Humans Beings Are Weak

1 Humans Beings Are Weak (Oneshot)


Notas iniciais
Olá, pessoinhas! Mais uma fic de Haikyuu e dessa vez o foco é em BokuAka. Sim, é meu OTP. Eu amo esse shipp! Do fundo do meu coração. Sério mesmo. Porém, diferente da minha fic LevYaku (https://fanfiction.com.br/historia/750117/Little_Secret/), eu não consegui pensar em nada fofo e aqui está o desastre :') Música: Hey I Miss U ??” CHSBRRY https://www.youtube.com/watch?v=iMdHq2zHUNA

Doía.

Sua cabeça doía. Seu corpo queimava. Sua alma era expelida e consumida pelo demônio que ele vendera. Queria ser imortal, queria poder ficar ao lado do seu amado pela eternidade.

Não conseguia encontrar sua voz para gritar e clamar misericórdia. Não iria voltar em sua decisão, precisava voltar o mais rápido possível para perto do seu amado.

Mas…

Quando voltaria?

Lembrava exatamente como tudo começou. Trabalhava como servo para a família real, vivia ao lado do príncipe que por sinal era bastante hiperativo, porém gostava da sua companhia. Aos poucos os dois começaram a se conhecer mais, trocar olhares e então carinhos.

Entretanto, havia um pequeno problema: ser um humano.

Ninguém aceitaria que o príncipe casasse com alguém como ele. Alguém que sequer tem algo para dar em troca para o reino ou até mesmo para a realeza élfica. Decidiu assim que ficaria longe deles, para que não houvesse mais confusões.

Ficou devastado quando soube que seu amado iria casar com uma princesa do reino mais próximo. Mesmo se encontrando secretamente com o príncipe.

— Akaashi, não quero ficar longe de você.

Era o que ele sempre dizia. E sempre iria acreditar naquelas palavras.

Contudo sua inveja foi crescendo, pois a princesa poderia ficar ao lado do seu amado para sempre. Enquanto ele, em poucos anos, iria morrer.

Não queria morrer…

Queria ficar ao lado dele por toda a eternidade.

— Ora… Então por que não vende sua alma para mim? — Disse um homem alto, de cabelos negros, com um sorriso largo e travesso. Seus olhos cor de avelã não demonstravam nenhuma emoção.

— Em troca do quê? — Akaashi murmurou com uma expressão vazia.

— Imortalidade. É o que seus olhos acinzentados mais clamam. — Falou divertindo-se com a fragilidade no olhar do outro.

— Não venderia minha alma para um demônio tão sujo como você. — Grunhiu e se virou em direção a um beco, que era caminho para se encontrar com seu amado.

— Ah, é? E todos esses pecados que você está cometendo? — Continuou a decifrar mais sua presa.

Aquele demônio tinha razão. Seus pecados lhe faziam sujo, não iria aguentar tanta energia negativa dentro de si.

— Vai poder viver ao lado dele para sempre… Não é o que deseja? — O demônio o abraçou por trás, segurando seu queixo e acariciando. — A imortalidade vai te trazer tantos benefícios.

— Porém não terei alma. — Retrucou querendo se livrar do aperto.

— Isso mesmo. Eu, Kuroo, irei te fazer imortal. Assim que você disser "sim". — Sussurrou no ouvido do humano.

Akaashi abaixou o olhar. Negava-se até a morte por considerar que era sua única opção. Seus pecados o consumiam, chegando a fervilhar seu couro cabeludo.

— Então… Qual sua resposta? — O demônio lambeu seu pescoço.

— Sim. — Falou sem vida, olhando fixamente para o vazio.

— Seu desejo foi atendido…

Kuroo segurou o rosto do humano, beijando seus lábios e selando o contrato infernal. Akaashi apenas deixou que ele levasse sua alma, deixando que tudo doesse em si.

Não lembrava mais onde estava ou quantos dias tinha passado, mas conseguia se movimentar perfeitamente pelos becos da cidadela que vivia. Entrou em sua pequena casa, olhou-se no espelho velho e quebrado. Surpreendeu-se ao ver o quão seus olhos não mostravam mais emoção nenhuma.

Então era assim.

Qualquer sentimento de compaixão que pudesse sentir pelos outros fora tomado dele.

Alguém bateu à sua porta deixando-o em alerta. Caminhou lentamente para a porta, abrindo-a e se deparando com aquele ser de olhos dourados e animados.

