— Nós não deveríamos estar fazendo isso, tudo por causa de uma publicação, tudo por causa de uma publicação... — Laurel repetia essa última frase de um lado para o outro com as mãos na cabeça.

— Vamos acabar logo com isso, vamos acabar logo com isso — Connor parecia muito alterado.

— Nós vamos para na cadeia! Nós vamos para a cadeia! — Michaela choramingava.

— VAMOS DEIXAR ESSES RASCUNHOS AQUI! NÓS VAMOS ACABAR PRESOS POR CONTA DE UNS RASCUNHOS DE UMA MULHER MORTA!? — Connor de novo — ACABEM LOGO COM ISSO! ACABEM LOGO COM ISSO!

— Eu não quero ir para a cadeia, eu tenho futuro como escritora! Nós vamos acabar presos, todos nós vamos...

— CALEM A BOCA! NINGUÉM VAI PARA A CADEIA — gritou Wes e por conta do grito todos fizeram silêncio — Não tem mais volta. Vamos pegar os papéis e sair daqui. AGORA!

Connor foi em direção ao vidro onde estavam os papéis.

— Você não, Connor! — disse Michaela — você só estraga tudo!

— E quanto a você Diário da princesa? Não vi você fazer muita coisa até agora.

— Parem os dois! — interveio Laurel — Michaela está certa, Connor, você não. Deixe que eu faço isso.

— Não, Laurel, eu faço — disse Wes.

— Wes, não acho que...

— Argh! Por favor, decidam isso logo! Estamos perdendo tempo! — Disse Michaela urgente.

— Cara ou Coroa?

— Wes, eu não acredito que você quer tirar Cara ou Coroa para ver quem vai pegar nos manuscritos de...

— Cara ou Coroa, Laurel?

— Ela é minha ins...

— Escolhe logo, Laurel! — disse Connor.

— Cara.

Wes não perdeu tempo e jogou a moeda. Deu Coroa. Fez como quem ia pegar os papéis. Laurel o impediu já dizendo:

— Use as luvas, você não vai querer colocar suas mãos nesses manuscritos!

Michaela passou as luvas para Wes. Ele as vestiu e pegou os papéis. Seguiu um silêncio curto, que logo foi interrompido por um grande barulho de alarme do museu.