Hunt at Night

8 De volta ao lar


– Nossa!Uma filha de Zeus! Que Maximo! Então quer dizer que sou amiga da princesa dos céus? – perguntou ela, rindo.

–É legal sim, mas não sou princesa coisa nenhuma – afirmei, fazendo uma careta.

–Oras, se você é filha de Zeus e Zeus é rei dos céus, isso torna você uma princesa. – explicou ela rindo.

Rimos da situação.

– Acho que a Stella não vai gostar nada disso – afirmei.

– Por que fala isso? – questionou Jessye.

– Porque acho que ela não gosta de mim.

Jessye rir um pouco mais alto.

– Ai Ty, Stella é assim com todas nós. Ela passou por muita coisa sozinha e é muito ruim em demonstrar sentimentos por alguém, até mesmo com Ártemis. Só da um tempo a ela. Aposto que ela gosta de você e lhe admira muito.

– Me admira? Isso é uma piada? Só pode. – disse entre risos.

– Não Ty. É serio. Acho que se tem alguém que ela goste, essa pessoa é você.

–Por acha isso?

– Não sei se você repara, mas ela sempre esta de olho em você. Quando ela briga contigo, não é por mal. Ela só quer que aprenda o certo. E uma vez já veio reclamar para mim, pois eu ficava em cima demais de você.

– Agora estou com medo. Ela quer me seqüestrar!!! Corre gente! – afirmei correndo de um lado para outro da calçada, fingindo estar apavorada.

– Larga de ser louca, Ty. – exclamou Jessye.

– Não da! Nasci assim. – disse eu.

– Ok. Agora por que não da uma chance para que Stella também seja sua amiga?!

– Eu vou dar. Quando voltarmos- confirmei.

–Ta bom então.

Caminhamos mais alguns minutos ate encontrar uma loja de esportes. Pedi para Jessye me esperar, pois tinha que comprar uma coisa. Entrei na loja e peguei um bastão de beisebol de ferro e levei ao caixa. Ao sair de loja, Jessye parecia espantada e perguntou:

– Para seu irmão?- perguntou ela.

– É mais ou menos. – afirmei arrumando o bastão nas costas.

–OK- disse ela.

Não demorou muito ate encontrarmos Bryan. Ele estava na esquina da cafeteria, apenas com uma mochila nas costas. Ao nos aproximar, ele veio ao nosso encontro. Quando estávamos apenas alguns metros, Jessye e eu paramos ali mesmo e acenei para que ele se aproximasse.

Ele parou indignado e bradou:

– Ah, pronto! Não posso me aproximar mais? É proibido também?- começou bradar.

–Não é isso! É que não estamos acostumados à convivência com garotos. Dá um tempo Bryan. – falei, fazendo a ultima frase sair sarcástica.

Ele olhou o espaço entre nós e compreendeu. Ele me olhou e outra memória me veio. Estávamos no quintal da vovó brincando, como fazíamos no outono.

–Vamos, Ty. Não pode pisar nas folhas. – disse-me Bryan.

– Mas se eu cair?- perguntei.

–Eu te seguro. Vou esta sempre aqui!

– Não! Eu vou cair. To com medo, Bry.

–Não precisa ter medo. Vai dar tudo certo.

Num piscar de olhos, voltei à realidade. Olhei o rosto de Bryan e percebi que a preocupação estava presente.

– Vai dar tudo certo- falei, em múrmuros.

Jessye se aproximou de mim e disse:

– Claro que vai. – afirmou ela.

–Então, vamos? – perguntei.

Bryan se aproximou lentamente, parecendo que estava andando na lua.

– Para onde? — perguntou ele.

– Pra casa. – disse eu, caminhando por um caminho que já conhecia muito bem.

Para minha surpresa, Bryan me seguiu sem questionar. No caminho senti a tensão que tinha entre Bryan e Jessye. Droga! O que eu tenho na cabeça? A situação deve esta horrível pros dois e só estão agüentando isso por mim. E o pior era que não sabia o que fazer para melhorar aquilo. Quando reparei estava na frente de casa. A luz do sol se pondo, batia na casa e dando um ar mágico. Mamãe havia repintado a casa de azul-celeste (minha cor favorita) e feito um belo jardim na frente (depois que falei horas com ela sobre o mundo precisar ser mais verde).

Paramos lado a lado, ombro a ombro, na calçada. Bryan se virou e começou a se afastar

– Aonde pensa que esta indo? – perguntei.

Ele parou, abaixando a cabeça.

– Não da, Ty. Não posso fazer isso!- afirmou ele com uma voz mais rouca.

– Pode sim. Vem comigo — disse eu.

– Não, Ty. Não quero.

Como eu esperava que Bryan não fosse cooperar, tirei o bastão das costas e disse:

– Você pode ir por bem – falei sorrindo e logo mostrei o bastão – ou por mau.

Bryan riu.

– Você pretende me bater se eu não quiser entrar?- questionou Bryan.

– Bom... É não sou tão franca e isso aqui é de ferro. – falei analisando o bastão – e também acho que mamãe não vai gostar de eu entrando com você desmaiado lá, não acha?

– Desde quando ficou tão agressiva?

– Desde precisei cuidar de mim mesma sozinha.