Hunters
16 Capítulo 16
Notas iniciais
- Precisamos de nossos “escravinhos”. – Disse ele com um sorriso sacártico, olhei para Dean com medo. Ele sussurrou “não tenho medo desses idiotas” Eu sorri torto.
- Vou ignorar essa Dean. – Disse ele sorrindo e depois continuou. – Vocês vão vir com a gente.
Não tive como não lutar, quando dei por mim estava em outro lugar.
O lugar era normal, era um antigo balcão. Quando chegamos tinha uma mesa que se locomovia coberto por um pano e encima estava muitas coisas. Fiquei confusa quando vi tudo, na sala alguma coisa se movia com brutalidade.
- Azazel está ali dentro. – Castiel disse para mim, como se aquilo ajudasse.
- Bom, o que queremos e que você fique aqui para provocá-lo e você vá tirar uma informação dele. – Ele apontou primeiro para mim e depois para Dean.
- E se eu não quiser. – Dean disse provocando, Zacarias olhou para ele do mesmo modo.
- Olha, tiramos você do inferno. Podemos muito bem colocá-lo de volta. – Dean não se moveu e Zacarias continuou. – Sabemos o que você fez lá, isso e só o básico. – Disse ele em um sorriso irônico. Eu cruzei os braços entendendo o que o lenço branco estava cobrindo.
- Posso saber que informação é essa? – Ele se virou quase entrando na sala. Zacarias se virou calado, mas Castiel falou.
- Quem está pegando os anjos. – Zacarias olhou para ele com raiva, mas Castiel ignorou, andei em direção a Dean tentando ignorar os gritos zangados do demônio dentro da sala.
- Você vai ficar bem. – Disse do meu modo doce, nossos rostos estavam quase colados, ele sorrio corando.
- Obrigado. – Ele disse se virando para a sala. Ele entrou e Zacarias pegou no meu ombro.
- Não saia daqui. – Seu sorriso era irônico demais para eu poder fingir um.
- Eu vou indo ver o que tem para fazer. – Ele sumiu , e eu me virei para Castiel.
- Castiel não acredito. – Eu comentei com raiva, mas não permiti que ela me dominasse antes.
- Olha, ele e meu superior. Não podia fazer nada. – Ele disse com o tom de raiva, mas era uma revoltação do que raiva.
- Lutar e uma palavra boa pra você? – Disse olhando diretamente para ele, que desviava toda vez.
- Não posso, olha você pode calar a boca e ficar aqui para que saia tudo como planejado? – Disse ele me olhando nos olhos, eu podia sentir a raiva dentro dele.
- Não precisa ser assim. – Eu sussurrei, mas ele ignorou. Me virei e tentei não escutar mais nada ali.
Era difícil quando tudo era gritos e mais gritos, em um certo momento as lembranças dos tempos passados veio na minha cabeça. Meus sonhos loucos, minha vida se virando de cabeça para baixo e a ordem dos gritos de encaixa perfeitamente com os da lembrança. “Tudo a sua culpa.” Uma voz gritava, “ Tudo a sua culpa” as outras também vinha e eu tive a necessidade de tampar meus ouvidos.
- Para! – Me abaxei gritando me encolhendo, Castiel me pegou antes que eu caísse no chão de tão dura
- O que ta acontecendo Ana? – Ele perguntou para mim, na porta o que somente conseguia ver era Dean sendo enforcado
- Dean. – Eu sussurrei me levantando rapidamente, Castiel me impediu confuso e preocupado. Meu coração martelava querendo entrar na sala e salvar ele.
- Você não pode entrar ali dentro! – Castiel disse me segurando, com facilidade eu me soltei dele.
- Posso tanto como vou! – Passei pela porta e tudo que vi estava acontecendo. O demônio estava arremessando Dean pela parede, em seu rosto já havia alguns cortes e sangue espalhado. A adrenalina entrou dentro de mim, meu coração martelou outra vez querendo salvar Dean . O demônio olhava para mim com desejo.
- Só eu que você quer. – Sussurrei com a garganta inchada. – Então sou eu que você vai machucar. – Dean tentou se levantar lutando contra si próprio. O demônio sorrio se aproximando de mim e mesmo que eu conseguisse eu não me mexi.
A poucos centímetros ele estava de mim, quando ele tentou tocar em mim alguma coisa o atacou pelas costas – Era Castiel — ele segurava a mão na cabeça de Azazel o pressionando, o desejo dele foi tomado pela decepção e então tudo sumiu. Corri para Dean que estava deitado no chão. Ele não estava de bom humor.
