How many secrets can you keep?
9 Capítulo 9 - Prioridades.
Olhei em volta, estavam todos de olhos arregalados, com a minha reação. Pude sentir cada batida amedrontada no coração de todos. Eu estava emanando poder, fazendo-os sentir-se culpados e com medo. Fazendo seus pesadelos tomarem conta de suas visões. Não sabia exatamente como estava fazendo aquilo, senti medo de mim mesmo. Alguns estavam extasiados e sem expressão, alguns choravam e estavam nervosos.
''Eu quero saber, como alguém entrou aqui! Vocês me certificaram de que haveria TODA a proteção possível. Não faz um dia que estamos aqui, e já aconteceu isso. Vocês estão brincando com a minha cara?'' — Gritei.
''Jhon.. Fica calmo, não vê o que tá fazendo? Para.''- Disse Yash.
Retomei a visão, pois estava cego de ódio e vi que fazia mal a eles, com todo aquele poder e ódio emanando pela mansão.
Assim que me acalmei e todos pararam de se derramar em lágrimas e normalizarem, ouvimos um grito vindo do banheiro. -MAS QUE PORRA FOI ESSA?- Eu conhecia aquela voz de algum lugar, mas não lembrava de onde.
Logo saindo de um corredor, apareceu uma garota baixa vestida num pijama azul e preto, com uma escova de dentes na mão. Era Isabella, do qual chamamos de Isinha pelo tamanho. Ela é baixa, mas não muito, portadora de um corpo delineado e com seios avantajados. Fazia muito tempo que não a via, e era inacreditável vê-la com 17 anos. Ela possui olhos negros com um brilho anormal, pois ela tem o dom da visão noturna, logo, faz com que seus olhos brilhem tanto na luz natural.
''Isa? Você tá aqui? Ai meus deuses.'' — Corri para um abraço.
''Ahn.. É.. Eu, tô sim.. PERA, JHON?''- Falou ela abismada.
''Sim! Nossa, você tá viva e tá bem! Nossa, pensei que não te veria mais.'' — Disse.
''Ah, corta essa. Claro que iria me ver. Tá pensando que vou deixar de te atazanar?'' — Disse a garota em meio a risos.
Alguns dos nossos amigos foram voltando á seus quartos e fazendo suas tarefas. Yash correu para a cozinha, e logo começou a fazer vários e vários pratos. Como ele sabia o que cada um iria querer, isso eu não poderia responder nem se quisesse. É incrível a capacidade dele saber o que nós desejamos colocar pra dentro.
"Ás vezes acho que o Yash, tem é poder de ver nossos estômagos, e não de criar portais! HAHAHA'' — Disse, olhando para Isa.
''HAHAHA, concordo. Mas, vamos ver mesmo se ele vai saber o que eu quero comer.'' — Respondeu ela.
Decidimos subir para os nossos quartos e arrumar a bagunça antes de ir comer.
Deixei Isinha no quarto dela, que por acaso era do outro lado do lance de dormitórios e voltei pelo mesmo corredor, em direção aquela enorme escada de duas saídas em direção ao meu quarto.
Entrei, arrumei a cama e terminei de arrumar as roupas e objetos em gavetas, cabides e estantes.
Abri uma caixa e fui retirando os livros e os colocando nas estantes e lembrando de cada pessoa que me deu tal livro, e revendo as anotações. O ultimo da caixa, era um que me fazia rir bastante, pois ele era meio pornográfico. Uma amiga muito próxima do qual eu a chamava de ''Mãe'' quem me dera. O nome do livro é Diário de Sô. Eu já havia lido ele umas duas ou três vezes, era uma história legal e fascinante, tirando as partes mais ''quentes'' que há nele. Coloquei-o na estante arrumando os outros livros, para ficarem todos certos.
Após alguns minutos, já havia arrumado todo o quarto e fui até a varanda, puxando a cortina e deixando o sol da manhã entrar e iluminar o ambiente. Fiquei olhando atentamente para o quintal, com alguns amigos arrumando a bagunça que havia no tal. Varrendo as folhas e molhando as flores.
Fiquei um tempo ali, olhando para todos e lembrando de como nós eramos antigamente, de como nos conhecemos e etc.
Giu, estava segurando uma mangueira e regando as flores e árvores, como sempre com um sorriso no rosto e cantando. A voz daquela garota, porra, era maravilhosa.
