Hunters

12 Capítulo 12 - Por Dean é um breve aviso.


Notas iniciais
Uma querida leitora - todas são queridas para mim, me pediu um capítulo narrado por Dean, ai está. Espero que gostem e leiam o aviso no final do capítulo.

Logo chegamos no Bobby e cada um foi pro seu quarto, Ana estava de braços cruzados e emburrada, o que me deixou muito frustrado, deixei que Sam passasse, ele também percebeu e já estava preparando para ir falar com ela, disse que estava tudo bem e que eu falaria.

Queria entender aquilo tudo.

Queria entender como aquela corrente elétrica aconteceu.

Queria entender porque ela me faz sentir daquele jeito.

Entrei na casa e a vi na cozinha passando alguma coisa na nuca, olhei atentamente e era gelo, ela parecia cansada. Cheguei mais perto dela quando pegava um copo d’água para complementar o gelo.

- Oi. – Ela sorriu tentando ser gentil.

- Oi. – Tentei responder da mesma maneira.

- Ta tudo bem?

- Sim, é que. – Ana bebeu um grande gole de sua água gelada. -; só estou cansada disso tudo.- Olhei para ela assustado com sua resposta. Ela estaria cansada da vida que ela mesma escolheu? E me fez trazê, Ana devia ter percebido minha cara de assustado, pois continuou a falar.

- Dessa coisa de demônios atrás de mim, estou realmente cansada disso. – Ela sorriu torto no final como se teria explicado tudo, aquele foi o sorriso mais bonito que já tinha visto em minha vida, sincero e bonito.

- O ritual vai dar certo, completamente. Confie no Bobby, ele sabe o que faz.

- Claro e só esperar. – Naquele momento senti que Ana estava desmotivada mais do que tudo, senti que queria ajudar, fazê-la rir daquela situação toda, mas não passava nada em sua mente no momento.

- Bom, boa noite. – Disse querendo acabar com aquilo logo.

- Boa noite Dean.

Subi as escadas lentamente, observando discretamente seu modo de pensar, enquanto passava o segundo gelo em sua nuca, seus olhos pareciam estar longe e tudo que eu queria saber era se eu estava naquele lugar onde sua mente podia estar.

Cheguei ao quart e Sam estava com cara de muito sério para meu gosto.

- Como foi lá embaixo?

- Normal, nós só conversamos. – Ele continuava sério, sentei na cama tentando disfarçar que não estava com medo daquela cara.

- Quer saber uma novidade? – Sam disse.

- Claro.

- Ruby me ligou. – Meu coração deu um salto, não conseguir disfarçar minha cara de nojo para Sam ao saber que aquela vadia ainda nos procurava.

- Sabe o que ela quer saber? – No segundo em que Sam terminou de falar, escutei passos vindo da escada, podia ser Ana indo para seu quarto. Não queria que ela soubesse todas as encrencas que eu e Sammy estamos metidos.

- Shh, cala a boca.Ela está vindo.

- Quem? – Sam sussurrou.

- Ana, não quero que ela saiba de tudo sobre nós. – Respondi não transmitindo som e não me preocupei se Sam entenderia, nós já estávamos craques nos tipos de linguagem em que só nós entendemos. Apontei para porta pedindo para Sam também acompanhasse se ela entraria no quarto ou não, passos barulhento vieram e logo em seguida a batida da porta.

- Tudo bem, continue. – Falei tranqüilo por Ana ter entrando em seu quarto, outras pessoas podiam achar esse tipo de atitude egoísta, mas eu não, eu queria protegê-la ao máximo daquele mundo que não tem saída, quero que ela tem saída e volte para sua vida normal, a vida que eu nuca tive. Mas Sam fez não com a cabeça.

- Sammy , você precisa me contar! – Gritei injuriado, não aguentava mais o fato de que Sam contava mais coisas para aquela demônio filha de uma puta do que para o seu próprio irmão.

- Nada ok?Ela só me ligou! – Sam gritou de volta.

- Quero saber todos os detalhes, quero saber o motivo e o que ela disse. – Disse um pouco mais baixo, para que aquela conversa em gritos não virasse uma discussão. Sam não me olhava diretamente, olhava para a janela agora com raiva, depois se virou olhando diretamente em meus olhos.

- Ah então Dean , me conte sobre o inferno. Quero todos os detalhes. – Sam disse com ironia, bufei com raiva, escutei alguma coisa na porta, mas parecia ser o vento, Sam continuou.

- Só porque somos irmãos, não quer dizer que temos que compartilhar tudo. – Fiquei sem reação.

- Tem razão. – Disse prendendo a culpa dentro de mim que cada segunda mais parecia explodir. Sam não disse mais nada, voltou a olhar a janela e eu resolvi que aquela er ao fim da discussão, me deitei na cama sem me trocar nem nada e desliguei a luz.

Desde que voltei do inferno, uma coisa que ainda não tinha voltado ao normal foi meu sono, não gosto, não, não quero mais dormir pelo medo e a atormentação de pesadelos formadas em lembranças, olhando para teto percebi pela primeira vez em minha vida o tanto que ela esta ferrada, o quanto que ela sempre foi, sou um homem de 30 anos que teve 1 ou 2 relacionamentos sérios e em 1 em que realmente amou, mas o desejo de começar a ter filhos nunca passou por sua cabeça como me esta incomodando neste momento, meu subconsciente mostrou Ana como uma boa opção de mãe/mulher para mim, mas é claro que ela não me acha a mesma coisa, uma boa opção para ser pai e marido, pensei fazendo meu subconsciente concordar, mas que era uma ótima opção. A se era.

