Hunters

50 Capítulo 50 - Us


Notas iniciais
Hey pessoas... Falei que eu postava antes do ano novo? HAHAHAHAHAHAH ok parei.. Chorando eternamente porque esse é o último... Não vou encher o saco por aqui... Aproveitem..

Uma semana se passou desde a despedida de Cassandra e Shelby. Charlie passou uns dois dias triste, mas logo voltou a brincar, agora com Marley e Kitty.

No fim de semana, Frannie apareceu com uma pequena mochila e uma aparência menos cansada. Eu estava lendo um livro que pedi emprestado à Hiram quando ela pigarreou por atenção.

“Quinn?”

“Hum?”

“Você pode.. hum.. bem, me dar uma carona até a estação de trem?”

“Claro, posso.. mas, pra onde você está indo?”

“Cincinnati.”

“Sério?”

“Sim, consegui falar com uma garota que precisava de uma roomate lá. Ela estuda na Cincinnati university. E também ela trabalha dentro do campus, em uma cafeteria. Ela conversou com a chefe dela e tenho uma entrevista marcada pra depois de amanhã.”

“Oh.. isso é bem legal Frannie, fico feliz por você..”

“Bem, já é alguma coisa.. além disso antes de toda essa revolução eu mandei minha inscrição pra lá...e fui aceita. Vou estudar psicologia.”

Dei um sorriso. Frannie parecia finalmente estar tomando um rumo.

“Isso é maravilhoso Frannie, sério! Muito bom.”

Ela olhou para a passagem e depois para o relógio na parede. 10:45.

“O trem sai às 11:05. Podemos ir?”

“Claro.. só um minuto.. vou pegar a chave da moto.”

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Menos de 10 minutos depois, eu estava com Frannie na plataforma.

“Hum.. bem.. eu acho que é isso então..” Ela falou.

“Pois é..”

“Quinn, eu só queria... mais uma vez, dizer que sinto muito pelo mal que eu causei a você...” Levantei a mão para interromper Frannie.

“Frannie, cada vez que você pede desculpas a mim, traz à tona todos os sentimentos ruins que eu empurrei pra dentro de mim no momento em que eu vi que você tinha mudado. É como se cada desculpa fosse uma maneira de me lembrar que isso poderia ter terminado de outra maneira. Talvez com você morta e Noah vivo. Mas as coisas aconteceram. Você teve sua parcela de culpa nisso? Teve.. pode ter certeza, foi uma parcela gigantesca. Mas Russel teve a dele e, de certa forma, acho que tive a minha parcela também. Enfim, não é hora e nem lugar pra ficarmos repetindo isso. Frannie te desejo tudo de bom em Cincinnati.”

Em um reflexo involuntário, dei um passo a frente, como se fosse abraçá-la, porém logo reparei e corei.

“Não tem problema em continuar Q. eu aceito o abraço.”

Ela abriu os braços e eu a abracei. Pela 1ª vez em 17 anos, eu gostei de um abraço dado por Frannie. E por ironia, era um abraço de despedida.

Ela se afastou e limpou o rosto com as mãos.

“Bem, acho melhor embarcar e procurar meu lugar..”

“Ok.. é.. bem... vá lá..”

“Bem.. posso dizer um até logo ou isso é um adeus?”

“Até logo Frannie.”

Ela sorriu e disse:

“Até logo Quinn.”

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Vi o trem de Frannie partir e senti uma pequena sensação de abandono. Acho que porque de uma certa forma, a “família” Fabray já não existia. Agora é só um nome.

Voltei pra casa e encontrei Rachel brincando com Charlie.

“Hey..” Ela falou sorrindo enquanto atirava uma bolinha pra Charlie ir buscar.

“Oi Rach... hey Charlie..!” Ela chegou perto de mim, segurou minha cintura e falou no meu ouvido.

“Não sei se isso é possível mas, você fica tão sexy quando aparece nessa moto com toda essa pose badass...”

“Ah é?” Segurei ela pela cintura e puxei ela um pouco mais pra cima, para que pudesse dar um beijo. O beijo foi voraz, como se quiséssemos mostrar uma a outra quem é que domina. Quando o ar foi necessário, Rachel mordeu meu lábio inferior e sussurrou.

“Não me provoque Fabray... lembre-se de quem manda aqui.”

“O que deu em você hoje?” Passei a língua sobre o lábio e senti um leve de gosto de sangue.

