Hunters
24 Capítulo 24 - Things I know (Parte 1)
Notas iniciais
me perdoem pela demora, mas trabalhos da faculdade acabam com a vida de qlqr ser...
Allors....
Muito obrigada pelos comentários... digamos que esse cap seja um de introdução para os próximos...
Não tem Faberry, mas tem algumas coisinhas que vai alegrar muitas leitoras por aqui.. u.u
-**
p.s.: qlqr erro me desculpem, n tive tempo de revisar...:)
“Como assim pode haver outra ?”
“Lembra do sótão, em Fort Shawnee?”
“Sim é claro.. você me disse que não era pra subir lá..”
“E não era mesmo. Além das coisas que eu guardava lá aleatoriamente, existem papéis e documentos antigos...pode ser que haja alguma coisa..” Balancei a cabeça em descrença.
“Cassandra..se nem Alma Lopez conhece outra solução, como papéis antigos poderão dizer como me livrar dessa maldição?”
“Filhote...contatos... o Clã dos caçadores é tão antigo quanto o dos lobos lembra? Meus antepassados sempre tiveram o cuidado de registrar coisas que descobriam a respeito dos lobos..para ajudar nas caçadas...”
“Engraçado como você consegue guardar as coisas importantes e contá-las só nos piores momentos...”
“Pare de drama Quinn porque agora você tem algo a fazer. Vá até a casa em Fort Shawnee e pegue um baú grande que tem próximo a entrada e ahhh passe no pet shop e traga Charlie por favor...” Me levantei rapidamente. A ideia de que poderiam haver outras soluções me acalmou.
“Ok...onde está a chave do carro..?”
“Hey...peça a Marley pra te levar lá...”
“Cassandra...como é que eu vou trazer um baú e um cachorro em uma scooter?”
Ela bufou e revirou os olhos.
“A chave está no bolso do coldre da Mossberg. Pergunte a Shelby onde está...” fui saindo quando ela falou. “Por favor não bata meu carro...e quando voltar, traga um celular pra mim.”
“Hum...ok...então até mais...”
“Até filhote...”
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Voltei para casa caminhando, só dessa vez fui bem mais rápido. Quando cheguei encontrei Noah jogado sobre a minha cama e Shelby estava lendo um livro na sala.
“Por que demorou tanto?”
“Preciso da chave do carro. Cassandra disse que está no coldre da Mossberg e você sabe onde ele está.” disse em um fôlego só. Shelby estranhou a minha pressa, mas foi até o quarto de Cassandra, pegou a chave e veio até mim.
“Sabe dirigir?”
“Sei”
“Sabe mesmo?”
“Cadê a confiança?”
“Não faça drama Fabray. Só não quero ser a responsável pela sua morte em um acidente de carro.” disse jogando a chave pra mim.
Eu dei um sorriso. Drama.
“Ok Shelby. Não se preocupe com isso. Essa responsabilidade você pode passar para Cassandra”
“Para onde você vai?”
“Fort Shawnee.”
“ Vai com alguém?”
“Não..” entrei no meu quarto onde Noah roncava alto ,peguei uma jaqueta preta e saí.
“Não demoro. Vou buscar um baú para Cassandra e Charlie.” disse à Shelby.
“Charlie?”
“O cachorro”
“Ahh sim. Então se é assim tudo bem...até mais e cuidado Quinn”
“Até Shelby.”
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O caminho até Fort Shawnee foi regrado pelo silêncio. Queria pensar, respirar. Se não houvesse outra opção o que eu faria? Abriria mão de Rachel? Eu teria coragem de fugir? Provavelmente não, mas se ficasse como daria um jeito de ajudá-la? Eu me sentia de mãos atadas. Quando reparei, já havia passado do centro de Lima e a paisagem estava mudando, grandes campos se estendiam entre uma casa e outra. Quando entrei em Fort Shawnee a aparência era de uma pequena cidade interiorana. No tempo que morei lá ia muito pouco ao 'centro'. Quando entrei na Zurmehly Rd., o cenário mudou novamente. Casas tipicamente de famílias americanas, todas iguais com suas fachadas brancas. Parei o carro na entrada, peguei a chave da casa no porta-luvas do carro e desci. No instante em que desci, tive a sensação que estava sendo vigiada. Olhei para um lado e para o outro, mas provavelmente era só alguma vizinha.
Entrei na casa e fui direto para o quarto de Cassandra. Peguei algumas roupas e coloquei todas em uma bolsa, sabia que ela precisaria assim que saísse do hospital. Fui no meu quarto e também peguei algumas pra mim. Desci para o escritório e abri o cofre, pegando algum dinheiro. Procurei então uma maleta que Cassandra guardava celulares descartáveis, o porquê disso eu nunca entendi. Peguei um, junto com o carregador, joguei dentro da bolsa e deixei no sofá, para logo em seguida ir para o sótão.
