Hunters
16 Capítulo 16 - Moonlight (Parte 1)
Notas iniciais
1º desculpem a demora mas devido ao bloqueio, acho que reescrevi esse cap umas 5 vezes até ele ficar bom...
2º algumas coisas que iam aqui passaram p o próximo cap...tipo a missão de farejamento...
3º mais uma vez me perdoem pela demora.... :/
enfim...aproveitei o cap.*--*
Cassandra me pegou pelo braço e me arrastou até um dos quartos que estavam desocupados.
“O que aconteceu?”
“Preciso que você reúna aquele pessoal que disse que ia te ajudar, peça a eles que fiquem atentos na hora da transformação. Tenho certeza que amanhã, nós vamos conseguir pegar esse lobo...”
“Você desconfia de alguém?” Eu também tinha lá minhas desconfianças, mas tinha coisas que não se encaixavam.
“Sim, desconfio Quinn, mas não posso me basear apenas em intuição, preciso que eles farejem o mesmo odor que você sentiu no bosque.”
“Ok...vou falar com Mercedes..”
“Faça isso agora, vou procurar Shelby. Esteja em casa antes das 21hrs, precisamos ver o que faremos com você amanhã...”
Engoli seco e lembrei da parte em que Alma me disse o que aconteceria se eu ficasse acordada durante uma noite de transformação. Assenti ara Cassandra e saí do quarto. Encontrei Marley ainda parada no corredor.
“O que Cassandra queria..?”
“Ela desconfia de alguém...disse que amanhã podemos descobrir quem é o lobo...”
“Huh...”
“Preciso que me ajude a encontrar Mercedes. Preciso falar com ela.”
“Ok, vou só me despedir de Unique ...” dito isso ela entrou no quarto e não demorou mais do que 5 minutos. De repente eu notei que não tinha visto Cassandra sair ou passar por mim. Voltei ao quarto e estava vazio. Para onde ela tinha ido?
“Hey” Marley chamou, do outro lado do corredor. “Vamos?”
“Você viu Cassandra passar aqui?”
“Não...”
“Hum...vamos..”
Quando saímos para o estacionamento, o Land Rover não estava mais lá. Cassandra foi embora e me deixou ali? Marley também estranhou Cassandra fazer isso, estão foi até a scooter e pegou o 2º capacete. Subi na moto e voltamos para alcateia. Ela passou direto para o descampado que era onde geralmente Sam ficava treinando, e segundo Marley, era provável que Mercedes estivesse lá. E ela estava certa.
Sam era da patrulha da alcateia, comandada pela treinadora Beiste, eles viviam treinando no descampado. Marley veio me contando no caminho que Sam se sentia mal pelo ataque. Naquele dia, ele é quem deveria estar de guarda, mas havia ido para Cleveland, só conseguiu voltar depois que Wade mandou o sms.
Mercedes, assim que me viu, veio falar comigo.
“Fabray, parabéns pela luta com a Santana, tenho certeza de que ela não está nem um pouco feliz com isso...”
“é verdade...muito obrigada, mas Mercedes, vim falar com você a respeito do acordo que fizemos. Preciso que estejam prontos amanhã.”
“Amanhã? Na noite da transformação?”
“Sim...”
“Vai ter que ser depois da caça ok?”
“OK”
Tinha me esquecido que em toda noite de lua cheia havia meio que uma caça coletiva, todos os lobos da alcateia faziam. Em Cleveland era quase que uma luta de egos. Todos apenas estavam interessados na caça maior. Estava tudo muito bom e eu já estava voltando com Marley quando ouvi:
“Ora ora...Lady trapinho e loira aguada...vocês com certeza ganharão o prêmio 'casal gay do ano'....”
“Lopez...” eu falei me virando. “Achei que depois da surra que levou, não levantaria da cama tão cedo...”
“Veja só loira, sou dura como uma rocha e estou pronta pra outra...” ela bateu no peito e deu um sorriso de canto. Brittany estava logo atrás e quando viu o que Santana estava falando, disse:
“Não mesmo San...não vai ter revanche com a Quinn...não quero te levar pra casa no colo de novo e ver você choramingando de dor. Não vou deixar...”
Naquele momento eu, Marley, Mercedes e Sam começamos a rir. Gargalhar na verdade. Santana ficou vermelha e cruzou os braços.
“Okay, chega! Vim falar com você Fabray para cumprir minha parte no acordo e também para te dar um aviso.”
“Sobre o acordo já falei com Mercedes. Amanhã depois da caçada.”
