Humanidade: A Queda

6 Capítulo 6 - Efeito Colateral


Notas iniciais
Heeey people. Espero que estejam se divertindo com essa história louca, eu particularmente amo a Rebeca, essa guria tem tanta coragem, eu provavelmente não teria hahaha Vamos a mais um capítulo e aproveitem. Bjs e boa leitura :3

Capítulo 6 — Efeito colateral

Era tudo muito estranho, eu não me sentia aqui, era como se eu não me encaixasse, quando levantei e coloquei a mão no trinco da porta, segundos após a saída repentina do homem que falava comigo, senti um terror tão grande me invadir de repente, era como se houvesse algo do lado de fora que eu devesse temer e ao mesmo tempo eu sentia um impulso como uma força interior me fazendo ir em frente e sair.

Era muito confuso, o homem disse que eu sou Daniel, não acho que eu tenho cara de Daniel, mas esse nome soa familiar, o homem disse que eu perdi a memória, mas não tenho certeza disso, como vou saber se perdi algo que não lembro de ter tido? Estava ali na porta pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada, quando a porta foi puxada e o homem surgiu arfando, parecia ter corrido uma maratona.

— Ele nos encontrou. Precisamos fugir agora. — o homem me tirou do quarto e me levou para uma cozinha.

Saímos pela porta dos fundos após pegarmos nossas coisas e senti uma coceira no braço, tinha gaze e esparadrapo, parecia que eu tinha me machucado. O homem me empurrou impaciente para o quintal e descobriu um carro, entramos e ele partiu em desespero. Mesmo na escuridão da noite pude ver algumas pessoas correndo pela pista, pareciam desnorteadas, talvez quisessem ajuda.

— Olha, tem pessoas precisando... — parei de falar quando um flash de memória me atingiu como uma pedra. Aquilo não eram mais pessoas.

°°°°

Que merdinha! Um bebê zumbi, UM BEBÊ ZUMBI! Que raios o mundo está virando? Aquele merdinha quase me atacou, veio pra cima de mim babando sangue e quando uma gota atingiu meu pé eu acordei do meu estado de choque, fechei os olhos e dei uma pancada seca com o facão. Fui para a prateleira cama chorando horrores, meu Deus, um bebê, aquilo era um bebê, mas parecia um demônio, não que eu saiba o que seja um demônio, não que eu tenha assistido filmes de terror na TV a cabo quando todo mundo dormia.

Fechei os olhos tentando tirar aquela imagem da cabeça, eu não conseguiria dormir, parecia que a qualquer momento o bebê apareceria e pularia em cima de mim. Estava pensando quando ouvi uma pancada forte na porta dos funcionários e ouvi barulho de passos arrastados. Oh não! Não aguento mais matar nada, alguém me ajuda por favor, alguém me salva!!!!

°°°°

Luís estava puto de raiva, tinha encontrado Daniel, mas o homem tinha percebido e fugido com o imune. Pelo menos de uma coisa Luís estava certo, Daniel era o imune que ele estava procurando, ele finalmente poderia salvar aqueles que ele amava, finalmente poderia trazer de volta aqueles que tinham sido levados pelo vírus da morte.

Luís saia por trás quando pisou em algo molhado no chão, olhou para baixo e viu que era sangue, parecia sangue animal, ao olhar para a frente viu que a saída do carro tinha derrubado uma cerca e ao focar sua visão no escuro pode contemplar duas dezenas de olhos brancos se virarem para ele, as coisas estavam ficando interessantes.

