How to Love
1 ✦ 01. História ordinária
Notas iniciais
E hoje começa também a LeviHan AU week, então essa 'fic' são os prompts disso. O primeiro é Coffe Shop. Então, aqui está!
Espero que gostem, isso aqui tá uma delícia de escrever!
Boa leitura e até as notas finais!

A história deles não tinha algo de extraordinário. Para dizer a verdade, era mais uma história ordinária como qualquer outra. Tirando o fato que eram eles — Levi e Hanji — não havia nada de especial.
Naquele dia estava chovendo bem forte e quando Hanji entrou na cafeteria, ela estava completamente encharcada. O sino acima da porta anunciou sua chegada e os xingamentos acompanharam o som.
Moblit, o barista, já estava acostumado com a constante presença da mulher ali, mas àquela hora era estranho que estivesse ali. Sorriu quando Hanji alcançou o balcão.
— Boa tarde, senhorita Hanji.
— Ah! Já disse que não precisa me chamar assim, Moblit. Apenas Hanji está bom! — O cabelo castanho pingava e os óculos estavam embaçados. — Vou querer um cappuccino com caramelo.
— Pedido diferente hoje — ele notou enquanto anotava. — Se me permite perguntar, aconteceu algo? Quero dizer... A senhorita nunca vem a essa hora.
— A chuva me pegou desprevenida — resmungou na tentativa de conter o mal humor. — Precisava de um lugar para me abrigar e a Universidade fica a um quilômetro daqui. Tenho documentos importantes aqui — completou e levantou a pasta para que ele pudesse ver.
— Entendo. É uma pena que isso tenha acontecido — lamentou com um sorriso compreensivo. — Vou preparar seu pedido, senhorita Hanji.
Ela teve vontade de revirar os olhos, não importava o quanto pedisse para que Moblit chamasse-a apenas de Hanji, ele insistia em colocar aquele “senhorita” na frente. Suspirou. O que podia fazer? Deu as costas para o balcão e dirigiu-se para sua mesa de costume: uma bem lá no fundo, perto da janela, onde dava para ver as pessoas passarem pela rua, as buzinas do carro ou o simples piar dos passarinhos.
Mas para sua surpresa, quando alcançou a ponta da mesa, alguém já estava sentado ali. O homem lia um livro distraidamente e pouco pareceu notar sua presença. Tinha o cabelo curto e negro, e suas feições eram duras e ranzinzas. Talvez não tivesse mais do que trinta anos, não saberia confirmar.
Bem... Não pediria para que ele saísse, era uma mulher racional. Ele estava sentado ali antes que chegasse, não poderia simplesmente exigir o lugar. Mas, não teria problema dividir, certo? Afinal, tinha duas cadeiras! Sem pedir autorização, Hanji simplesmente puxou a cadeira, colocou a pasta em cima da mesa e sentou-se ali.
Dessa vez, o homem olhou para ela friamente.
— O que diabos você pensa que está fazendo? — perguntou, afastando o livro do rosto.
— Sentando? — rebateu cordialmente com um sorriso amarelo. — Achei que não seria um problema, afinal, há duas cadeiras aqui.
Ele pareceu pensar em uma resposta e enquanto fazia isso, Hanji apenas ajeitou-se na cadeira até que ficasse confortável. Até que o rapaz finalmente disse:
— Você tem o costume de sentar com estranhos?
— Só quando eles estão sentados nos meus lugares favoritos — brincou com um sorriso. — Meu nome é Hanji, qual é o seu?
— Levi — respondeu pouco confortável.
— Agora não somos mais estranhos — ela comentou.
“Será que ela nunca para de sorrir?”, Levi pensou com uma careta.
— Você é uma pessoa estranha — ele comentou de volta sem deixar de olhá-la.
— Srta. Hanji, aqui está o seu cappuccino. — Moblit apareceu de repente, parecendo surpreso pelo fato de ela estar sentada ali, mas não disse nenhuma palavra. — Qualquer coisa sabe onde me encontrar.
— Muito obrigada, Moblit. Você é o melhor! — agradeceu com sinceridade e observou-o voltar para de trás do balcão.
