How to be the Queen of England

4 How NOT to punch your husband


Notas iniciais
Como NÃO socar seu marido

O sol batia no rosto de Britney, e uma leve brisa esvoaçava seus cabelos.
Aquela sensação de liberdade era ótima. Depois que foi libertada pelos extremistas latinos, a familia real a adotou, junto com sua irmã, e ela era muito grata a isso. Mas ela odiava pessoas olhando pra ela. Odiava ter que seguir regras; padrões, embora os "pais" serem muito liberalistas e os deixassem ter seu estilo.
Aly, por exemplo, usava calças e jaquetas de couro preto. Ela gostava de vestidos fresquinhos, assim como Callie. Steve andava sempre ingomado, pronto para ser rei quando precisasse. Briana era uma princesa de conto de fadas.
Mas ela era apenas uma garota traumatizada, que passou metade da vida presa.
— Britney? — a voz de Emily a pegou de surpresa. Alguém vinha aqui, além dela?
— Emily... Oi.
— Oi... Por que está aqui? Aqui é perigoso.
Britney deu de ombros.
— Gosto daqui. Dentro do castelo é meio... Jaula.
— Concordo. — Ela se sentou ao lado dela, com o vestido pomposo todo embolado.
Ela observou o resto do castelo antigo. Diferente dos outro castelo, que pegou fogo na noite que decidiu casar com Jason, esse era muito maior e mais antigo, tendo um "jardim" enorme, mal dando pra ver o que tinha além dos enormes muros.
O jardim era antigo, rústico, sem nenhum lugar para realizar o desfile da paz, que decidiram mover para o centro da cidade.
Os pensamentos começaram a invadir sua cabeça. Todas as mortes, todas as traições... Todo seu poder. Ela sentia-se perder o controle. Ela sabia, e tentava evitar com toda força, que, graças ao tridente, ela tinha um poder assassino. Mais poder do que ela queria ter.
A única coisa que a garota Emily Rhondes queria quando entrou no castelo, e conheceu Jason, era sair daqui, ficar o mais longe possivel de toda essa confusão. Mas agora, ela tinha amor.
— Sabia que encontraria você aqui, mas Britney é novidade. — a voz de Jason as fizeram olhar lara trás. — Em, a terapeuta proibiu você de vir aqui.
Ela suspirou, irritada por ele ter falado perto de Brtney. Mas não disse nada, apenas levantou, e saiu andando. Jason franziu o cenho. Tinha algo muito errado.
— Britney, aqui é perigoso.
— O castelo me sufoca.
— Entendo. — ele respirou fundo. — Se concordar com guardas, ou criadas, ou Steve vindo com você...
— Steve. Eu confio nele.
— Tudo bem. — ele deu um pequeno sorriso, e ela se levantou para sair dali. — Então, você "confia no Steve"? — ele perguntou, com um sorriso malicioso, e Britney revirou os olhos.
— Ele é tipo... Meu irmão.
— Sou seu pai? Emily é sua mãe? Biologicamente falando.
— Não.
— Então vocês tão livres, bebês! — ela riu, descendo as escadas.
— Não temos nada.
— Certo. Mas isso não me impede de shippar.
(...)
Jason entrou na sala de treinamento, e viu Emily extravasando a raiva num saco de pancadas.
Desde que voltaram, daquela ilha, eles perceberam que precisavam se defender, então começaram a lutar.
— Emily?
Ela parou, olhando pra ele.
— Uma lutinha?
Ela deu um sorriso forçado.
— Ta bom. Preciso socar algo. — Jason sorriu, já em cima do tatame.
Ele avançou contra ela primeiro, que desviou por baixo, e investiu contra sua cabeça, e, ele, por reflexo, abaixou, e agarrou seu pulso.
— Você está hesitando? — Jason sorriu, segurando firme seu pulso onde as pulseiras de ferro se encontravam.
