How much I love U.
19 Capítulo 18 - Seguindo em frente!
Notas iniciais
Depois das compras com Ino, na terça-feira, os dias se passaram relativamente tranquilos, e a sexta-feira chegou.
Sasuke voltou as aulas na quarta, dizendo que tudo estava se ajeitando com sua família, e mesmo que para ele falar sobre Itachi havia se transformado em algo proibido Sasuke havia garantido que seu irmão mais velho estava bem, desta forma Sakura não quis tocar mais no nome de Itachi, tendo em vista que ele mesmo não a procurava, e sequer aparecera na escola por toda a semana.
Quando o sinal da última aula tocou, Ino saiu arrastando a rosada da porta de sua sala, Naruto tentou puxar a amiga de volta mas a loura gritou algo sobre estar precisando de absorventes, e o Uzumaki logo largou a rosada, deixando a outra arrasta-la escada a cima.
— Ai, sua porca, eu já entendi que você precisa de absorvente, não precisa me arrastar. — A Haruno ralhou, desvencilhando-se da amiga caminhando para o banheiro daquele andar.
— Não, o banheiro desse andar ta lotado essa hora! Vamos pro banheiro lá de cima, ai não enfrento fila. — a outra rebateu, subindo as escadas rapidamente.
Sakura sabia como era complicado estar naqueles dias , ainda mais sem um absorvente, então apenas seguiu a Yamanaka escadas a acima, sem reclamar, e foi entrando direto no banheiro.
— Porquinha, você precisa ser mais organizada e precavida... — a rosada ralhou, enquanto entrava esbaforida no banheiro vazio vasculhando sua mochila procurando o tal objeto.
Sakura ouviu a porta do banheiro bater, e se sobressaltou olhando para os lados.
— Ino? — ela chamou, insegura.
— Amiga desculpa, mas ele disse que precisava falar com você. — Ino falou, com a voz pedinte, do lado de fora do banheiro.
— Sua porca, do que diabos você ta’ falando? — perguntou irritada, marchando até a porta do banheiro.
Antes que a garota pudesse alcança-la, a voz masculina fez a garota paralisar exatamente onde estava.
— Me desculpa, Sakura. — ele falou, em um tom suave e calmo.
A garota continuou parada de costas, deixou sua mochilar cair no chão e nem sequer percebeu, apenas apertou as pregas de sua saia com as duas mãos. Estava realmente irritada, mas não queria fazer uma cena, não queria chorar, não queria nada, só queria sair dali e não precisar passar por aquilo.
Apertou os olhos com força, prendeu a respiração, deixando o corpo tenso. Não iria chorar, não havia motivos para isso afinal.
— Ino, abre a porta. — Sakura sibilou seriamente, com a voz baixa.
— Não Ino. — ele pediu, no mesmo tom baixo que a rosada — Por favor, deixa eu falar com ela. — completou, ainda mais suave do que antes.
Sakura teve vontade de tapar seus ouvidos. Não aguentava sequer ouvir a voz dele, sem ter vontade de correr para seus braços e esquecer do mundo. Por que ele precisava ter aquele tom tão suave e eloquente?
— Ino, eu sou sua amiga! Você vai me fazer refém dele? — a rosada insistiu, tentando soar dramática para convencer a loira.
— Qualé’ Sakura, é só o Itachi. — a Yamanaka rebateu, descrente, do outro lado da porta.
— Exatamente. — Sakura respondeu irritada.
Itachi parou atrás da garota, e a abraçou, apertando sua cintura com a mão em seus quadris e deixando seu queixo tocar o ombro dela.
Sakura sentiu todo o corpo ficar tenso com a proximidade; O cheiro a pele dele impregnava todo seu ar, e a parte da frente de seus cabelos tocavam o pescoço dela, trazendo aquela sensação familiar de estar abraçada com ele. Sakura amava o cabelo dele, amava o cheiro suave de colônia masculina que ele tinha, amava o jeito calmo e suave que ele usava as palavras com sua voz grave e baixa , amava o cheiro de cigarro caro e shampoo que ele deixava nela quando a abraça e deixava seus cabelos farfalharem em torno dela. Sakura amava , tudo nele.
— Não. — ela sussurrou mais para si mesma, do que para ele.
— Só me deixa falar com você. — ele pediu, quase em sofreguidão, com a boca próxima ao pescoço dela.
Sakura respirou fundo. Precisava se manter forte, e sã. Era só se apegar as Lembranças dela sozinha e preocupada, sem receber uma ligação ou uma mensagem dele.
Virou-se para ele, desvencilhando-se do abraço de forma um pouco brusca.
— Só me responde uma coisa antes. — ela falou, tentando não encara-lo.
Ele assentiu calmamente, buscando pelos olhos dela.
— Por que você precisa vir falar comigo escondido no banheiro da escola ? — ela perguntou, cruzando os braços.
— É exatamente sobre isso que eu quero falar. — ele respondeu, em quase um sussurro, prendendo os olhos dela aos dele.
Ela não pode fugir do contato visual, e percebeu que ele estava mais pálido que o normal, se é que isso era possível. Suas olheiras haviam aumentado de tamanho, e seus lábios estavam tão secos que começavam a rachar. Bem, talvez a vida fora de casa fosse mais difícil do que ele imaginara, pensou ela.
— Tem a ver com o fato de você ter sido expulso de casa? — ela perguntou, tentando ser um pouco mais delicada, afinal esse assunto não envolvida ela, e sim a família dele.
Ele assentiu, e intensificou o olhar, foi algo rápido. Como se ele tivesse deixado a máscara de tranquilidade cair por alguns segundos... Mas foi rápido demais, e ela não pôde ter certeza se fora real, ou se era só seu subconsciente que queria ver aquilo.
— Me explica. — ela pediu, em um tom quase compadecido.
Ele ficou em silêncio encarando-a, rígido. Ela aguardou que ele falasse alguma coisa, mas ele havia virado aquela estátua apática de sempre.
— Sai me disse que você trabalha. Por que não me contou? — ela perguntou outra coisa, afim de tentar sair daquele silêncio irritante.
— Eu não confio muito no dinheiro da minha família. — ele respondeu vagamente, olhando-a de forma perspicaz.
Sakura não entendeu oque aquilo deveria significar. Estava começando a se aborrecer novamente, com todo aquele mistério.
— Se você não pode me responder nada, por que diabos me chamou aqui? — ela perguntou, elevando o tom da voz, dando um passo para trás.
— Precisava te ver... — ele falou, naquele maldito tom que derretia o coração da rosada.
— Você pode me ver hoje mais tarde na casa da Ino se quiser... — ela sugeriu, tentando ser o mais casual possível.
— Não sei se vai dar pra eu ir... — ele falou um pouco incerto.
Sakura se aborreceu novamente. Teve vontade de soca-lo, e sair gritando “ Vai se foder “ , entre lágrimas. Por que ele precisava ser assim?
— Então, não sei se quero saber alguma coisa sobre você. — ela respondeu, olhando-o pelo canto do olho, esperando para ver sua reação.
Ele suspirou silenciosamente, e olhou para o chão.
— Eu entendo. — Itachi respondeu educadamente.
Sakura teve vontade de explodir. Precisava dar um choque de realidade nele! Ele estava perdendo-a, e ela estava dando a última chance a ele, será que ele não percebia, ou não dava real importância? Se não se importava mesmo, por que estava ali querendo falar com ela? Cacete!
— Entende mesmo? — ela questionou , colocando o dedo no rosto dele.
Itachi franziu as sobrancelhas, e esticou o pescoço levemente para trás.
— Acho que sim. — ele respondeu, com um leve divertimento na voz.
— Então, acho que eu vou aceitar sair com o Neji. — ela falou, quase exasperada, puxando seu dedinho do rosto dele só para colocar as mãos nos quadris.
Eles se encararam por alguns segundos. Os olhos verdes dela, faiscando de raiva, e os olhos escuros dele, brilhando em divertimento e desafio... Quando de repente, ele soltou uma rápida e baixa risada nasal.
Sakura foi pega de surpresa com a risada de tal forma, que sua postura de irritação e desafio ou substituída por um olhar de insegurança e confusão.
Ele ficou repentinamente sério, causando ainda mais confusão na garota. Que diabos esses Uchihas bipolares!
— Você pode sair com quem quiser Sakura, mas saiba que eles não sou eu. — ele falou, estranhamente sério.
Ele a encarou sem aquele seu habitual tom de tranquilidade e calma, e sua voz não era mais suave e macia, apesar de ainda soar educado.
— Ah, não me diga?! — ela falou, tentando soar mais segura e desafiadora o possível, contudo sua voz tremeu levemente.
Houve mais uma pausa dramática. Eles se encarando furiosamente.
— Gente cês’ tão demorando muito ai! O inspetor vai começar a vasculhar os andares pra ver se ainda tem alunos. — Ino avisou, exasperada, cortando a situação dos dois.
Sakura bufou frustrada, e pegou sua mochila do chão, e ao se levantar, Itachi estava tão próximo a si, que ela quase com a cabeça em seu peito.
Ele a segurou pelos ombros, e desceu as mãos por seus braços até chegar seus quadris, e puxou-a de encontro ao seu corpo, selando seus lábios.
E la se vai a mochila no chão novamente, e com ela toda a sanidade de Sakura.
Ele estava tomando iniciativa para beija-la!
Ele passou a língua pelo lábio inferior dela delicadamente, pedindo passagem para a aprofundar o beijo, e assim o fez. Sakura sentiu que o mundo estava correto, e tudo girava em sua órbita perfeita, enquanto seus lábios estavam selados, e só sentia o cheiro e o calor de Itachi por toda parte. Ela passou as mãos pelo pescoço dele, e deslizou os dedos pelos cabelos dele no processo, fazendo-o morder o lábio inferior dela suvemente. Ela gemeu sutilmente entre o beijo; Oh, então ele gostava que ela pegasse em seus cabelos?!
— Gente, sério! — Ino chamou mais uma vez, batendo na porta, cortando completamente o clima.
Mas Sakura não parecia ter ouvido de direito, e foi necessário que Itachi a afastasse de si delicadamente. Educadamente, ele pegou a mochila da garota do chão e passou pelas braços dela. Ela aceitou, observando-o com uma enorme interrogação no rosto, até que se lembrou, de que deveria estar com raiva dele, então, improvisou uma carranca.
— Vou tentar ir na social, beleza?! — ele falou, descontraído, levantando o canto da boca em algo que deveria ser um sorriso.
— Vai tentar por que? Tem coisa melhor pra fazer? — ela perguntou, fazendo um espécie de bico.
Sem avisos prévios, ele roubou um selinho da garota, e a abraçou, descansando o queixo no topo da cabeça dela.
— Tenta entender. — ele sussurrou, quase em sofreguidão.
Não, ela não entendia. Não queria sofrer.
Ela se desvencilhou dos braços dele, e bufou, encarando-o irritada.
— Tem gente que me trata melhor que você, sabia? — ela falou, rolando os olhos, tentando passar por ele para sair do banheiro.
Mas ele não a deixou passar, esticou o braço prendendo-a contra parede, com uma expressão séria, beirando ao estresse.
— Não é saudável que você fique me fazendo ciúmes Sakura. — ele falou, quase entre dentes.
Ino bateu na porta novamente, e fechou os olhos com força.
— Espera! — ele mandou, com a voz autoritária e baixa, voltando a encarar a rosada.
— Vo-cê com ciúmes? Me poupe. — ela tentou rebater, mas estava um pouco acuada.
Ela sabia que ele não faria nada com ela. Não estava realmente acuada, esta não era a expressão correta... Era outra coisa. Sentiu um arrepio em sua nuca; Ela o encarou com os olhos arregalados, e a boca entre aberta.
