Hunter Secret

4 Blackwell part 2


Notas iniciais
Atenção haverá uma imagem no decorrer da história, nela se encontrará ferimentos, então obviamente terá sangue se você é frágil a isso ou simplesmente não gosta, tape os olhos e passe ela correndo. Mas continue lendo! KKK (amo vocês♥)

Sam, Dean e Blackwell travam uma "batalha" contra um leviatã peculiar, um dos caçadores saí gravemente ferido e corre risco de morte.

Blackwell abandonou a cozinha deixando Dean caído no chão, e assim ela foi até o bar onde Sam tinha dificuldades em achar o uísque aberto. [...]

– Ele deve ter colocado em baixo da bancada. – Disse ela enquanto dava a volta na mesma.

Sam se esticou e ficou olhando Blackwell, que se agachava para apanhar o uísque.

– Pronto. – Disse ela colocando a garrafa em cima da bancada.

Sam começou a ficar vermelho, como não havia enxergado a garrafa ali? Para disfarçar o mesmo apanhou a garrafa e perguntou a Blackwell:

– Você quer? Ah cadê seu copo? – Disse ele rindo nervosamente.

– Acho que deixei na cozinha, você espera um minutinho.

Assim a loira saiu de perto do caçador e correu até a cozinha, onde encontrou seu copo em cima da bancada de mármore e Dean parado ao lado da mesma se recompondo.

– Está aqui. – Falou a loira num tom debochado

– E você querido, por que não se junta a nós? – Deu um sorriso falso e abandonou a cozinha antes que Dean se recuperasse e se botasse na mesma.

– Vadia. – Sussurrou — Você vai pagar caro. – Praguejou o caçador.

Dean se arrumou e respirou fundo, não iria comentar aquilo com Sam, não para virar a piada do ano. Então ele simplesmente relaxou o máximo que foi possível e pegou seu copo. Pois hoje ele iria beber até cair, se é que o álcool ainda lhe fizesse isso. Assim que ele chegou ao bar — que se localizava num canto da sala. Ele pode ver Blackwell e seu irmão rindo, juntos! Ele não conseguia acreditar que aquela garota podia ter esse efeito em Sam, que deveria saber que ela era uma cobra. Ele estava evidentemente com ciúmes, mas ainda não sabia de quem, Sam ou Blackwell?

Blackwell percebeu que Dean a analisava então para provocar passou a língua sobre os lábios enquanto olhava para Sam, ela queria provocar Dean, levar ele ao ultimo de ódio. Isso não significava que a loira estava apaixonada ou algo do tipo, mas ela gostava de brincar com as pessoas. Dean já havia percebido isso e então se aproximou de todos e pegou a garrafa de uísque e começou a se servir.

– Então, B l a c k w e l l – Ele chegou a soletrar o nome da caçadora.

– Conte mais sobre você, eu e o Sam gostaríamos de saber. – O debochado a fitava de um modo provocante

A loira sorriu forçadamente e em seguida se serviu um pouco mais de uísque, do qual tomou um longo gole e assim começou

– Não acho necessário vocês saberem muito, afinal eu estou aqui. E é de ajuda que vocês precisam e não de histórias. – Assim a caçadora abandonou a bancada e sentou-se no sofá.

Sam ergueu as sobrancelhas para Dean que sorriu e fez mais uma pergunta.

– Então como virou caçadora?

Ele queria realmente implicar, pois já havia percebido que Blackwell sentia-se mal ao falar sobre a família ou sobre ela.

– Meus pais são caçadores. – O tom de voz da caçadora ia baixando cada vez mais.

Dean não perdeu tempo e fez uma pergunta logo em seguida.

– Qual os nomes?

Blackwell o fitou, Dean não falou nada apenas ergueu as sobrancelhas.

– Margaret e Peter Clarke.

A caçadora sentia-se péssima, não queria mais falar sobre seus “pais”, mas sabia que agora tudo iria girar em volta desse assunto, sim! Ela sabia que Dean e Sam os conheciam, por isso ela não queria mais responder nada.

– Espera eu conheço eles, já trabalharam com meu pai e nós dois já topamos com eles. – Falou Dean intrigado.

– São ótimas pessoas. – Disse Sam tentando deixar o assunto mais “leve”

– É.

Blackwell não queria responder mais nenhuma pergunta, por isso ligou a tv e começou assistir qualquer canal, com o volume quase no máximo

– Mas você não é nada parecida com eles, se não me engano ela é ruiva e ele é moreno e ambos têm olhos escuros. – Dean parecia se divertir em ver a loira “sofrer”.

– Pois é eu sou adotada... – Disse ela se levantando.

– Melhor ser adotada e ter pais... Do que ser de sangue e não ter nenhum. – A loira surtou chegou até a dar uma gargalhada e ainda deixou a sala em seguida.

Sam chegou a tentar ir atrás da mesma, mas Dean o segurou, falou a ele que a garota falava coisas cruéis que não eram apenas para ele, mas para Sam também, que deveria deixar de ser tão bondoso ou babaca e que parasse de puxar o saco da caçadora. Ele chegou até a falar sobre ir embora, mas nisso Sam não concordou, afinal ainda precisavam dela.

Blackwell bateu a porta atrás de si e se jogou na cama, tinha vontade de pegar sua arma e dar dois tiros bem no meio da cabeça de Dean, mas ela não podia fazer isso, pois gostava de Sam e ainda por cima ela precisava deles, algo a dizia que ela precisaria muito mais deles do que eles dela. A calmaria de seu quarto acabou quando bateram na porta, ela quase chegou a dizer “VÁ EMBORA”. Mas antes disso a pessoa se identificou.

– Sou eu, Sam. Será que a gente pode conversar?

– Acho melhor não.

Ela já estava atrás da porta quando respondeu o caçador, a loira não queria companhia, afinal ela nunca gostou de precisar de ninguém ou pelo menos não queria ninguém perto enquanto ela estivesse “vulnerável”. Mas Sam persistia.

– Por favor! Eu não vou incomodar.

Blackwell não sabia por que ele insistia tanto, mas por fim acabou abrindo a porta, nisso Sam se aproximou e abraçou o que foi muito estranho.

–-

A noite já havia caído, Dean estava sentado na sala tomando uma cerveja junto com Sam, a casa já eram praticamente deles.

– Não é estranho? – Perguntou Dean

– O que? – Disse Sam despreocupado

– Nós aqui, num apartamento de luxo, bebendo uma cerveja.

– Melhor aqui do que num quarto de hotel sujo e estranho.

Sam se levantou e se espreguiçou e até soltou um bocejo.

– Vou deitar, a viagem foi cansativa e enfim tudo foi cansativo.

Dean concordou e tomou mais um gole de sua cerveja.

– Eu vou daqui um pouco.

Sam passou as mãos nos cabelos e novamente bocejou

– Meu quarto é a ultima porta do corredor, acho que ela colocou você uma porta antes do dela, não sei bem. – Dito isso Sam foi caminhando lentamente até seu quarto.

No meio do corredor Sam acabou se topando com Blackwell que saia de seu quarto, ela deu um sorriso e um boa noite e então seguiu em direção a sala onde Dean ainda tomava sua cerveja, a mesma caminhou lentamente sem fazer nenhum ruído e então pulou no sofá dando um susto em Dean.

– Que foi a bonequinha levou um susto? – Disse ela rindo

Dean ficou quieto ele não entendia o que havia acabado de ocorrer, afinal eles tinham “discutido” mais cedo e agora ela vinha ser sarcástica. Isso parecia estar muito errado na cabeça de Dean, ainda mais depois que a mesma roubou sua cerveja e tomou-a.

– Sabe Dean. – Começou a caçadora.

Dean já sabia o que estava prestes a acontecer então ele se levantou rápido.

– Hoje não, boa noite.

Ele já se virava quando a loira o segurou pela mão, os dois encaram por um longo minuto até que ela falou:
– Não vamos discutir.

Ela o puxou para si e assim os dois começaram um longo beijo. Dean pensava que ela seria mais suave, mas não a garota era ardente, seu beijo era quente e envolvente, era rápido, porém era diferente. O coração de Dean começou a bater mais forte, as mãos da loira escorregaram para baixo da sua blusa e começou a subir a cada puxão que a caçadora dava, Dean deslizava sua mão pelo o corpo da loira, o que o fazia delirar, mas de repente tudo parou, o beijo e as caricias.

– Vamos para o quarto. – Um sorriso malicioso brotou nos lábios da caçadora.

Dean não imaginava que isso ocorreria, não hoje, no primeiro dia. Ele até poderia dizer que estava decepcionado, pois ela era totalmente diferente do que imaginara, ele havia pensado numa mulher mais calma, porém sexy. Mas a caçadora era diferente era quente e urgente.

– Vamos.

Ele a segurou pelas cochas e se levantou com ela a seu colo, ele estava indo em direção ao quarto quando ela falou:

– Eu vou pegar uma coisa aqui, vai indo... O quarto é o primeiro.

Dean a soltou “Primeiro? Mas o dela é o terceiro, e Sam disse.” Pensou o caçador. Blackwell havia percebido que o mesmo tinha ficado ali parado com uma expressão estranha.

– Aconteceu alguma coisa? – Ela parecia séria

– Não, claro que não. – Ele sorriu brevemente e se virou.

Blackwell deu as costas e seguiu em direção a cozinha. Em quanto isso no seu quarto, Sam havia acordado, ele podia jurar que tinha escutado um grito abafado e um arrastar de móveis, ele chegou a sair do quarto para tentar ouvir melhor, mas não escutou nada. O que escutou foi um estrondo que vinha da cozinha, o mesmo desconfiado seguiu em direção do mesmo local.

Dean também havia escutado o barulho, mas ele não deu muita importância, ele estava animado, não sabia como esperaria Blackwell, com roupa ou sem... Acreditem ele pensava nisso.

Quando Sam chegou à cozinha ele encontrou Blackwell caída no chão, segurando uma lata de leite condensado na mão e com uma panela caída ao seu lado. O pior era que ela estava descabelada, com a roupa toda amassada e com dois chupões no pescoço.

– Não acredito. – Sussurrou ele

Ele havia ligado os pontos, ela estava pegando o leite condensado par usar... Ele ficou ligeiramente enojado. Blackwell que já estava corada se levantou.

– Não é isso que você está pensando. – Sua voz começou a ficar fina

Sam ergueu a sobrancelhas e balançou a cabeça, ele segurou o máximo que pode para não rir. E para distrair se aproximou da caçadora e apanhou a panela que havia caído.

– Que foi? – Disse ela rindo – Sou uma atrapalhada mesmo, é que eu sempre fico muito afobada quando vou comer minha vitima, ainda mais depois que a gente cria uma ligação.

Sam arregalou os olhos e se afastou, chegou até a olhar para trás em um ato de desespero.

– Droga... É a droga desse corpo que não se ajusta.

O caçador apavorado e perdido deu a volta na bancada e apanhou uma faca de cortar alimentos.

– Merda.

– O que é você? – Sam já não sabia mais o que estava fazendo.

A garota o fitou e sorriu, foi o sorriso mais macabro que Sam já viu. A loira foi se aproximando pouco a pouco.

– Você sabe o que sou.

Ela já estava perto o suficiente, perto até demais de Sam, que a segurou pelo braço e cravou-lhe a faca no coração. Ela olhou a faca e a retirou, friamente. Do ferimento uma gosma preta começou a escorrer Sam e “Blackwell” olharam para o chão que agora tinha uma poçinha de gosma preta.

– Sam. – Disse ela o fitando – Você feriou meu coração. – Um sorriso brotou nos lábios do monstro.

Sam correu, foi em direção da sala e tentou achar alguma arma, mas não havia nenhuma. Todas suas coisas estavam no quarto ou no carro, o que não iria ajudar muito, a única coisa que ele poderia fazer era gritar:

– DEAN, LEVIATÃ.

O monstro se aproximava calmamente, ele não estava com pressa de acabar com ele.

– Sam, não acredito que precisa de ajuda, ainda mais você que é tão alto... Sabe eu até pensei em pegar você sabe, mas ai eu tive que pegar o corpo dela. — O monstro olhou-se para si mesmo, como uma referencia a Blackwell.

– E aí eu vi que ela tinha uma coisa com o Dean, uma provocação tão.. Humm... Sexy.

Nesse momento Dean apareceu no corredor, ele vinha com dois facões e uma arma, ele não sabia o porquê de ter pego a arma, mas vá que fosse útil. Ele tinha escutado o que a falsa Blackwell havia falado, ele não sabia mais o que pensar, afinal tinha quase feito sexo com uma leviatã e agora sabia que a verdadeira Blackwell era invocada com ele, o que o caçador não sabia se era ruim ou bom.

– Dean, que bom que você se juntou a nós... Sabe eu iria jantá-los hoje, mas eu recebi ordens de manter vocês vivos, por isso que eu já me alimentei... Claro que eu fui fraca e estava prestes a comer você Dean.

O irmão mais velho caminhou até Sam e o entregou um facão.

– Quem foi sua pobre vítima? Em monstrengo. – Dean já levantava o facão.

– Ah, sabe uma garota aí, sabe ela era bem bonita. Olhos verdes, cabelo loiro, magra e sabe que ela é caçadora também. – Ela olhou novamente para si

– A sabe que eu estou vestindo ela agora!

Dean e Sam se encararam, eles não podiam acreditar que Blackwell estava morta, não tão cedo. Dean com mais raiva apanhou sua arma e deu um tiro no meio da testa do leviatã, que inclino levemente a cabeça para trás.

– Comovente. – Disse ela retirando a bala.

– Agora se não se importa.

O monstro partiu para cima de Dean, que largou a arma no chão e empunhou o facão, a leviatã tentou agarrar o mesmo, mas Sam a segurou pelos braços.

– AGORA DEAN! – Exclamou Sam

Dean tentou cravar seu facão no abdômen do monstro, mas o mesmo se impulsionou e ficou de cabeça para baixo.

– Mas que porra é essa. – Disse Dean

A loira caiu atrás de Sam e sorriu.

– Tudo bem, esse defeito até que valeu apena. – A leviatã de distraio por um minuto.

O que deu oportunidade dos meninos a atacarem, mas ela cuidou de um por um, derrubou primeiro Sam que havia chego antes, a mesma pegou o facão do caçador que havia deixado cair e então partiu para cima de Dean, ambos bateram os dois facões.

– Você vai morrer loirinha, já enfrentamos sete de vocês. Ao mesmo tempo. – Se gabou

O monstro sorriu, ele não tinha medo nenhum dos dois caçadores, ele tinha medo era do que vestia.

– Eu sou diferente deles, sou mais velha, maior e muito mais forte que os sete junto.

O leviatã aproveitou que Dean estava distraído e se abaixou e puxou o tapete em que o caçador estava parado, o que o fez cair. Ela rapidamente subiu em cima do mesmo e colocou o facão em seu pescoço.

– Seu chefe não disse que você não podia nos matar. – Dean estava ofegante

– É, mas nada que eu não possa dizer que a culpa foi do defeito. – O monstro sorriu e assim abriu sua gigantesca boca.

Dean estava intrigado com esse defeito, mas ele estava um pouco mais preocupado com o quase ser devorado, ele segurava a leviatã pelo pescoço e empurrava, mas ele estava sendo vencido, cada vez mais ela se aproximava. Dean já havia desistido, Sam estava caído no chão e ele estava sem forças, assim ele soltou o mostro e rezou para que se juntasse a sua mãe e seu pai.

Foi quando duas facas atravessaram a sala e atingiram a boca do monstro, que voltou ao normal e retirou as duas facas de dentro da boca, foi quando Dean se virou e viu Blackwell parada do outro lado, ela tinha mais duas facas na mão e um facão na outra.

– Vadia. — disse Blackwell, a verdadeira.

O monstro sorriu e saio de cima de Dean que se levantou e foi até Sam.

– Pensei que tinha me livrado de você. – A leviatã foi se aproximando lentamente

– Não sou tão fácil de matar.

Dito isso Blackwell atirou mais uma faca, que acertou o ombro do monstro, ela jogou mais uma que acertou o peito da garota. Dean olhava cena, enquanto Sam recém acordava. O leviatã arrancou as duas facas e as jogou no chão

– Uma surpresa, eu sou muito mais difícil de matar. – Falou a leviatã

Blackwell sorriu e partiu para cima da criatura que desviou do primeiro ataque e ainda acertou um soco no rosto da caçadora que cambaleou, a leviatã correu até a mesma que desviou e atacou o monstro pelas costas, mas a mesma se abaixou. As duas lutavam de igual para igual, Dean e Sam ficaram só assistindo, pois as duas eram idênticas e eles quase não sabiam identificar uma da outra.

A luta estava acirrada, as duas estavam ficando lentas e era a hora perfeita para um dos dois caçadores se meter, Sam não sabia distinguir então não se meteu, mas Dean se fixou numa coisa, havia gotas de sangue no chão, que só poderia ser de Blackwell, a verdadeira. Ele então começou a olhar até que viu que da jaqueta de uma delas sangue pingava, muito sangue pingava.

Dean então se esgueirou por trás da outra e num movimento rápido Dean cortou a cabeça da outra. Gosma preta voou em todas as direções, principalmente em Blackwell e Dean.

– Sabe obrigada pelo apoio. – Disse ela limpando o rosto

Dean e Sam fizeram uma careta e tentaram explicar as coisas para loira, mas ela não ouviu saio sem falar nada. Seguiu para seu quarto

– Vamos deixar ela e vamos nos livrar disso. – Sam apontou para a cabeça do monstro.

Dean concordou e apanhou a mesma.

– Você é maior, pegue o corpo. – Disse Dean rindo.

Sam respirou fundo e pegou o corpo. Tudo tinha voltado o normal, Blackwell estava chateada no quarto e Sam e Dean estavam seguindo a rotinha, beber e matar... Ah e esconder corpos também está na lista.

Blackwell entrou no quarto, respirou fundo e fechou a porta acendeu a luz e se dirigiu em seguida para frente do espelho onde tirou a jaqueta e pode ver uma mordia gigante no seu braço, da onde saia muito sangue. Uma única lagrima rolou pelo seu rosto.

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HÁ ALGUMAS HORAS ATRÁS.


Blackwell não sabia por que ele insistia tanto, mas acabou abrindo a porta, nisso Sam se aproximou e abraçou o que foi muito estranho. Blackwell queria, mas não devolveu o abraço, o caçador a soltou rapidamente e afagou-lhe os cabelos.

– Seja uma boa menina e não faça nenhum barulho.

A loira franziu o cenho e então se afastou.

– O que você fez com o Sam? – Perguntou ela se afastando mais.

– Ainda nada, mas eu farei.

Agora Blackwell olhava para ela mesma, o que era muito estranho, pois parecia um reflexo de espelho. Mas havia algo imperfeito, na volta do pescoço não havia nada. Onde deveria existir o colar que ela sempre usava.