No sótão, meu olhar foi direto para o baú descrito por Cassandra. Puxei ele da parede. Não era tão pesado então desci com ele e coloquei junto com as bolsas. Decidi ir até o galpão. Mesmo sendo o lugar onde era a garagem e meio que o bunker de Cassandra, aquele lugar me fazia lembrar das noites em que ela me dopava. Quando entrei, vi a BMW coberta por uma lona, assim como os resto de materiais que Cassandra usava em caçadas. Ouvi um barulho do lado de fora, peguei uma barra de ferro em um canto e fui ver o que era.
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3 homens estavam parados próximos ao Land Rover. Eu continuei com a barra de ferro até me aproximar deles. Um deles viu e logo levantou os braços dizendo:
“Calma ae loira, estamos aqui em missão de paz....”
“Quem são vocês?”
“Velhos amigos de Cassandra. Onde ela está?” Quem disse isso foi o mais baixo dos três, de olhos verdes, cabelos curtos e voz arrastada.
“Velhos amigos de Cassandra? Não conheço nenhum de vocês.”
“Nós também não conhecemos você garota, então acho que estamos quites.” O outro falou. Os três eram bastante parecidos, mas esse parecia ser o mais velho.
“Quinn Fabray.”
“Ok, Quinn Fabray, pode soltar a barra de ferro para que nós possamos conversar?” ele continuou falando enquanto os outros dois olhavam pra mim desconfiadamente. Então assenti e coloquei a barra no chão.
“Sou Dustin Goolsby” estendeu a mão e eu o cumprimentei “estes são Hunter Clarington e Brody Weston. Somos de NY.”
Olhei para o mais calado dos 3, o que Dustin havia apresentado como Brody Weston. Ele era mais alto do que o Clarington e tinha olhos azuis. Ele reparou que eu estava olhando e então falou.
“Cassandra me falou de você. A caçula dos Fabray que ela adotou.”
“Ela falou de você uma vez.”
“Então você é a pequena pupila da July?” perguntou Dustin.
“Sim e vocês são?”
“Caçadores.” respondeu Brody.
“Caçadores? Achei que essa área fosse meio que um domínio de Cassandra.” respondi desconfiada.
“Sim, ela com certeza vai ficar furiosa ao descobrir que estamos aqui, mas estamos atrás de um trio de híbridos fugidos de NY”
“Híbridos? Fugidos de NY aqui?”
“Sim, seguimos o rastro deles e estão por aqui em algum lugar.”
“Vimos o carro de Cassandra chegar então viemos ver se ela estava aqui. E então?” Hunter perguntou. A cada vez que ele abria a boca, eu ia desgostando ainda mais dele.
“Cassandra não está aqui. Ela está no Hospital, em Lima.”
“O que houve com ela?” Dustin pareceu preocupado.
“Um acidente.”
“Acidente?” Brody também pareceu preocupado.
“Sim, mas prefiro não comentar sobre. Ela está bem agora.”
“Hum, iremos visitá-la então..” disse Brody.
“Mas vocês não estão em uma caçada?”
“Sim estamos, mas perdemos o rastro há algumas horas. Então acho que isso pode nos dar uma brecha de tempo.” Disse Dustin.
“Oh.. vocês dois parecem tão idiotas com essa paixonite pela July.” disse Hunter entediado.
“Calado Hunter!” os outros dois gritaram para Clarington e então ele se calou.
“Desculpe por isso Srta Fabray” Disse Dustin.
“Não precisa se desculpar e me chame de Quinn.”
“Ok Quinn? Pode nos levar até Cassandra?”
“Sim, posso mas preciso fazer algo antes.”
Voltei na casa, peguei as coisas e joguei no carro enquanto os três em um Lincoln MKX preto que estava estacionado na casa ao lado. Entrei no carro de Cassandra e segui para o pet shop de Fort Shawnee com os 3 vindo logo atrás. Quando parei para pegar Charlie, pedi que esperassem.
“Olá, eu vim buscar o Flat Coated Retriver Preto chamado Charlie”
Dessa vez quem estava pra atender era uma moça, mas isso não impediu que ela ficasse me olhando de cima abaixo.
“Cassandra July?”
“Não, meu nome é Quinn Fabray, mas tenho autorização de Cassandra pra levá-lo.”
“Ahhnn..assine aqui por favor...”
Charlie apareceu com um dos assistentes e logo latiu quando me viu. Peguei-o pela coleira e levei para o carro, mas antes que nós chegássemos nele, Charlie rosnou para uma garota que passava perto. Era uma menina loira, mais baixa do que eu. Ela era magra e estava vestindo um moletom largo que a deixava menor ainda, mas o que mais eu prestei atenção foi nos olhos. Estavam circulados por grandes marcas roxas, olheiras profundas e eram de uma cor verde muito bonita, mas estavam vermelhos. Assim que ela reparou que eu estava observando-a, abaixou a cabeça e acelerou o passo até sumir na esquina. Tive a impressão que deveria segui-la mas uma buzinada dada por Dustin me fez mudar de ideia e ir para o carro.
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A pressa pra descobrir um modo de resolver meu problema a respeito da maldição era maior do que a minha paciência para esperar os projetos de modelos acelerarem, então ficamos a uma boa distância, por conta da lerdeza dos 3. Como Charlie havia dormido dentro da caixa de transporte decidi ir direto para o hospital.
