Hunter
16 Capítulo 16 - Inimigos - parte 2
Notas iniciais
eentão, o próximo cap pode ser postado no domingo, seeeee tiver bastante coments e recomendações !!
Boa Leitura !!
30 seconds to mars – Hunter — http://www.youtube.com/watch?v=8bdiJk3yU-E
Peguei o primeiro vôo para a Itália e corri para Volterra em um Porsche alugado. Deixei as lembranças de Victória invadirem minha cabeça e segui para os túneis onde ficava o esconderijo subterrâneo dos Volturi. Parei o carro no grande portão e imediatamente dois vampiros enormes ficaram em posição de ataque, desliguei o farol e um deles veio em minha direção. Abri a janela e percebi que estavam inspecionando vampiros, sentindo cheiro e interrogando antes de entrar em seu território.
É, pelo jeito eu estava sendo temida, sorri com a ideia de, mais uma vez, estar por cima, mas logo murchei lembrando de Edward e suas mãos em mim, enquanto eu estava em cima, embaixo, na frente. Suspirei e voltei minha atenção ao vampiro que me chamava para segui-lo depois de interrogar coisas básicas, como o nome e motivo da estadia.
Já estávamos dentro do túnel, que se encontrava vazio e silencioso, pelo jeito o caminho até o castelo era mais longo que eu imaginava.
- Há quanto tempo foi criada? – o armário me perguntou tentando ser sensual.
- Mas que pergunta imbecil, você lê minha mente para saber se irei falar a verdade – falei com desdém, ele rosnou e segurou meu pescoço me jogando contra a parede, rosnou perto de meu rosto e meu sorriso cínico ainda não tinha se desfeito.
- Não seja estúpida de falar desse jeito comigo – meu sorriso ficou maior e minha perna enlaçou sua cintura e puxou ele de encontro ao meu corpo, friccionando, ele gemeu e soltou minha garganta, indo com suas mãos para a parede, ao lado de minha cabeça.
Antes que ele percebesse, estava montada em suas costas com as mãos em seu pescoço.
- Regra número um – desci minhas mãos em seu peitoral, arranhando o caminho inteiro, ele estremeceu – nunca se distraia – desci chutando suas costas, o fazendo bater seu corpo contra a parede.
Comecei a seguir o caminho novamente e em segundos ele estava na minha frente tentando pegar minha garganta, mas segurei seu pulso antes que conseguisse encostar-se a mim.
- Não tente isso de novo – ele tentou puxar a mão e soltei seu pulso, ele rosnou segurou meu cotovelo me arrastando pelo caminho – mas meu Deus, aonde está sua educação com as visitas? – ele rosnou e eu ri.
- Você abusa da sorte – falou parando de repente, com o rosto perto do meu, sorri e pousei minha mão em sua bochecha.
- E você adora que te comandem na cama – dei tapinhas de leve e puxei meu braço seguindo meu caminho enquanto ele continuava parado sem reação – vamos que quero conhecer Aro – falei ainda andando.
Parei de provocações, não estava ali para brigar, por enquanto. Além do mais, eu estava fraca, dar sopa pro azar era burrice.
Em poucos minutos visualizei a luz do elevador e logo depois já estava dentro dele. Enruguei as sobrancelhas quando uma música clássica tomou o ambiente.
- Sério? – falei encostando-me à parede cruzando os braços.
- Ordens de Aro – disse seco, eu gargalhei.
- Cachorrinho – ele me olhou rosnando – calminha neném.
- Tem sorte de eu estar de bom humor hoje – voltou a olhar pra frente e fiquei quieta, melhor chamar menos a atenção.
O elevador parou e abriu as portas mostrando um corredor longo e escuro, mas com minha visão perfeita podia visualizar a decoração antiga e bem cuidada. Seguimos até o final do corredor e ele abriu uma imensa porta, mostrando a gigante sala com três tronos em um lugar mais alto, onde os três parasitas estavam sentados querendo provar o quão sua existência era superior, vomitei internamente com sua mente narcisista.
- Ora, uma nova visitante? – falou Aro, levantou e assim sua capa negra pode aparecer melhor, onde fazia contraste com seus cabelos brancos feito a lua.
- Alysha, é o seu nome senhor – Demetri, o babaca, falou com sua voz grossa atrás de mim.
- Mas que belo nome minha jovem – falou como se fosse um velhinho indefeso, revirei os olhos internamente e fiz minha melhor cara de respeito.
- Muito obrigada Aro – ele veio até mim e estendeu a mão, bloqueei minha mente e estendi a minha, ele segurou e uma ruga de descontentamento formou em sua testa – algum problema? – fingi preocupação.
- Não vejo nada – pegou minha outra mão apertando com mais força, sorri docemente.