Olhei para o relógio em meu pulso, me dizendo que já estava bastante tarde e que o medo de dormir venceu de novo, não sentia nem um pingo de cansaço, então decidi ir na cozinha beber um pouco de wisque.Descendo as casas percebi pessoas conversando, uma voz parecia ser de Cas, mas quando consegui finalmente ver, só tinha uma pessoa. Era Ana.

- Oi. – Disse cambaleando um pouco, ela riu.

- Sem sono? – Ela perguntou parecendo curiosa.

- Na verdade, na maioria das noites eu fico aqui. – Disse como quem não quer nada.

- Por quê? – Ela perguntou mais curiosa, olhei estranhando a atitude.

- Dean, sei que isso é difícil. Mas vamos passar um bom tempo juntos, e você que disse que queria se aproximar de mim. – Ela dizia tentando se explicar, com vergonha, olhava para o chão. -,mas se não quiser me dizer alguma coisa, tudo bem.

Dei uma última olhada para onde ficava o wisque de Bobby e decidi que ele devia ter percebido e mudado de lugar, quando dei por mim, Ana se preparava para subir as escadas de volta para seu quarto.

- Espera. – Disse quase implorando, queria que de alguma forma ela ficava ali comigo.

Ela se encostou no balcão esperando eu dizer o que ela tanto queria, respirei fundo algumas vezes me preparando e pensando em como começar aquela coisa toda...

Poucos minutos se passaram e nós estávamos ali, ela olhando pra mim e eu respirando fundo e tentando encontrar as palavras certas para dizer.

- Você sabe que tudo de ruim em nosso mundo existe não e mesmo? – A olhei com os olhos sinceros, ela assentiu para que eu continuasse.

- Certas pessoas morrem... – Respirei fundo outra vez

-, fazendo pactos com demônios. – Ela iria abrir a boca para perguntar, mas continuei para não perder a concentração.

- Os demônios dão o que você quer em troca da sua alma. – Disse ele desanimado e com reprovação.

- E o Sam foi morto em um típico de jogo, eu não sei direito. Mas ele sumiu completamente do mapa e quando eu o achei, um filho da puta estava metendo a faca nele. – Ela tremeu, continuei.

- Eu não conseguia mais viver , então fiz um pacto. – Dei uma pausa.

– Só que fui burro e aceitei somente mais um ano de vida. – Ana me olhava atentamente, meus olhos estavam direcionados para o chão.

- Nesse ano eu fiz e refiz, matei coisas horríveis e salvei pessoas. Mas não pude escapar, eu fui pro inferno. – Ela tremi de novo, fiquei com medo de continuar para não assusta-la enquanto me lembrava de tudo naquela época.

- Dean, se não quiser falar sobre isso. Tudo bem. – Ela falou gentilmente, sorri torto e senti suas dedos passando por minha mão, ela tentava me confortar– e mais uma vez nossos olhares se encontraram.

- Tudo bem. – Disse, nossas mãos se moviam bruscamente, percebi que eu prendi a mão dela na minha, depois que olhei ela deixou.

- Lá, meses parecem anos. Fiquei 40 anos. – Disse dando um sorriso querendo ver se ela tinha entendido, parecia que sim.

- Lá eu não posso explicar o que aconteceu pra ninguém. Não é assim tão fácil, ninguém pode entender. – Tentei esconder a lágrima que caia de meu rosto enquanto falava.

- Não precisa. – Ela parecia me motivar, sorri agradecendo.

- E os anjos me tiram e agora sou como o escravo dele. – Disse com a raiva que sinto sobre a situação.

- Então eu sou escrava com você. – Ela sorria, fiquei confuso com aquilo.

– Castiel disse que eu também serei o serviçal deles. – Ela deu uma risada irônica, ri com ela.

- Você não vai agüentar. – Disse rindo, seu olhar encontrou os meus no meio daquilo. Ficamos nos olhando por um momento, desencostei do balcão e ela chegou mais perto, a corrente elétrica vinha de novo.

A necessidade de ficar mais perto e ver até que ponto aquela corrente ficava forte era grande, e Ana parecia sentir o mesmo, finalmente a entrelacei para mais perto e a beijei com a maior vontade que pude.

Seu lábios se movimentavam com leveza e sutileza, sua respiração era ofegante e sua língua movimentava a minha com um sentimento estranho que eu não podia distinguir, mas eu gostava. Minha mão foi em sua nuca puxando-a para mim, a corrente elétrica parecia explodir, mas parecia ser ela que nos deixava com corpos colados, mas a boa sensação não durou muito. Escutamos passos.

- Tudo bem? – Era Sam, vindo confuso.

- Tudo ótimo. – Disse ofegante, Ana também estava ofegante. Me virei para ela com um sorriso tímido.

- Foi bom conversar com você. – Disse entre as suspiradas, tentando recuperar o fôlego.

- Eu também gostei. – Disse Ana, apressei o passo.

- Boa noite. – Disse em um tom normal, quase corri de volta para o meu quarto. Mas tinha que parecer que estava tudo normal.

Aviso

Tudo bem garotas, mil desculpas por demorado esse tempo todo. O aviso é sobre isso, eu demorei isso tudo porque no momento eu estou trabalhando e não encontrei tempo para passar um capítulo para o Dean narrar, vocês sabem que não costumo demorar tanto. Mas é, parece que vai ser assim agora, vou tentar ao máximo não demorar ISSO tudo, mas vai demorar. Ainda mais que quando as greves voltarem — estudo em escola publica e vocês sabem como a porra toda tá — eu vou ter menos tempo ainda de vir aqui, mas prometo que quando estiver nessa correria toda, meia hora que eu tiver eu venho aqui e posto ok? Me desculpem, de verdade. Obrigada e realmente espero que fiquem comigo até o final, gosto muito de vocês. Um beijo.