How to be a mother

12 Surpresas desagradáveis


Notas iniciais
Olá meus amores, aqui estou ♥ Entrarei em semana de provas já na segunda feira, então não teremos capítulo novo essa semana... Mas eu já tenho ele planejado na minha cabeça. Assim que conseguir voltarei aqui para dar continuidade aos nossos capítulos. Queria agradecer pelos comentários e, dedicar este capítulo a Rafinha @parrillaschilli que tem me ajudado, não só lendo a fanfic, mas me dando um super help e lendo sobre diferentes processos de gravidez. Obrigada, Rafa ♥ Bex voltou pra season7 ♥ Vamos ao capítulo, e lembrem-se: Wicked Always wins!

Mais um dia quente em Storybrooke, que fazia as famílias andarem unidas para o parque fazer um piquenique juntos ou até mesmo lotar a sorveteria de Ingrid Swan, uma tia de Emma. August chegou no atelier Mills pouco após as 15 da tarde, agora que tinha deixado o New York Times oficialmente teria algum tempo livre. Livre pra escrever seus livros e quem sabe ter um novo Best Seller, ou ajudar seu pai fazendo algum móvel novo, no momento era a segunda opção.

Zelena ainda estava nos fundos da loja aquela tarde rabiscando e pintando alguns de seus desenhos. Apenas Johanna encontrava-se na frente da loja, já deveria estar de saída também. Ele lhe sorriu e ela apontou para onde a ruiva se encontrava.

Silenciosamente ele caminhou para perto dela, parou ao batente da porta só para observá-la. Mexia habilmente com os pincéis, enquanto traçava pequenas linhas em seu desenho, preenchendo-o com tinta.

— Me espionando senhor carpinteiro? — Perguntou ao virar-se e olhá-lo parado a porta.

— Talvez. — Respondeu sustentando um sorriso. — Você sabe que pode fazer isso num Sketch né?

— Você é muito inteligente, como não pude pensar nisso antes? — Ela o provocou e ele correu para o lado dela apertando-a, fazendo a mesma dar um gritinho. — Eu já fiz os meus sketchs, mas que graça teria isso se eu não posso trazê-lo para o mundo real?

— Você tem razão. — Beijou o topo da cabeça dela. — Vim convidar ambas as moças para caminharmos um pouco antes de irmos para casa. O que acham?

— Não sei, o que acha filha? — A ruiva perguntou ao acariciar a barriga que já estava bem maior, afinal já tinha fechado as 23 semanas e entrado na vigésima quarta. Seis meses afinal. — Hm, não sei. Nós duas conversamos aqui silenciosamente, mas temos algumas condições.

— E qual seriam as condições das senhoritas? — Ele perguntou ao colocar o rosto próximo ao pescoço de Zelena e inalar seu perfume.

— Primeiro, nós vamos tomar muito sorvete e você paga a conta. — Zelena disse e August concordou. — A segunda vem dela, ela me disse que quando crescer, você tem que dar sorvete a ela sempre. — August sorriu ao dar um beijo na bochecha de Zelena e abaixar-se para ficar na altura da barriga da mesma.

— Você gosta de negociar não é mesmo, pequena? — Ele alisou por cima do vestido de Zelena sentindo a pequena mover-se. — Mas temos algumas regras. Primeiro é que você tenha que ser tão linda quanto a sua mãe, a segunda que você não pode nos desobedecer e a terceira é nada de namorados. Estamos de acordo fechado?

— Pelo jeito teremos um papai muito ciumento. — Zelena riu e fez com que ele se levantasse, August por sua vez deu um beijo na barriga da mesma e depois deu um beijo na mesma. — Estamos de acordo fechado, mas o último vocês terão de rever quando ela for maiorzinha.

— Vocês já fecharam um acordo comigo, não tem volta. — Ele riu, e ela o abraçou. Pegou sua bolsa na mesinha e seguiu com ele para fora do atelier.

— O que acha de Rose? A ruiva perguntou, enquanto atravessavam a rua em direção a sorveteria.

— Acho bonito e simples. — Ele sorriu segurando as mãos dela. — Rose Mills Booth.

