vou sentir essas dores direto? Vou ficar rosnando?”

“Eu sinceramente não sei.” Ela suspirou profundamente.

Como assim eu ainda tenho um lobo dentro de mim? Isso é estranho. Quer dizer que quando eu sentir uma dor eu posso me transformara em um monstro sem poder algum sobre o meu corpo? Me senti enjoada com isso. Cassandra parecia me olhar com pena. Ou frustração.

“Você não vai precisar me matar né?” perguntei.

“Não Quinn, por enquanto vou te deixar na base dos tranquilizantes. Eu não sei até que ponto uma crise dessas pode ir e não sei quanto você tem controle sobre o seu corpo.”

“era exatamente sobre isso que eu estava pensando..”

“Sobre o controle no seu corpo...?”

“sim..” suspirei antes de continuar. “ quero saber se..hum..se você me treinar eu posso adquirir algum controle sei lá..”

“você quer que eu te treine?”

“sim” disse com um sorriso.

“ Não.” Respondeu ela curta e grossa. “Quando eu pensava que você}ê era uma garota normal, eu considerei a ideia de te transformar em minha pupila, mas agora que sei que de comum você não tem nada, não posso arriscar” ela disse indo em direção a porta.

“Cassandra, será bem pior se eu me transformar e ficar completamente louca. Sem o menor controle sobre mim.”

Ela parou na porta e pareceu considerar a ideia.

“Vou deixar você descansar. Amanhã esteja de pé às 6h.” e saiu.


Notas finais
um recado p/ aqueles que estão esperando ansiosamente p/ Faberry, segurem aí, só + 2 caps, até elas se encontrarem ok?
Bjos e até o próximo...
p.s.: prometo n demorar nas atualizações....