Hunter

13 Capítulo 13 - Parece que me enganei.


Notas iniciais
Demorei, maaaaaas, trouxe o cap pra vocês lindas leitoras *-*

Boa Leitura!

Sleeperstar — I Was Wrong — http://www.youtube.com/watch?v=dyYAdJGbpjA

POV Edward

Bella estava demorando muito no banheiro, já estava pensando em ir lá procura-la quando a vejo, totalmente transtornada, aquele semblante frio e raivoso estava lá, isso não era nada bom. Já estava esperando ela chegar e começar a ser estúpida quando me surpreendi com seu abraço apertado.

- O que aconteceu? – perguntei retribuindo o abraço, apertando-a mais contra mim. Tentei procurar na mente de cada um o possível desconforto de Bella, mas não consegui achar nada, bufei irritado.

- Vamos embora? – ela perguntou com cansaço, desviando da pergunta.

- Vamos – disse meio cansado dessas suas desviadas.

Ela enlaçou sua mão na minha e fomos saindo.

(...)

Estacionei o carro em frente a casa de Bella, ela não tinha falado uma palavra, apenas ficava de olhos fechados, encolhida e com raiva em seu rosto.

- Não quer passar a noite em minha casa? – perguntei passando os dedos em sua face, que ainda tinha resquícios de irritação.

- Eu tenho a minha, Edward – falou um pouco cansada, soltando o ar com tudo, ela abriu os olhos, mas não olhou pra mim – eu... – abriu a porta do carro saindo.

- Hei, espere Bella – saí do carro e antes que se piscasse eu já estava a sua frente segurando o seu braço.

Ela rosnou e me olhou em fúria, com seus olhos negros e caninos expostos. Soltei de seu braço dando um passo pra trás, assustado com sua reação, ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça, voltando ao normal.

- Merda, me desculpe Edward –passou a mão nos cabelos nervosamente – eu reajo assim quando sou pega de surpresa – se desviou de mim, indo em direção a porta, mas eu segurei seu pulso.

- Isabella, pare e me fale o que está acontecendo? – ela ficou parada olhando a porta – Por que está agindo assim? – ela me olhou triste.

- Eu tenho que ir Edward – falou sem se mover, depois que viu que eu não soltei seu pulso, me olhou, e seus olhos estavam extremamente tristes e raivosos – por favor, só... vá embora – abaixou a cabeça.

Soltei seu pulso, sem dizer uma palavra e fui em direção ao meu carro, mas antes de entrar no carro parei e me virei pra ela, que ainda estava na mesma posição, mas olhando cabisbaixa para a porta.

- Achei que tudo o que aconteceu hoje tinha valido a pena pra você como foi pra mim – ela se virou e me olhou com uma emoção indecifrável – pelo jeito, achei errado – ela me olhou por alguns segundos antes de entrar em casa.

Eu estava tão magoado e tão desesperado para que ela voltasse ao normal como antes, gritava em minha mente para que ela se desculpasse e voltasse para os meus braços, mas nada disso aconteceu. Apenas pisei fundo no acelerador correndo de volta para casa.

Não entendia o que tinha acontecido, repassava o dia inteiro em minha mente, mas nada explicava seu comportamento comigo. A curiosidade sobre o que tinha acontecido no banheiro me rondava a cada segundo. Mas mesmo que tenha acontecido algo lá, nada justificava o seu comportamento comigo. Esses joguinhos dela estavam realmente de cansando.

Ne-yo – Do you — http://www.youtube.com/watch?v=tDa4LBOqWGU

Estava tocando meu piano há horas, era só com ele que eu conseguia me concentrar em outra coisa que não fosse Bella. Já fazia uma semana desde que a vi pela última vez, estava pirando sem a presença dela. Ela não veio me procurar e eu não iria também, se ela não me queria por perto eu não iria forçar minha presença.

“Meu santo Deus, não agüento mais Edward nesse piano” Rose pensou com amargura, mas a tristeza junto, por mais que ela fosse uma esnobe de primeira, nós ainda éramos irmãos e nos amávamos.

Ela não era a única que mostrava pena por pensamento, todos tentavam disfarçar, mas como se controla a mente quando o pensamento vem à tona? Ignorava cada pensamento e ficava quieto, tocando meu piano.

Mas chegou um momento que aqueles pensamentos me mostraram o que estava acontecendo, eu já enfrentei coisas muito piores em minha vida, nem por isso fiquei nesse estado.

Quando resolvi tentar algo com Isabella sabia do risco de me machucar, e foi o que aconteceu, então não podia ficar me penalizando pelas loucuras e desvios de humor que ela tinha. Eu precisava me animar! Parar de ser o vampiro bonzinho e trouxa, me enchi de ficar sendo legal e só tomar facadas. Eu não merecia isso, nem minha família.

Resolvi fazer algo que há tempos não fazia. Levantei do piano e todos me olharam, já que todos estavam na sala, fingindo assistir uma luta na TV. Era algo interessante ver os humanos lutar, ríamos muito.

Fui até o pé da escada parando e olhando para todos na sala. Alice me olhou e abriu um sorriso enorme, pisquei pra ela.

- Fiquei sabendo de uma academia de dança que está fazendo uma festa, parece ser uma boa pedida pra sairmos desse tédio, o que acham? – me olharam atônicos por um tempo, seus pensamentos eram confusos – Ow, por favor, eu estou deprimido, mas não morto – ri – não totalmente – eles riram.

- Espere nós nos arrumarmos filho – Esme disse.

- Se arrumem, mas não demorem meninas – Rose, minha mãe e Alice reviraram os olhos, mas não tiraram o sorriso no rosto – vou me arrumar, mas vou sair pra resolver algo, não irei demorar, estejam prontas quando eu voltar – comecei a subir as escadas, mas voltei – usem seus vestidos mais bonitos – todos assentiram e Alice veio me abraçar.

- É isso que eu esperava de você meu irmão – colocou a palma em meu peito vidrando os olhos em mim “Resolva o que tem com ela, e volte a ser o que era antes” ela pensou. Eu assenti e beijei sua testa.

- Se arrume rápido duende – ela rosnou e me deu um tapa forte no ombro, fazendo um alto barulho, todos riram e foram para seus quartos.

Arrumei-me em alguns minutos, peguei as roupas dela que tinham ficado aqui e corri para meu carro. Não era muito longe de sua casa, mas como sou um Cullen, cheguei mais rápido do que o normal com meu volvo.

Parei na frente de sua casa e vi uma luz fraca pela janela, peguei as coisas no banco do passageiro e sai, trancando a porta do carro. Andei a velocidade humana até sua porta, mas antes de eu bater, ela abre a porta, linda em uma camisola curta e decotada azul escuro, seus cabelos revoltos estavam soltos com um ar selvagem. Fiquei em transe por alguns milésimos de segundos, mas acordei me lembrando do motivo de eu ter vindo até aqui.

- Edward – ela disse em transe, me olhando de cima a baixo, ela ia vir me abraçar, mas levantei minha mão, com um pedido mudo para que ficasse onde estava.

- Só vim até aqui para te entregar suas coisas, nada mais Isabella – falei com um tom firme, um pouco frio, mas na verdade eu não queria dizer nada e a abraçar até seu corpo fundir no meu, mas eu tinha que ser forte, pelo menos agora. Deixei a sacola no chão, em frente a sua porta.

- Não quer entrar? – falou baixo, meio insegura.

- Não, eu tenho um compromisso daqui a pouco – minha fala saiu indiferente, mas estava nervoso demais perto dela, além de estar a desejando com todo meu ser.

- Aonde você vai? – disse irritada.

- Não lhe diz respeito – olhei meu relógio, mais para aliviar um pouco a tensão – agora, com licença, mas eu preciso ir – me virei para sair, mas ela segurou meu braço com força, não me deixando dar um passo sequer, reprimi o impulso de puxá-la para meus braços, com um mero toque seu, meu corpo já se acendia.

- Aonde você vai? – falou entredentes, olhei pra ela com cinismo farsante, ela me soltou rapidamente, como se ela se arrependesse do que tinha feito.

- Repetindo, a minha vida não lhe diz respeito – me olhou com raiva – e outra, você não precisa me perguntar, faça alguma bruxaria e descubra o que irei fazer – rosnou – adeus Isabella.

Saí em direção ao carro, e pisei fundo no acelerador sem olhar para trás.

Eu estava uma pilha, e descontei tudo na velocidade do carro.

Essa mulher me deixava assim e isso me irritava, eu era fraco ao seu lado, esquecia de tudo e só pensava em uma maneira de agarrá-la. Mas eu precisava me acalmar e chegar em casa um pouco mais relaxado.

The Script – This love — http://www.youtube.com/watch?v=LglGc2sVqyE

No caminho para casa, liguei para tudo que eu pretendia, terminando os últimos detalhes

Buzinei para que eles fossem para fora e abri um sorriso ao ver todos arrumados e felizes, eu os amava e ver a felicidade em seus rostos, era algo que me dava paz.

- Venha um casal em meu carro! – meu pai e minha mãe vieram, enquanto Rose e Emmett foram no Mercedes de meu pai e Alice e Jasper em seu Porshe amarelo canário. Minha mãe entrou no carro, no banco de trás e meu pai no passageiro – Está linda mãe – ela sorriu com vontade.

- Obrigada meu amor – esfregou meu ombro – está perfeito nesse Armani! – sorri beijando as costas de sua mão que estava em meu ombro.

- Então filho, aonde é a festa? – meu pai falou quando estávamos na estrada.

- Segredo – ele riu.

- Você e suas surpresas! – ri junto com ele.

Parei o carro e falei para saírem enquanto entregava a chave para o manobrista.

- Por que estamos no aeroporto? – perguntou Rose quando saiu do carro.

- Porque vamos ir de jatinho – todos me olharam atônicos, menos Alice, que sorria mais que uma boneca Barbie – chega de perguntas e vamos logo.

Durante o vôo foi um sarro, minha família me olhava como se me interrogasse, o que me fazia rir e agradecer mentalmente por eles estarem me fazendo tão bem e por conseqüência tirar Isabella da cabeça.

- Los Angeles? – Emmett perguntou.

- Sim, LA – respondi entrando na limusine que tinha alugado.

- Quando ficou sabendo desse evento cara? – Jasper perguntou. Pelo jeito Alice tinha ficado quieta.

- Giorgio Ferro, aquele italiano, lembram-se dele?

- Claro, como podemos esquecê-lo! Além de ser muito lindo é um ótimo dançarino – Rose disse, Emmett rosnou e todos riram. Rosalie deu um tapa em seu ombro, sussurrando um “besta” depois puxou a gola de seu terno lhe dando um beijo apaixonado. Suspirei e desviei os olhos incomodado.

- Então, sua esposa organizou a festa de inauguração de uma academia de dança, e me chamou há alguns dias atrás – Rose e Alice me olharam feio – desculpa não ter avisado, mas eu não iria – abaixei a cabeça em vergonha pelo meu egoísmo.

- Está tudo bem querido – Esme esfregou meu braço, eu sorri pra ela.

Giorgio era um vampiro que eu tinha conhecido na minha época de negação, quando saí da casa de meu pai matando todos que me apareciam pela frente. Foi ele e sua esposa que me ajudaram a me reencontrar e agradeço muito por terem feito.

Chegamos ao local que esbanjava luxo e elegância. Tinha várias pessoas chegando e provavelmente muitas lá dentro. Um homem que dava as boas vindas a casa abriu a porta do carro, nos cumprimentando e guiando para a entrada. Tinha a recepcionista que perguntou nossos nomes, para depois conferir na lista.

- Podem entrar – “Senhor, eu quero um desses em minha cama” ela pensou me olhando gulosa, resolvi entrar no jogo, e abri um sorriso sedutor, ela ficou em transe, enquanto me virei e segui para dentro do lugar.

“Meu Deus Edward! Ela terá sonhos nada decentes com você” Alice pensou, eu ri.

- Lugar lindo – ela falou num sussurro – da próxima vez que não me contar sobre um evento desses, eu vou arrancar suas bolas Edward Cullen – falou ameaçadoramente, eu ri, passando um braço em seu ombro.

- Tudo bem anã, eu falo da próxima vez – ela saiu do meu abraço me batendo novamente.