— Vocês são namorados ou algo parecido? — Levi perguntou pouco interessado, os olhos voltando-se para o livro novamente.
— Não. Por quê? — perguntou confusa e bebericou o cappuccino. — Isso aqui está muito bom.
— Você é idiota? — Levantou os olhos para ela e fez uma careta.
— Depende. — Deu de ombros e dessa vez sorriu com escárnio. — Você sempre fica com essa careta de um velho de setenta anos?
Ele revirou os olhos dramaticamente e tomou mais um gole de chá. Depois passou os dedos pela gola da camisa de linho branca e tirou um fiapo inexistente da barra dela.
— Ele gosta de você. E eu não estou fazendo nenhuma careta, esse é o meu rosto de sempre.
— Você precisa relaxar. — Por um momento ela achou engraçado conversar com ele como se o conhecesse há anos. Isso a fez abrir um sorriso maior ainda. — Você acha que ele gosta?
— Você deve ser realmente idiota para não ter percebido. Nunca reparou no jeito que ele te olha? — As sobrancelhas estavam arqueadas. — E eu estava muito relaxado até você chegar, obrigado.
— Ui. Ácido — murmurou bem humorada. — De qualquer modo, vou esperar que ele venha falar comigo. E bem, você precisa treinar sua cara de relaxado. Essa ai não convence ninguém.
— Eu não estou tentando convencer ninguém — disse na defensiva. Aquela mulher deixava-o com os nervos à flor da pele!
— Ainda bem, porque você não conseguiria. — Puxou a pasta com uma mão e com um guardanapo, começou a limpar as gotas de chuva dali, calmamente. — Você tem namorada?
— Que tipo de pergunta é essa? — Apertou os lábios novamente, desconfiado.
— O tipo de pergunta que pergunta se você tem namorada — retrucou sem olhá-lo. — Não me entenda mal, não é como se eu estivesse interessada. Só estava me perguntando se alguém tão mal humorado como você poderia ter uma mulher ou um homem, tanto faz, que poderia te suportar.
— Eu não sou gay.
— Não disse que era. — Fez um biquinho e bebeu outro gole da sua bebida. — E então?
Levi abaixou a cabeça e passou a mão no cabelo. Sibilou algo que ela não entendeu, mas que presumiu ser um palavrão.
— Não vou responder isso.
— Você é um solteirão.
— Qual é a porra do seu problema com isso? Você acabou de me conhecer, mulher! — explodiu em voz baixa, odiava chamar atenção.
— Não tenho porra de problema nenhum com isso — admitiu sem parecer ofendida com o a maneira que ele se dirigiu a ela. — Eu só estava te importunando e acabei de decidir que isso é incrivelmente divertido.
— Você é um demônio, mulher. — Fechou o livro bruscamente e suspirou.
— Às vezes — admitiu e olhou para a janela. — Uhm, parece que a chuva passou. Estou indo. Bom conversar com você, Levi. — Puxou um cartão de dentro do bolso do casaco, que estava meio úmido, e deslizou através da mesa na direção dele. — Me ligue.
Hanji levantou, pegou a pasta e foi na direção do balcão. Levi não encostou no cartão, apenas ficou repassando aquele estranho acontecimento várias vezes até não ter certeza que era algum tipo de sonho macabro. Ela entregou o dinheiro para Moblit e acenou para ele.
— Eu não vou ligar! — Levi disse alto o suficiente para que ela ouvisse da porta.
Ela riu.
— Você vai! Tchau!
Ele grunhiu.
E no final, ela estava certa. Por algum motivo idiota e desconhecido, Levi ligou uma semana depois.
— Qual é a porra do problema comigo? — perguntou para si mesmo enquanto se encarava no espelho. — Eu não tenho cara de velho ranzinza. Estúpida.
Notas finais
E bem, é tipo uma shortfic, os prompts são interligados, então basicamente é tipo uma fic mesmo, hehehe.
Obrigada a quem leu, espero que comentem, façam uma autora feliz! (sussurrando: lembrem que meu aniversário tá perto).
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