“Ué? Não posso querer mostrar um pouco de domínio...?”

“Claro que pode, mas não precisa me mutilar pra isso...”

“Não seja tão dramática Fabray..”

“É a convivência Berry...” Dei um beijo na bochecha dela e nós duas rimos.

“Onde estava?” Ela perguntou de repente.

“Fui levar Frannie na estação de trem.”

“Hum.. ela foi pra algum lugar bem longe daqui... tipo Alasca?”

“Rach.. não têm trens que saiam daqui até o Alasca...”

“É eu sei... não custa nada imaginar que ela está bem longe e que você finalmente está segura...”

“Ela foi para Cincinnati. Vai estudar psicologia.”

“Sério? Ela vai fazer autoanálises?” Rachel falou debochadamente.

“Rachel, não precisa falar assim..”

“Quinn, vamos encarar os fatos. Você está muito mais aliviada sem ela aqui e sim, sua irmã tem sérios problemas...eu estou mais aliviada porque ela não está mais aqui, porque pra mim, ela aqui representava apenas um risco pra você. À sua vida, à sua sanidade...”

“Rach.. Frannie mudou. Não é só porque eu sou a irmã dela que estou dizendo isso. Mas qualquer um que minimamente a conhecia, notaria a mudança. Toda essa sua desconfiança é antiga. Desde o dia em que vocês foram atacados em Cleveland. Eu te entendo e acho isso fofo. Essa proteção toda...”

“Claro! Me preocupo com aquilo que é meu...”Rachel puxou minha mão e deu um beijo.

“Sou sua propriedade Srta. Berry?”

“Claro que sim..Minha, só minha...”

“Quanta possessividade...” Falei rindo. Dei um beijo nela, mas o latido de Charlie, pedindo que alguém desse atenção à ele. Rachel riu e disse:

“Quando é que teremos tempo pra nós duas?”

“Não sei...a gente precisa dar um jeito nisso... acho que o negócio é nos mudarmos definitivamente pra aquela cabana.”

“Proposta tentadora Fabray... porém Santana sabe como chegar lá..” Apoiei minha testa no ombro de Rachel e fingi um choro. Rachel deu risada e suspirou profundamente em seguida.

“O que foi?” Levantei a cabeça e olhei Leroy vindo na nossa direção.

“Rach, querida, você poderia nos dar um minuto..?”

Rachel olhou pra mim e depois para Leroy. E deu um beijo na bochecha e saiu para o descampado levando Charlie.

“Sente-se Quinn.” Leroy apontou para o batente da porta. Sentamos e ele começou a falar:

“Cheguei hoje de viagem e como você já sabe, Cassandra veio conversar comigo antes de eu ir para Pittsburg, a respeito da sua situação aqui. Essa casa agora é sua e de todas as gerações a partir de você. Tive que passar por cima do meu orgulho para aceitar isso. Além do mais, é a melhor solução para todos. Quando Rachel me contou sobre Russel, confesso que fiquei chocado. Achei que você fosse largar dela e ir acudir o pai.”

“Mas, para sua infelicidade, não foi o que aconteceu..”

“Não Quinn. Não vá esperando que eu fosse ficar feliz. Afinal de contas Rachel definharia aos poucos se você fizesse isso e não haveria nada que eu pudesse fazer. Quando ela te defendeu naquela noite, eu finalmente compreendi que, quando se tratava de você, Rachel seria capaz de passar por cima dos laços familiares pra te defender.”

“Não pedi pra ela fazer aquilo, teria impedido se pudesse.”

Leroy deu uma gargalhada.

“Quinn, Rachel estava transformada. Hiram não te falou que o instinto de proteção de um alfa em relação ao seu parceiro é infinitamente maior do que em qualquer outro lobo? Você não iria conseguir impedi-la mesmo se quisesse. Mas eu admiro isso na minha filha, mostra o quanto ela gosta e se importa com você e isso é uma coisa que nem eu mesmo posso tentar impedir.”

“Isso, de certa forma foi muito bonito Leroy.”

Ele deu um sorriso.

“Espero que goste de morar por aqui Quinn, já que o que teve nos últimos tempos não conta como vivência..”

“Verdade... hum.. Obrigada Leroy..”

“Me agradeça cuidando bem da minha menina..”

“Cuidarei, com toda certeza.”

