“França seria uma ótima opção, querido”, a voz de sua mãe o fez sair de seus próprios devaneios, desviando o olhar do livro que estava em seu colo aberto. “Estava conversando com sua tia Andromeda e lembrando que nós duas já consideramos estudar em uma Universidade Bruxa que fica no litoral do país. O que acha?”

Draco sentia-se feliz por ver sua mãe aproximando-se cada vez mais de Andromeda, mesmo que aquilo implicasse em desfazer diversos preconceitos dentro de si contra traidores de sangue. Mas preferia os desfazer por ver como aquela aproximação trazia uma felicidade no olhar de Narcissa, principalmente quando falava do pequeno Teddy Lupin.

“Você pensou em fazer faculdade, mãe?”, perguntou curioso, fechando o livro, observando a mulher sentar-se ao seu lado no sofá enfrente a lareira.

“Tanto eu quanto Andromeda, mas após a gravidez dela e ela sendo expulsa, tive que me casar com seu pai assim que sai de Hogwarts”, declarou, fazendo Draco vislumbrar uma tristeza passageira no olhar da mãe. “Mas você está livre agora, pode simplesmente fazer algum curso que tenha vontade e conhecer novos ares”.

“E você? Ficará aqui sozinha?”, questionou preocupado, pois sabia que por mais que tivesse sido declarado inocente diante da corte bruxa, seu pai não conseguira ser absolvido, nem mesmo com as declarações de Potter.

“Não se preocupe comigo, querido. Agora que voltei a me aproximar de sua tia, tenho a ajudado cuidar do Teddy”, comentou, sorrindo com a menção do pequeno bebê.

“Vou pensar nessa ideia, mãe”, prometeu, segurando a mão gélida de sua mãe, apertando-a e esboçando um sorriso singelo.