One Republic – All the Right Moves — http://www.youtube.com/watch?v=X7txuV3IUeE

Quando entramos no salão, admirei a beleza que estava o lugar, parecia um daqueles bailes antigos, de reis e rainhas, onde tinha colunas e cortinas em veludo vinho compridas, ver aquela decoração me fez lembrar meu passado, ri com a lembrança dos bailes de máscara, estava tudo parecido, menos as músicas e os trajes.

— Parece que voltamos a 1800 – meu pai riu – fazia tempo que não via uma festa tão linda assim – seus olhos brilharam.

Caminhamos até o salão, analisando cada decoração que passávamos. Realmente, Irina era ótima nisso!

- Edward – uma voz com um sotaque italiano extremamente carregado me chama.

- Giorgio – falei me virando a ele, dando-lhe um abraço e tapas em suas costas, ele fez o mesmo, me afastei e vi Irina ao seu lado – Irina, está belíssima! – peguei sua mão e fiz ela dar uma volta, fazendo seu cabelos loiros balançarem. Seu corpo estava perfeito em seu vestido azul marinho comprido.

- Edward, sempre um cavalheiro! – ela me abraçou, depois se virou a todos – Então, o que estão achando?

- Está tudo perfeito Irina – Alice falou empolgada – nunca presenciei algo tão perfeito! – os olhos de Irina brilharam.

- Bom, vou dar uma volta, achar algo para beber, alguém quer alguma coisa? – perguntei,

- Não precisa filho, pode ficar a vontade – Esme falou, eu assenti e saí em direção ao bar deixando-os conversando com Giorgio e Irina.

Todos dançavam muito animados, fiquei olhando todos e percebi que a maioria eram casais, abaixei a cabeça me lembrando de Bella, eu senti sua falta e isso me incomodava. Tomava um whisky cabisbaixo quando sinto uma presença.

- Com licença – olhei pra cima e vi uma menina, sim, deveria ter 17 anos, sorri com a timidez eminente em seus pensamentos e seu semblante.

- Olá – sorri.

- Desculpe te incomodar, ai meu Deus – falou baixinho ficando vermelha – eu queria saber se você...

- Vamos dançar – falei ainda sorrindo e pegando sua mão, se possível ela ficou mais vermelha ainda.

Levei-a para o meio do salão e dancei calmamente.

- Não se preocupe com o que suas amigas pensam – falei baixinho, ela corou e abaixou a cabeça – e você dança muito bem – ela sorriu.

- Obrigada por estar sendo tão legal comigo – falou num sussurro.

- Disponha, você me salvou de uma luta interna – ela riu.

- Saudades de alguém? – ela perguntou, eu a olhei surpreso, ela abaixou a cabeça. “Burra, enxerida” ela pensou de si, eu ri.

- Exatamente, isso é muito ruim não acha?

- Eu sei como é que é – suspirou triste e em sua mente veio o rosto de um menino.

- A timidez não te ajuda, não é?

- Nem um pouco – eu ri e ela me acompanhou.

- Edward Cullen, prazer.

- Ângela Webber, o prazer é meu – sorriu — gostar de alguém e não ser correspondida é uma merda mesmo – eu gargalhei, mas depois eu suspirei.

- Concordo plenamente.

Ficamos dançando e conversando amenidades. Ângela era uma pessoa muito pura e simpática, coisa difícil de encontrar ultimamente, ela me ajudou a me animar e agradecia a cada instante mentalmente pela aposta que suas amigas fizeram.

Quando a música acabou, ela foi até suas amigas agradecendo pela dança e a conversa.

Antes que eu saísse da pista, uma morena extremamente linda parou em minha frente.

- Está sozinho? – perguntou com voz sensual, aquilo não me excitou, mas segui em frente com o flerte.

- Est...

- Não, ele não está! – aquela voz que parecia sinos, eu reconheceria mesmo surdo.

- Isabella – sussurrei.

Notas finais
eu sei, eu sei, vocês querem me bater pela Bella ter sido uma escrota de novo, maaas, no próximo do próximo capítulo voltará os POV's da Bellinha Furacão!

aaah, não sejam fantasmas, comentem!