— Não. — Emily soltou o pulso, aproveitando o momento de distração dele, e atingiu seu rosto com um soco com força, mas claro que ela não queria machuca-lo, e esse erro a distraiu.
— Ainda está hesitando. — Jason agarrou seus pulsos novamente, e a girou firmemente, a pressionando contra seu peito.
Ela gemeu, fechando os olhos, com a respiração descompassada.
— Se rende?
— Não. — Jason sorriu, e a apertou mais. — Jas, me solta. — Ela pediu, e ele afrouxou um pouco.
— Se rende?
— JASON, me solta. — Ela pediu, firme, e ele notou que ela não estava brincando.
Jason a soltou, e ela respirou fundo, andando pelo tatame.
— O que está havendo com você? — Ele perguntou, com as mãos na cintura. Ele viu Aly e Steve entrando na porta.
— Não tem nada de errado comigo, por que tá todo mundo falando isso? — ela saiu andando, irritada, ignorando os filhos.
Jason riu pelo nariz, batendo os braços no corpo.
— Inacreditável. — Ele resmungou, pegando a garrafa de água.
— Que foi isso? — Aly se sentou na mesa ao lado do pai.
— Ela me deu um socasso. — Ele deu de ombros, colocando a mão nos lábios. — Não posso culpar ela. Ela está me escondendo algo.
Steve mordeu o lábio, olhando pra baixo.
— Quer me contar alguma coisa? — Ele arqueou as sobrancelhas.
— Sempre fico fora dos assuntos interessantes. — Aly revirou os olhos.
— Eu disse a ela que não contaria. — Jason o olhou duro. Steve suspirou. Ele queria contar. Mas não podia contar. — Sou fiel a minha mãe, desculpa.
— Ata. — Jason colocou a garrafa na mesa, e saiu andando.
— Agora ele está bravo com você, meus parabéns. — Aly sorriu. — Estava me perguntando o que vocês dois estão escondendo... Mas lembrei que não ligo.
— Que bom. — Ele sorriu, passando o braço nos ombros da irmã, e os dois saíram dali.
(...)
Jason arrumava suas malas, em silêncio, pensando sobre Emily. O que estava acontecendo com ela?
Emily era forte, mas gostava de fingir que era mais, e ele não entendia isso. Ele estava ali. Morreria por ela, e nunca a deixaria carregar nada que não aguentasse.
Ele foi interrompido de seus pensamentos pela porta se abrindo. Emily, sem ver que ele estava ali, abriu a porta, e a fechou com um estrondo, antes de apoiar a cabeça na porta.
Ela estava cansada.
— Emily. — ela xingou um palavrão, pulando de susto e olhando pra ele. — Desculpa. — ele largou as roupas que segurava, e foi até ela, que apoiou a cabeça na mão. — Emily. Fala comigo. Por favor.
Ela destampou o rosto, deixando lágrimas rolarem silenciosamente.
Ele apenas a abraçou, sem dizer nada.
— Eu...
— Não precisa dizer. Eu sei. — Ela pressionou os lábios, tremendo.
Ele não sabia.
(...)
Todos eles esperavam Jason para se despedir. Emily não queria que ele fosse. Mas ele tinha que ir. Sem ele? Ela simplesmente desmoronava. Era como se ela estivesse caindo de um prédio, e espatifado no chão.
Mas ele era 99% casado com o país, e 1% com ela. Mesmo sendo só 1%, esse único porcento era tudo pra ela. Ele tinha seus deveres, e ela tinha que dividi-lo com a diplomacia.
Jason apareceu nas escadas, ajudando Dominic a descer com as malas, a tirando de seus pensamentos. Ele sorriu, vendo toda a familia a sua espera.
— Minha linda, não implique com sua irmã. Seja boazinha. — ele disse a Briana, que usava um laço grande e cor de rosa na cabeça.
