Hunt at Night
1 O começo.
Se a imortalidade fosse lhe oferecida?E se parecesse tão tentadora, que fosse quase impossível de recusar? Mas para viver para sempre lhe pedisse um preço?E se essa oferta lhe implorasse uma vida nova? Sim, essa oferta bateu na minha porta...
Olá, esse é meu diário. Sou Ty Lee, antes vivia emNew Jersey; agora o mundo é o meu lar.Mas antes de começar pela parte mais emocionante, quero que saiba minha historia e as razoes pela qual fiz essa escolha.
Eu morava com minha mãe, em um apartamento pequeno, meio afastado do centro da cidade. Freqüentava uma escola com adolescentes problemáticos que se acham os maiorais, só pelo fato de não pagar a escola e ter dinheiro suficiente para esbanjar em carros importados e roupas de marca. Nunca liguei para moda. Não me importava o que as pessoas pensavam de mim, só por me rotularem por minha aparência. O que me importava era se eu me sentia bem e confortável. Geralmente usava moletons e jeans, fazendo combinações malucas.
Já minha melhor amiga, Ammy, sempre queria esta naquela moda do despojado. Ela não chegava a ser popular, mas era bem recebida aonde fosse. Ela era branca, magra, bem alta, tinha seus cabelos negros e lisos repicados estilo emo, que para mim era “cara, não era pra ficar assim’’. Ela sempre vestia roupas largas e ao mesmo tempo pareciam marcarseu corpo.
Bom... O meu caso já era diferente!Aonde que fosse não me sentia aceita. Por mais que tivesse rodeada por pessoas, me sentia só.
Mas como eu era? Eu era de estatura media, com a pele morena, também não entrava no grupo dos gordos e nem magros. Meus cabelos eram longos cacheados, e completamente escuros, que acabava combinando com a tonalidade de meus olhos.
Acordei 06h30min, como fazia todos os dias.Me arrumei em 30minutos e desci para tomar café com minha mãe. Nunca fui àquelas adolescentes rebeldes que brigavam com os pais. Sempre tive um bom relacionamento com minha mãe. Já meu pai era um assunto proibido dentro de casa. A ultima vez que mamãe falou do papai, meu irmão mais velho, Bryan, foi embora e nunca mais o vi.Sua promessa de um dia voltar, nunca foi cumprida. Quando meu irmão foi embora,me deixando sozinha com mamãe, acabei entrando em uma depressão. Desde que nasci sempre fui ligada comBryan, sempre cuidando de mim, enquanto mamãe ia trabalhar. Quando ele foi embora, eu tinha apenas 11anos, e foi um choque gigante. Nos primeiros dias, esperei-o na frente de casa. De noite, tinha pesadelos com ele, correndo sozinho em uma floresta e dizendo “... jamais conseguirei cumprir...”. Mamãe preocupada me levou a psicólogos que até vou.
Desci aos pulos, a escadas. Deparei com mamãe fazendo o café como sempre.
–Bom dia, mamãe!- falei ao chegar à cozinha.
–Bom dia, Ty. Como dormiu essa noite? – ela fazia essa pergunta há cinco anos, todas as manhãs.
–Dormi como uma pedra!- afirmei.
– Ah, isso é ótimo, querida — concluiu ela.- Hoje vou chegar tarde em casa. Você poderia deixar tudo arrumado para mim?
–Claro. Outro encontro?- perguntei. Desde que mamãe se separou do papai, não conseguiu achar outra pessoa que lhe fizesse feliz daquele mesmo jeito.
– Sim. Estou conhecendo um homem novo, Ty. Talvez de certo dessa vez. – disse ela,arrumando um pão com queijo quente para mim.
– Vou torcer para que de certo. Você precisa buscar sua felicidade- exclamei,com um sorriso incentivador.
– Obrigada,Mein lieber- disse ela. Minha mãe por ter morado na Alemanha por 10 anos, então ainda usava poucas palavras em alemão.
Comemos em silencio, até que ela se virou para mim e disse:
–Como esta indo a escola?- perguntou
–Bem- disse eu.
– E você tem algum plano para hoje?
Naquela hora, entendi o que ela queria. Estava sendo sorrateira, tentando descobrir informações da minha vida, sem que eu perceba. Mas eu sempre sacava sua jogada e mesmo assim me fingia de desentendida.
– Não. Vou apenas estudar para a prova de literatura de amanhã. — afirmei.
– Ah, que bom,Tochter- disse ela recolhendo os pratos da mesa.
Logo sai de casa, e fui de encontro com Ammy. Passar o dia todo na escola era muito chato e me irritava facilmente. As matérias davam sono, os alunos davam raiva, as professoras nos enchiam de trabalhos e tarefas, como se achasse que não tivéssemos nada para fazer.
Após sai da escola, esperei na frente da saída, Ammy. Logo vi que ela sai com as populares da escola e decidir ir embora sozinha. Sabe, quando estou sozinha, coisas boas nunca me acontece.
Eu caminhava pela rua que estava deserta naquele horário, o que achei muito estranho. Mas mesmo assim continuei andando. Sabe aquela sensação de estar sendo perseguida? Então, era essa sensação que eu sentia.
Olhei para trás e vi uns cachorros gigantes vindo na minha direção. Havia um terreno abandonado do meu lado esquerdo, sem pensar duas vezes entrei nele. Pelo menos seis cães negros passaram pela rua, eram do tamanho de canhoes.
De repente, um grupo de arqueiros surgiu do fim da rua correndo atrás dos animais. Quando se aproximaram, pude ver que não eram arqueiros, mais sim arqueiras. Todas eram garotas e vestiam prata. Armadas com arcos e flechas, elas miraram nos animais e atiraram.Quando olhei na direção dos cães, eles haviam sumidos e no ar, pairava um pó dourado.
Uma delas olhou na direção do terreno aonde eu me encontrava e fixou o olhar. Um arrepio frio passou por minha coluna até congelar minha nuca.
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