- Por que você fez isso? – Sua voz era confusa e grossa ao mesmo tempo, eu o ignorei sem respostas concretas na cabeça. Meu coração se acelerava enquanto eu via o quanto ele estava machucado.
Ele ficou calado e eu sabia que aquilo seria resolvido depois, passei seu braço por meus ombros e o levantei, Castiel me ajudou o pegando do outro lado.
- Quando você voltar não vai ter mais nada quebrado. – Ele anunciou enquanto arrumava ele de um modo confortável para mim. Castiel tocou em nossas testas e lá estávamos...no hotel.
- Onde vocês se meteram? – Sam se levantou rápido e Dean ainda estava os cortes, mas a perna não estava mais quebrada.
- E eu vou saber! Aqueles filhos da égua – Dean disse com raiva, eu o coloquei na cama e sorri com o seu jeito. Enquanto Sam tentava ver se ele estava mais machucado, Dean me viu e tentou sorrir também. Mas ainda estava com raiva pela minha atitude salvadora.
- No meu quarto tem primeiro socorros que o antigo hospede deixou. – Disse pegando a chave na mesa onde Sam ficava pesquisando “suas coisas”
“ O que você fez? E pra ficar com ele!” Meu subconsciente mandava, ignorei abrindo a porta do quarto. – Procurando por toda parte meu subconsciente ainda tentava me deixar lá com ele.
Corri com a caixa de primeiro socorros de volta ao quarto deles, Dean ainda me olhava curioso e confuso, graças a Deus Sam não perguntava nada sobre o que estava acontecendo, mas seu rosto não dizia que estava entendendo tudo, com certeza falaria com Dean sobre mais tarde.
Sentei-me ao lado de Dean, amarrei o cabelo para que não me atrapalhasse, finalmente abri a pequena caixa branca e me decepcionei.
- Não tem nenhum remédio. – Sam olhava confuso para a caixa e Dean ficava com mais raiva, Sam se moveu rapidamente pegando a chave do carro.
- Vou comprar. – Disse ele, eu pulei da cama.
- Não, eu vou. – Dean me olhou entendo porque da minha agitação de repente.
- Não seja boba, você é melhor em cuidar de ferimentos do que eu. – Sam deu uma olhada na caixa conferindo o que não tinha enquanto eu analisava seu rosto procurando algo que dizia porque ele queria sair tão rápido.
Ele saiu, me virei tentando não olhar diretamente nos olhos de Dean, andei apressada ao banheiro, peguei a toalha que rosto e a molhei, tentando pegar a maior quantidade possível de água, peguei também a pequena vasilha que armazenava os sabonetes. Quando sentei novamente ao lado de Dean, percebi que o mesmo tinha tirado sua blusa – fazendo aquele momento muito mais desconfortável pra mim- seu tórax estava totalmente aranhado e sangrando, mas não escondia a mesma definição muscular que tinha seus braços, minha vontade era tocar cada milímetro, mas invés disso ,apertei o pano com toda força tirando o excesso de água e enchendo a vasilha, comecei por ali mesmo. Dean gemeu.
- Desculpe – Falei baixo, baixo demais, me perguntava se ele tinha escutado minha voz, meu braço se arrepiava a cada vez que tocava com o pano.
- Vamos fala sobre isso? – Ele falou tempos depois ainda com raiva.
- Não tenho a resposta certa pra te dar, então, não. Não vamos falar sobre isso. – Tentei não olhar em seus olhos e perder a postura, mas vindo de algu lugar dentro de mim, a firmeza e serenidade veio em minha voz.
Dean não disse mais nada.
- Cheguei! – Sam gritou – Estava tão lotado que tive medo de não chegar mais. – Eu sorri com sua brincadeira, peguei a grande sacola de sua mão e deixei nu canto, tendo que jogar fora pela terceira vez a água vermelha cheia de sangue. Dean já estava limpo, agora era a parte mais fácil. Em poucos minutos, Dean já estava novo em folha e eu me sentia completamente cansada. Dei boa noite aos dois com intenção de ir tomar um banho e depois dormir até não poder mais.
Entrei no quarto já tirando a blusa, no meio do caminho a porta se abriu e fechou de novo, fazendo botr minha blusa de volta.
- Agora. – Dean estava mais sério do antes. – Não tem para onde fugir. – Engoli um seco.
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