- É meu dom meu senhor, minha mente é bloqueada – ele sorriu feliz e perigosamente.
- É muito forte também meu senhor – Demetri falou, seus olhos brilharam e tive que me controlar para não revirar o meu.
- Mas que dons encantadores Alysha – beijou as costas de minha mão – a que devo a honra de sua visita?
- Apenas queria conhecer este belo palácio – sorriu mais ainda.
- Vamos caminhar e você me conta mais sobre você minha querida – sorri como se fosse uma criança vendo um doce.
Isso! É só mostrar a carne que os lobos vêm correndo. Vampiro de merda, se não tivesse um dom não olharia na minha cara.
- Adoraria meu senhor – fiz uma curta reverência, ele veio até mim e ofereceu a mão, apenas coloquei a minha em cima.
30 Seconds to Mars – The Kill — http://www.youtube.com/watch?v=wnyplpDXcZE
Já estávamos andando pelas dependências do palácio e rindo de alguma coisa desnecessária. Pelo bom cristo vamos logo pra longe desses nojentos para eu fazer o que tem que ser feito logo. Não podia dar bobeira, estava fraca e meu corpo começava a reclamar, deixando minha cabeça um pouco pesada.
- Pelos seus costumes parece-me que é da época dos grandes reinos.
- Fui transformada em 1654, em pleno baile de máscaras – ele gargalhou.
- Um belo rapaz?
- Uma bela moça – ele me olhou malicioso – gosto de experimentar de tudo meu senhor – ele gargalhou.
- Entendo – caminhamos mais um pouco e percebi que estávamos nos afastando, abri um sorriso – e foi como?
-Ela tinha me rondado alguns dias antes do baile, e quando nos vimos no dia da festa nos afastamos pra ter um momento mais... Intimo – ele riu – fui mordida depois de horas de um sexo selvagem – ele gargalhou novamente.
Escutei aos redores e percebi que estava seguro, fiz um bloqueio físico, bloqueando qualquer som e segurei suas mãos com a minha o hipnotizando.
Entrei em sua mente capturando todas as suas lembranças, sorri internamente quando Aro não tinha contado a seus “irmãos” sobre a descoberta de uma criatura poderosa. Mas eu não tinha tempo para visualizar cada lembrança, então apenas suguei tudo de sua memória. Depois de pegar todas as suas lembranças, me sentia tonta, olhei para o chão e vi uma gota de sangue e mais outra, quando a terceira caiu percebi que vinha de meu nariz.
- Merda – rasguei um pedaço da capa de Aro e estanquei o sangue frio que escorria de meu corpo.
Ainda segurando o pedaço de pano em meu nariz, entrei novamente sem sua mente e apaguei todas as lembranças sobre mim. Durante o feitiço, minhas pernas começaram a tremer, perdendo as forças, minha cabeça ficou ainda mais pesada e meu nariz sangrou mais, depois de dizer as palavras e terminar a magia, eu não aguentei mais e meu corpo caiu sem forças no chão.
Senti Aro quase despertando da hipnose e quase me vi perdida por estar no meu devido estado, sangrando e sem forças, vampiros não sangravam e muito menos perdiam as forças. Quando consegui tomar o controle de meu corpo, olhei uma janela, onde provavelmente era uma saída e pulei até lá, acabei caindo dentro de um lago, que sem forças consegui nadar até a borda.
Meus olhos estavam querendo fechar, mas eu não podia deixar isso acontecer, tinha que sair dali o mais rápido possível.
Corri até a garagem, onde estavam os carros de todos que estavam no castelo, e entrei no Porsche que tinha roubado ligando e saindo rapidamente quando o portão de saída já se encontrava aberto.
Quando me vi longe o suficiente, fiz uma parada em um motel beira de estrada. Eu precisava de um banho e trocar minhas roupas molhadas para ir ao aeroporto.
Logo que entrei no local, os gemidos ficaram absurdamente altos, se não estivesse tão desgastada riria da minha desgraça, mas apenas ignorei e pedi uma chave ao rapaz na recepção, que ao me ver deu um passo pra trás apavorado.
- Meu Deus, está tudo bem moça? – seu cheiro queimou minha garganta e logo minhas presas apareceram junto com meus olhos negros, ele deu passos para trás batendo no balcão.
- Quer mesmo que eu responda essa pergunta? – falei desgostosa – Festa a fantasia – ele ainda me olhou assustado.
Ignorei e joguei algumas notas de cem e catei uma chave sem nem ao menos registrar-me.
Entrei no quarto jogando minhas coisas na cama e indo direto para o banheiro, comecei a tirar minhas roupas e me olhei no espelho, fiquei em choque com a imagem.