— É horrível. — Zelena brincou ao inclinar-se e dar um beijo no rosto dele. As risadas misturaram-se. — Rose Wayne Mills. Quero que o último nome dela seja o meu, pra que ela tenha o nome do meu pai.

— Concordo. — Ele sorriu ao entrarem na sorveteria um pouco cheia. — Você conheceu seu pai biológico?

— Segundo o que a mãe do meu pai Henry disse quando eu era criança, ele fugiu logo que minha mãe engravidou. Não faço ideia de quem ele seja. — Acariciou a própria barriga. — Podemos mudar de assunto? Não gosto de falar sobre esse assunto. Eu tive um pai e isso é suficiente pra mim.

— Claro. — Foi a vez de August inclinar-se para beijá-la.

— Oi Zelena, está tão linda. — Ingrid, tia de Emma, murmurou ao olhar a ruiva.

— Obrigada Ingrid. — A mesma sorriu de volta a ela. Não era uma mulher tão “velha” e não deixava de ser bela, tinha a mesma característica dos “Swan-Nolan”.

— Então, o que os papais vão querer? — Murmurou de forma gentil.

— Chunky Monkey pra mim e pro bebê. — A ruiva disse animada enquanto Ingrid virava-se para apanhar um pote de tamanho grande.

— Cherry Garcia pra mim, Ingrid. — August sorriu e logo a loira entregou a eles os seus pedidos. August pagou a ela e ambos saíram tomando seus sorvetes, lado a lado. — Zelena, eu estava pensando…

— Hum… Você estava pensando… — Zelena brincou com o mesmo e ele fez cócegas nela enquanto caminhavam na rua.

— Muito engraçadinha. — Lhe sorriu. — Se vamos fazer isso juntos, não seria melhor se fôssemos viver juntos?

— Me buscando no trabalho, pagando meu sorvete… Sabia que tinha algo por trás disso. — Tentou não perder o humor em sua frase. Apoiou-se numa das cercas das casas daquela rua e o olhou.

— Você odiou a ideia, não foi? — Perguntou e esperou a resposta dela.

— Não, eu não odiei a ideia. — Respirou fundo tentando ver como prosseguir. — É que, nós estamos namorando e você está tomando essa responsabilidade de pai pra você, as vezes parece que você é mais preparado nisso do que eu, que estou literalmente grávida. — August fez menção em atrapalhá-la, mas Zelena prosseguiu. — Eu não sei lidar com relacionamentos, August. E estou tentando dar um passo de cada vez com você, mas o que vai ser daqui há alguns meses quando o bebê nascer? Você vai me pedir em casamento?

— Não tão logo, nós temos que nos conhecer mais um pouco. — Murmurou ao encostar as mãos sobre os ombros dela.

É aí que está o problema, August. Eu não quero me casar e não é porque é você, é porque literalmente sou eu. — Viu o mesmo abaixar o olhar, e com sua mão livre, ergueu o queixo dele fazendo-o a olhar nos olhos. — Você é meu namorado, é muito especial pra mim, mas você tem que ter algumas pequenas ideias sobre o que eu sou e o que eu quero. E, eu literalmente não quero esse laço patriarcal.

— Você está me dando um pé na bunda? — Perguntou.

Não, eu não estou. Só estou preparando você para o futuro. Quando duas pessoas pensam de formas opostas, não dá certo. E você precisa saber como eu penso, pra podermos nos adaptar uns aos outros, se não, nosso fim é a coisa mais próxima que acontecerá. — Segurou as mãos dele. — Eu não quero isso, mas se isso um dia acontecer, senhor escritor, esse bebê que aqui cresce, ainda será seu também. — August acariciou a barriga de Zelena, absorvendo todas as palavras que a ruiva lhe dissera.

— Obrigada por isso… — Disse ao aproximar o rosto do dela e beijar sua cabeça.

— Pelo que exatamente? — Perguntou, enquanto andavam mais próximos em direção a casa da família Mills.

— Por me dar a chance de fazer parte dessa família.

— Você vai querer pular fora assim que conhecer Cora Mills.

— Vou? — Perguntou e Zelena riu ao beijar os lábios dele.

— Vai sim.

***

Zelena Mills.

— Temos uma notícia chata pra te dar… — Minha irmã disse assim que chegou em casa do trabalho, Emma vinha logo atrás dela.

— Emma bateu com meu carro? — Perguntei, ela tinha ficado de levar o mesmo pra revisão pra mim naquele dia. A bebê estava se mexendo muito, eu acabava sentindo muitas dores e não queria sair de casa.

— Muito engraçado, cunhada. — Emma revirou os olhos. — Vou adiantar o jantar.

— Ei, você tinha que contar comigo. — Regina resmungou, mas já era tarde, sua esposa já tinha ido.

— Então, o que aconteceu? — Perguntei ao me ajeitar mais uma vez no sofá. Tinha passado quase toda minha tarde ali.

— Cora. — Minha irmã respondeu ao fechar os próprios olhos esperando por uma reação minha.

— Ela morreu e foi pro inferno? — Tornei a perguntar e Regina negou. Não me diga que ela está vindo, Regina Swan Mills!

— Você preferia ela morta e no inferno? — Perguntou.

— Claro que sim, apesar de que quando eu morrer, não gostaria de disputar meu reinado com ela lá! — Massageei minhas têmporas.

— Ela chega amanhã de manhã. — Sentou-se ao meu lado. — Quer nos ver, quer saber se você está bem e principalmente se o bebê está bem.

— Até parece que ela se importa, ou você esqueceu que ela sugeriu o aborto também? — Cruzei os braços.

Sim, mas ela foi pega de surpresa e eu não queria lembrá-la que você também pensou nisso e que eu estaria ao seu lado em qualquer uma das suas decisões. Talvez o seu bebê, a ideia de ser avó, esteja mudando ela um pouco. Pode ao menos dar um chance? — Me pediu e eu balancei a cabeça negativamente. — Por favor, por mim.

— Tá bem, por você. — Respondi, tendo certeza de que, de alguma forma amanhã seria um dia completamente turbulento.

— Vou fazer um almoço pra gente. — Regina respondeu. — Precisa falar para o August que ela estará aqui. Prepará-lo pra ela.

— Na semana passada, quando fomos a sorveteria… — Comecei a contar, lembrando cada detalhe da nossa conversa. — Disse a ele que, logo que ele a conhecesse, ele iria querer pular fora.

— Acho difícil. — Regina respondeu ao tirar os sapatos e colocar os pés pra cima do sofá.

— Por que? — Perguntei tentando entender sua expressão.

— Porque, minha querida irmã, ele é apaixonado por você. — Regina sorriu. Mas eu não consegui sorrir de volta. — O que foi? Aconteceu alguma coisa?

— Não, nada…. — Eu disse baixo, mas ela continuava com seu olhar questionar sobre mim. — Ok… No dia que fomos até a sorveteria da Ingrid, ele disse que se fôssemos fazer isso juntos, criar a minha filha… Que talvez fosse melhor morarmos juntos.

— E você não gostou da ideia? — Uma das qualidades e talvez um dos piores defeitos de minha irmã, era sua capacidade de fazer perguntas, e perguntas muito boas.

— Não achei ruim, mas fiquei um pouco preocupada. — Tentei ser honesta na minhas palavras, o máximo que consegui. — Também acabamos falando sobre compromisso e, ele disse que talvez em alguns anos me peça em casamento.

— Oh, Zelena… Isso é o máxi… — Ela nem continuou ao ver minhas expressão. — Ok, isso não é o máximo porque é você. — Respirou fundo, ficou mais próxima a mim e segurou as minhas mãos. — Zel… Você nunca gostou de compromissos e está tudo bem se não quiser um agora porque está grávida.

— Regina, eu tenho um compromisso com ele, somos namorados, isso pra mim é suficiente.

— E você tem medo de que pra ele não seja… — Minha irmã cruzou seus braços. — Tem muita coisa nova acontecendo na sua vida, principalmente o bebê. — Ela olhou diretamente pra minha barriga. — Muitas mudanças de uma só vez. Você deixou Boston, o seu emprego, se estabeleceu aqui, tem dado certo com sua própria linha. Tem um bebê que está mais perto de nascer a cada novo dia e tem um namorado. Não tem problema querer manter os velhos hábitos.

— Eu sei que não, mas não quero que ele sofra por alguém como eu. — Sorri fraco.

— Alguém maravilhosa como você? — Regina riu ao levantar-se e pegar os sapatos no chão. — Vou tomar banho. Pense um pouco, você não precisa dar mais passos que suas pernas enormes alcançam. — Ela provocou com uma risada presa em seus lábios. — Ainda é você, Zel. Você não vai machucar ele. — E eu esperava que não, ele não merecia.

***

Já se passavam das oito da manhã, e eu olhava August recuperar o fôlego ao meu lado na cama. Apreciava cada detalhe em seu rosto, e principalmente gostava e como a cor dos olhos dele eram lindas. Ontem a noite, depois de jantar com Emma e Regina, pedi a ele que passasse lá em casa, vim para o seu apartamento. Vimos um filme juntos, transamos como agora pouco e, adormecemos.

— Você está preocupada que sua mãe não goste de mim? — Me perguntou ao ajeitar-se na cama, apoiando-se sobre os cotovelos.

— Ela vai gostar de você. — Dei uma risada ao olhá-lo. — Eu acho. Você é homem, é um escritor, não que eu ache que ela vai achar uma profissão muito a altura, mas você é um escritor aclamado pelo New York Times e, já foi um escritor do próprio jornal.

— Então ela se interessa pelo status social? — Me perguntou.

— Sim, senhor escritor. — Acariciei seu rosto. — Ou senhor engenheiro?

— O que você achar melhor? — Inclinou-se para beijar meus lábios. — O que vamos dizer a ela sobre nossa menininha?

— Podemos dizer o que você quiser, eu já estou bem acostumada ao desprezo dela. — Disse com certo humor na voz.

— De todo modo, Zelena, eu sou o pai dela. — Colocou suas mãos sobre minha barriga. — Dizer que eu sou ou não o pai biológico, só cabe a você.

— Então você se importa se eu disser que você é o pai, pra tentar me esforçar um pouco e manter o clima calmo entre todos… — Disse bem calma.

— Eu sou o pai. — Sentou-se na cama e logo depois abaixou-se pra beijar minha barriga. — Vou preparar o nosso banho, vamos ter um dia longo pela frente com sua mãe.

— É, eu sei… E como sei. — Respirei fundo ao vê-lo entrar no banheiro.

***

Passamos o restante da manhã comprando roupinhas e coisas do bebê numa cidade próxima a Storybrooke, apenas para não ter que compartilhar a manhã inteira ao lado de Cora Mills, mas o almoço seria inevitável. Descemos do carro de August carregando a maioria das roupinhas que havíamos escolhido. Tinha sido uma manhã divertida, apesar de não termos comprado muitas coisas.

Minha barriga estava tão grande, que às vezes, eu pensava que ela seria uma bebê enorme quando nascesse, gordinha, com suas bochechas rosadas e os meus olhos. Céus, como eu implorava pra ela ter os meus olhos. Não que os olhos e Robin não fossem azuis, mas os meus e os de August eram bem mais parecidos do que os de Robin. Poderiam levantar suspeitas.

Oh, pelo amor de Deus! Desde quando eu me importo com isso? Afastei esses pensamentos irritantes da minha cabeça e segui August pelo quintal, até entramos em casa.

— Boa sorte. — Eu disse a ele.

— Você está mesmo nervosa, não fez nenhuma piada até agora. — Implicou comigo e eu revirei os olhos.

— Ah, eu tenho muitas piadas pra fazer, um catálogo extenso sobre “Como apresentar o pai da sua filha pra sua mãe”. — Mostrei a ele minha língua, e ele deixou as sacolas no chão vindo me agarrar, enquanto eu gritava e largava as minhas.

— Hm… Hm… — Cora pigarreou, e eu respirei fundo, ao sair dos braços dele. — Olá querida.

— Oi mãe. — Respirei fundo e não dei um passo se quer. — Mãe, esse é August Wayne o meu namorado, August, essa é Cora Mills, minha mãe.

— Muito prazer, senhora Mills. — August adiantou-se para cumprimentá-la.

— Igualmente. — Ela sorriu fraco. — O bebê está se mexendo?

— Não, ela está muito tranquila, adormecida. — Respondi automaticamente levando as mãos ao meu ventre e recuando alguns passos.

— Ela? É uma garotinha? Mais uma mulher Mills, então! — Cora sorriu mostrando seus dentes brancos demais. — No caso, Wayne.

— Nós decidimos por deixar que ela tenha o sobrenome Mills como “referência”. — August respondeu de forma tranquila. — Vou levar as coisas lá pra cima, encontro você lá fora… — Abaixou-se para pegar as bolsas e seguiu.

— Quem é esse homem? — Cora questionou assim que ele nos deixou.

— Meu namorado, pai da minha filha, mais alguma pergunta? — Não tinha muita paciência para os questionamentos dela.

— Seja um pouco mais educada, Zelena! — Praticamente berrou, e eu revirei os olhos. — Eu só quero saber se ele é um bom homem pra vocês.

— Mas isso não faz menor diferença pra mim, mamãe. — Ironizei, mas respirei fundo. Precisava atender ao pedido de Regina, paz. — Ele publicou o livro que foi aclamado pelo New York Times, e também foi colunista de lá. Então você não tem o que se preocupar quanto a isso.

— Um escritor? — Cora riu. — Não é um homem a altura de uma Mills.

— A questão é que eu não me importo e tão pouco ligo pra o que você pensa. — perdi o pouco de paciência que me restava.

— Já cheguei com as coisas esquentando. — Regina murmurou ao aparecer na sala. — Notei a sua demora mamãe e já imaginei que estaria importunando a minha irmã. Podemos tentar ter um almoço em família decente? Pelo menos uma vez?

— Claro que sim. — Minha mãe ajeitou sua postura. — Bom, vamos almoçar, estou as esperando lá fora. — E assim saiu.

— Ela podia me esperar no inferno! Como pode ser tão cretina? — Disse com certa raiva sentindo a neném se agitar em minha barriga. — Ai meu deus, eu acordei você? Me perdoe…

— Você prometeu que tentaria manter a calma… — Regina disse ao colocar as mãos por cima das minhas. — Pequena, eu sei que sua avó é uma pessoa horrível… Sei mesmo, mas sei que quando ela ver você pela primeira vez vai se apaixonar.

— Isso se eu deixar que ela a veja. — Respondi sincera e Regina balançou a cabeça negativamente.

— Eu não quero que entremos numa discussão agora, podemos almoçar? — Perguntou nitidamente chateada. Eu sabia que as vezes certos comentários magoavam minha irmã.

— Me desculpa, é que… Você sabe, Regina, como as coisas são entre eu e ela. Não quero que ela trate minha filha mal.

— Ela não vai, porque não deixaremos isso acontecer. — August disse descendo as escadas. — E, se ela não der amor suficiente para a nossa filha, não importa. Ela tem o nosso amor por ela, tem o amor das tias e madrinhas tbm.

— Meu cunhado está certo. — Regina sorriu de maneira cúmplice.

— Dá pra vocês irem logo lá pra trás? Eu não quero ficar sozinha com aquela mulher. — Emma apareceu na sala, nos fazendo rir. Logo a seguimos.

O almoço correu até mais simples do que eu imaginava, Emma e August revezavam para quem ficaria na churrasqueira olhando os hambúrgueres. Tirando o fato de minha mãe reclamar sobre o almoço, não tivemos mais problemas. Ela conversava com Regina o tempo todo sobre o escritório dela e de minha cunhada, então, fui esquecida e agradecia por isso.

Estávamos já, sentados na sala, August e eu num dos sofás enquanto eu esticava minhas pernas com a cabeça em suas pernas, mas ele estava numa conversa com Emma sentada com Regina no grosso tapete, enquanto Cora ocupava o outro sofá e falava amenidades com minha irmã, ambas degustavam um vinho a pedido da “boa senhora” inglesa que era.

— Zelena, minha filha, Regina me disse sobre sua loja de roupas. — Olhou-me, e eu me controlei para não gargalhar. Por Regina, pela minha sanidade e por minha filha eu respirei fundo.

— Estamos indo muito bem, depois que fiz uma venda para uma atriz importante as coisas andam crescendo. — Comuniquei. — Inclusive, acho que vou trabalhar hoje a tarde.

— Você precisa descansar. — August disse bem calmo. Não era mentira, eu me sentia cansada, e minha filha não parava de se mexer.

— Posso desenhar num sketch senhor escritor, enquanto fico deitada com você me impedindo de deixar o quarto. — Impliquei com ele, que logo abaixou seu rosto para me beijar.

— Eu vou trabalhar hoje com meu pai, mas vocês vão descansar. — Colocou as mãos sobre minha barriga. — Ela está inquieta, estou vendo sua cara de dor.

— Ele tem razão. — Regina disse me olhando. — Você prometeu pra Ruby se cuidar.

— Ruby? — Cora perguntou. — Aquela menina que não saia da sua cola?

— Aquela menina, é minha médica e da minha filha. — Respondi um pouco mais centrada. — Dra. Luccas se convir melhor a você, minha mãe. Ela é esposa do Xerife, que é primo do meu namorado.

— Que foi seu ex namorado. — Cora retrucou. — Storybrooke é mesmo uma cidade pequena.

— Mamãe… — Regina interveio.

— Está tudo bem, Gina. — Sorri docemente. — Mamãe não falou nada que o August não soubesse.

— E, eu não me importo com um namoro de criança. — Ele me olhou sorrindo. Levantei-me para abraçá-lo quando o senti mover-se. — Eu vou ajudar meu pai e busco você a noite, tudo bem?

— Vem dormir aqui hoje… — Pedi um tanto manhosa.

— Que melação. — Emma implicou com nós dois. — “Oh, August, Dorme aqui hoje”. — Forçou uma atuação arrancando algumas risadas de Regina, atirei uma das almofadas na direção dela. — Ai!

— Foi pra doer. — Levantei-me junto com August. — Por favor, se cuida.

— Sempre. — Beijou meus lábios, depois minha testa enquanto acariciava minha barriga. — Até mais ver, foi um prazer senhora Mills.

— Igualmente. — Respondeu um tanto “solícita”. Caminhei com August até a porta, enquanto ele balançava um tchau com as mãos para minha irmã e cunhada.

— Você vai ficar bem com ela, ai? — Me perguntou. — Podemos ir pra minha casa.

— Não adianta nada ignorar a fera. Mas se ela nos incomodar, eu faço Regina mandá-la embora. Essa casa não é mais dela. — Sorri tranquila. — Agora vai, não demora.

— Prometo. — Roubou um selinho meu. — Até mais tarde.

— Até. — Voltei pra sala após fechar a porta, voltei a me esparramar no sofá.

— Vocês deveriam se casar e viver juntos, agora que está grávida. — Cora disse ao dar um gole em seu vinho.

— Eu vou fingir que não ouvi isso mãe. — Respondi vendo Regina me implorar pra ficar tranquila e Emma segurar uma gargalhada. A campainha tocou. — Eu não vou lá mesmo.

— Eu vou. — Emma comunicou.

— Não, tudo bem minha nora, eu vou. — Minha mãe respondeu. — Assim deixo esse copo na pia. — Quase verbalizei meu agradecimento por ela nos deixar alguns segundos sozinha.

— Ela está mais implicante com sua irmã do que o normal. — Emma murmurou.

— Você sabe, Emma… Minha mãe não sabe ver as pessoas felizes que quer estragar tudo. — Eu revirei os olhos.

— Zelena mora aqui? — Uma voz grave fez-se presente próximo a entrada da nossa casa, nos entreolhamos.

— Sim, minha filha mora aqui. Mas quem é você, e o que deseja falar com ela? — Cora respondeu igualmente firme. Nos levantamos apressadas.

— Eu sou Robin de Locksley, pai do filho dela. — Consegui chegar a ponto de Cora me encarar com uma gargalhada.

— Pai do filho dela, hum? — Repetiu ao me olhar. — Logo você que manteve suas críticas sobre mim por anos, agora vai entender o que é ter uma filha que não mantém respeito nenhum sobre você. — Cuspiu aquelas palavras sobre mim.