Human Angel - The Limit
6 O anjo de asas negras
Notas iniciais
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Horas dentro do anfiteatro e Hama ainda não entendia muita coisa de tudo que estava acontecendo em sua vida.
-Vamos!Se concentre mais um pouco e com certeza poderá fazer isso com tranqüilidade.
-Zalef, você acha mesmo que eu vou congelar esse copo de água simplesmente olhando pra ele?- Questionava incrédulo o jovem.
Relutante a continuar com seu pensamento Zalef se aproximou da mesa onde se sentava Hama e sem nenhuma palavra nos lábios apenas observou que o rapaz tentava assimilar aquilo tudo e não tinha processado toda informação ainda.
- Escute Hama... É muito estranho para você de repente aparecer um cara do nada e te dizer um monte de coisas que você mal via em filmes de ficção científica. Acho que depois de uma pausa você comece a assimilar tudo isso... Mas antes, venha comigo. – Com isso Zalef dirigiu-se para uma escadaria que ligava o anfiteatro abandonado até uma espécie de cobertura bem danificada pelo tempo.
O lugar era úmido e escorregadio, coberto de grandes manchas no chão provocadas por enormes infiltrações, aparentava desabar a qualquer momento; com uma vista ampla de destroços do depósito da cidade que era bem próximo do local.
-Que lugar é esse Zalef?
-A antiga cobertura do anfiteatro. Venha, aproxime-se de mim. — Disse Zalef se aproximando do para-peito.
-Não me parece seguro. — Disse o rapaz bastante inseguro.
-É totalmente seguro, eu estou aqui não estou?
-Se você diz... – Com isso ele se aproximou de Zalef.
Parados por um segundo de tempo apenas avistando o nada a sua frente... Em um impulso, como um vulto rápido Zalef empurrou fortemente o rapaz para fora do para-peito da cobertura do anfiteatro. O lugar era bem alto e logo abaixo passavam redes de esgoto nada seguras para se cair.
O medo tomou conta do jovem durante os segundos que pareciam uma eternidade enquanto caia do alto da estrutura, em um instante Hama viu tudo que Zalef lhe disse traspassar em sua mente, em instinto sentiu que estava planando no ar e percebeu que não estava morto no chão como imaginara. Por outro lado, como aconteceu tudo isso? Ele se perguntava e no mesmo instante sentiu um vento forte em seu rosto e percebeu que Zalef estava bem em sua frente voando sob asas compridas e ao mesmo tempo com aparência pontiaguda.
-O que está acontecendo? – Hama estava em choque.
-Uma das coisas inegáveis nesse mundo é que a força da essência não nega o instinto que por si floresce em qualquer ser vivo. Você não pode negar o que é nem que queira diante de situações que podem te levar a morte sua essência falará mais alto... Foi só isso que aconteceu, seu corpo reagiu ao seu medo.
O mais velho deles o levou de volta a cobertura.
Em uma poça de água que refletia o corpo de Hama ele pode ver algo que o espantou. Seu corpo parecia pálido e o que mais intrigava eram suas enormes asas, não eram como ele vira na TV em alguns personagens, suas asas eram negras como a noite, parecia refletir o brilho prateado da lua em seu olhar frio e calculista.
-Essa é sua forma de anjo, como você realmente é Hama.
-Eu não imaginei assim, que espécie de anjo tem asas negras? Eu pareço mais um monstro.
-Já te disse isso, não é um reality show da TV ou algo assim. Você é um anjo negro, um anjo-humano... Tem os poderes de grandes anjos Hama, porém ainda tem o sangue frio dos seres humanos e terá que conviver com isso.
-Não é difícil ser um humano! Não deve ser difícil ser um anjo também!
-Não seria se não tivesse que conviver com a idéia de que você é imortal como anjo, mais ainda sofre como qualquer ser desse planeta. Não brinque com isso...
-Eu não perco meu tempo brincando!
-Guarde seu sarcasmo para a próxima lição, você tem que congelar um copo de água ainda hoje!
Com um nobre riso de lado quase querendo esboçar um real sorriso Zalef entrou novamente no anfiteatro sendo seguido por Hama que ainda deslumbrava o “novo visual”. Zalef estava convencido de que agora o jovem reconhecia o que realmente era.
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Notas finais
Espero que gostem desse capítulo e deixem comentários para que eu continue a história.Obrigada
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