Avistei Marti varrendo um punhado de folhas secas, e olhando em volta para ver como estavam as atividades dos outros. Certamente, Yash o pediu para ser o ''líder'' da tarefa de limpeza. Logo que ele me viu, fez um aceno de ''continência'' para mim, com um sorriso. Logo o respondi.
Ouvi o barulho do meu estômago e percebi que já deveria ter descido pra comer, mas não sabia exatamente o que iria querer.
Cheguei á cozinha e ainda haviam pessoas ali, comendo e se deliciando com a comida de Yash. Me sentei e logo ele veio me perguntar o que eu desejaria comer.
''Bom, eu não sei muito bem o que quero.. Não tive tempo pra pensar em algo. Pode me dar qualquer coisa mesmo. '' — Falei.
''Ok, vou preparar algo. Só um minuto'' — Respondeu ele.
Após alguns minutos conversando com Jana sobre a vida e como ela tinha passado no intercâmbio no exterior e sobre a vida dela, família e etc, Yash colocou um prato á minha frente, com um belo sanduíche de pão ''puma'' com salame, peito de peru e molho picante, batatas fritas e um belo copo de suco de morango. — '' Nada tão gorduroso, e com uma bela mistura de ingredientes.'' — Disse ele se gabando pela invenção.
''Sempre me surpreendendo, hein. Obrigado.'' — Respondi, pegando o belo sanduíche com um guardanapo e mordendo um pedaço. -'' Olha, ficou excelente, não tem nem palavras.'' — Disse entre mastigadas.
''Não fale de boca cheia, e coma tudo. Ficou muito bom.'' — Comentou ele entre risos.
Ainda estava comendo e ainda conversando com Jana, peguei o enorme copo de suco de morango e fui tomar alguns goles. Mama entrou na cozinha vestindo um pijama curto, azul com umas bolinhas brancas. Nada discreto mas muito sensual, se espreguiçando e olhando em volta com o cabelo todo bagunçado. Quase engasguei. Não entendia como aquela garota conseguia ser tão linda, mesmo estando toda descabelada e mal arrumada. Gui e eu trocamos alguns olhares, em relação á garota ruiva. — ''Olha, eu adoro as ruivas, mas ainda sim, prefiro as morenas'' — Comentou ele, baixo e com o rosto corado.
–''HAHAHAHA, olha, não posso concordar, mas que ela é gostosa, não podemos negar.'' — Disse entre risos.
Terminei de comer e me levantei para colocar o prato em cima da bancada, quando Yash me puxou de canto para conversarmos. -'' Então.. O que vamos fazer em relação a Anna?'' —
''Olha, eu ainda estou meio preocupado com esse tal sequestro, e andei pensando em levar apenas um grupo de cinco pessoas, para uma busca rápida. E alguém com um porte forte de poder, para caso haja imprevistos no caminho. Mas, eu quero que você fiquei aqui, com a Paula, cuidando da mansão e dos que ficarem. Reforcem a segurança e assim, não irá haver mais invasões. '' — Disse baixo.
''Também estava pensando nisso, e acho bom levar só alguns mais fortes mesmo. Mas antes, iremos ter uma espécie de treinamento para decidir quem é realmente forte em batalha, para podermos levar as pessoas certas.'' — Comentou ele.
''Ah.. eu já tinha até escolhido meu grupo.. Mas se deseja assim, podemos fazer.'' — Respondi.
''E quem você havia escolhido?'' — Perguntou.
''Pensei em Malu, Giu, Thalles e Dan. Pois acho eles mais fortes. E os poderes iriam ajudar muito. Principalmente Thalles que pode se teletransportar pra qualquer lugar, e se houver perigo, ele pode tirar todos nós do lugar e levar pra outro.'' — Falei.
''Bom, está certo.. Eu concordo com sua escolha, mas vamos fazer uma reunião mais tarde para decidirmos o que vai ser. Aí assim, vocês podem partir.'' — Disse ele.
''Tudo bem então. obrigado.'' — Respondi o abraçando.
Saí da cozinha e resolvi dar uma volta no jardim, caminhar e fumar enquanto pensava no que fazer.
Pensei em diversos tipos de coisas, o que poderia acontecer com cada um, o que poderia ter acontecido com Anna.. Tentei não pensar em tantas coisas ruins, por mais que eu só pense em coisas ruins. Pessimismo é uma coisa tão irritante, ás vezes.
