How much I love U.

37 Epílogo - Final.


Notas iniciais
Aeew, voltei com o final da fanfic ç_ç' Sem muito a dizer, apenas alertar que logo irei revisar o texto, então, qualquer erro relevem por favor, estou postando na madrugada, por amor a vocês ! SEGUREM-SE PRO HENTAI FURIOSO! Boa leitura sz'

O coração da garota se apertou, e o ar fugiu de seus pulmões, já podia sentir os olhos ardendo em lágrimas. Foram os três segundos de muita agonia.
Mas então, para sua total surpresa, uma terceira pessoa seguiu no cenário, desmanchando completamente as ideias malucas que Sakura estava tendo sobre Itachi e Konan nos fundos da mansão.

Atravessando a porta ao lado da modelo, de mãos dadas com ela, estava um rapaz, estatura mediana, cabelos vermelhos até os ombros, e roupas bem casuais. Sakura reconhecia aquela figura vagamente de sua infância...

— Sakura! — Konan foi a primeira a vê-la.

A mais velha se aproximou da rosada, trazendo o ruivo conhecido pela mão. Ela parou em frente a Haruno, com uma expressão de pura animação.

— Boa noite. — a Haruno cumprimentou, acenando educadamente, para ela e para o outro rapaz.

Itachi parou bem ao lado de Sakura, passando a mão protetoramente pela cintura da garota, e beijou sua testa. Ele se inclinou para ela, e sussurrou um discreto, “ Você ta’ linda. ” . Se olharam por alguns segundos, e foi como se o mundo tivesse parado.

— Own, olha só pra vocês, tão fofos! — Konan exclamou, cheia de adoração, cortando o clima.

Sakura deu um sorriso amarelo, ainda desconfortável pela presença da outra ali.

— Vamos pra sala. — o moreno falou, indicando a porta para o cômodo ao lado educadamente.

Konan e seu acompanhante passaram, e Sakura seguiu logo depois, com o namorado ainda segurando-a pela cintura.

Pararam em frente a lareira, e ficaram de pé formando um círculo.
O garoto ruivo a encarou rapidamente por baixo do cabelo, como se esperasse alguma coisa; Sakura não conseguia ver os olhos dele direito naquele monte de cabelo vermelho, mas ainda tinha aquela impressão, de que ele era familiar.

— Você não se lembra dele, não é? — Itachi perguntou, sutilmente.
— Claro que ela não lembra. — Konan falou rolando os olhos — Sakura, esse bicho do mato aqui, é o Nagato. — completou, quase empurrando o rapaz pra cima da rosada.

Ele acenou para ela discretamente, e um sorriso sutil se formou no rosto do rapaz. Sakura quase se desmontou a lembrar dele... Nagato, primo do Naruto, ele costumava andar com Itachi na época que Sakura era uma pirralha de doze anos.

— Ah claro, você é sobrinho da Kushina né?! — a garota perguntou, um pouco mais a vontade.

Ele assentiu, abrindo um sorriso maior.

— Ele veio passar o Natal em Konoha, e eu claro, tive que vir junto né?! — Konan falou, puxando-o pela mão para ficarem mais perto.
— Hmm. — Sakura se limitou a dizer, sem entender.

Itachi deu uma rápida risada, ao ver que a namorada não estava entendendo nada.

— Konan e Nagato estão juntos há dois anos. — o Uchiha informou, com uma expressão de divertimento.

Sakura escancarou a boca, e piscou duas vezes, parecendo estar vendo tudo nublado.

— Juntos, tipo... Namorando? — a rosada perguntou, se sentindo idiota.
— É difícil de acreditar, eu sei. — Nagato se pronunciou, com o olhar baixo, e a voz suave.

Konan fez uma expressão impaciente, devido ao comentário do namorado, e então fixou o olhar em Sakura.
A Haruno olhava de Itachi para Konan, sentindo um imenso alivio por saber que eles não estavam tendo um caso ou algo do gênero; A rosada achava que estava sendo discreta, porem Konan percebeu.

— Não é nada difícil de acreditar, Nagato. — Konan falou com um sorrisinho maroto — Sakura só ficou surpresa com o nosso namoro, porque ela achava que eu estava tentando roubar esse tralha do Itachi. — completou, abrindo o sorriso ainda maior.

As palavras não foram as das melhores, mas a expressão de Konan mostrava que ela não estava dizendo aquilo por maldade, ela olhava para Sakura como se estivesse olhando pra um bebê, que havia acabado de fazer algo realmente incrível.

— Sério? — Nagato perguntou para Sakura, em um tom de divertimento
sutil.

Sakura ficou sem palavras. Diabos, havia sido desmascarada! Estava tão constrangida, não sabia onde enfiar a cara. Sentia que iria morrer de vergonha, seria bom mesmo que morresse, assim nunca mais olharia pra cara de Itachi novamente.

— Eu não poderia competir com você, Nagato. — o moreno respondeu gentilmente, depois de ver que a rosada havia empacado.

A essa altura, a garota sequer olhava pra nenhum deles. Estava com a cara quase colada no chão.

— A questão não é essa. — Konan falou, parecendo estar achando tudo muito fofo — A questão é que, a Sakura é caidinha por você, seu Tralha! Awn, é inacreditável! Você achou alguém que goste de você, do jeitinho tralha que você é! — completou, risonha.
— É impressionante, eu sei. — o Uchiha respondeu divertido, entrando na brincadeira.
— Não precisa ficar com vergonha, é normal gostar de alguém. — Nagato falou, parecendo sereno — A pior parte já passou. — completou, tranquilamente.

Sakura levantou o rosto para olha-lo de baixo pra cima. Será que ele estava falando da experiência de quase morte de Itachi? Ou será que tinha alguma outra coisa?

— Que pior parte? — ela perguntou, em um sussurro.
— A parte em que você se conforma que gosta desse Tralha. — Konan respondeu, só pra tirar sarro do moreno.

Sakura escancarou a boca ao ver que Nagato concordava com oque a namorada havia dito; Para não deixa-la em total desamparo, Itachi abraçou a rosada, puxando para perto de si, enquanto ria.

— Vocês tão’ deixando ela envergonhada. — o Uchiha falou, tentando manter o tom sério.

Sakura deixou o moreno envolve-la em seus braços, e escondeu o rosto em seu peito.
Céus, estava agindo como uma criancinha boba, mas estava tão envergonhada! Achava que conhecia de “brincadeiras zueiras”, por conviver com Naruto e Sasuke, mas estava completamente enganada, os amigos de Itachi eram terrivelmente piores na arte da zueira.

— Tudo bem, a gente vai conversar com o pessoal, e deixar os dois pombinhos a sós! — Konan anunciou em um tom cheio de ternura — E Sakura, cuida bem desse cabeludo, ele te ama muito. — completou.

Só então, Sakura olhou de banda para a garota, que já estava se afastando, com Nagato ao seu lado, de mãos dadas.

— Desculpa por isso. — o moreno pediu, em um sussurro delicado, enquanto passava as mãos pelos cabelos da rosada.

Continuaram abraçados, mas ela se afastou o suficiente apenas para poder olhar o rosto dele, sua expressão era de tranquilidade e satisfação. Itachi estava feliz por ter sua família, seus amigos, e sua namorada juntos, em casa.

— Tudo bem. Eu fui boba. — a rosada admitiu, afastando-se dele para ficar ao seu lado — Apesar de estranhos, eles são seus amigos. — completou, dando de ombros.
— Talvez eles sejam meus amigos, porque eu também sou estranho. — ele sugeriu, segurando-a pela mão.
— Não, você não. — ela assentiu, negando consigo mesma.

Para Sakura era um absurdo que alguém sugerisse que Itachi era estranho, feio, ou “Tralha” como Konan havia dito. Itachi era lindo, maravilhoso, e ponto final!

— As pessoas não me enxergam, como você, minha flor. — ele explicou, olhando-a pelo canto do olho; Pelo tom que ele usava, parecia que estava querendo explicar algo muito importante.
— Bom, então elas não enxergam bem! — a rosada falou, meio azeda cruzando os braços.
— Você vai fazer birra? — ele perguntou pacientemente, erguendo as sobrancelhas para ela.

Ela fez bico, e virou-se de costas para ele, jogando o cabelo.
Ele prendeu o riso, e se inclinou para o ombro dela, ainda com a garota de costas.

— Se eu te levar, pra ver os desenhos que você disse que queria ver, a gente fica numa boa de novo? — ele perguntou, entrando na brincadeira.
— Hmm, talvez... — ela respondeu, manhosa, olhando-o de lado.

Ele ofereceu a mão para ela, e ela aceitou. Subiram as escadas para o segundo andar, ignorando completamente alguns olhares curiosos. Para Sakura, não existia mais ninguém ali de qualquer forma.

Itachi abriu a porta do quarto, e ofereceu que ela entrasse primeiro. Sakura sentiu-se desconfortável nos primeiros segundos, afinal, era a primeira vez que entrava ali, como namorada dele, primeira vez que entrava ali, sem que ele estivesse com um buraco no pulmão.

— Se eu não te conhecesse, diria que você ta com medo. — o moreno falou, fechando a porta atrás de si.

Um minuto inteiro de silêncio se fez, ela no meio do quarto, com as mãos em frente ao corpo, e ele continuou parado, encostado de costas na porta, com as mãos para trás. Sua linguagem corporal era suave e tranquila, mas ainda sim, ele estava bloqueando a porta.

— Se eu não te conhecesse, diria que você ta em frente à porta porque ta achando que eu vou fugir daqui. — ela rebateu, com um sorrisinho ligeiramente presunçoso.

Ele respondeu abaixando a cabeça ligeiramente, e sorriu minimamente para ela, de baixo para cima, como se estivesse constrangido.

— Você acha mesmo que eu vou sair correndo? — ela perguntou, em mistura de perplexidade e descrença — Achei que tivesse mais confiança entre nós, depois de tudo que passamos. — ela completou, realmente ofendida, com uma mão em frente ao peito.
— As vezes, eu acho que você vai cair na real, e sair fora. — ele respondeu casualmente, dando de ombros.

Sakura procurou os olhos dele, mas ele passou direto por ela, e parou de costas em frente ao guarda roupa. Começou a vasculhar algo dentro de uma gaveta de papeis, muito organizada.

A rosada sentou-se na cadeira da escrivaninha, e suspirou, olhando ao redor. E para sua surpresa, realmente havia um desenho dela, emoldurado na parede.Ela estava com a roupa que usou no baile, o vestido prateado impecável, os cabelos compridos, e um singelo sorriso perfeito marcava seu rosto; Os traços reais, e perfeitos. Sakura sabia que ela não era bonita como naquele desenho...

— Quando você fez... ? — ela ia perguntar sobre o desenho na parede, mas as palavras morreram quando ela viu que ele estava a frente dela, oferecendo algumas folhas.
— Esse ai na parede? — ele perguntou desinteressado, deixando as folhas no colo dela — Foi quando eu ainda tava’ internado, no CTI. — continuou falando, jogando-se na cama, casualmente. — Queria lembrar do jeito que você tava, antes de eu acabar com seu vestido. — completou por fim, olhando para o desenho na parede, pensativo.

Sakura não ficou perplexa por Itachi estar deliberadamente se culpando por ter manchado o vestido dela de sangue, na verdade, estava começando a se acostumar com o eterno espírito de mártir que ele carregava, então, ao invés de discutir com ele por isso, apenas pegou os desenhos que ele havia dado a ela, e os observou.

Eram três ao todo.

O primeiro não passava de um esboço, a garota vestida de colegial, sentada em algo que lembrava a arquibancada da escola, com um livro de literatura em uma mão, e a outra mão no cabelo, distraída. Sakura se lembrava vagamente deste dia, era o começo do ano letivo.

O segundo tinha um traço mais formado, a garota estava no meio das arvores, com os braços para o alto e um sorriso agitado em seu rosto; Ela reconheceu, que era a festa da clareira! Itachi havia desenhado com exatidão até as roupas que ela usara naquele dia.

O terceiro, foi o mais singelo... Ele a desenhou no dia do shunbun. O quimono, o penteado, o olhar melancólico e o sorriso triste. Era desta forma que ele se lembrava dela no dia da festa de primavera?

— Você sabe mesmo fazer tudo não é?! — ela perguntou, com a voz de choro.

Não foi surpreendente apenas para ele que ela estivesse quase chorando, Sakura que se surpreendeu com isso, mas não podia simplesmente ignorar o fato de que, ele estava observando-a todo o tempo em que ela imaginou que ele não estava dando a mínima atenção para ela.

— Sei fazer muita bagunça. — ele respondeu, tentando manter o clima estável — Sei também que você se pergunta porque eu deixei a Konan perto de mim no Shunbun, e você não. — completou, se inclinando na cama, apenas para olha-la nos olhos.
— Sou tão previsível assim? — ela perguntou, constrangida, colocando os desenhos em cima da escrivaninha.
— Na verdade, você é sincera... Transparente. — ele falou tão suavemente, que a garota precisou virar a cabeça para olha-lo — São qualidades Sakura, qualidades incríveis, você deveria se orgulhar disso. — completou, apoiando os braços nos joelhos.

Ela assentiu, sentindo uma lágrima escorrer pela sua bochecha. Estava emocionada, nervosa, e acima de tudo, feliz. Não sofreu todo esse tempo pensando nele a toa, não estava vivendo um romance platônico, era real, era verdadeiro, enfim.

Quando deu por si, o moreno estava a puxando para a cama em um abraço protetor. Ficaram deitados, abraçados, de sapatos e tudo. Ela de costas, e ele com o nariz entre seus cabelos, abraçando-a pela cintura.

— Então, porque você podia transitar com outras pessoas por ai, menos comigo? — ela perguntou por fim, com a voz meio abafada devido ao travesseiro.
— Eu não transitava com “pessoas”, eram só duas pessoas. Sasori e Deidara, e no dia do festival, foi a Konan. — ele respondeu, a voz tão relaxada que parecia se arrastar em um entoar agradável — Eles dois porque... Eles realmente sabem se cuidar, e a Konan, porque ela é famosa no exterior, Madara não teria coragem de tentar nada contra ela, isso chamaria muita atenção pra ele. Konan me fez o favor de aparecer pro Sunbun, e ficar por perto pra tirar atenção de você. — explicou, acariciando a cintura dela por cima do vestido, em meio ao abraço.

Sakura ficou em silêncio por alguns minutos, absorvendo a informação. Será que ela não poderia ser mais louca? Será que ela pararia de descobrir que teve pensamentos errados e absurdos o tempo todo? Por meses viu Konan como uma inimiga, quando na verdade, a modelo a ajudou.

— Ta pensando em que? — ele sussurrou, ao ouvido dela.

Sakura precisou se concentrar para responder.

— Em como eu não canso de pensar besteiras, errar, e te julgar mal. — ela confessou, em um fio de voz.

Ele não falou nada de imediato, apenas agiu. Virou ela na cama, ficando por cima dela, o joelho entre as pernas da garota, e as duas mãos apoiadas em torno da cabeça dela. Naquela posição, os fios de cabelo dele, que escapavam do elástico, deslizavam pela touca de frio que ele usava, e desciam para o rosto dela, fazendo cócegas. Então, antes de qualquer coisa, a garota fez uma expressão meio cômica, e ele ergueu uma sobrancelha, fazendo uma expressão que parecia questionar a sanidade mental dela.

Ficaram assim por alguns segundos, até que, um fio de cabelo dele farfalhando pelo nariz dela, a fez espirrar, e depois do espirro, ela começou a rir, tirando os cabelos dele de seu rosto.

Ele continuou na mesma posição, sorrindo por vê-la rir

— Desculpa, eu não deveria ta' rindo. — ela falou, tentando se recompor.

Afinal, era um absurdo rir mediante ao assunto, e mediante a situação. Ele estava por cima dela, e ela estava rindo. RINDO. Era mesmo uma idiota.

— Você deve fazer oque você quiser. — ele respondeu, encostando o nariz na curvatura de seu pescoço — Você pode fazer oque você quiser, comigo. — completou, a voz rouca e baixa em seu pescoço, causando arrepios.

De repente, não estava mais achando graça de nada. Uma onda de tesão e pavor tomou conta do cérebro da garota, e ela sentiu suas mãos suando.

Você pode fazer oque você quiser, comigo.”
“ Você pode fazer oque você quiser, comigo.”
“ Você pode fazer oque você quiser, comigo.”

Mentira que ele tinha mesmo falado aquilo! Algumas cenas nada inocentes passaram-se pela cabeça da garota, deixando-a quase catatônica.

— Oque... Eu, qui-ser? — ela perguntou, sentindo a boca seca.

Ele tirou o rosto do pescoço dela, e a encarou com uma sobrancelha arqueada; A sombra de um sorriso malicioso brincava em seus lábios quando ele pressionou os quadris delicadamente sobre o corpo da garota, fazendo-a sentir a ereção contida pela roupa.

Ela arregalou os olhos, e passou as mãos pelo pescoço dele, afim de segura-lo pela nuca, e um brilho pervertido passou pelos olhos dele.

Deuses, ele iria mata-la. Certamente iria.

— Você não quer me falar, oque se passa pela sua cabeça? — ele perguntou, em um tom quase casual.

Seria casual, se seu olhar não fosse tão perigoso.

Repentinamente, Sakura se lembrou de quem ele era. Se lembrou de quem Itachi era verdade. Ele era um homem perigoso. Um homem que havia ameaçado a sanidade de um criminoso como Madara... Itachi era um homem inteligente, perigoso, e sexy demais para seu próprio bem, e ele estava dizendo que ela poderia fazer oque quisesse com ele, estava interessado em saber oque ela imaginava deles dois... Ah, céus.

— Se você não me falar, eu vou ter que descobrir. — ele ameaçou, deslizando uma mão pela perna dela, por baixo do vestido.
— Vo-cê podia, dizer, oque você... — ela estava tentando ser valente, mas travou subitamente quando sentiu ele tocado-a por cima da calcinha.

Por habito, ela não fechou os olhos, manteve-se de olhos bem abertos enquanto ele deslizava os dedos para dentro de sua peça íntima.

— Oque eu quero? — ele perguntou, em um sussurro cinicamente inocente, no pescoço dela.
— É. — ela respondeu em um arfar penoso.

Ele apenas a tocava, sem fazer nenhum movimento realmente marcante. Isso a deixava enervada! Cada toque dele, por mínimo que fosse, já a deixava úmida, toda aquela “brincadeira”, a estava deixando tensa.

— Eu quero muitas coisas... — ele respondeu, passando a língua pelo queixo dela.

Ela abaixou o rosto, para tentar beija-lo, e ele cedeu. Beijaram-se como nunca haviam feito antes. Ele estava deixando aquela barreira de controle de lado, isso era óbvio, pela forma com a qual ele deixava o beijo fluir... Como mordia o lábio dela delicadamente, como chupava sua língua sem o menor pudor...

Um gemido escapou pelos lábios dela, quando ele pressionou seus clitóris com o dedo... E então, ele parou.

Ela abriu os olhos, e ele se afastou, sentou-se na ponta da cama, de costas, largando-a completamente ofegante na cama.

A garota se levantou da cama, cambaleando nos saltos, e parou de frente para ele, em um misto de estresse e surpresa.

— Oque foi? — ela perguntou, insegura, com um fio de voz.

Será que ele estava arrependido? Será que seria como fora na sua casa? Ele a deixaria quente, pegando fogo de tesão, e então iria embora? Não podia estar acontecendo, podia?

— Eu... — ele falou, quase gemendo, com os olhos no chão, sentado de pernas abertas.

Ela se aproximou, percebendo a evidente ereção dentro da calça jeans. Certo, se esse não era o problema, qual era?

— Você? — ela perguntou, abaixando-se na frente dele.

Se agachou, e se escorou nas pernas dele, tentando olhar em seu rosto.

— Eu te amo tanto... — ele respondeu, em um sussurro sôfrego.

Um sorriso cálido e gentil se formou no rosto dela, ele viu pelo canto do olho.

— Eu também te amo. — ela respondeu, dando um suspiro carinhoso — Mais do que tudo. — completou, levantando-se para poder abraça-lo.

Ele encostou o rosto na barriga dela, e ela passou os braços pelo pescoço dele. Ela de pé, e ele sentado.
Sakura não sabia oque estava acontecendo, mas podia sentir que ele estava tremendo levemente, então, resolveu que deveria ser compreensiva.

— Me fala, oque foi. — ela pediu, gentilmente, e tirou a touca que ele usava.

Itachi respirou fundo, e se levantou, ele a segurou pela cintura com uma mão, enquanto usou a outra para segura-la delicadamente pelo queixo.

— Você pediu pra eu te dizer oque eu quero fazer com você... — ele começou, encarando-a seriamente.

Sakura ruborizou pelo teor do assunto, mas decidiu ser forte, e encarar a situação de frente, então apenas mordeu o lábio e firmou o olhar no dele.

— Pedi. — ela confirmou, seguramente.
— Eu tenho um jeito diferente de... Amar. — ele falou, olhando-a intensamente.

Ficaram em silêncio por alguns segundos. Ela o fitava, esperando algo mais.

— Talvez, você não goste. Eu vou entender se você não gostar. — ele continuou, parecendo estar alertando-a de alguma coisa.
— Oque é? — ela perguntou, mais curiosa, do que alarmada — Você não me assusta Itachi, seja oque for, eu ainda vou te amar. — completou, descendo a mão para a nuca dele.

Houve meio minuto de silêncio. Ele desceu as mãos para as pernas dela, e então, delicadamente, acariciou as nádegas da garota por baixo do vestido. Ela sentiu as pernas fraquejarem levemente, e piscou demoradamente.

Ele aproveitou o momento para descer o rosto pelo pescoço dela, enquanto distribuía beijos e mordidas por toda a região; Desceu um pouco mais e mordeu o seio dela por cima do vestido. Ela gemeu levemente pela mordida, fora mais forte que as outras.

Ele a empurrou sem a habitual delicadeza que ela conhecia, fazendo-a bater com a cabeça na parede. A garota o olhou levemente surpresa, mas ele estava ocupado arrancando o vestido dela. Sim, arrancando. Ele não procurou o fecho, ou teve preocupação de avisar que a estava despindo, apenas puxou o vestido com tanta força, que o tecido delicado se rasgou na costura dos ombros marcando a pele branca dela.

Sakura encontrava-se apenas com a lingerie dourada que Ino havia comprado, os saltos, e uma expressão que mesclava ansiedade e surpresa.

Ele a segurou pelo rosto com uma das mãos, e se aproximou, apenas para lamber os lábios dela, antes de lançar um olhar pra lá de malicioso para o corpo da garota.

Ela arfou. O Uchiha apertou o rosto dela com mais força, fechou os olhos e franziu o cenho, parecendo estar se concentrando, e então, soltou o rosto dela e desceu a mão para sua cintura, delicadamente. O olhar sereno estava de volta nele, mas suas mãos tremiam... Sakura percebeu que aquilo não era normal! Não queria que ele se segurasse, não precisavam disso!

— Eu não quero isso. — ela exigiu, surpresa consigo mesma por fazer sua voz soar tão clara em um momento em que se sentia tão tonta — Ou você me dá tudo oque você tem, me mostra quem você é, ou eu saio daqui agora, e você nunca mais me toca! — completou, colocando um dedinho no rosto dele.

Ele ficou rígido, tenso. Os braços penderam em torno do próprio corpo, sem reação. O olhar dele, era vago.

— Sakura... — ele parecia estar procurando por palavras.
— Não precisamos de mascaras aqui Itachi. — decretou — Você não precisa usar mascaras comigo, nunca mais. — completou, com as mãos espalmadas no peito dele.

Se encararam novamente. Sakura já estava perdendo a paciência. Será que era assim tão tortuoso para ele, deixar de fazer drama, e acabar com aquele tormento de uma vez?

Ele ficou parado por alguns segundos, e então, deu um sorriso carinhoso para ela.
A rosada não se demorou, e se jogou nos braços dele, esperando que, por todos os santos, ele não parasse desta vez.

— Não me peça pra parar. — ele alertou, com a voz levemente arranhada.
— Não me faça esperar mais. — ela pediu, rolando os olhos.

Ele a beijou. Desta vez, segurando-a pelos cabelos da nuca, e a pressionando com os quadris. O beijo foi desnorteante, desde os sons depravados, até as mordidas dolorosas.

Ele se afastou enquanto ela ainda estava tonta; A garota piscou algumas vezes, pensando que talvez, estivesse sentindo gosto de sangue na boca. Quando abriu os olhos, o viu sem camisa, com a calça aberta, e a mão direita por dentro da calça.

Óh céus, não era uma imagem que ela estava acostumada a ver.

Ele andou até ela, e a segurou pelo rosto novamente. Tão forte, que ela podia sentir os ossos do rosto e os dentes, apertarem suas bochechas.

— Você é tão frágil... Parece porcelana. — ele falou, parecendo especulativo — Sinto que eu posso te quebrar. — completou, puxando-a pelo braço de forma brusca.

Ela bateu no peito dele, e quase caiu dos saltos. Ele a segurou pelos braços bruscamente. Cacete, será que alguém no mundo poderia usar as palavras " te quebrar ", com uma conotação tão sexual? Achava que não.

Era loucura dizer que ela estava gostando?

Sakura idealizou um Itachi quase santo por toda a sua vida, e agora, estava quase se desmanchando de tesão com ele. A vida era mesmo surpreendente.

— É isso que eu quero. — ela garantiu, em um sussurro arranhado.

As mãos dele se fecharam em torno na cintura dela, e ela sentiu os dedos dele pressionarem suas costelas. Era como se ele pudesse quebrar seus ossos em puro deleite de desejo e amor.

Ele se inclinou para beija-la, e ela desceu a mão pelas costas dele, fazendo questão de arranhar as unhas pela pele.

Ele chupou a língua da garota com tanta ferocidade, que ela perdeu o fôlego, e o empurrou com força para trás, afim de respirar. Quando puxou a primeira lufada de ar, recebeu um tapa sonoro no rosto.

— Oq- ela arfou, perplexa.

Itachi havia “dado na cara” dela? Sério?

Ela o encarou chocada. Ele estava com uma expressão pra lá de sacana, os olhos semi cerrados, como se esperasse alguma reação dela. Aquilo a deixou desconcertada, desconcertadamente excitada.

— Eu te avisei pra você não me parar. — ele avisou, com uma malicia cínica.

Ela assentiu, e abaixou a cabeça; Sakura não conhecia aquele homem, não sabia que ele era capaz daquilo, mas não estava reclamando. Estava adorando conhecer mais sobre ele.

Ele se aproximou novamente, e lambeu o lado do rosto que havia desferido o tapa. A face dela formigava.

Ela passou as mãos pela nuca dela, ela enrolou o dedo nos cabelos dele e o puxou para um beijo. Ele não pareceu nada ofendido pelo puxão no cabelo, e a beijou sem cerimônias.

Quando ela estava novamente quase arfando, ele a empurrou até a cama. Literalmente. Ela caiu de costas no colchão, sobressaltada, e ele abaixou as calças, revelando a ereção, nada discreta.

A garota ficou deitada por alguns segundos, com a boca seca, e então engoliu em seco, mordendo os lábios em seguida.

— Vem. — ele chamou carinhosamente, enquanto acariciava a própria ereção.

Ela se sentou na ponta da cama, segurou as pernas dele levemente e abriu a boca timidamente. Não sabia muito bem como fazer aquilo, Sasuke sempre dera tempo e espaço para ela fazer oque quisesse, e como quisesse, mas Itachi não estava dando muito opção, principalmente quando a segurou pelos cabelos e forçou seu membro no fundo da garganta da garota.

Sakura tentou engolir da melhor maneira possível, sentindo toda sua boca cheia. Ela apertou os olhos excitada quando ele lançou o quadril para frente, fazendo-a se engasgar levemente; Sentiu seus olhos lacrimejarem enquanto os pelos de seu corpo se arrepiavam por completo. Se engasgou mais uma vez, e na terceira se afastou quase tossindo, mas não deu tempo, o moreno se abaixou e lambeu as lágrimas que ousaram descer pelo rosto dela, devido ao esforço que fizera previamente.

Ela se agarrou aos cabelos dele novamente, e então se beijaram. O gosto do membro se mesclando aos lábios dele... Era tão excitante, que ela gemeu entre o beijo, balbuciando incoerencias.

Ele a puxou para cima da cama, deixando-a de pé, de salto e tudo. Ela soltou um gritinho de surpresa, e ele sorriu perversamente. Ela gostou daquele sorriso, na verdade, gostou demais.

— Você pode gritar, se quiser. — ele avisou, puxando-a para perto, pela calcinha.

Estava tão alta em cima da cama, que ele só precisou se esticar pouca coisa para alcançar a intimidade da garota. E sem a menor cerimônia, ele arrancou a calcinha dela com os dentes, e acariciou seu clitóris com a língua.

As pernas dela bambearam com o contato, e ele a puxou pela perna, fazendo-a cair de costas, em cima da cama. Ela deu mais um gritinho de susto, mas não deu tempo de ficar assustada ou perplexa, ele estava virando-a de bruços na cama.

Ela estava prestes a perguntar oque ele queria, mas não foi necessário, o moreno desferiu um sonoro tapa na nádega esquerda da garota, fazendo-a retesar a coluna instintivamente.

Ele a observou naquela posição por alguns segundos, enquanto tirava a calça e a cueca. Ela quase morreu de ansiedade, nessa pequena espera.

— Fica de quatro. — ele mandou, a voz baixa e autoritária.

Ela obedeceu. Não havia resquício de pedido ali, não poderia questionar.

Sakura pensou que ele iria penetra-la, chegou a suspirar de ansiedade, mas não foi oque aconteceu. Ele debruçou-se por cima dela, segurou seu quadril com uma mão, e sua nuca com a outra, fazendo uma pressão nada delicada na nuca da garota.

Ela afundou o rosto no travesseiro, mas ele manteve o quadril dela empinado, e então lambeu toda a extensão da intimidade dela, sem o menor pudor.

Um gemido longo e abafado escapou pelos lábios dela, enquanto ele acariciava toda a região íntima exposta dela com a língua, fazendo questão de toca-la no clitóris com a mão.

Sentia-se tão envergonhada por estar tão exposta, ao mesmo tempo que estava adorando cada sensação, cada toque... Ele mordeu a parte interna da coxa dela, e desferiu um outro tapa forte em sua nádega, ardeu, mas estava ocupada demais sentindo a língua dele invadir seu corpo. Ela gemeu, tonta, sentindo-se quente sob as mãos dele.

— Você gosta assim? — ele perguntou, com a voz rouca e arrastada.
U-hum... — ela balbuciou.

Estava concentrada demais sentindo todo seu corpo tremer levemente, na prévia de algo que já conhecia.
Ele continuou os movimentos, de forma tão firme, que sentia sua intimidade arder em determinados momentos. Quando estava prestes a perder o controle, ele introduziu um dedo nela, fazendo-a relaxar o quadril sob o colchão macio... Uma onde de calor e prazer a inundou por um breve momento, trazendo tremor para seu corpo, e grande umidade para sua intimidade.

Ela gemeu baixinho, com o rosto enterrado no travesseiro, sentindo o corpo se desmanchar nas mãos hábeis de seu incrível namorado.

Ainda com o corpo meio enfraquecido, ele a virou de frente bruscamente e a beijou intensamente, fazendo-a sentir o próprio gosto no beijo.
E quando ele se afastou do beijo, fez questão de lamber o dedo que ele havia introduzido nela.

Sentiu seu rosto esquentar em uma mistura de constrangimento e tesão tão grande que precisou virar o rosto. Mas ele não deixou, a segurou pelo pescoço obrigando-a a encarar sua expressão maliciosa. Ela arfou.

Sim, ela estava certa, ele iria mata-la.

— Você é tão linda... — ele falou, contemplativo, ainda prendendo-a no colchão pelo pescoço.

Ela passou os braços pelo peito dele, e desceu até sua ereção, tocando-a levemente, como pode.
Ele soltou o pescoço dela, e ela respirou fundo, fazendo seus seios rígidos de tesão, tocar o peito dele.

O moreno desceu os olhos para os seios pequenos e rosados, e abaixou a cabeça para abocanha-los. Lambeu, chupou e mordeu toda a extensão, deixando marcas vermelhas, pigmentadas de sangue por baixo da pele de porcelana.
Quando afastou o rosto, afim de descer ainda mais, ela o segurou pelos cabelos. Ele e a encarou questionador, antes de desferir um tapa no rosto dela.

Estalou, ardeu, e ela adorou.

— Deixa eu sentar. — ela pediu, inclinando-se para cima dele, com os olhos nublados de luxuria.

Ele se sentou por cima das pernas, na cama, segurou-a pelo rosto e a fitou com incredulidade.
Se ele comentasse depois, que ela havia feito tal pedido, ela negaria. Nunca em sua sã consciência, Haruno Sakura, pediria algo do gênero para algum homem. Mas ele não era um homem qualquer, era o homem que havia sido baleado por ela, o homem que Sakura suspirava apenas de ver sorrir.

— Você sabe fazer isso, minha flor? — ele perguntou gentil, mas os olhos eram maliciosos — Meu irmãozinho te ensinou a sentar? — perguntou, descrente.

Sakura piscou perplexa, e sua boca se escancarou de uma forma que Itachi considerava adorável.

— Me mostra oque você sabe, meu amor. — ele incentivou, descendo a mão pelo ombro dela, apenas para puxa-la para seu colo.

A rosada estava tão constrangida, que ficaria travada, se seu nível de excitação não fosse maior ainda.
Timidamente, ela se moveu na cama, e passou as pernas por volta do corpo do moreno para se sentar de frente para ele.
E para total surpresa dela, ele esperou pacientemente ela se acomodar no colo dele, e encaixa-se em sua ereção.

Ele a fitava com uma mistura de malicia de devoção. Sakura parecia que iria se desmanchar de tanta ansiedade e tesão.

Forçou o corpo para baixo, sentindo a ardência da penetração começar a lhe tomar. Itachi a segurou pela cintura com um braço, e com o outro segurava sua nuca, ele a apertou contra si, fazendo-a descansar os seios em seu rosto. Ele passou a língua pelo mamilo rosado e pequeno, e então a puxou para baixo, fazendo-a recebe-lo por completo, sem aviso, enquanto mordia seu mamilo.

Certamente ela sentiria muita dor, se não estivesse tão excitada.
Ela foi tentando se mover da melhor maneira possível, fazendo movimentos curtos e suaves, sentindo a pressão no baixo ventre irradiar por todo seu corpo.

Ela ainda sentia os dentes dele pelos seus seios, pescoço e colo, sentia as mãos dele a apertando com tanta força, que parecia querer marca-la, sentia a respiração quente dele se mesclar com seu suor, contudo sentia ainda mais, as vibrações irradiando dele para ela, como as células de ambos, se comunicassem, a partir da conexão sexual.

Um gemido misturado com um arfar sôfrego, deixou a garganta da garota, e ela agarrou-se aos cabelos dele.

— Ah, Tachi’... Eu... — ela balbuciou, com as pernas tremulas e levemente dormentes.
— Vai gozar pra mim? — ele murmurou, quase em um rosnado.

Ela sentiu-se desmontar. O calor a inundou do baixo ventre, passando pela coluna e chegando até o cérebro. Uma onda rápida de prazer inundou todo seu corpo, causando pequenos espasmos. Ela gemeu sinuosamente, e fez uma espécie de biquinho que ele, achava extremamente excitante.

A garota ficou com o corpo mole por alguns segundos, e ele a segurou pelas costas, com o rosto nos seios dela, sentindo-se pulsar dentro da cavidade molhada dela.

— Você aguenta mais? — ele perguntou, puxando-a pelo queixo.

Ela piscou demoradamente, e assentiu.
Ele se levantou com ela no colo, em uma destreza impressionante, se colocou de pé, ainda dentro dela.

A garota se agarrava a ele, como se sua vida dependesse disso, sentindo-o por completo dentro de si. Aquilo parecia certo, estar ali, com ele... Recebendo-o tão intimamente.

Ela suspirou encantada, e então seus cabelos foram puxados para trás, e sua boca invadida pela língua dele.
Ele a jogou por cima da escrivaninha, empurrando os livros, os desenhos e o notebook que estava ali em cima para o chão; A garota bateu com as costas na madeira fria da escrivaninha bruscamente, e soltou um gritinho assustado quando ele saiu de dentro dela, rapidamente.
Ela choramingou instintivamente, tentando se sentar no móvel para vê-lo, mas ele a empurrou de costas para o móvel novamente, e desta vez, ela bateu com a cabeça na parede.

Tachi’, oque você... — ela ia perguntar, mas foi interrompida pelo puxão que recebeu nas pernas.

Ele deixou as pernas dela para fora da escrivaninha, deixando apoiada no móvel apenas com as costas.

— Fica quietinha. — ele mandou, abrindo as pernas da garota, sem o menor pudor.

Ele levantou as duas pernas dela para cima, e as abriu o máximo que pode; Sakura quase morreu de vergonha pela posição tão exposta, mas resolveu não protestar, e fez oque ele pediu, ficou quieta.
Ele se aproximou novamente, e se inclinou sobre ela, lambendo sua intimidade molhada, antes de penetra-la sem a menor delicadeza. Ele fazia questão de olhar o movimento de entra e sai que fazia dentro dela.

Ela soltou um gritinho de surpresa, e de dor. Aquela posição era tão profunda, que doía seu baixo ventre a cada estocada.

A garota tentou se apoiar nos cotovelos, para diminuir o contato profundo, mas tudo que conseguiu foi que o moreno se inclinasse rapidamente para frente, e lhe desferisse um tapa no rosto. Desta vez nem ardeu, apenas ficou dormente, assim como suas pernas.

Ela gemeu longamente, um gemido manhoso e excitado. Estava impressionada consigo mesma por estar gostando tanto daquela situação.

Entre as estocadas, ele começou a acariciar o clitóris dela, enquanto a mantinha firme no lugar, segurando-a com força pelo quadril. Nesta altura, as costas da garota suavam tanto, que o moreno precisava prende-la no lugar para ela não escorregar, mas isso não era problema, já que ele adorava marcar a pele de porcelana dela.

Uma nova onda de prazer começou a fluir pelo corpo da garota; Os gemidos de tesão foram substituídos por ofegos sôfregos de prazer, e ela já não reconhecia mais aquelas sensações.

A rosada se debateu, completamente eufórica com oque estava começando a sentir... Era um prazer diferente, não era repentino e fugaz, era gradativo e crescente.

— Ita-chi... Awn, oq- — ela balbuciou, entre os gemidos entrecortado.

Seu corpo balançava bruscamente em cima da escrivaninha, e ela precisou dar um jeito de apoiar a mão na parede para não bater com a cabeça constantemente.

— Você foi... Uma gracinha, me mostrando... Que sabia, oque era gozar, mas agora, eu... Vou te mostrar... Oque é ter um, orgasmo, meu amor. — ele respondeu presunçoso, com a respiração ligeiramente ofegante.

Sakura sentiu as palavras perderem-se em um infinito dentro de si, enquanto ele tocava seu clitóris, e lançava-se contra ela, com força.
O som dos corpos se chocando, a respiração ofegante dele, os cabelos negros e compridos colando de suor pelo rosto perfeito e pálido do Uchiha... Ele era lindo, incrível, Itachi era...

— ... gostoso, pra caralho. — ela murmurou, perdida, sequer sabia que havia falado, achava que estava apenas pensando.

Ele quase riu, de ver sua doce Sakura se perdendo de puro prazer em suas mãos. Ele iria achar graça, se não estivesse tão imerso no prazer, quanto ela.

A Haruno afastou a mão dele de seu clitóris automaticamente, e começou a tocar sozinha. Nunca havia feito aquilo na vida, mas sentia que precisava fazer. Assumiu um ritmo quase frenético, sentindo as duas mãos do moreno segurar-lhe o quadril bruscamente, fazendo-o se lançar contra ela com mais força velocidade e precisão.

Agora a onda crescente e gradativa de calor irradiava até seu coração, trazendo espasmos constantes de prazer, em todo seu corpo. Era como se finalmente entendesse o conceito de “fazer amor”. Sakura sentia-se como um único ser, com Itachi movimentando-se dentro de si. Era como se seus corpos físicos não existissem mais, e houvesse apenas luz, flutuando na inconsciência do infinito prazer abrasador, que a consumia.

Quando chegou ao ápice, achando que não poderia mais suportar, um grito suave e longo deixou sua garganta, fazendo todo seu corpo tremer, na mais profunda onda de prazer absoluto.

Sentiu-se ser puxada para cima vagamente, enquanto seus olhos giravam nas órbitas tentando acompanhar oque seu corpo sentia.

Fechou os olhos por meio segundo, e sentiu-se deitada em plumas.

Tudo estava bem no mundo. Tudo fazia sentido. Tudo estava certo. Tudo estava perfeitamente encaixado na ordem natural das coisas. Ela era Sakura Haruno, e ele era Itachi Uchiha, juntos.

Pegou-se respirando pesadamente ofegante, e pingando de suor.
O torpor ia passando aos poucos, e foi se centralizando na medida em que seus sentidos voltavam.

Estava sentada na escrivaninha, agarrada com Itachi. Ele ainda estava dentro dela, mas estava parado. O moreno pingava de suor, com o rosto na dobra de seu pescoço, ofegava tanto quanto ela, e parecia fazer algum esforço para manter-se em pé.

Sakura até pensou em descer da escrivaninha e deixa-lo se recompor, mas não estava sentindo as pernas o suficiente para se aventurar a descer da escrivaninha, principalmente porque ainda estava de saltos.

— Eu te amo. — ele murmurou, com a voz rouca e arrastada no ouvido dela.
— Eu te amo, te amo, te amo! Amo, amo, amo, amo, amo, amo! — ela respondeu, surpresa em ouvir sua voz tão frágil e rouca.

Ele deu uma rápida risada cansada em resposta, e a puxou para seu colo delicadamente, carregando-a até a cama.

Saiu de dentro da garota com todo cuidado possível, e a rosada sentiu o liquido dentro escorrer-lhe pelas pernas. Ela tinha noção de que ele havia gozado em algum momento em que ela estava presa em seu torpor celestial, mas não conseguia ter certeza, de exatamente, quando.

A garota permitiu-se ficar jogada na cama, como uma boneca de trapos. Ele se sentou na ponta da cama, e ficou ali, por alguns segundos, amarrando o cabelo ensopado de suor.

— Deita aqui. — ela pediu manhosa, com os olhos pesados de sono.
— Deixa eu te admirar um pouquinho. — ele pediu cheio de carinho.

Sakura abriu o olho, para fita-lo.
Ele a encarava com total ternura e afeto. Nem parecia o homem malicioso e perverso que quase a arrebatou há segundos atrás. Mas Sakura não estranhou, este era Itachi. Estava realmente entendendo ele.

Ela suspirou, e fechou os olhos, com um sorriso preso nos lábios. Então, sentiu a mão dele lhe tocar a virilha; Ela abriu os olhos, vendo a expressão cansada que ele mantinha.

— Oque foi? — ela perguntou, com a voz cansada e fraca.

Ele levantou a mão para ela, e ela viu, que a ponta dos dedos dele, estavam tingidas de vermelho. Imediatamente Sakura se sentou, e olhou para baixo; O fluido que saia de sua intimidade, estava misturado com sangue. Bom, ela imaginava que teria sangrado... Ardeu bastante.

— Ah, isso não é culpa sua! Acho que a gente só precisa de mais prática. — ela anunciou, inclinando-se para abraçar as costas do moreno.

Ela não se importou em encostar o queixo nele, e passar as mãos pelo peito encharcado de suor, enquanto colava os seios nas costas cheias dos cabelos gotejantes de suor. Sentiu o relevo da cicatriz nas costas dele enquanto o abraçava.

Pelos mínimos movimentos, ela sentiu alguma dor nos músculos, mas não era nada. Todo o amor que sentiu, era muito mais relevante.

— Tudo bem pra você? — ele perguntou em um sussurro arrastado, segurando as mãos dela em seu peito.
— Se você me fizer ter orgasmos tão incríveis, pode até me amordaçar! — ela falou levemente divertida, beijando a curvatura do pescoço dele.

Ele riu levemente, e suspirou rapidamente.

— É, acho que eu não tive culpa... Você que é muito apertada. — ele respondeu casualmente, virando a cabeça de lado levemente para ver o rosto dela.

A garota jogou-se de volta para o colchão, querendo esconder o rosto no travesseiro. Céus, será que ele poderia ser mais safado?

Antes que um dos dois pudesse falar alguma coisa, bateram na porta do quarto. Tentaram abrir, mas como estava trancada, bateram de novo.

— Itachi? A Sakura ta ai? — era a voz de Tenten — Eu detesto incomodar, mas precisamos dela pra achar o Naruto e a Hinata antes que o Neji perceba. — tagarelou, parecendo nervosa.

Sakura sentou-se na cama tão rapidamente que ficou tonta. Seu corpo estava dolorido, e suas partes baixas ardiam tanto que ela achava que seria impossível ficar de pé, mas daria um jeito.

Itachi olhou para ela questionador, e a rosada resolveu responder.

— Já vou Tenten, me dá só um minuto. — a Haruno respondeu, tentando se manter de pé.
Brigadão’ Sakura! — a morena respondeu do outro lado da porta.

Itachi vestiu a calça rapidamente, enquanto Sakura encarava seu vestido novo rasgado, descrente.

— Oque eu vou vestir agora? — ela perguntou perplexa, olhando para o pedaço de trapo, que um dia chamou de vestido.

Itachi ofereceu um sorriso tranquilo, e pegou sua camisa do chão. Sakura sequer se lembrava dele ter tirado a camisa...

— Vou pegar uma roupa pra você com a Akane, enquanto isso, espera aqui com a Tenten. — ele sugeriu, esperando uma reação dela.

A rosada assentiu, e ele se inclinou para dar um selinho nela.
Ela tentou vestir a lingerie enquanto ele abotoava o cinto, mas também estava rasgada, então, ele apenas jogou sua cueca para ela vestir, e tirou a camisa que usava, colocando sob os ombros da rosada.

— Fica com isso aqui por enquanto, eu já volto. — ele respondeu carinhosamente, e se inclinou pra beijar a testa dela.

Ela suspirou apaixonada, e ele acariciou os cabelos dela rapidamente.

— Você foi incrível. — ela sussurrou, timidamente, quando ele já estava quase na porta.
— Você também. — ele piscou para ela, com a mão na maçaneta — Mas sabe, acho que a gente tem muito potencial, já que eu peguei leve dessa vez. — completou, abrindo a porta e saindo.

Ele cumprimentou Tenten que estava atrás da porta, e saiu pelo corredor, deixando a rosada para trás, ligeiramente perplexa, e a morena completamente curiosa.

Enquanto era bombardeada das perguntas nada discretas de Tenten, Sakura pensava no quanto amava aquele homem, e no quanto estava certo eles dois juntos.
Agora, ela podia dizer que conhecia Itachi de verdade! Sakura conhecia cada faceta do seu Uchiha, e amava cada uma delas.

x~x~x

Este não é fim, apenas um novo começo. ♥'

Notas finais
Chegamos ao fiiiiiiim! Naah! Foi muito bom concluir este trabalho com vocês meus amores, espero que curtam e que deixem comentários. E para quem for sentir saudades, sempre pode vir reler, e acompanhar a segunda temporada! Um feliz Natal para todos! Divirtam-se muito, muita paz e luz para todos neste fim de ano! Beijos da Autora Sherry, e até a próxima história, minhas pipoquinhas sz'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!