How many secrets can you keep?

6 Capítulo 6 - Gêmeas ou quase isso.


Chegamos a um pequeno bar ladrilhado com uma entrada chamativa com portas de madeira. Entramos e seguimos por um estreito lance de mesas e fomos até o balcão. Pedimos Vodka e 2 doses duplas de Whisky e alguns petiscos. Procuramos uma mesa ao fundo do bar e nos sentamos.
Fumamos, conversamos e ainda esperávamos pelas garotas.
Alguns longos minutos depois, duas belas moças entraram no bar e olhavam em volta procurando por algo ou alguém, logo percebi quem eram elas e acenei, do qual abriram um sorriso e vieram andando depressa em nossa direção.

Uma dela é Thay, loira, baixa e corpulenta. Com curvas delineadas e firmes. Estava com uma blusa preta e apertada com uma saia também preta. Algo simples e sensual. A outra garota mais alta é Mille, que continha um vestido roxo quase preto, acima dos joelhos. Vestia também uma jaqueta de couro. As duas tem dons maravilhosos. Mille consegue tornar-se invisível, já Thay pode atravessar qualquer extremidade sólida.

Levantei para cumprimentá-las e chamei o garçom e pedimos drinks para elas.
–''Vocês não mudaram nada, só ficaram mais gostosas''- Disse brincando.
–''Você não perde a mania né, Jhon?-'' