How to be the Queen of England
8 How NOT to be an unstable wife
Notas iniciais
Na Croácia, Zagreb
— Dominic, se você pararde chorar eu consigo pensar. — Jason sorriu, andando de um lado ao outro na cela.
— Desculpe, senhor. — ele choramingou, todo vermelho com o nariz escorrendo.
— Deus, ele não pode nos manter aqui para sempre... Estamos nesse lugar horrivel ha 2 dias... — Jason esfregou os olhos, e se apoiando nas barras.
O Rei Francis entrou, acompanhado por 3 soldados croacos e varios soldados e advogados ingleses.
— Eu simplesmente não sei como vocês fizeram aquele garoto confessar, — ele começou, com ódio na voz. -,mas, ouça minhas palavras: Jason Londres, eu ainda o matarei. — Ele gritou, e Jason franziu o cenho. Que?
— Veremos, então. — Jason cruzou os braços, e seus guardas abriram a porta. O rei zangado saiu batendo os pés com seus guardas.
— Graças a Deus! — Dominic passou na frente de Jason, e saiu, deixando-o pra trás.
— Juro para vocês que nunca me acusaram de assassinato antes. Foi divertido. — ele deu de ombros, saindo da cela. Todos fizeram uma reverência, e Jason sentiu seu poder novamente.
— DIVERTIDO? — Dominic arregalou os olhos. — EU NUNCA TIVE TANTO MEDO NA MINHA VIDA!
— Capitão, como conseguiriam tirar as idéias ignorantes da cabeça do Francis? — Jason perguntou ao homem de bigote com o nome "Hugh" bordado no uniforme.
— Não tiramos. Ele ainda acha que vocês são culpados. Esse é o Advogado Goty, da corte. Ele pode explicar melhor.
— Bem... — ele começou a contar.
Flashback on
Todos envolvidos no caso da Rainha Rita estavam reu idos na sala do trono.
— O corpo foi analizado por nossa equipe de legistas, e chegamos a conclusão que ela foi morta esfaqueada, mas o corpo foi jogado de seu quarto. — O legista da Polícia da Croácia disse, agarrado firmemente a sua prancheta. Ele era calvo, usava um jaleco e óculos grandes e redondos perto do bigode ruivo.
— VIRAM? Tenho motivos suficientes para DECAPTAR JASON! — Francis berrou, pulando do trono.
— Na verdade... Não. — o legista croaco continuou. — Quem a matou era canhoto, homem. E ainda encontrarmos pele debaixo das unhas dela, sendo do agressor, então o culpado foi arranhado pela Rainha Rita. Analizamos se o DNA de Jason e Dominic batem com o da pele nas unhas, e teremos os resultados em alguns minutos.
— O rei é canhoto! — Francis falou irritadamente de novo.
— O Concelheiro Dominic não. — Goty o defendeu.
— Ordeno que o deixe lá até termos os resultados. — O rei retrucou.
— Bem, de qualquer forma, não acho que tenha sido eles. Então, meus homens estão procurando entre os criados, soldados e qualquer um que estava no castelo, procurando o homem machucado. Jason não está machucado. — O detetive fardado de cabelos negros que acompanhava o legista disse, para a infelicidade do rei.
Uma fila de homens entrou. Guardas, cozinheiros, ferreiros, faxineiros, todos sendo examinados em busca do ferimento. Eram descartados os destros, crianças e mulheres.
— SENHOR! — Quatro guardas entraram, puxando a força um homem de cabelos marrons escuros, olhos um azul e o outro verde, vestindo um avental ensanguentado, que provavelmente vinha do matadouro. Ele tinha um arranhado de unhas na bochecha esquerda. — Achamos esse açougueiro escondido. O arranhão bate.
— Senhor. — o detetive disse, recebendo de um dos seus homens uma prancheta. — Os resultados sairam. Não é pele de Jason, mas sim, dele. — O detetive aprontou pro homem, que cemicerrou os olhos, gritando coisas no idioma da Croácia, 2000% irritado.
— ISSO ESTÁ ERRADO! MATEM JASON! — O rei ordenou, mas ninguém se mexeu.
— Senhor, você tem provas suficientes para condenar esse homem. — O detetive revirou os olhos, cansado do chilique que seu rei estava dando. — Contra o REI Jason, o senhor não tem nada. — O detetive o defendeu, enfatizando a palavra REI.
