Humanidade - Kol Mikaelson
15 Capítulo 15
Notas iniciais
POV Ilsa
Logo após voltar da casa de Lexi horrorizada por ter causado sua morte, percebi que o pior ainda não tinha acontecido já que eu sabia que Kol poderia muito bem me castigar de algum jeito por ter fugido. No entanto a pisar na soleira da porta, me deparei com o abrir dela causada por uma das empregadas, ao adentra-la pude notar que estava tendo um diálogo em algum cômodo da mansão, que só então percebi que se situava-se na sala de visitas, o cômodo mais perto da escada e por conta disso eu teria de passar de um jeito ou de outro por sua entrada, o que certamente faria com que Kol me visse, pensamento cujo qual ficara apavorada só de imaginar a possibilidade. Não sei como ou porquê mas meus pés "me guiaram" até a sala e para meu alívio me deparei com Elijah, o único vampiro em que além de ter minha total confiança também era a única pessoa que eu sabia que jamais me machucaria.
— Olá Elijah. — Eu o cumprimentei meio assustada. Pela expressão em seu rosto, dava para ver que ele notara meu medo e que eu queria muito ser "socorrida".
— Kol, o que acha da ideia de Ilsa vir passar alguns dias comigo em minha casa? — Ir passar algum tempo com Elijah até que não era má ideia, o real problema daquilo era ter de lidar com a presença constante de Klaus e Rebekah que nunca foram os mais hospitaleiros do mundo comigo. Olhei na direção de Kol, esperando que ele provavelmente negasse mas para meu espanto...
— Como eu sou seu tutor, então não vejo por que não, além do mais não é mentalmente saudável que um ser humano conviva num local onde há tantas mortes todos os dias. — Do modo como eu conhecia Kol eu tinha muito bem o conhecimento de que estava falando daquele jeito como se quisesse que Elijah desistisse da ideia de me tirar de suas presas afiadas por alguns dias.
— Marguerite! — Ele chamou a empregada, que veio correndo. — Por favor, suba com Ilsa até o quarto dela e a ajude com as malas, ela fará uma pequena viagem.
— Sim senhor. Venha senhorita. — Ela pediu obviamente assustada com Kol, eu a segui porque eu sabia o quanto a presença de Kol a incomodava. Ao entrarmos em meu quarto, a empregada abriu meu guarda-roupa e do compartimento mais alto de seu interior, tirou uma mala de viagem.
— Não precisa ficar com medo dele Marguerite. — Eu disse, tentando acalmá-la.
— A senhorita é muito gentil em tentar me ajudar, mas seu irmão assusta á todos nesta casa, como não consegue ficar com medo dele?
— Kol e eu nos conhecemos desde que eu era criança, então não tem porque sentir medo dele. E por favor, não tem de me chamar de senhorita, apenas Ilsa está bem.
— Acontece que senhorita Ilsa, o seu irmão puniu uma das empregadas que a chamou direto por seu nome sem falar "senhorita". — Levei a mão á boca de espanto.
— Como assim Marguerite? — Perguntei, ainda chocada.
— Uma das garotas que trabalha na cozinha estava grávida, e Kol a puniu compelindo-a á abortar o bebê.
— ELE FEZ O QUÊ? — Berrei horrorizada. — Marguerite, por favor pegue alguns casacos e vestidos enquanto eu desço para falar com Kol.
— Sim senhorita. — Eu fui correndo pelas escadas até a sala para falar com ele, que estava sentado na poltrona e, apesar de uma parte de mim estar com medo de sua reação, a outra metade estava mais furiosa do que nunca, isso resumiu-se ao fato de que eu lhe dei um tapa na cara assim que o olhei de frente.
— VOCÊ É DOENTE!! — Gritei furiosa ao mesmo tempo em que me dera por conta de que meus olhos estavam começando á ficar cheios de lágrimas. — COMO PÔDE FAZER ISSO?
— O que houve Ilsa? — Perguntou Elijah, surpreso com meu repentino ataque de fúria.
— ESSE LOUCO QUE VOCÊ CHAMA DE IRMÃO COMPELIU UMA EMPREGADA Á ABORTAR! — Gritei já começando á ficar rouca. Elijah automaticamente ficou com a expressão séria. — ME TIRE DAQUI ELIJAH, NÃO QUERO NUNCA MAIS OLHAR PARA O ROSTO DELE. — Subi as escadas de volta para meu quarto, onde Marguerite permanecera para saber se eu precisava de alguma coisa. — Obrigada, pode se retirar.
Assim que ela saíra, eu ouvi um grito agoniado e só então pensei no que poderia ter acontecido na sala e temi que poderia ter alguma relação com as adagas, o que me deixava realmente assustada com a possibilidade de Kol ter se sobressaído.
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