How many secrets can you keep?
4 Capítulo 4 - Quase um sequestro.
Chegamos a casa de Giu. Não mudara nada. A mesma rua sem saída, a mesma casa de portão enferrujado.
Tocamos a campainha anunciando nossa chegada. No inter-fone sai uma voz fina e confiante.
– ''Oi, quem é?'' — Pergunta uma garota
–''Acho que você deveria vir aqui, pra saber.'' — Respondi.
–''Só um instante.'' — Termina ela.
Senti um pouco de medo em seu tom de voz.
Quando chegou lá fora e nos viu, abriu um sorriso largo e pude sentir a felicidade preenchê-la de certo modo que seus olhos brilharam.
Giu, é uma linda garota não muito alta, de longos cabelos castanho e rebeldes, lindos olhos azuis hipnotizantes e um belo sorriso encantador. Usava botas pretas com uma camisa branca apertada de ombro caído, que marcavam sua cintura fina. Vestia também uma calça de couro preto que a deixava incrivelmente sexy e sedutora.
–''E aí gatinha. Quer brincar um pouco?''- Disse Leo entre gargalhadas.
–''Nossa, o que houve para que vocês apareçam aqui tão de repente e sem avisar?''- Perguntou ela.
–''Sentimos saudades, não pode?'' — Disse puxando-a para um abraço.
Olhei-a e soltei uma piadinha sem graça. -''Continua gostosa, hein?!''
Todos riram. Principalmente ela, depois de me dar um belo tapa na cara.
–''Você continua o mesmo babaca de sempre. Por isso gosto de ti! Você me faz rir.'' — Disse ela. -'' Bom, entrem. Não vamos passar o dia todo aqui fora, não é?''- Continuou a bela garota.
Entramos por um largo corredor em formato de L. Logo, uma porta de entrada para sala do qual existem dois sofás de 2 e 3 lugares, uma televisão e rádio para músicas. Chegando na sala, encontramos uma velha amiga. Víria, uma garota corpulenta de seios fartos e um rosto lindo de se olhar. Sua pele com uma tonalidade bronzeada de sol deixa seus olhos negros como o fundo do mar, bem chamativos. Sua voz rouca encanta qualquer um que a ouça. Quem a olha sem atenção nunca perceberia que em várias partes de seu corpo, existem escamas. Sim, escamas de peixe. Víria é uma espécie de Sereia. É bem interessante, pois ela pode ter pernas em ambientes secos e uma longa e chamativa calda em ambientes litorais.
–''Gente!! Que saudades. Ai meu Deus! Por onde andaram?''- Indagou Víria surpresa.
–''No mesmo lugar de sempre.'' — Diz Anna abraçando-a -''Só que mais escondidos, agora.'' — Continuou a garota baixa.
Giu foi para o quarto e voltou vestindo uma regata branca, ao invés da antiga camisa de ombro caído. Logo, mostram suas, digamos ''Tatuagens'' na região das costas e braços. Ela tem o poder de ver através dos olhos de qualquer pessoa e tudo o que se passa dentro de sua cabeça e vida.
–''Vocês querem algo para comer? Víria fez um bolo.'' — Perguntou ela.
–''Eu aceito''- Disse Leo jogado no sofá. -''Estou morrendo de fome.''-
Depois de comer e jogar conversa fora, a campainha novamente toca. Giu acha estranho alguém ir a casa dela, quase nunca recebe visitas..
Paula sobe uma pequena escada em L, na sala e entra em uma porta a direita que dá para uma sacada. Olha cuidadosamente para baixo sem chamar a atenção e vê dois homens estranhos. Desce em silêncio e nos conta o que viu.
Víria fica um pouco assustada mas Anna segura sua mão de modo que a deixe confortada e me olha de modo alerta. Eu e Anna sempre tivemos esse tipo de ligação com o olhar.
Fico meio preocupado com a situação, mas continuo firme sem me desesperar.
Leo vai com Víria até o portão e o abre e de longe ouve-se as vozes numa conversa com os dois homens. Até que se ouve um estrondo alto e um grito de pavor. Obviamente de Víria..
Corri em direção a saída e dei de cara com dois antigos amigos.
–''Marti? Tomi?'' — Perguntei incrédulo.
–''Ah, olá Jhon! Que bom te ver de novo.'' — Respondeu Marti segurando Víria pelo pescoço.
–''E aí Jhon, beleza?'' Disse Tomi empurrando Leo e o segurando no chão.
–''O que vocês querem? Soltem eles! Vocês enlouqueceram?''- Disse.
Marti riu com o que eu disse, mas não encontrei nenhuma piada em minhas palavras. Ele é um garoto alto, mas não muito. Tem cabelos claros que não chegam a ser loiros e belos olhos verdes que seguem um sorriso malicioso. Mesmo com uma barba espessa ele continua com feições de 3 anos a menos. Estava vestido com uma calça jeans surrada e uma jaqueta de couro preta. Usava também um par de tênis de cano alto, azulado. Ele possui o poder de Pirocinese, pode manipular e gerar, aumentar temperaturas e até labaredas de fogo com o poder da mente.
Leo consegue soltar-se encostando em Tomi que gemeu. Como já sabem, Leo tem o poder de absorver energia ou até mesmo poderes e soltá-los de forma de rajadas ou super-força. Nesse momento, Leo o puxa pela perna e o joga do outro lado da rua.
Marti então força o laço no pescoço de Víria. -''Se chegarem mais perto quebro o pescoço dela-'' Disse ele em tom sério.
De repente Tomi aparece ao lado de Coru, empurrando-a para dentro da casa.