— Se condenar nosso rei, nossos soldados agirão, declararemos guerra contra esse país, contra SEU país. — Ameaçou o Advogado inglês.
O rei Francis bufou, sem ter o que dizer nem fazer. Ele não podia matar Jason, mas queria, proque ele sabia que ele era culpado.
— Ele nem confessou... — Francis tentou argumentar. — Açougueiro, você matou minha esposa? Viram, não, ele não...
— MATEI AQUELA VACA IMPRESTÁVEL SIM!
Flash back off
— E foi basicamente isso. — O detetive Goty cruzou os braços.
— Que bom, não aguentava mais. — Jason respirou fundo. — Vamos Dominic, vamos sair desse país imundo e nunca mais voltar.
(...)
O Telefone ao lado da cama de Emily tocou. Ela piscou os olhos, confusa. Uma das únicas pessoas que tem esse número eram seus filhos e...
Ela arregalou os olhos, pulando da cama, e agarrou o telefone vermelho.
— Alô?
— Meu amor, eu to voltando!
— Jason! — ela tapou a boca. — Ah meu Deus, você...?
— Estou bem, estou bem!— ela ouviu a risada dele ao fundo. Deus, como ela sentiu falta dessa risada.
— Você vai voltar? O Rei Francis...? — ela disse, já começando a soluçar.
— Sim, estou voltando. Tudo bem, não precisa chorar. — Ele sorriu, com a voz falhando.
— Claro que precisa! Fiquei muito preocupada!
— Eu também.— ele riu. — Você conseguiu dormir um pouco?
— Um pouquinho.
Ele suspirou.
— Certo, aguenta mais um pouco. Estou chegando.
— Okay. — ela apertou os lábios, fungando. — Amo você.
— Te amo também.
(...)
Emily andava de um lado ao outro na vadanda, esfregando as mãos nervosas.
— Emily. Você vai fazer um buraco no chão. — Andrew sorriu, se apoiando no vão da sacada.
— Eu não consigo ficar parada.
— Calma, Emily! Ele já deve estar chegando. — Hlenah segurou suas mãos.
— É. Já deve estar chegando, sim.
— Seu cabelo vai começar a cair de tanto nervosismo. — Chelina disse, sem tirar os olhos da revista que lia, e Emily a olhou de soslaio, indiferente. Ela e Andrew combinaram de não tratar normalmente essa monstra nem mais um segundo.
— Vai nada. — Jean sorriu sem mostrar os dentes, e Andrew passou um braço por suas costas.
— Ela está escondendo muitas coisas. — sussurrou, e Jean muda de expressão. — Por isso está tão nervosa, e nem precebe. Tem algo de errado, estou tentando descobrir o que.
— Oh, Deus. Ela está estranha mesmo, mas achei que fosse a guerra, não algo com eles.
— Pois é.
— Quem está preocupada agora sou eu. — Jean cruza os braços, olhando-a com um olhar triste que Emily finge que não percebe. Andrew abraça Jean.
— Vamos cuidar dela.
Os portões se abriram com um rangido, e Emily pulou no lugar. Era a pequena limousine de Jason. Ela quase cai, tropeçando nos próprios pés. Emily dá a volta nas escadas, e assim que a porta abriu, e Jason saiu, ela o abraçou.
No momento em que seus corpos tocam, se ligam novamente. Não precisam de palavras. O mundo para. Apenas os dois, se abraçando como se precisassem se fundir desesperadamente.
Raios nervosos e meio rosados os envolveram, e Emily se afasta, vendo suas mãos cobertas de raios que não feriram Jason. Mesmo com a pulseira. Ela não tem tempo de ficar assustada com isso
Jason a agarra pela cintura com força, e seus lábios já estão juntos, e seus braços se agarram contornando seu pescoço.
— Acho que senti mais falta disso que de você. — Jason disse, sem deacolar suas testas, e ela sorri. — Você está bem?
— Eu... — Ela queria dizer. Mas as palavras ficavam presas, totalmente entaladas. Ela queria dizer que estava bem. Ela estava tão bem que poderia correr uma maratona. — Eu, s... É... sim — Ele franziu o cenho.
— Emily, você tem certeza que está bem?
— JASOOOON! — Uma Hlenah o agarrou num abraço que quase o derrubou.
— Hlen! — Ele disse, devolvendo o abraço. — Eron! — Jason abraçou Eron, que surgira do nada. — Que barba é essa? Vou aderir.
— Amigo!
— Nem ouse. — Emily sorri.
— Barba não, poxa. Não sei como a Hlenah gosta. — Jean o abraça também.
— Nossa, gente, minha barba é linda.
— É mesmo, Eronzinho, elas não sabem nada do que falam. — Hlenah revira os olhos.
— Jean, espero que tenha deixado Andrew sã esse tempo. — Jason sorri.
— Claro que sim, cuidei do seu garoto.
— Que bom. Porque agora vamos ficar doidões! — Ele abraça o Andrew sorridente com vontade.
— Cara! Queria tanto que dissesse isso! — Ele sorri.
— Cadê meus filhos? — Jason pergunta a Emily.
— Furacão a vista... — Jean diz
— PAPIS PODEROSOOOO! — Briana voa em cima dele, que a pega no colo, rodando.
— Minha rosa! Sobreviveu sem o papai?
— Claro. Ficamos muito bem. — Eles riem, e Jason revira os olhos. — E meu presente?
— Não deu para comprar, meu anjo, aquela cela não era tão confortável quanto te disseram.
— Espera. Para tudo. — Hlenah arregala os olhos. — Cela?
Emily morde os lábios. Nem chegou perto de contar a eles.
Jason desmancha o sorriso, olhando pra Emily.
— Não contou a eles? — Emily fecha os olhos, abraçando o corpo. Se eles não sabiam, ninguém contou, simples.
— Não. Não contou. — Andrew encara Jason como se tentasse transmitir "QUE DIABOS TA ACONTECENDO COM SUA ESPOSA?" com um olhar.
Emily se vira, e sai andando escada a cima, pra evitar as lágrimas que começaram a escorrer de seus olhos. Não sabia porque, ou quando seu rosto começou a vazar. Vazar não, transbordar tudo que ela segurou. Podia segurar mais um pouco. Ela limpa o rosto, e continua a andar.
Jason a fita ir embora, ignorando totalmente a Briana o cotucando loucamente. Os outros não sabiam se desviavam o olhar, olhavam pra Jason, ou se fitavam as costas da rainha.
— Rei Jason, estou considerando muitíssimo me demitir, sinto muito. — Dominic estala as costas.
— O que? — Jean arregala os olhos. — Você não pode!
— É o que eu disse. Ele está com esse papo desde que saimos de lá. — Jason toca seu ombro.
— Foi a experiência mais estressante da minha vida, Jason não está cansado, mas eu estou morto, com licença Majestades, vou tomar um comprimido pra dormir e acordar amanhã.
Geralmente Dominic teria feito reverências pomposas a cada um deles, e ainda elogiaria o modo que seus PIBs cresceram. Mas aquilo havia desmontado-o e colado de novo, tudo fora de ordem.
— Ele nunca, nenhuma vez na vida, nem uma mísera vez, me chamou apenas de Jason.
— Pai! — Steve aparece no alto da escada, o tirando de seus desvandeios. Jason sorri.
— O castelo não pegou fogo, estou orgulhosissimo! — Ele o abraça, sorrindo.
— Não se apresse. Tem que ver o que ele fez com o jardim. — Aly tira Steve de perto dele, e abraça o pai sem escândalo. — Senti saudades. — Jason sorri imensamente, tocando suas mexas rosas para ter certeza de que eram reais.
— Claro que senti também, de todos vocês.
— Jaaaaaasooooooon! — Callie agarra sua perna num solavanco.
— Que isso?
— Vou te largar, e não soltar nunca mais! Você disse que não ia demorar.
— Eu sei, docinho, eu disse. Mas aconteceram coisas complicadas, mas aqui está sua... pedra. — Ele tira do bolso uma pequena pedra.
— Uau! É uma pedra de concreto! — Mesmo assim, Briana se mordeu de ciúmes.
— Foi o que consegui. — Ele dá de ombros. — Arranquei do chão da cela. Mas quando explodirmos a Croácia, terá milhões de pedras.
Andrew arregala os olhos. Wow. Ele usou mesmo "explodir"?
— Eita, Jason vai explodir o que? — Kiro aparece.
— Kiro! — ele o abraça com força.
— Au, minhas costelas. — Ele reclama.
— Chelina. — Ele aperta a mão da mulher de nariz empinado, que faz uma reverência.
— Rei Jason.
— Tio Jason! — Maryssa aparece, seguida por Hyuri e Hyuna.
— Mary? Você cresceu muito!
— É a bebida amarela que meu pai me dá.
— Opa, o que? — Andrew arregala os olhos. — Faço isso não, sou inocente, que?
Jason ri, negando com a cabeça.
— Hyuri, oi! — Ele abraça o garoto, e quando o solta, ergue uma sobrancelha, vendo uma garota de bochechas enormes ali.- Oi... Bochechudinha...
— Bochechudinha! — Hyuri começa a gargalhar até chorar, contagiando todos. — Ai, essa não esquecerei.
— Rei Jason, essa é... — Chelina começa, mas Hyuna a interrompe.
— Sou Hyuna. Sobrinha dessa aí. — Jason sorri, e beija sua mão.
— Prazer em te conhecer.
— Eu não sou bochechuda. — ela revira os olhos, e sai andando.
— Certo, desculpe. — Jason segura o riso. — Bem, vou atrás da minha esposa instável.
— Opa, o que aconteceu? — Kiro ergue uma sobrancelha.
— Jason foi acusado do assassinato da Rainha Rita, da Croácia, e preso, e ela não contou a nós. — Andrew dá de ombros, e todos o encaram tipo "Você sabia?"
— Injustamente. — Jason corrige.
— Pelo visto você não contou, também. — Jean diz.
(...)
— Emily. — Jason bateu na porta do quarto. — Emily, você está aí? Vou abrir. — Ele abriu a porta, e a visão de seu quarto impecável o faz sorrir.
Ele tinha sentido falta daquele lugar, também. Tinha sentido falta de todo o castelo.
— Emily, querida, cadê você? — Jason adentrou o quarto, vendo a porta do banheiro escancarada. Ela não estava lá dentro.
Do outro lado do quarto, tinha o closet com a porta entreaberta. Ele a abre, vendo Emily sentada, encarando o espelho.
— Emily... — Jason solta o ar que segurava, vendo agora, como ela estava abalada. — Deus, Em, converse comigo... Por favor... O que há de errado?
— Eu sinto.
— O que?
— A energia. Meus raios. Me sinto fraca. Tinha conseguido controlar meus pesadelos. Mas agora voltaram. É como se alguém tivesse invadido minha cabeça, e reaberto minhas memórias. — Ela solta, com lágrimas começando a rolar. — Estou com medo.
Jason segura seu rosto, e beija o topo de sua cabeça.
— Eu sei, querida. — Ela nega, fungando.
— Não sabe. Tenho medo de que aquele tridente me controle. Tenho medo de machucar nossos filhos. — Ela respira fundo, deixando as lágrimas rolarem livremente. Estava liberando tudo.
Jason não podia fazer nada. Apenas fita-la, de coração partido. Não havia nada a ser dito.
— Em, posso não saber o que você vê nos pesadelos. Posso não saber como é a eletricidade. Mas eu sei que você não precisa segurar tudo isso sozinha. — Ele segura seu rosto, acariciando sua bochecha.
— Okay. — Ela limpa as lágrimas, e segura a mão de Jason colada a sua bochecha. — Mas... Alguém entrou aqui, a noite.
Jason franze o cenho.
— O que? Emily, quem?
— Não sei. E-Eu ouvi passos. Levantei, e... Achei isso.
Ela foi até a borda do espelho, e o abriu, revelando o túnel escuro a frente.
— Oh, caramba. Sabia que tinha um túnel que ligava a esse quarto, mas não sabia que era aqui.
— O que? Jason, você...
— Ah, Em, eu não tinha idéia de onde ficava, e se soubesse, não tinha como eu imaginar que...
— É. — Ela pressionou os lábios.
— Vou mandar colocarem um cadeado aí.
— Mas isso não seria suficiente.. Jason, você não entende. A pessoa disse que você estava correndo perigo. Fiquei preocupada. Mas no outro dia fiquei sabendo da Rainha Rita... Aí eu fiquei apavorada.
— Deus, vou descobrir quem fez isso com você, eu prometo. Foi uma brincadeira de muito séria, talvez tenha a ver com o homem que matou Rita.
— Tudo bem. Mas... Sabe o que eu queria agora?
— Hum?
— Ir a Ala Proibida.
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