“Humpf..” Santana bufou audivelmente. “ isso me poupa trabalho, então darei logo o aviso: Fique longe de Rachel. Compreendes?”disse em um tom de ameaça.
Todo mundo parou de rir. Sam se aproximou de Mercedes e disse:
“Como assim? Fique longe de Rachel...que espécie de aviso é esse?”
“Não ficou sabendo boca de truta? A loira aí fez confusão com o casal maravilha.”
“Como é que é?” Mercedes perguntou.
“A Fabray beijou a Rachel e o Orca viu. Finnutil atacou a Fabray e a trapinho maravilha apareceu pra salvar”
“Wow” disseram Sam e Mercedes em uníssono. Marley estava parada do meu lado, com a cara fechada e eu com certeza já estava muito vermelha.
“Isso é sério?” Sam perguntou. “Quer dizer...vocês deram um beijo do nada e Finn viu ou vocês são tipo amantes e ele é chifrudo?”
“Tá usando palavras muito fortes Sam, tenho certeza que tem outra explicação mais inteligente e menos sarcástica do que essa, não é Santana?” Disse Mercedes.
“Essa é a única forma que eu sei, Aretha...”
“O que Santana disse é verdade Quinn?” Mercedes perguntou . Eu abaixei a cabeça e fiquei em silencio por alguns segundos, até sussurrar um 'sim' suficientemente audível pra ela. “Ok...mas vocês não são tipo amantes nem nada...foi só um beijo?” mais um 'sim'.
“Sinceramente pessoal qual é a do interrogatório? Santana, eu sei que você é subordinada da Berry, mas a ponto de vir aqui e me ameaçar? Olha só, eu estou aqui há uma semana e já arranjei problemas demais pra uma pessoa só, se quiserem aparecer para cumprir o acordo amanhã, ótimo, senão, sei trabalhar sozinha.” Explodi. Virei e saí pisando duro, deixando todos espantados.
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Quando entrei na casa encontrei Shelby no sofá, lendo uma revista e ouvi tiros no quintal, Cassandra provavelmente treinando sozinha, mas com uma arma? Ela não era muito fã. Fui até lá e ela estava dando tiros em um alvo pendurado na árvore, por uma corda, simulando movimento. Dei de ombros e voltei para dentro de casa. Reparei em Shelby. A cada página virada na revista, ela bufava.
“O que foi?” perguntei. Ultimamente, essas pessoas daqui tem escondido tudo de mim, por mais esforço que eu fizesse de descobrir. Era essa a minha sensação.
“O que foi o que Fabray?”
“Porque está com essa cara de brava.”
Ela parou de folhear a revista e olhou firmemente pra mim.
“Porque hoje eu fui impedida de falar com a minha própria filha! Como Leroy ousa fazer isso !? Eu tenho o direito de falar com ela!” Esbravejou Shelby. Eu esperei alguns instantes até que ela se sentasse e acalmasse, e então falei:
“Provavelmente porque você é só a mãe dela biologicamente falando. Não quero uma discussão Shelby, mas você perdeu os direitos sobre Rachel ao aceitar o cheque...”
“Você conhece a história?” Assenti. “Foi Cassandra?” Assenti novamente.
“Não vou julgar seus motivos, afinal a quantia oferecida é atrativa a qualquer um, mas o vínculo entre você e Rachel na forma humana foi quebrado, mas esse mesmo vínculo, na forma de lobo, jamais será quebrado...sei do que eu estou falando..”
E sabia mesmo. Cresci sem uma mãe e a figura mais próximo de algo materno que eu tive foi Cassandra. Eu podia até não ter minha mãe fisicamente ali, comigo, mas eu sentia ela, de uma forma inexplicável ela estava ali. E tinha quase certeza que Rachel devia sentir isso em relação a Shelby.
Shelby me olhava com interesse, então perguntei:
“Que foi?”
“Você...é uma menina interessante Fabray...Foi renegada pela família por eles pensarem que você era uma pária. Foi encontrada por uma caçadora que tinha todos os motivos do mundo para não ficar com você, além de ter sido atropelada por ela. Chega aqui você é ameaçada pela alfa e pela beta, por coisas que você não fez, aí faz um acordo, luta com a beta e ganha, descobre que é amaldiçoada, aí beija a alfa que é a minha filha, arranja uma briga com o namorado dela, e agora está aqui.... inteira mesmo depois de toda essa reviravolta...”