— Vou me comportar. — ela garantiu, tratando de fazer a cara mais fofa que tinha no histórico. — Volte logo, papis poderoso. E traga pra mim um espelinho bonitinho, o meu importado da Croaça quebrou.
— Croácia. — ele riu.
Jason beijou sua bochecha, e apertou a filha num abraço forte.
— Callie, tenha paciência com sua irmã.. Ela tem um gênio forte. — Ele piscou pra loirinha, que riu. — Dê atenção a sua mãe por mim, e nada de aprontar.
— Vou fazer tudo isso. — a menina se lançou nos braços do pai, e o apertou. — Você vai demorar?
— Não querida, no máximo dois dias. — Ele demorou alguns segundos pra perceber que a menina chorava. — Não chore querida, eu vou voltar rápido. O que quer que eu traga pra você?
— Uma pedra. — ela pediu, rindo, esquecendo completamente as lágrimas.
— Certo. Vou trazer uma pedra. — Ele sorriu, e partiu pra Aly, que estava tentando mostrar indiferença com a viagem do pai, mas sabia que sentiria falta dele.
— Alyssa Londres Rhondes, só porque eu não estou aqui, não quer dizer que não tenha olhos em todos os lugares. Não quero aquele Jonny aqui. — A garota revirou os olhos, enrolando uma mecha rosa no cabelo.
— Se quiser ficar por lá mesmo... — ela sugeriu, e Jason riu, a apertando num abraço.
— Cuida da sua mãe. — ela assentiu, beijando a bochecha de Jason. Ele foi até Steve. — Você e sua mãe vão ficar no comando do castelo.
— O QUE? — Briana gritou, e Steve deu língua a ela. — ESSE BEBEZÃO VAI FICAR NO COMANDO?
— Sim, Briana. — Ela cruzou os braços, e Jason olhou pra ele. — Não é a primeira vez que eu viajo, então sei que sua mãe fica abatida. Cuide dela. — Ele sussurrou.
— Claro que vou. — Steve sorriu, abraçando o pai com força.
— Todas as vezes que Britney quiser ir ao telhado, vá com ela. — ele se separou do filho. — Não deixe suas irmãs brigaram, faça seu papel de rei, deixe Jonny fora daqui e NÃO exploda o castelo.
Ele riu, e assentiu.
Finalmente, ele parou em Britney.
— Essa é sua casa. Se não for, transforme ela em sua. — ela assentiu. — Você tem a minha permissão de ir ao telhado, desde que Steve vá com você.
— Obrigada. — Ele sorriu.
— Pode contar com todos eles, e comigo. — ela assentiu, e Jason colocou uma mão em seu ombro.
Emily. Ele olhou pra esposa que piscava freneticamente pra conter as lágrimas. Jason se lançou contra ela, e seus corpos bateram com força num abraço.
— Eu vou voltar logo.
— Espero que sim. — Ele suspirou.
— Em, não pense nisso. Eu vou voltar rápido de volta pra você, meu amor. — ela assentiu. — Seus remédios pra dormir vão ajudar nos pesadelos.
— Tudo bem, Jas.- ela assentiu, limpando uma única lágrima que escorreu. — Eu vou ficar bem, não se preocupe.
Jason assentiu, também lutando contra as lágrimas.
Ele odiava deixar ela sozinha. Sabia como sua situação era frágil.. Mas ele tinha que ir.
— Eu te amo. — Ela sussurrou.
— Também te amo — Emily riu pelo nariz, e ele a beijou comportadamente, — ou tentou,- pois estavam na frente dos filhos. — Volto logo. Amo vocês.
Ele ajudou Dominic com as malas, e acenou pra família no alto da escada. Eles retribuiram, menos Emily, que não sabia de onde tirar forças.
Steve passou o braço pelas costas da mãe, e ela deitou a cabeça em seu braço. Aly abraçou o braço da mãe, encostando também.
Jason sorriu, e entrou no carro que partiu pelo horizonte.