Sentei-me no ante-penúltimo degrau da escada que leva á porta. Peguei em meu bolso, um maço de Malboro Red, e logo acendi um. Fiquei ali, brincando com a fumaça, como de costume, fazendo bolinhas e com o pensamento longe, tentando transparecer os problemas. Fiquei pensando em como seria bom, tomar uma bela xícara de Chá Matte, agora. Pensei em levantar e ir pedir para que Yash me fizesse uma, mas preferi ficar ali, olhando o enorme jardim e observando os detalhes dos quais não vi, pois no momento que havia chegado, ainda era noite.
A porta se abriu, e dela saiu Malu, como sempre, com um sorriso ao me ver. Ela vestia uma camiseta regata do Black Veil Brides e uma calça até a canela com um All Star vermelho.
Sentou-se ao meu lado, e segurou minha mão em cima de seu joelho. — ''Tá tudo bem?'' — Disse.
''Levando em conta de que a única pessoa que resume minha família foi sequestrada e eu não sei se ela tá viva. Sim, e com você?'' — Respondi.
''Ah, também estou um pouco preocupada com tudo isso, mas nós vamos encontrá-la. Você vai ver.'' — Respondeu ela, em um tom aconchegante.
''Espero mesmo.. E, você vai comigo.'' — Disse.
''Ahn.. Vou? Isso não foi um convite.'' — Respondeu ela.
''É, eu andei pensando e acho que levarei algumas poucas pessoas, e quero que você vá junto.'' — Comentei apertando sua mão, e olhando bem no fundo de seus olhos.
Isso é uma de minhas características. Não consigo conversar com alguém sem olhar em seus olhos. Por isso odeio conversar com pessoas que estão usando óculos escuros. É uma coisa tão irritante!
''E vamos só nós dois?'' — Perguntou ela.
''Não, eu pensei em chamar mais pessoas, mas não um grupo muito grande.. Não quero chamar tanta atenção.'' — Respondi preocupado.
''Ahn.. Tudo bem. Eu sei que estou pronta para mais uma guerra. E, peço desculpas por ter sido tão fraca no começo. Eu sinceramente estava amedrontada e não conseguia dominar totalmente os meus poderes.. Era como se eles não me obedecessem do jeito que eu queria. Mas, eu andei treinando muito e tenho certeza de que agora eu sou realmente uma mutante de alto perigo.'' — Falou ela, olhando para os pés.
''Eu tenho certeza que você será ótima.'' — Respondi deitando sua cabeça em meu ombro.
Ficamos ali um tempo, fumando um pouco e conversando sobre coisas aleatórias, tentando se distrair ao máximo. Eu, certamente iria avisá-los hoje a noite, sobre o meu plano, e escolher os meus parceiros. Se é que eles fossem aceitar.
Eu já estava em meu quarto, deitado, mexendo no celular. Já era umas 20:30h da noite, e estava jogando Temple Run. Eu adorava aquele jogo irritante. Yash adentrou no cômodo, com uma expressão neutra e meio preocupado.
''Então, vamos descer para avisá-los sobre o que realmente vai acontecer e você escolher seus parceiros para essa espécie de ''missão''?- Disse ele, fazendo aspas com os dedos.
Levantei-me da cama, e o abracei. -''Obrigado, de verdade. Você está sempre sendo um anjo com todo mundo. Mesmo sendo incrivelmente irritante e chato. Mas ainda sim, eu gosto de ti. Você é um ótimo amigo.'' — Falei.
''Oh, eu sei disso tudo. Eu é que agradeço. Mas vamos parar com essa viadagem e vamos descer e resolver isso tudo logo. Eu quero descansar.'' — Respondeu ele rindo.
Fui imediatamente para a recepção da mansão, onde fiquei esperando Yash chamar e mandar todos descerem. Um a um, foram chegando todos, com olhares de dúvida e meio preocupados.
Assim que todos chegaram, resolvi falar de uma vez.
''Bom, galera. Podem ficar em silêncio por favor? Obrigado..
Então, como todos já sabem, Anna foi sequestrada. Como podem notar, a mansão tem TODA a proteção possível, e não há como um humano comum entrar e passar por todas as proteções, tanto no portão, como dentro do terreno. Enfim, '' — Dei uma pausa, para eles absorverem a informação, e logo dei continuidade. — '' E aí, andei conversando com o Yash, e decidi que vou sair para procurá-la. Pedi para que ele chamasse todos aqui, pois eu vou escolher apenas algumas pessoas para ir comigo. Enquanto o resto de vocês, vai ficar aqui, ajudando Yash a proteger o nosso lar. Vocês estão de acordo?''– Falei por final.