Vi o Lincoln parar logo atrás, no estacionamento do hospital, mas só Brody e Dustin desceram do carro. Como só poderiam subir dois visitantes, Brody se prontificou e Dustin, com uma cara emburrada ficou na recepção. Ele me ajudou com o baú e quando entrei no quarto, ele ficou no corredor. Cassandra deu um suspiro ao me ver.
“Que rápida você hein, espero que meu carro esteja inteiro...”
“Ele está. Charlie está bem e está dormindo, trouxe o que você pediu e hum... tem uma pessoa aí fora que quer te ver...” entreguei a bolsa com as roupas e o celular pra ela.
“Quem é?”
Fui até a porta e acenei e então Brody entrou. Cassandra arregalou os olhos mas logo sorriu.
“Weston.”
“Cassie.” ele falou, colocando o baú no chão.
“Não me chame assim. O que faz aqui? Veio sozinho?”
Brody sorriu e então sentou na cama ao lado de Cassandra. Eu ia sair do quarto, mas Cassandra fez um sinal para que eu sentasse na poltrona.
“Não vim sozinho. Dustin e Hunter estão lá embaixo. Hum... vim aqui por um grande acaso. Nós estamos em uma caçada. Na verdade, perdemos o rastro em Fort Shawnee. Então ficamos lá, para ver se encontrávamos você, até Quinn aparecer e nos contar o que havia acontecido.”
“Estão caçando híbridos ou lobos?”
“3 híbridos, mas temos quase certeza que um dos 3 possa ser um lobo.”
“Há quanto tempo estão procurando?”
“mais ou menos 1 semana. São dois homens e uma garota. Um é negro, alto, careca. O outro é meio oriental, com cabelo bem preto, baixinho. E a garota é loira, cabelo comprido, baixa e de olhos verdes.”
Senti o sangue gelar com essa descrição. Era a garota que eu tinha visto em Fort Shawnee. Eu fiquei quieta e Brody continuou falando.
“Eles atacaram um fazendeiro nos limites do estado. Ninguém conseguia te achar, então nos mandaram pra cá..”
“Entendo... mas agora, sem querer se indelicada mas porque o Clarington? Ele é um idiota...”
“O pai dele pediu que ele viesse e está bancando tudo...”
“Ahh claro... isso explica.” Disse Cassandra com um certo tom de sarcasmo, e depois virou-se para mim dizendo:
“Quinn, abra o baú.”
O baú estava atado com tiras de couro e com apenas um puxão, elas se soltaram.
“Cassie o que aconteceu? Por que está em um hospital?”
“Uma transformação.. um tanto inesperada. Digamos que caiu sobre mim..” ela olhou pra mim e deu um sorriso de lado. Puxei o baú e coloquei em cima da cama. Vários papéis amarelados e algumas caixinhas menores era o que tinha lá dentro. Cassandra começou a remexer nos papéis e do fundo, retirou o que parecia ser um caderno velho. Estava puído, a capa de couro estava gasta nas pontas e as folhas pareciam que iriam cair a qualquer momento. E então Brody falou:
“Isso parece algo importante. Vou deixar as duas a sós. Se precisar, estarei lá embaixo.” deu um beijo na testa de Cassandra, que sorriu e apenas acenou para mim, saindo logo em seguida.
“Hum...” Disse Cassandra depois que ele saiu. “Quinn, veja.. isso é um diário. Era do meu bisavô. Ele sempre fazia anotações a respeito de suas caçadas e etc. e me lembrei que ele escreveu que havia passado alguns anos em uma alcateia, no leste europeu, e ele aprendeu certas coisas com um chefe curandeiro, quase um xamã, inclusive como quebrar maldições...”
“É sério isso Cassandra?”
“E eu sou mulher de brincar com coisa séria Quinn?” Disse levantando uma sobrancelha.
“Apenas diga como...”
“Uma cerimônia de união do sangue.” disse Cassandra calmamente, como se eu soubesse o que era aquilo.
“E o que é isso?”
“Digamos que seja uma cerimônia para unir as duas diante dos espíritos ancestrais, para pedir a benção deles sobre o fato de vocês serem parceiras. Assim como a separação total é uma solução, a união total também pode ser.”
Primeiro eu olhei pra Cassandra e tive vontade de rir, mas vi que ela estava completamente séria e então falei:
“Isso está me parecendo uma espécie de...hum... casamento?”
Cassandra apenas assentiu, sorrindo, provavelmente da minha cara de espanto.
Notas finais
Quem gostou dos personagens q apareceram?
E a solução que a Cassie encontrou é muito precipitada p/ Q??
Próximo cap.: COM CERTEZA TERÁ FABERRY U.U hahhahahhahah
além dos híbridos e o que pode ser uma prévia do julgamento de Rachel...
Vou me esforçar ao máximo p n demorar, ms não posso dar nenhuma certeza, então peço apenas que tenham paciência e continuem acompanhando.. já ficarei muito grata..*-*
Qlqr coisa deixe um review ou vá lá na minha ask... HAHHAH
Bjos e até mais.... :*
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