Ele se afastou, e suspirando virou de costas, dando espaço para ela sair se quisesse.
Ela se aproximou dele, e tocou suas costas com a ponta dos dedos, se preparando para falar algo, mas ele foi mais rápido, e se adiantou até a porta.
— Desculpa. — ele falou quase em um sussurro, segurando a porta com força — Desculpa... — repetiu, ainda de costas.
Sakura ficou compadecida. Como alguém poderia ser tão confuso, agressivo e adorável ao mesmo tempo? Ela se aproximou novamente, mas ele deu um leve tapa na porta, fazendo Ino abri-la do lado de fora.
— Valeu loira. — ele falou educadamente, saindo porta a fora — A gente se vê por ai, Sakura. — completou, já pelo meio do corredor, sem olhar para trás.
Ino encarou Sakura com a boca aberta, enquanto a rosada olhava a silhueta de Itachi desaparecer pela escada no final do corredor.
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Sakura foi direto para casa de Ino, como foram no carro de Sasori, com Deidara ( sem Itachi, elas não sabiam para onde ele havia ido ) não tocaram no assunto sobre oque aconteceu no banheiro, e toda a conversa até o apartamento dos Yamanaka se resumiu nos preparativos da social.
Ino e Sakura estavam incumbidas e preparar a casa, enquanto Deidara iria na cidade com Sasori comprar bebidas, cigarros e todo tipo de coisa, em outras redondezas; Já que eram menores de idade, e só com esquemas de Sasori para conseguir tanta bebida sem identidade.
Assim que entraram no elevador, a discussão começou.
— Eu simplesmente não acredito que você me levou pra uma emboscada... — Sakura acusou, em um tom quase histérico.
— Nossa, você fala como se o Itachi fosse uma espécie de demônio. — a loira debochou.
— Você deveria ser minha amiga, e não amiga dele. — a Haruno continuou a reclamar.
— Ele veio me pedir ajuda! Nunca vi ele indo pedir ajuda a ninguém. — explicou, saindo do elevador.
— Me enganou, e me largou lá com ele! Você nem sabia oque ele queria... — Sakura falava, como se não estivesse ouvindo as explicações da outra.
Ino bufou irritada, enquanto abria a porta do apartamento, e Sakura a seguia lançando-lhe acusações.
— Puta que pariu hein testuda?! Não te larguei nas mãos de um terrorista, era só o Itachi! — a loira falou cheia de deboche, se jogando no sofá da sala. — O garoto que você gosta, lembra?! — completou, acenando com as duas mãos para a amiga.
Sakura respirou fundo, e se jogou no tapete felpudo da sala de Ino, que ficava entre os dois sofás em formato de “L” . Ela ficou ali, deitada olhando pro teto, calada. Não era justo descontar em Ino a raiva que ela estava sentindo.
— Amiga... — Ino chamou compadecida.
Ela foi sentar-se no chão perto de Sakura, e afagou os cabelos da rosada.
— Você não é culpada por gostar dele... Mulher é bicho estranho mesmo, sempre gosta dos piores tipos. — a loira falou, de forma gentil.
— Mas oque eu faço? — a Haruno perguntou, agoniada.
Ino nem sequer sabia sobre Sasuke, e quando ela ficasse sabendo? Seria ainda pior.
— Não sou a melhor pessoa pra você perguntar essas coisas... Mas acho que você tem que fazer oque você quiser, e do jeito que você quiser. Os caras não dão garantias pra gente, então a gente não dá garantia a eles também. Somos adolescentes! A gente tem muita coisa pra viver! Então, vamos botar pra foder enquanto ainda temos tempo. — tagarelou, com um pouco de animação.
Sakura assentiu, e foi almoçar, enquanto Ino ignorava esta refeição e partia para hidratação capilar. A social prometia muitas coisas, e Sakura prometia a si mesma e iria apenas deixar tudo acontecer, em seu percurso natural.
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