Demoraram um pouco para absorver tudo, mas certamente todos balançaram as cabeças em concordância.
''E quem você já tem em mente quem vai chamar?'' — Perguntou Marti.
''Sim, já tenho as pessoas em mente. Não estou chamando por mérito ou proximidade. E sim, por um nível maior de poder, e do qual eu sei que precisarei se houver algo durante essa ''viagem'' '' — Respondi fazendo aspas com os dedos.
''E quem são elas?'' — Disse Tomi, sentado na escada.
''Malu, Giu, Thalles e Dan. Vocês aceitariam ir comigo? Eu precisarei de vocês o máximo possível. E, vocês são de confiança, e sei que seus poderes iriam ajudar muito numa batalha ou até mesmo para fugirmos, se necessário.'' — Perguntei, olhando para o rosto de cada um.
Giu certamente já sabia que eu a iria chamar, duvido muito que ela iria gostar de ficar de fora, numa busca por sua melhor amiga. Leo quem não gostou muito da ideia, mas não quis se pronunciar. Então, Giu concordou, e disse que iria sem problema algum. Aliás, era a amiga dela que estava em jogo.
Malu já sabia que iria ser chamada, então já havia concordado.
Dan respondeu um belo sim. Animado, porém preocupado. Por fim, só faltou Thalles. Ele estava com um pouco de medo, e também não queria deixar Isa sozinha.. Eles são melhores amigos, e, um não vive sem o outro. Eles vivem brigando e discutindo, mas isso é coisa de melhor amigo. Não tem como evitar.
Isa ficou um pouco preocupada, mas disse para ele, que ele poderia ir, se fosse pra ajudar um amigo. Então, ele concordou.
–'' E quando sairemos daqui, em busca da Anna?'' — Perguntou Thalles.
'' Amanhã cedo..'' — Respondi calmo.
''Hm.. Ok. Vou arrumar minhas coisas.'' — Disse ele, subindo as escadas acompanhado por Isa.
Malu, Dan e Giu fizeram o mesmo, cada um para seu quarto, arrumar suas coisas e descansar, pois iriam ter uma longa jornada.
Subi também, para meu quarto. E remexi em algumas coisas que havia comprado para presentar algumas pessoas, mas acabara me esquecendo.
Procurei alguns papéis de presente, e comecei a embrulhar e deixar, digamos assim, bonitinho, para entregar á eles. Após alguns minutos, já havia embrulhado todos, e pensei em escrever uma cartinha, pra cada um. Mas, acho que entregar pessoalmente e falar o que vem na cabeça é mais natural, então pensei em fazer isso. Logo, saí de meu quarto em direção ao quarto de Leo. Parei em frente a porta e bati. Alguns instantes depois, Leo abriu a porta e me pediu para entrar.
''Ahn.. Oi Leo. Então, eu vim te entregar isso. E, me desculpe por não ter te chamado pra ir comigo.. Eu precisaria que ficasse alguém de confiança aqui, pra proteger os demais. E cuidar de tudo. É uma coisa simples, o presente. Então, sei lá.. Só me desculpe mesmo, por não ter te chamado pra ir, e por favor. Cuide muito bem daqui, e dos demais. Não deixe nada acontecer com ninguém.'' — Disse o abraçando.
''Ah, carinha, relaxa. Não estou bravo nem triste com isso. Eu já deveria saber que você iria me pedir isso, e eu concordo contigo. Tem pessoas aqui com que me importo e gostaria de vê-las bem, e farei de tudo para protegê-las. Não se preocupe.'' — Respondeu ele, abrindo o presente e retirando uma camiseta regata, com alguns desenhos psicodélicos no centro.
''Bom.. é só isso mesmo. Obrigado. Espero que goste do presente.'' — Disse, abrindo a porta e saindo para o corredor.
Fui novamente para meu quarto, e peguei mais dois pacotes, e segui para o quarto de Mille. O entreguei, e a pedi para que ficasse bem, e ajudasse o Yash a cuidar de tudo. E para que ela cuidasse de Thay, Paula, e Isinha junto com Leo.