“Você acabou de resumir a minha vida nos últimos tempos e isso foi terrivelmente estranho.” levantei a sobrancelha e Shelby riu. “Como você consegue respirar enquanto fala? Rachel faz a mesma coisa...”
“Sério?” Disse Shelby com um sorriso orgulhoso.
“Sério..” eu sorri também. Nisso Cassandra entrou, olhou para nós duas conversando e riu:
“Interagindo com a sogra? Ótima estratégia Fabray...” eu corei terrivelmente e Shelby falou.
“Você tem que segurar mais sua língua July...”
“E você tem que ser menos impulsiva Corcoran...” Cassandra respondeu no mesmo tom.
“Ok...eu vou dormir...emoções demais para um dia só...” Cassandra virou pra mim e disse:
“Falou com Mercedes?”
“Sim..e porque saiu do hospital sem ao menos dizer nada...?”
“Um sms. Fui buscar Shelby revoltada no Lima Bean.”
“Ahh sim..enfim boa noite..” e fui para o quarto.
Deitei na cama, mas não conseguia dormir de jeito nenhum. Eu fiquei pensando se tinha como alguém da alcateia ser o lobo. Mas ninguém se encaixava. Em ninguém eu havia sentido aquele cheiro, mas ele era tão familiar. Incrivelmente familiar. Me mexi, remexi, até conseguir cochilar.
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Acordei terrivelmente cedo. Cassandra dormia e Shelby estava drasticamente acomodada no sofá. Tomei um banho e coloquei um short, camiseta e adaga no coldre sob a blusa. Calcei um par de tênis e decidi que daria uma corrida em torno do descampado. O dia já estava amanhecendo e eu me sentia diferente. Me sentia mais solta. Tudo parecia tão límpido, até meu corpo parecia diferente, mais forte. Comecei a correr e fiz isso durante um bom tempo. Tanto tempo que quando parei o sol já estava alto no céu e já tinha aparecido uma expectadora. Rachel estava com um vestido rosa e sapatilhas pretas, e estava sentada nas arquibancadas. Parei a corrida de frente pra ela.
“Bom dia...” falei.
“Bom dia Quinn..” Ela respondeu.
Eu sai do descampado e fui sentar ao seu lado na arquibancada.
“Então...porque você saiu daquele jeito ontem?”
“Eu simplesmente lembrei de algo que tinha pra fazer, só isso”
A única coisa que vinha na minha consciência naquele momento era 'ela está mentindo' então a pergunta saiu:
“Porque está mentindo?”
“Eu não estou mentindo...! tinha algo a fazer e por isso saí daquele jeito.. me desculpe..” o nervosismo dela era aparente.
“Porque está nervosa, Rachel? Foi você quem saiu sem mais nem menos ontem, eu só queria saber o motivo, mas se você não conta eu não vou perguntar mais ok?” me virei olhando pra frente, para o bosque, quando uma brisa veio. Leve mas o suficiente para que eu sentisse o cheiro novamente. Lavanda e morangos. E ele estava tão forte que cheguei a me arrepiar. Fechei os olhos por alguns instante só pra me concentrar.
“Rachel você está sentindo?”
“O que?”
“Esse cheiro...”
“Cheiro...? que cheiro” Ela se aproximou de mim. Me arrepiei ainda mais ao sentir o braço dela roçar o meu.
“Lavanda e morangos...você não está sentindo?? está tão forte....!”
“Não..não sinto...” Ela se apoiou na minha coxa, como se tentasse se levantar. Eu estremeci. Associado ao cheiro, aquela era uma sensação maravilhosa.
“Quinn?” Rachel perguntou.
“Oi?” Abri os olhos e me virei na direção dela. Nós estávamos muito próximas. Sentia a respiração dela no meu rosto.
“Ontem...definitivamente eu terminei com o Finn, e por incrível que possa parecer ele não foi contra. Disse que tinha conversado com a mãe e sabia que não poderia interferir se nós duas fossemos, bem...parceiras.” ela deu um pequeno sorriso ao dizer isso e eu sorri também. “então estive pensando 'porque não podemos tentar algo? Se formos parceiras, só saberemos se algo diferente acontecer...' certo?”
“Rachel...” me aproximei alguns centímetros mais até sentir nossas testas se encontrarem “algo de diferente já aconteceu.” então diminui a distância dando um beijo nela. E naquele instante eu esqueci cheiros, caçada, lua cheia e me concentrei nela. Apenas nela.
Notas finais
próximo cap...surpresa! e se chegarmos a 100 reviews prometo cap bônus..
Bjos divas e divos até lá... HAHAHAH :*
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