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Depois que Leroy saiu, Rachel voltou com Charlie e disse que iria pra casa. E eu fui dar água e comida para o cachorro. Marley e Kitty logo apareceram.

“Hey Q.” Marley falou.

“Oi Marley, Oi Kitty... como estão..?”

“Bom.. estamos meio que com um probleminha...” Marley falou.

Suspirei e olhei pra Kitty:

“Não me diga que você vai voltar pra Columbus? Sabia que ela ficou uivando depois que você foi embora?”

Marley ficou roxa de vergonha e Kitty começou a rir.

“Sério isso Rose? Que coisa mais fofinha...” Ela apertou a bochecha de Marley que ficou emburrada.

“Ahh para Kitty.. e você! Que bela amiga eu tenho hein Lucy Quinn Fabray..”

“Eu apenas conto a verdade ué..” Falei rindo.

“Enfim..dessa vez, Kitty não vai embora, mas ela precisa de um lugar pra ficar, já que minha mãe não acha muito apropriado..”

“Concordo com a Millie..” Kitty ficou vermelha dessa vez. “Imagina.. duas adolescentes com os hormônios a flor da pele e ..” Marley me interrompeu:

“Para com isso Quinn! Ou a Kitty vai explodir de vergonha! Como eu estava dizendo... Kitty não tem um lugar pra ficar e agora que ela é uma dos acolhidos eu queria saber se ela não pode ficar aqui.. com você?”

“Hum.. deixa eu ver..” Kitty e Marley me olhavam esperançosas. Como é que eu poderia dizer não? “Ok.. Ok.”

As duas começaram a pular e de repente se beijaram. E da mesma forma repentina que começaram pararam. Eu dei de ombros, mas elas estavam roxas e olhavam pra qualquer outro lugar que não fosse meu rosto.

“Hum.. acho que teremos que implantar algumas regras aqui..”

“As regras são serão válidas se você cumpri-las também Fabray...” Olhei para Marley que estava de braços cruzados. E me encarando dessa vez.

“Ok ok.. só não quero que isso se transforme em um parque de perversões tudo bem?”

“Fala isso pra sua garota...” Estreitei os olhos pra Marley e ela começou a rir.

“Regra 2, porque a 1 ficou subentendida. Divisão de tarefas. Viu que está sujo, limpe. Se bagunçou, arrume.”

“Kitty faremos assim. Vou colocar minhas coisas no antigo quarto de Cassandra e você fica com o meu.”

“Tudo bem Quinn.”

“Sabe cozinhar?” Perguntei.

“Sim, eu sei.”

“Então.. jantar por sua conta hoje Wilde...” Falei rindo. Tirei algumas notas da carteira e entreguei a ela. “Vá com Marley fazer algumas compras pra cozinha..”

“Kitty você vai virar escrava da cozinha... Quinn tem um estômago sem fundo..” Marley falou.

“Calada trapinho porque aqui você ainda é visita.” Falei presunçosamente e Marley ficou emburrada.

“Quinn.. antes de ir fazer as compras, posso trazer minhas coisas pra cá?”

“Mas é claro que pode Kitty...”

“Então tá.. até mais Quinn e muito obrigada..” Ela saiu de mãos dadas com Marley que acenou pra mim.

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No final da tarde, fui me encontrar com Rachel no descampado. Ela estava sentada na ‘arquibancada.’ E parecia extremamente fofa em um vestido azul claro.

“Oi Rach...”

“Quinn..” Dei um beijo nela e ela me abraçou. Sentei ao lado dela e ficamos em um silêncio confortável durante alguns minutos.

“Por que estamos aqui Rach?” Perguntei. Ela fazia círculos com o dedo na minha coxa e então ela apontou para as pedras.

“O que tem as pedras..?”

“Eu estava lembrando... nosso 1° beijo..” Ela riu e eu acompanhei a risada. Como esquecer? Finn se transformando pra me atacar porque eu havia acabado de beijar Rachel, que na época namorava ele. E aí Marley Rose apareceu jogando Finn metros longe de nós.

“Foi um dia engraçado..”

“Foi um dos melhores dias da minha vida...” Rachel falou, encostando a cabeça no meu ombro. O silêncio voltou. E dessa vez a pergunta foi minha.

“Rach?”

“Huh..?”

"Antes daquele beijo, você se sentia como em relação a mim.. quero dizer.. com é que você me via?”