Ela agradeceu o presente, do qual gostou muito, era uma pulseira preta, com um símbolo de ''paz'' em roxo. E disse que faria de tudo para deixar tudo em perfeito estado. Fiquei um tempo conversando com ela, e disse que o outro pacote era pra Thay, e que iria entregar para ela agora.. Mas, não sabia exatamente o que dizer.
''Ah, fala o que der na cabeça. Ela é besta, chora com tudo.'' — Disse Mille, rindo.
''HAHAHA, concordo. Mas enfim. Obrigado por tudo mesmo, de verdade. Espero que vocês fiquem bem, e em segurança.. Bom, agora vou ir lá, até depois. '' — Disse dando um último abraço.
Fui ao quarto de Thay, a porta estava a berta e ela estava sentada na cama, lendo um livro. Dei um toque, e perguntei se poderia entrar, ela afirmou com a cabeça.
''Ahn.. Então, só vim te dar boa noite e me despedir, pois iremos sair cedo. Esse presente é pra ti, você vai gostar.'' Falei. — Ela pegou e logo abriu, era o livro ''Cidade Dos Anjos Caídos'' da série Instrumentos Mortais. Ela estava louca por aquele livro, e eu decidi comprar e a presentear. -'' Bom, eu só te peço para ficar bem, cuidar de todos e de si mesma. Ajude o pessoal com a proteção da mansão, e treine bastante, ah, e cuide da Coru também, ok?'' — Falei.
Thay assentiu com um sorriso no rosto, mostrando aquelas enormes covinhas. Algo que a deixava extremamente fofa.
–''Muito obrigada mesmo, eu estava louca por esse livro. E, eu vou me cuidar, pode deixar. Em relação a Coru, nós vamos cuidar uma da outra, eu sei disso. Pode ficar despreocupado. Mas, me promete uma coisa? '' — Pediu ela.
'' O que?'' — Perguntei.
''Me promete que vai voltar e trazer a Anna com você, e todos os outros.'' — Pediu ela.
''Ahn.. Não sei se.. Bom.. Ok, prometo.'' — Disse por fim.
''Jura de dedinho?'' — Sorriu ela.
''Juro de dedinho.'' — Respondi.
Assim, juntamos os dedinhos mindinhos laçando a promessa. A abracei e voltei para meu quarto, tirei a roupa e decidi ir tomar um banho e me distrair um pouco.
Após tomar banho e me trocar, decidi me deitar, e logo adormeci.
Novamente o mesmo sonho, com a garota. Agora, eu conseguia distinguir apenas o seu cabelo.. Bom, era ruivo. Mas, ainda sim, não sabia de quem se tratava.
Acordei assustado, no meio da noite. Aquele sonho sempre me deixa atordoado. Me levantei, peguei meu maço de cigarros em cima da cômoda e saí para a varanda, pra fumar. Fiquei ali, parado, fumando, brincando com a fumaça e observando a lua. Estava preocupado com o que iria acontecer de manhã e na viagem. Terminei meu cigarro e decidi deitar e tentar dormir mais um pouco, precisaria poupar energia. Assim, logo adormeci.. Não sonhei com mais nada, tudo apagou. Acordei com o barulho do despertador, que marcava 08:40 da manhã. Me levantei e troquei de roupa. Coloquei uma camisa branca, um moletom cinza com uma sereia zumbi estampado, calça preta surrada e um par de tênis pretos. Arrumei o cabelo num topete e passei perfume.
Decidi descer, pra ver o que iria comer. No caminho, encontrei Marti indo em direção a recepção, então o chamei.
''E aí, cara. Tá tudo bem?'' — Disse.
''Ah, tá tudo sim, cara. E contigo?'' — Respondeu.
''Tá tudo indo. Ah, me desculpe por não ter te chamado pra isso tudo. Quero que fique aqui protegendo os demais. Você é um dos mais fortes que tem aqui, e seria essencial pra proteção.'' — Falei.
''Que isso, cara. Tudo bem, eu vou gostar muito de ficar aqui.'' — Respondeu ele.
''HAHA, vamos comer. Tô morrendo de fome.'' — Comentei.
Enquanto comíamos os outros vinham chegando e se acomodando na mesa. E logo, recebiam os seus pratos. Terminei de comer e decidi esperar os outros na recepção, já com a mochila em mãos. Meia hora depois, já estávamos prontos para partir. E assim, nos despedimos de todos e fomos saindo em direção ao lado de fora do portão. Houve apenas um último aceno, e assim, fomos teleportados por Thalles em rumo a nossa busca.
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