– Não sei por que, mas vestir você é difícil. Suas memórias são confusas e eu tenho seus desejos, coisa nunca aconteceu.

– Você já me “vestiu”? – Blackwell queria distrai-lá.

– Sim, desde aquele dia que eu vim aqui entregar as compras... Droga

– Foi você. – A caçadora deu mais passo para trás até bater na penteadeira.

Ela foi abrindo a gaveta até que conseguiu apanhar uma faca que escondeu dentro da manga, mas a leviatã percebeu e caminhou até a mesma.

– O que você está fazendo? – A leviatã empurrou Blackwell, que caiu no chão.

O monstro olhou a gaveta e a revirou, mas não achou nada, enquanto a mesma olhava a caçadora retirou a faca de dentro da manga e a jogou embaixo da cama. No mesmo instante a mulher se virou e fitou a caçadora.

– Eu vou comer você, pedaço por pedaço. – Ela caminhou até a mesma e a chutou

Blackwell se encolheu e olhou para o monstro que pegará sua forma.

– Não, você não vai. – A caçadora sorria

O leviatã sem motivo nenhum imitou o sorriso da caçadora o que as deixou idênticas, assim as duas ficaram a se olhar em silêncio. Mas de uma hora para outra o monstro assumiu outra forma, agora ele vestida Sam novamente.

– Você não vai brincar comigo.

Assim “Sam” a chutou novamente, só que desta vez no rosto o que fez Blackwell grunhir. Ele a agarrou pelo braço e a jogou na cama.

– E agora...

A criatura apanhou um travesseiro e começou a sufoca-lá, Blackwell lutava e arranhava, mas o monstro era muito forte, então não demorou muito para que ela desmaiasse. Por um tempo a falsa Blackwell ficou aparada sem fazer nada, até que apanhou seu celular e começou a discar um numero.

– Alô, preciso falar com Dick.

– Não será possível. – Disse a voz do outro lado

– Passe a ligação é... Urgente.

A ligação “falhou” e ficou apenas um “tu, tu, tu, tu”. Até que outra voz surgiu na linha.

– Aqui é o Dick, você tem alguns minutos.

Dick possuía uma voz melodiosa, porém grossa o que dava um tom de durão só de escutá-lo

– É sobre a garota vestir ela ainda é difícil, as emoções se confundem e acabo falando meus pensamentos. – Ele parou para pensar, havia mais uma coisa que ele tinha que falar, mas ele deixou passar. Já que se falasse iria ser substituído e teria que passar pelo “babador”.

– Enfrente isso, coma a garota faça o que quiser. Eu só quero os Winchesters vivos aqui. Eu quero ter o prazer de acabar com eles. – A voz foi se tornando cada vez mais grossa até a tingir um tom “sobrenatural”

O leviatã tentou responder, mas não teve tempo, Dick já havia desligado. Então o mesmo respirou fundo e se virou para Blackwell que estava desmaiada em cima da cama, ele olhou a e a vestiu novamente. Foi se aproximando mais, mais, até chegar à beira da cama, ‘ela’ bruscamente a segurou a virou e mordeu o ombro da garota, depois mordeu o braço.

Mas algo a impediu de arrancar o pedaço, uma sensação horrível inundara sua mente, seu corpo estremeceu e então ela largou a garota e se afastou da cama, caminhou até o espelho onde se olhou, sua pele parecia que iria começar a entrar em ebulição. Ela fechou os olhos e os abriu novamente alguns segundos depois e quando se olhou o reflexo sorriu.

Ela assustada então mudou de forma novamente e virou Sam, ele pegou Blackwell e a jogou ao pé da cama onde a amarrou assim ele virou ela pela ultima vez e assim saiu do quarto.

