Humanos

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi gente :) (se é que alguém vai ler) nunca publiquei poesia aqui no nyah, mas agora... Seilá, deu vontade kkk
Pelo amor, se gostarem deixem um review, que serei eternamente grata!
Anyway
É isso aí... Tentem não serem tão críticos.
Boa leitura!


[...]
Mas também acredito nos homens.
Eu os vejo passar todo dia.
Engravatados, com os pés ligeiros
Envergados com problemas nas costas
E envergados pousam o olhar nos ponteiros.

Enquanto puder confiar nos meus olhos
Enquanto contar com meus sentidos
Contrariarei Parmenides Em toda sua existência
Vejo que são reais.
E são um câncer enrustido.

É tão claro
Translúcido
Tortura-me que muitos não percebam
Para ver
Basta abrir os olhos.

De longe os observo
Com certo ar de superioridade
Sobreponho-me a eles,
com seus olhares vagos
delineados por uma sobrancelha curva comum a todos.
Perdidos nos próprios pensamentos.
Decerto triviais.

Eles caminham em direções opostas
Parece-me que deram um tapa em seus formigueiros.
Carregam em sua essência o terror da auto destruição
Seus corações combinados
São nada mais que uma bomba atômica

Olho mais de perto.
e do precipício em que me encontro
Acompanhada da sinfonia das árvores
Pintam-me em um quadro barroco.
Na lugubridade da escuridão do dia,
Despenco

E em um milhão. Me perco.
Um milhão?
Já não sei como responder.
O pensamento se esvai como a última brasa da fogueira.
Em um milhão me perdi.
tantos que nem mais vejo o que.

O castigo da alma é a dúvida.
O castigo do amor, a saudade
Um turbilhão desses me envolve
Mas não sei quais são minhas duvidas
Não lembro o nome da minha saudade

O farfalhar que ouço já não são das árvores
Me sinto confusa em meio a todos eles,
As ideias se chocam em minha mente
Causam um atrito que confundo com o dos pneus contra o asfalto
Não sei o que é real, tudo se funde,
com ar de silencio estridente.

Estendo os dedos para tocar em algo que não existe.
Mas em meus pensamentos se torna tão vivido quanto o mal.
minha mão cai até que algo a impeça.
Talvez haja sangue. Talvez tenha havido a muito tempo.
Mas há sempre dor.
Mereço essa.
Sou o mal em sua forma corpórea

Gotículas de um sereno amargo se abraçam na minha face.
Uma voz me pergunta se chorei, mas não vejo de onde vem.
Talvez nem tenha vindo.
Seco o rosto e não tenho mais certeza
Nem mesmo é noite
Não há sereno.

Eu acredito nos homens
Eu os vejo sempre que olho no espelho
Vejo meu ser de dentro para fora
Vejo quão podre é a alma em mim
A vergonha me comprime em um casulo.

Mas é-se mesmo humano
Quando nunca se sente
E sempre se sente demais?

É-se mesmo humano quando os sentidos de nada valem?
Quando o verde que eu vejo é bem menos verde que o seu?
Se meus ouvidos zunem ao som de minha espécie
Meus olhos ardem a visão dos homens.
Tudo colide e quebra,
lançando mil farpas que se entranham em minha mente
Previamente danificada

Não quero ser humano
Ser humano é ser mortal.
Mortal.
Ao mundo.

Notas finais
Desculpem se encontraram erros de digitação.
Obrigada por chegar até aqui :)
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!