Tentei manipular os pensamentos de Marti para que soltasse Víria, mas não estava conseguindo me concentrar com Tomi nos rodeando.
–''Precisamos parar Tomi.''- Diz Giu. -''Alguém tem de segurá-lo para eu conseguir olhá-lo.'' — Continua a garota.
Leo entende o plano e solta várias rajadas de energia contra o outro garoto que por um momento cai, mas levanta com pressa.
De repente, algo o pega pelos braços elevando-o no ar. Certamente era Coru com suas enormes asas. Ela o leva para perto de nós, deixando-o na frente de Giu que o desmaia.
Tomi é um garoto moreno, magro e alto. Tem olhos negros e é bem engraçado. Ele vestia um casaco de couro preto, bermuda surrada em tom azul marinho e um par de tênis pretos. Seu poder? Ultra velocidade, muito útil se você quer uma fuga rápida ou apenas assaltar um lugar sem ninguém perceber.
Marti com raiva, começa a pegar fogo e joga Vìria dentro do carro, desacordada.
–''Eu não quero machucar vocês.'' — Diz ele.
Paula voa em sua direção mas é surpreendida com uma bola de fogo que a acerta derrubando-a e a deixando desacordada.
Passados alguns segundos, Tomi acorda e rapidamente pega Paula e coloca dentro do mesmo carro ao lado de Vìria. Entra e o liga.
Marti dá uma ultima olhada e entra no carro, fazendo um sinal de continência.
Algum tempo depois, Tomi e Marti chegam á um galpão abandonado, bem grande, aliás. Com as paredes num tom de bege escuro e um telhado azul marinho, com ferrugem. Tiram as garotas do carro com cuidado levando-as para dentro e as amarram em duas cadeiras, cada uma em uma sala pequena com uma cama de casal com criado mudo, uma mesa de centro com algumas revistas em cima. Exatamente iguais, as duas.
Marti se interessa por Víria e fica a observando por longos minutos. A garota acorda atordoada e tenta identificar o local forçando os olhos.
–''Ahh, a garotinha acordou.'' — Diz Marti com um sorriso malicioso.
–''Onde é que eu estou? Porque me trouxe pra cá? Cadê o resto do pessoal?'' — Grita ela.
–''Calma, gata. Nós não queremos machucar ninguém, não estamos contra vocês, só queremos nossa liberdade de volta. Graças ao ''anjinho de vocês'' nós estamos vivendo escondidos.- Respondeu ele se referindo a Paula. -''Mas não a culpo, ela morreria se não tivesse contado sobre tudo, e também haveriam muitas mortes. Até de inocentes.'' — Completou ele.
–''Não sei muito sobre isso. Eu estava de fora, nessa época.'' — Lamenta a garota abaixando os olhos.
Passados alguns minutos de silêncio, Marti volta a falar. -'' Vou lhe contar uma história.''-
–''Há 4 anos atrás, estava tudo bem, ninguém sabia sobre nós. Até que por descuido de Anna, em uma festa, alguém descobriu sobre ela e ligou os pontos de porque apenas o nosso grupo era tão unido, e não deixávamos pessoas de fora entrar. Então, esse alguém espalhou sobre isso na internet, e caiu na mídia. ''PESSOAS COM ALTERAÇÕES GENÉTICAS NO DNA, ESTÃO ANDANDO LIVREMENTE PELAS RUAS.'' Paula, por ser a mais ''sensível'' digamos assim, foi raptada por alguns homens e torturada, para revelar nosso segredo. Jhon, que estava servindo ao exército não pode fazer nada. Anna estava debilitada pela morte de sua mãe, também não. Eu, Tomi, Thay e Mille nos escondemos. Conseguimos salvá-la e foi então que ela viajou para Califórnia e assumiu uma nova vida lá, longe de tudo e todos. Com isso, iniciou-se a caça aos mutantes que levou a morte de muitos de nossos amigos até que finalmente eles se cansaram. Aos poucos fomos ganhando nossa liberdade sendo apenas ''Pessoas Normais'' perante a sociedade.'' — Terminou ele.
Víria estava pasma com a história, chorou um pouco mas não havia mais nada a se fazer.
–''Ela realmente não foi culpada.''- Disse ela entre soluços. -''Nós só precisamos nos unir novamente, é um novo mundo agora.'' — Terminou.
Marti chega perto da garota, desamarrando as cordas de seu corpo.
–''Você é bonita de mais, para ficar pressa assim..''- Diz ele num tom sedutor.
–'' Obrigada, eu acho.'' — Responde ela.
–'' Como se chama mesmo? Não lembro-me do seu nome.''- Perguntou ele.
–''Ahn.. Vìria!''- Responde envergonhada.
–''Belo nome.'' — Ele comenta sorrindo.
Então Marti fica de frente pra ela, apoiando as mãos nas coxas dela. Ficando cara-a-cara com a garota. Suas mãos quentes sobre ela, a fazem estremecer.
Colocando a mão em seu pescoço a garota se contorce, então ele a beija empurrando-a no encosto da cadeira.
Ela não reclama e continua, ele a levanta e coloca-a na cama ao lado. Tira a camisa mostrando o seu abdômen sarado. Ela o domina e fica por cima tirando a roupa.
–''Belos peitos.''- Falou ele.
–''Eles são tão gostosos quanto você.''- Respondeu ela.
–''Deixe-me provar então?-'' Salientou Marti. A garota apenas o olhou com malícia e o beijou no pescoço arrancando suspiros.
Ele apalpa a garota que retribui com movimentos de mãos o fazendo revirar os olhos como se pedisse mais. Então por fim, Marti solta uma bola de fogo na lâmpada que deixa tudo escuro para continuar o que os aguarda.
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