Hunters

32 Capítulo 32 - Sisters? (Parte 1)


Notas iniciais
Hey *-*

Não resisti.. HAHAH Dividi em duas partes porque era muita coisa, mas também quero ver as opiniões de vocês à respeito dessa primeira parte...
Enfim..aqui está :)

Uma coisa era saber que Frannie estava em Lima. Outra, bem diferente, era vê-la ali.

Minha respiração ficou acelerada e um formigamento tomou conta do meu ombro: a cicatriz. Olhei para Frannie. Nem parecia que eu era irmã dela.

O cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela vestia uma camisa cinza e uma calça jeans. O rosto parecia mais magro, encovado, mas o brilho estranho no olhar dela era o mais diferente. Era quase homicida. O sorriso sarcástico tomou conta do rosto dela antes que falasse:

“Acho que traumatizei a pequena Lucy, Johnny... o que você acha de fazê-la acordar?”

“Com todo prazer...” Johnny deu um passo a frente e finalmente conseguiu tirar a minha adaga e a jogou longe. Ele correu na minha direção e então olhei para a flecha na besta. Era uma das flechas de Cassandra. Apenas levantei e quando Johnny estava a poucos passos de mim disparei.

Ele estacou no meio do caminho e me olhou com os olhos arregalados. O sorriso de Frannie sumiu e Johnny gritou. A flecha havia entrado na barriga, provavelmente eu havia acertado o estômago. Ele se curvou pra frente e puxou a flecha ensaguentada. Eu ainda estava parada. Sabia que ele morreria. Foi como Cassandra falou. Foi instintivo. Johnny cambaleou pra trás e praticamente caiu ajoelhado em frente a Frannie. Ela se afastou com uma careta de nojo e eu decidi puxar outra flecha. Outra de Cassandra. Então ouvi Johnny gemer:

“Fr-Frannie...me ajude...” uma das mãos estava cobrindo o ferimento e a outra estava estendida para minha irmã.

“Idiota...superestimou a si mesmo.”

Frannie se aproximou, colocando as mãos no queixo de Johnny. Alguma coisa, dentro de mim, me alertou parar que eu saísse dali naquele momento, mas eu fiquei e vi: uma torção. Um estralo forte. Um corpo no chão. Frannie torceu o pescoço de Johnny rapidamente e ele caiu, com o rosto virado na minha direção e uma expressão de pânico grudada no seu rosto.

Frannie sacudiu as mãos, como se limpasse e então olhou pra mim. Tenho certeza que estava com uma expressão aterrorizada:

“O que foi maninha? Nunca viu alguém morrendo? Acho que não né? É simples: um giro no pescoço e puft.. a magica acontece!” A gargalhada irônica tomou conta do espaço e eu tentava me afastar conforme Frannie andava na minha direção.

“Abaixa isso Quinn, vamos conversar. Afinal somos irmãs! Família, Lucy. Quero conversar com você, igual a quando éramos crianças.”

“Ahh sim...você me trancava no quarto e ficava rindo no corredor, depois debochava da minha cara e ia embora. Nossas conversas eram sempre assim...! eu ficava lá, esperando pela boa vontade de alguém aparecer na porta e me tirar dali.” Respondi em voz baixa. Sim, ela fazia isso comigo. Era seu passatempo favorito. Me ver implorar por algo. E sentia que era isso que ela queria que eu fizesse ali: implorasse. Talvez por paz ou pra que ela não me matasse.

“Vamos lá Lucy, seja corajosa e mostre que não está com medo de mim, que consegue me enfrentar sem se esconder atrás de uma arma. Olha pra mim.” ela abriu os braços e deu uma volta “Desarmada. Isso é covardia, e tenho certeza que apesar de estar longe da nossa família, você não vai admitir ser tratada por covarde não é? A honra do sobrenome Fabray fala mais alto.”

Ela ainda estava com os braços abertos quando abaixei a arma. O sorriso dela aumentou e então ela me olhou de cima à baixo.

“Como você consegue?” ela perguntou.

“Consigo o que?” sentia minha cabeça latejar levemente.

“Ser uma desgarrada do seu clã, uma traidora de sangue e dos costumes e ainda sim papai te quer viva...como consegue ser tão estupidamente adorada por ele?”

“Não pedi pela adoração dele, nunca fiz isso.. pelo contrário, eu queria que ele parece com aquela obsessão maldita a respeito de me tornar uma líder de alcateia...” respondi. Era a mais pura verdade, mas isso fez Frannie gargalhar.

“Duvido muito que você tenha esse espírito tão altruísta, Lucy. Os Fabrays têm a sede pelo poder incrustada no DNA.”

“Pois é.. acho que sou adotada então...” Falei no mesmo tom de deboche.

“Então faria o casal perfeito com aquela coisinha dos Berry. A desgarrada social com a filha dos gays.”

“Não ouse falar de Rachel dessa maneira!!” Disse trincando os dentes. Frannie riu:

“Ou o quê? Vai me dar um tiro? Eu dou risada de você Quinn, se quiser enfrentar a mim pela honra daquela tampinha , venha de mãos nuas.” disse a última parte em um sussurro, me incitando a fazer o que ela queria.

Parte do meu cérebro me dizia pra parar e voltar até Dustin, mas a maior parte me falava pra socar Frannie até que ela caísse no chão, irreconhecível.

“Whoa.. mas o que é isso? Vai se transformar maninha? Esses olhos dourados são pra me botar medo?”

“Cala a boca Francine. Se você tivesse se tocado do quão patética é, não teria gasto seu tempo e a sua saliva aqui comigo. Vá embora, vá servir de puxa saco do Russel, quem sabe ele não muda de ideia e te dá o comando da alcateia.” a expressãode Frannie se fechou completamente ao me ouvir dizendo isso. “Ora Frannie, é tão ruim assim a ideia de implorar algo? Engula esse seu orgulho idiota e volte para o buraco de onde você saiu. Aquela noite, aquela na qual você me perseguiu e me machucou, por aquela noite eu te agradeço sabia? Se eu não tivesse sido perseguida, não teria ido para estrada e 'conhecido' Cassandra e minha vida não estaria tão bem. Devo imaginar a miséria que você viveu nesses meses, com papai te culpando ou te obrigando a me procurar...”

“Você não sabe de nada!”

“Você é que não sabe de nada Frannie! O que você vai ganhar lutando comigo? Satisfação pessoal? Isso com certeza não vai te ajudar com Russel.”

“Pode até não me ajudar com ele, mas com certeza eu vou me sentir muito melhor.”

Ela deu um passo para trás e então se transformou em lobo. Flashes da noite da transformação em Cleveland vieram na minha cabeça e então Frannie uivou e partiu pra cima de mim.

Fechei os punhos e inspirei profundamente, me concentrando. A besta estava no chão, já que eu havia abaixado para 'conversar' com Frannie, não teria tempo de pegá-la e armá-la novamente. Teria que contar apenas com a minha força e agilidade.

Ela estava chegando perto quando desferi o soco, que acertou em cheio o focinho. Minha mão direita ardeu imediatamente. Frannie ficou trôpega por alguns instantes e cambaleou para o lado. Quando sacudiu a cabeça e voltou a olhar pra mim, ela arreganhou os dentes e se colocou em posição de ataque.

Eu queria poder me transformar para enfrentar Frannie de igual para igual, mas estava com medo. Medo de não conseguir e acabar apagando. E isso de alguma maneira me travava por inteiro. Um reflexo no chão me chamou a atenção. A adaga. Frannie percebeu pra onde eu olhava, e então eu corri para pegar a adaga e Frannie correu também, mas eu deveria ter percebido que a intenção dela não era chegar até a adaga antes de mim, e sim me atingir.

Notas finais
E então? Acham que a Quinn vai conseguir se transformar ou vai ter que lutar com a Frannie assim, de mãos nuas?
Mereço reviews ou sersei caçada até o quinto dos infernos? HAHAHHAH
a 2ª parte já está sendo feita então acho que até segunda já terei postado ok?
Bjos e até lá...