Só por hoje… Não queria sua presença.

— Akaashi, eu já estava ficando preocupado. — Ele entrou assim que o amado lhe deu licença.

— Desculpa, Bokuto. — Murmurou numa voz rouca.

— Ficou sumido por uma semana, já estava chamando a guarda real para lhe procurar. — Ele se aproximou tocando no rosto do outro, acariciando sua bochecha. — O que houve?

Keiji ergue os olhos encarando aqueles olhos tão lindos e alegres. Agora poderia viver ao lado dele sem que o tempo o matasse. Ele o abraçou apertado, sentindo nitidamente o cheiro amadeirado que Koutarou tinha.

— Eu te amo tanto, Bokuto.

Beija ternamente os lábios do príncipe, enterrando sua mão nos cabelos brancos do amado que correspondia àquele ósculo tão urgente. Puxou mais pra si querendo aproveitar ao máximo o que sua imortalidade lhe trouxera.

— Akaashi… — Bokuto se afastou para olhar nos olhos sem vida do amado. — O que houve? Está me deixando assustado.

— Vou poder viver ao seu lado para sempre. — Respondeu ainda sem emoção ou um sorriso. Podia sentir que seus olhos não demonstravam mais nada.

— O que você fez? — Bokuto franziu o cenho, separando-se do ex-servo.

— Não posso contar, mas… Eu vou poder, sim, viver para sempre. — Sua voz não expressava nada, era fria.

O príncipe pode ver rapidamente que algo estava errado no amado. O que aconteceu para ele não ter mais aqueles olhos acinzentados tão amorosos? Era como se eles fosse apenas metal frio.

— O que te incomoda, Bokuto? — Indagou querendo se aproximar do amado, que dava passos para trás.

— Vendeu sua alma? — Questionou assustado com sua suspeita.

Akaashi parou, encarando o príncipe. Agora entendia qual era o preço da sua imortalidade. Não podia mais ter o amor da pessoa que sempre se preocupou com ele. Por que deixou que seus pecados falassem mais alto que seu coração?

Bokuto não podia amá-lo daquela forma. Ele não iria aceitar ser amado.

— Seu silêncio é uma resposta. — Suspirou pesado, desviando seu olhar para não poder encarar os olhos frios do amado.

— Eu fiz isso por você. Eu quero ficar para sempre ao seu lado, porém… Um humano como eu não conseguiria viver tanto… Uma hora, quando eu ficasse velho, você não iria mais ligar para mim. Enquanto que sua noiva vai continuar bonita ao seu lado e eu… Provavelmente estarei morto. — Ele ficou cabisbaixo, fitando o chão.

Bokuto resfolegou pesado, entendo o ponto de vista — um tanto egoísta — do outro. Não estava aceitando aquilo.

— Tudo bem… — Disse abrindo um sorriso e voltando a se aproximar do amado. Abraçou apertado e beijou o topo da sua cabeça.

— Não está com raiva? — Perguntou.

— É claro que estou… — ele olhou nos olhos frígidos do mais novo. — Mas não vou te abandonar por causa de uma decisão como essa.

— Obrigado, Bokuto…

Koutarou beijou os lábios macios do outro, não esquecendo de expor seus sentimentos por ele. Queria que Keiji se sentisse mais amado que é, sentia-se culpado por deixá-lo naquele estado tão frágil que o levou a vender sua alma.

Não iria se perdoar… Ao mesmo tempo que Akaashi também não se perdoaria por ser tão egoísta e não pensar nos sentimentos do outro.

Pecados levam a mais pecados. Assim como traz mais tristeza a pessoa ao lado.

Eles seguem para a cama do ex-servo, tirando suas roupas e desfrutando da paixão que eles tinham entre si. Queriam por tudo isso naquele momento, mesmo que fosse o mais errado possível.

Um dia, quem sabe, eles realmente poderia viver juntos numa mesma casa. Longe de tudo aquilo, sem que ninguém atrapalhasse. Para sempre...

Kuroo apenas observava de longe, rindo eufórico com aquele cenário.

— Seres humanos são tão fracos. — Cantarolou para um vidrinho que continha a alma de Akaashi.

Notas finais
Gostaram? Querem me matar? Deixem aquele comentário cheiroso e maravilhoso! Até mais, Mira Pevas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!