“Na verdade, eu queria ficar longe de você. Você me deixava confusa e com dores insuportáveis na cabeça, mas parece que foi o beijo que acalmou tudo dentro de mim.”

“Se eu disser que sentia as mesmas coisas, vai parecer muito clichê?” Eu dei uma risada e Rachel me deu um selinho.

“Não, não vai..”

“Senti o mesmo. Quando você foi até a minha casa, naquela noite em que Alma Lopez apareceu querendo te expulsar, e eu te ameacei.. pra defender a Marley.. eu tive que ser dopada... fiquei meio fora de mim..”

“Que bom que isso acabou..” Rachel me apertou contra ela e eu dei uma risadinha. Ela começou a acariciar minha nuca e eu soltei um gemido que mais pareceu um ronronado. Rachel parou e eu arqueei a sobrancelha.

“Por que parou? Tava tão bom...”

“Ok leãozinho.. parei porque nós precisamos ir a um lugar...”

“Que lugar?”

“Logo você vai saber..” Ela desceu da arquibancada e eu a segui. Ao chegar no descampado ela se transformou e correu em direção ao bosque. Fiz o mesmo. Ela corria na frente, como se indicasse o caminho, porém eu já sabia para onde estávamos indo.

Logo chegamos a cabana. Rachel voltou a forma normal e entrou primeiro. Eu fui logo em seguida.

“Vim mais cedo aqui e arrumei tudo” Rachel falou e eu olhei ao redor. A cama estava arrumada. As velas espalhadas pelo chão. “bem, tive a ajuda de Brittany pra impedir que Santana desse um jeito de nos interromper. Kurt me ajudou com as velas. Papai e meu pai saíram para um jantar... isso quer dizer..”

“Sem interrupções.” Minha voz saiu baixa. Peguei a mão de Rachel e a levei delicadamente para a cama. Ela se sentou e me puxou meu rosto pra perto do rosto dela.

“Já disse que amo quando seus olhos ficam dourados?” Sorri e dei um beijo casto nela.

“Não hoje.”

“Amo quando seus olhos ficam dourados, porque sei que eles só ficam assim por mim. Isso te deixa mais sexy, se é que é possível...” Dei um sorriso de lado e Rachel me encarou séria e sussurrou “Amo você.”

Senti um arrepio percorrer a minha espinha quando Rachel disse aquilo. Além de uma alegria sem tamanho dentro de mim. Meu lobo ficou exultante com essas 2 palavras. Meu sorriso se alargou e então eu falei.

“Eu também te amo Rach..”

O sorriso dela foi gigantesco e então ela me puxou para um beijo lento, e que rapidamente, tomou outras proporções.

Naquela noite, tudo foi diferente. Os toques, os beijos. Finalmente eu me sentia bem, completa. E era Rachel quem me deixava assim.

Notas finais
E então? Ficou bom? ruim? deixe sua opinião :D Tentei fugir do clichê, mas ele estava tão grudado em mim que não deu outra...ficou meio clichê HAHAHAHAHA Então... Gostaria de agradecer imensamente a todos que acompanharam a fic. Peço desculpas pelos meus inúmeros atrasos em postagens e muitas vezes, pelas promessas não cumpridas. Fora alguns reviews não respondidos...foi puro descuido meu.. :/ Obrigada por cada review, favorito e recomendação que eu tive ao longo desse 1 ano... Hunters foi um desafio pra mim e vocês me motivaram a escrever e melhorar a cada capítulo. Como eu falei, em algumas respostas, Hunters era meu xodó... minha 4ª fic, depois de alguns fracassos no quesito inspiração da minha parte, Hunters me deixou incrivelmente satisfeita, por causa da aceitação. Agradeço cada sugestão, crítica enfim..tudo ajudou.. de certa forma, cada comentário me ajudava a complementar a história. Agradecimentos especiais à Demi Lovato, lilithfx e pameziliotto, pelas recomendações incríveis :) Bem, vou parar por aqui porque sinto glamour escorrendo pelos meus olhos, em forma de lágrimas e isso não pode acontecer.. HAHAHAHAH Temos o Epílogo, porém ele é um pouco avulso, pois tem um salto no tempo para o futuro, mas enfim.. Até a próxima pessoinhas... :* E FELIZ 2014 *---------------------* P.s.: Quem puder, acompanhe minha outra fic em andamento: http://fanfiction.com.br/historia/412824/The_Lake_House/