Minhas orelhas tinham sangue escorrido, meus olhos estavam vermelho sangue, como se tivessem furado, tinha sangue no nariz também. Eu estava uma desgraça, meu cabelo começava a escurecer e sentia que meu corpo estava querendo voltar ao normal. Entrei de baixo do chuveiro, coloquei uma toalha no chão, nem me importando se ficaria encharcada ou não, não estava a fim de sentar em um chão cheio de porra.
Coloquei minha cabeça entre as pernas e deixei a água cair em meu corpo gelado. Olhei para a toalha que em instantes ficou rosa por conta do sangue, logo em seguida me levantei e lavei meu corpo e cabelo que já se encontrava moreno. Mas que merda acontecia comigo?
Joguei a toalha pela janela, deixando-a cair em uma árvore e peguei minha mala, saindo do quarto. Não queria mais ficar aqui, quero minha casa, quero o meu Edward.
Suspirei triste, nunca foi, tranquei a porta e desci as escadas.
Entreguei as chaves e o olhar do rapaz agora era maravilhado, e minha garganta ardeu.
Desculpa-me, mas hoje eu vou matar alguém inocente.
- Viu como não sou tão feia – ele me mediu de cima a baixo.
- Muito gostosa morena – revirei os olhos e me aproximei do balcão, me inclinando para falar em seu ouvido.
- Quer experimentar? – ele gemeu, se afastou e olhou para os lados, fui caminhando até uma porta em um canto escondido, abri a porta e constatei que era um armário, já tinha verificado que não tinha câmera no local, o que deixou muito fácil.
Flyleaf – I’m so Sick — http://www.youtube.com/watch?v=iWIADZKU9dw
Olhei pra ele que olhava descaradamente para minha bunda, escondida por uma saia de cós alto, abri alguns botões da blusa deixando meu sutiã e boa parte dos seios a mostra.
- Vai me deixar esperando? – ele veio em poucos instantes, agarrei sua blusa o puxando para dentro e fechei a porta – Qual seu nome garoto? – ele bufou com o “garoto”.
- É Jacob gata – rosnei.
- Odeio esse nome – ele veio colocar o rosto em meus seios, mas o puxei pra cima lambendo seu pescoço, minha garganta ferveu em protesto enquanto ele gemia em deleite – você é até gostosinho, o que é um desperdício.
- Por que gata? – ele perguntou apertando minha bunda.
- Porque você vai morrer – ele ficou tenso e me soltou, mostrei os caninos e seus olhos arregalaram.
Antes que ele conseguisse gritar, meus dentes já estavam fincados em sua garganta sugando seu sangue com vontade. Larguei seu corpo morto, arrancando um pedaço de sua blusa e limpando minha boca. Saí do armário fechando a porta.
Estava faminta, precisaria de mais sangue, então subi para os quartos e fui ao que gemia mais baixinho, entrei e vi que era uma mulher sozinha, ou melhor, ela e seu potente vibrador. Na hora que me viu, seu orgasmo veio com tudo.
- Huum, pelo jeito eu não sou a única sozinha – ela me olhou safada e me chamou com um dedo, gargalhei e fui até a cama, ela se levantou e me puxou, fazendo-me cair deitada, veio pra cima de mim beijando meu pescoço.
Sua mão que estava em minha coxa começou a adentrar minha saia, mas antes que ela encontrasse o que buscava nos virei ficando em cima dela.
- Apressadinha.
- Delícia – ela falou apertando meu seio, eu ri e me inclinei pra ela, falando em seu ouvido.
- Seria uma grande noite, se eu não gostasse tanto de um pau bem grosso – ela riu, mas logo tampei sua boca – e não estivesse tão faminta – finquei meus dentes em sua garganta sem esforço algum e suguei o sangue deliciosamente doce e quente. Ela se debateu nos primeiros segundos, mas logo seu corpo perdeu forças e ficou imóvel. Me levantei e olhei a cena, uma culpa quis me perturbar, mas ignorei.
Logo saí do quarto e fui para meu Porsche a caminho do aeroporto.
Cheguei em casa e me joguei na cama, apenas tirei toda minha roupa ficando apenas de lingerie. Mas não conseguia dormir, não nesse corpo estranho. Levantei e peguei várias velas na cozinha e voltei para meu quarto colocando em cada canto.
Sentei em minha cama que ficava no centro de todas elas. Fechei os olhos e quando os abri de novo todas as velas se acenderam, comecei a dizer o feitiço, mas dessa vez meu corpo não pesou ou desgastou, foi como se melhorasse a cada palavra, nas últimas palavras ergui meus braços me levantando junto. As chamas ardiam absurdamente.
Ao dizer a última palavra, meu peito estufou, gritei de dor, foi como se eu tivesse uma bomba dentro do meu corpo que acabara de explodir, mas não sei ao certo, porque depois do grito meu corpo caiu inconsciente na cama.
Fale com o autor