Uns dez minutos depois Blackwell acordou com barulho de coisas quebrando, ela ergueu a cabeça e respirou fundo, quando foi se mexer ela sentiu uma dor aguda na região dos braços e no ombro, então a mesma olhou para o chão e viu que sangue pingava da sua manga. Ela tentou se concentrar em outra coisa, pois os barulhos na sala aumentavam então ela foi tentando pegar a faca que havia deixado embaixo da cama. Com muito esforço e elasticidade a caçadora conseguiu apanhar a faca e assim começou a cortar as cordas.

Mais dez minutos se passaram e ela estava quase rompendo a ultima amarra então ela continuou até que conseguiu. Levantou-se o mais rápido que pode e caminhou até seu armário onde havia colocado algumas armas, ela pegou umas facas de arremesso e um facão, a loira não sabia como faria para atirar as facas estando machucada, mas ela tinha que conseguir...

–-

AGORA.

Blackwell ficou parada se olhando durante quase uma hora, mas a culpa não era dela, estava tão apavorada e tão anestesiada que não sentia nada, até a sua queda.

Os Winchesters haviam acabado de chegar, eles conversavam e riam, e ainda tinham cervejas nas mãos. Nenhum deles estava preocupado com Blackwell, Dean até sentia que tinha que ver ela afinal a caçadora tinha o salvo. Mas deixou isso para depois e junto a Sam os dois arrumaram a bagunça.

Muito tempo depois Sam se retirou e foi para o seu quarto onde ele iria tomar um banho longo e depois iria dormir, Dean aproveitou o momento para ir ver Blackwell, que até aquele momento não havia dado sinal de vida.

Dean caminhou até o quarto da caçadora onde ficou parado do lado de fora, ele respirou fundo e até pensou em desistir, mas no final ele acabou batendo na porta. Ela não respondeu e nem abriu a porta, Dean bateu mais uma vez e nada, até que ele decidiu entrar. A porta estava destrancada, quando ele entrou se deparou com Blackwell caída no chão, pálida e envolta uma poça de sangue.

O Irmão mais velho correu até a caçadora e a pegou no colo e de bruço a deitou na cama onde ele pode ver várias mordidas que percorriam o ombro e o braço, as mordidas pareciam fundas e delas saia muito sangue. Sem pensar muito o caçador tirou a camisa e a rasgou fazendo uma tira larga, assim ele envolveu no braço da caçadora, em seguida ele a pegou novamente no colo e abandonou o quarto, ele estava quase chegando à sala quando ela abriu lentamente os olhos.

– Dean. – A voz dela não passava de um sussurro.

– Tudo bem, nós vamos para um hospital. – Ele a fitava preocupado

– Não... – A cabeça da mesma tomba para trás, mas Dean a segura.

Ela respira com dificuldade, mas então volta a falar.

– Você não pode, vai dizer o que quando eles me virem? Levar um tiro é uma coisa, mas ser mastigada é outra. – A voz ia se acabando junto com a frase.

– Posso dizer que foi ataque de animal.

Dean já estava quase chegando à porta da frente.

– Dean não, eu não quero.

– Mas que droga, você quer morrer é isso?

A garota sorri e fecha os olhos.

– Blackwell?

A mesma não responde.

– Blackwell?

Ele caminha até o sofá onde a solta, ele coloca as mãos ao redor do rosto da garota.

– Blackwell pelo amor de deus não morra. — Falava ele aflito

Dean não queria perder mais ninguém, ele não podia perder mais ninguém, mesmo que conhecesse Blackwell há um dia, nem que ele a conhecesse há algumas horas ia querer perde-la. O caçador não sabia o porquê disso, talvez fosse por que a morte de Bobby o tivesse abalado mais o que imaginara ou ele simplesmente tinha uma ligação com Blackwell.

Notas finais
Será que Dean sente alguma coisa verdadeira pro Blackwell? Qual será o defeito que o leviatã tanto falava? Blackwell está realmente morta? Digam o que acharam! Comentem meu amores.

OBS: EEEU VOLTEEEEI E AGORA É PARA FICAR PORQUE AQUI, AQUI É MEU LUGAAAAR.