°°°°

Daniel é o imune, nem eu acredito no que estou vendo. O doutor estava certo e se eu tivesse chegado um pouco depois teríamos perdido ele, ele parece tão indefeso, estava ferido e fraco quando o encontrei e mesmo assim parecia valente e lutou por sua vida. O zumbi que o atacou tinha derrubado ele e mordido o braço, mas na hora que ele mordeu uma coisa estranha ocorreu, parte dos olhos do zumbi apresentou uma cor normal e em seguida ele falou algumas palavras desconexas antes de voltar ao estado anterior totalmente fora de si e mais agressivo, ele deu um soco em Daniel e quando iria morder novamente eu cheguei a uma distância segura e atirei, foi certeiro, ele nem escutou o barulho da pistola com o silenciador. Daniel se afastou com medo de mim, mas acho que me reconheceu e aceitou minha ajuda, fiz um curativo no braço, dei alguns antibióticos para ajudar o sistema imunológico a lutar contra os vírus e esperei.

Agora, nesta madrugada escura, viajando para um lugar incerto olho para o lado e vejo ele dormindo, Daniel perdeu a memória enquanto seu corpo lutava pela sobrevivência, parece tão sereno e ainda mais indefeso, preciso proteger ele e encontrar a filha do doutor, antes que o psicopata caçador nos encontre, um dia ainda irei me vingar dele, mas primeiro preciso deixar meus protegidos seguros, essa é minha missão número 1.

°°°°

Temos que ir para um shopping, eu sei disso, algo na minha mente insiste isso e eu sei que estamos atrasados para chegar lá, uma voz feminina surge no meu sonho e me diz a mesma coisa, o shopping, o shopping, o shopping.

— O shopping! — acordei arfando tentando recuperar o ar que me escapava.

— O quê? Você quer ir no shopping? — o estranho homem virou o rosto para mim momentaneamente preocupado e depois voltou a olhar para a pista.

— Precisamos ir para o shopping. Mas o que é um shopping? — indaguei curioso.

— Costumava ser um lugar lindo. — o homem me olhou de forma curiosa. — Tem bastante lojas, cinema, fast food e tinha muita gente andando por lá o tempo todo.

— A gente vai encontrar pessoas por lá? — perguntei esperançoso.

— Receio que não. Lugares assim se tornaram alvos iniciais dos zumbis, eles simplesmente se transformaram lá dentro e causaram um estrago terrível.

— Ah.

— Mas tudo bem, podemos ir ao shopping se você quiser. Aqui em São Luís tem uns 5 ou 6 eu acho. Qual você quer ir? — o homem sorriu para mim.

— Não sei. Só sei que preciso ir em um shopping, acho que pode ser uma lembrança.

— Hum. — o homem botou a mão no queixo e desviou de um zumbi na pista que comia a barriga de alguém. — Se eu marcasse um encontro com alguém no shopping, seria no da Ilha ou no São Luís, com certeza. Estamos próximos do Shopping da Ilha, então vamos lá dar uma olhada.

Assenti e virei o rosto para a janela, aquele homem era esquisito, eu nem sabia o nome dele, nem sabia se podia confiar nele, até agora nem sabia direito quem eu era, só sabia de uma coisa: as pessoas tinham virado máquinas mortíferas, mortos-vivos em busca de carne. Esse era o único ponto da minha nova realidade que fazia sentido, quase como se eu estivesse acostumado a toda essa loucura. Fechei os olhos pensando naquelas pessoas, homens, mulheres, velhos e crianças, famílias inteiras deviam ter sido transformadas naquelas coisas. Tentei procurar algo em minha mente, será que eu tinha uma família? Eu não conseguia lembrar de forma alguma, pelo menos os conceitos e as coisas faziam sentido, eu já sabia o que era um shopping e tal, mas não conseguia ir além, não conseguia chegar nas minhas lembranças, não conseguia chegar no meu eu.

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O zumbi que saiu da sala dos funcionários é imenso, ele deve ter ido comer os restos da pobre mulher morta pelo seu bebê, pois eu escutei barulho de mordidas, em seguida ele surgiu e ficou andando sem rumo. Ele já passou duas vezes pelo corredor onde estou, deve ter uns 2 m de altura (tá, eu não sou boa com altura, mas ele é muito alto), se ele fosse esperto seria capaz de me puxar daqui, tomara que não me note. Tenho comida e água dentro da mochila, se Daniel demorar pelo menos eu não morro de fome.

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Luís girou novamente acertando uma coronhada que destruiu o cérebro de um dos zumbis, com um chute certeiro ele quebrou o pescoço de um e usou o cotovelo para esmagar o crânio, quando estava prestes a ser cercado deu um mortal para trás e ao cair girou quebrando a cabeça de outro zumbi com mais um chute, reforçar o tênis por dentro com ferro tinha sido uma idéia maravilhosa, ele se sentia vivo, mirou um soco e foi tão forte que afundou na cabeça do zumbi mais próximo.

Não podia usar a arma para não atrair outros, mas a verdade era que nem precisava de armas, ele era forte, era rápido, tudo que aquelas malditas criaturas jamais seriam, ele era Luís Arthur, aquele que jamais seria parado.

°°°°

Eu preciso parar ele, mas não sei como fazer isso, algo me diz que não posso confiar nesse estranho, algo me diz que não posso confiar em ninguém. Mas ao mesmo tempo olho para ele e me sinto seguro, não sei o que fazer, sabe quando o mundo todo está desabando você se torna tendencioso a acreditar nas pessoas, mas mesmo nessa situação ainda existem malucos e psicopatas por aí.

— E aí, Dani! Parece que vamos passear no shopping, espero ter sorte da gente encontrar hambúrguer na praça de alimentação.

Apenas sorri, ele olhava para mim, com aquele longo sorriso, parecia feliz apesar de tudo e eu não conseguia entender a felicidade dele, será que era por eu ser o tal imune? Esse cara é meio bizarro e as vezes me dá medo, mas sinto que tem alguém ainda pior ali fora. E ele continua me encarando e de repente um zumbi pesado bate na frente do carro e perdemos o controle do carro, a última coisa que vejo é uma árvore.

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Dani! Socorro. Vem logo me ajudar. Eu achei que poderia me cuidar, mas estou com muito medo, preciso ir ao banheiro, mas o maldito zumbi fica dando voltas no corredor quase como se esperasse que a comida caísse do céu ou da prateleira no caso. Ele é feio, o braço está quebrado e parece que passou por um triturador, eu posso ver os dentes dele no lado direito do rosto que está sem a pele da bochecha. Ele fica se arrastando por aí, um cheiro terrível de podridão veio da sala que ele estava, se teve uma luta ele deve ter sido o ganhador, não posso nem entrar lá, pois o cheiro de lá vem até aqui então eu morreria lá dentro. Me viro pra me ajeitar melhor e derrubo uma caixa de boneca no chão, olho e percebo que o zumbi ouviu. Merda, estou ferrada.

°°°°

Luís abriu caminho e matou pelo menos 26 zumbis antes de sair da área da casa. Tinha bastante sangue e vísceras de zumbis encobrindo o rastro, ele precisou andar bastante, parecia que o homem que estava com Daniel tinha planejado isso, mas Luís conseguiu encontrar os rastros. Não tinha nenhum veículo com chaves perto, mas Luís encontrou um carro mais a frente em bom estado, já iria entrar, mas teve a idéia de bater no vidro e um zumbi surgiu do banco de trás.

— Maldito! Ele planejou tudo. Quem é esse cara? — Luís foi para a frente do carro e sentiu um cheiro esquisito de gás. — Porra! O cara tava tentando me explodir. Isso já foi longe demais.

Luís fechou a mão e deu um sorriso sádico enquanto andava e o carro explodia logo atrás dele.

°°°°

Sangue! Sangue! Sangue! Tudo que eu vejo é sangue, tento me mexer e sinto dor, estrelas surgem por trás da escuridão da minha vista, quase como se eu estivesse em um desenho animado, no caso seria um desenho tipo Happy Tree Friends onde todos os protagonistas morrem no final.

Coloco mais força sobre meu corpo e tento mais uma vez me mover, forçando meu corpo através das ondas de dor que irradiam da coluna até os membros inferiores e superiores. Eu precisava ter calma, consegui mover meu braço e passei a mão no rosto para limpar o sangue que me impedia de ver, as lágrimas se encarregaram do resto. Dei uma olhada ao redor para ter certeza da situação, como não estávamos em alta velocidade o impacto não foi tão grande, mas a dianteira do carro já era, o zumbi atropelado estava preso entre o carro e a árvore, mas se debatia furioso e eu escutava barulho de ossos quebrando como se ele estivesse tentando arrancar a metade do corpo para poder atacar. Me virei para o lado e o motorista estava seguro por um airbag saído do volante, não entendo muito de carro, mas acho que devia ter um para mim também.

Observei bem o motorista e vi que o nariz dele estava sangrando, mais uma rápida observação e constatei que não tinha quebrado, preferi acreditar na minha certeza e não discutir minha falta de memória. O segundo passo era acordar ele e sair de dentro do carro, isto precisava ser feito com urgência pois tinham zumbis vindo em nossa direção atraídos pelo barulho. Ouvi ele resmungar e tentei alcançar minha mochila na parte detrás, puxei alguma coisa no mesmo momento em que ele virou para mim, me encarando preocupado, me permiti alguns segundos de alívio por ele não ter virado um zumbi. Mas durou pouco, pois logo em seguida um zumbi surgiu no meu campo de visão, estava batendo na porta do motorista, era uma pobre mulher sem o olho esquerdo e com o corpo inteiro em um estado avançado de decomposição. Tive vontade de vomitar, mas me contive e ajudei o homem a tirar o cinto.

Olhei e vi que eu tinha puxado o ursinho achando ser uma arma, mas uma nova descoberta me deixou impressionado. Tinha alguma coisa escondida dentro do ursinho e com um flash de memória eu me vi olhando para o urso no dia que fui mordido, uma luz vermelha tinha piscado no olho dele e eu lembro que aquilo devia ser um sinal para alguém, talvez um sinal de esperança. Segurei o ursinho comigo, eu devia estar parecendo tosco nesse momento, mas e daí? Eu tava sem memória e qualquer coisa que pudesse me dar uma pista da minha vida eu agarraria.

Peguei uma faca e abri a porta, o homem tentou me impedir, mas eu saí e a zumbi veio em minha direção, girei a faca e olhei bem na cara daquele monstro, não sei quem eu fui, mas de uma coisa eu sei, eu estou pronto para lutar.

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Tá! Calma Rebeca, respira fundo. O que o papai dizia sobre o nervosismo e o medo mesmo? Ah, isso mesmo, ele dizia que alguns sentimentos podiam entorpecer (acho que é essa a palavra) nossos sentidos. Nesses momentos nós devemos parar, respirar e analisar as opções. Então, eu estou no alto de uma prateleira, tenho água e comida, mas uma hora eu vou precisar ir ao banheiro, se bem que nessa situação eu acho que consigo travar tudo. O papai dizia algo sobre prender o xixi, mas não me importa, ele não tinha que lidar com zumbis e nem os pacientes dele. Acho que já estou deitada faz mais de 2 h nessa prateleira e se preciso eu vou ficar aqui a vida toda.

Hã? O que foi isso? Ah não, a prateleira tá se soltando da parede, eu sabia que não devia ter comido tanto chocolate. Merda, merda, merda. O zumbi vai ouvir.

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Consegui matar a zumbi e em seguida tive que matar o outro que tinha sido prensado pois ele tinha se partido ao meio para poder atacar. Olhei em volta e alguns zumbis se aproximavam, ajudei meu novo amigo a sair do carro e ele mancava um pouco.

— Acho que foi só uma torção.

— Vem. Vamos nos abrigar no shopping e eu tento te ajudar. — Eu disse e apoiei ele.

Conseguimos chegar ao shopping antes dos zumbis, entramos por uma entrada lateral e ele sentou em uma mesa na sala que estávamos. Examinei o pé dele e vi que não tinha sido nada demais.

— Sorte sua! Não quebrou nada, vai ser simples. — Eu sorri.

— Vai ser o q...aaaaah. — ele segurou um grito quando puxei de uma vez fazendo voltar ao lugar.

— Podia contar até 3. Onde aprendeu isso?

— Não sei. Eu só sabia o que fazer. — dei de ombros.

Teríamos que entrar e vasculhar o prédio, de repente lembrei do ursinho e decidi examiná-lo, encontrei um zíper escondido e puxei revelando dois segredos interessantes que guardei para mim, o primeiro era que tinha um pequeno dispositivo com 2 luzes vermelhas piscando e o segundo segredo foi uma pequena arma com um número bem limitado de munição. Olhei para um ponto em movimento e quase instintivamente soube do que se tratava.

— Ela está no São Luís Shopping. — falei com a expressão vazia.

Em seguida ouvimos um tiro e passos vindo em nossa direção.

— Rápido. Senta na mesa e descobre o ferimento. — o meu amigo falou e fiz rapidamente.

Em pouco tempo um homem entrou na sala empunhando uma arma e paralisou ao nos ver.

— Desculpa cara. — o meu amigo começou a falar. — Esse lugar é seu?

— Sim. Caiam fora.

— Eu só queria pedir um favor. — o meu amigo começou a chorar. — É que meu irmão foi mordido e eu queria poupar ele de se transformar. O homem apontou a arma para mim e destravou segurando firme o gatilho.

— Mano. — falei choroso. — A gente prometeu. Quando chegasse esse momento aquele que não tivesse sido mordido iria matar o outro.

— Ah! Que porre vocês dois. Parecem dois viados. Pega logo essa arma e atira nesse moleque.

Assim que o cara entregou a arma eu pulei sobre a mesa sacando a nossa arma que estava na bolsa e meu amigo apontou a outra arma para ele, o homem sorriu e rapidamente sacou uma arma em minha direção. Fechei os olhos sabendo que jamais puxaria o gatilho a tempo e ouvi dois disparos.

°°°°

Estou respirando cada vez mais rápido, meu coração bate tão alto que sinto que a qualquer minuto o zumbi vai me localizar por isso, fecho os olhos por 5 segundos e sinto o leve movimento da prateleira, dessa vez tenho certeza, isso não vai aguentar meu peso. Cadê meu pai? Cadê Dani? Até mesmo o maldito Luís poderia aparecer agora se isso significasse não me tornar uma morta-viva. Vou segurar minha mochila, qualquer coisa eu...Droga! Aah! A prateleira desabou, meu esconderijo já era, o zumbi vai me encontrar. Caraca que tontura, bati minha cabeça. Preciso pensar rápido, pego minha bolsa e já sei, eu vou...

°°°°

Sinto uma sensação estranha e decido abrir os olhos e ver se morri. Para minha surpresa o homem está caído no chão, um tiro na nuca e outro na mão que segurava a arma, mas os dois disparos foram ao mesmo tempo, o meu amigo não podia ter dado esse disparo. Um barulho de alguém limpando a garganta atrai minha atenção, olho para além do corpo e um homem me encara de volta através de óculos escuros, um pouco mais alto que eu, forte e empunhando uma arma .38. Ele me olha e sorri.

— Parece que tirei a sorte grande. — instintivamente eu travo e sinto um arrepio percorrer minha espinha. — A caçada finalmente acabou e tá na hora de pegar o prêmio final, o imune, meu grande amigo Daniel. — e sorriu sarcástico.

Flashes de dor, medo e terror irromperam na minha mente e ainda com a arma levantada eu olhei para o visitante e sussurrei.

— Luís.

Notas finais
Aaaah! O cerco está se fechando e estamos próximos de fechar o primeiro ciclo da história. Eu tinha esquecido de que dividi a história em duas partes, na segunda surgem novos personagens. E esse final hein? O que vocês acham que o Luís quer? Quais os planos dele? E o que acham que vai acontecer com Rebeca? Continuem acompanhando que eu prometo tentar responder as dúvidas de vocês :*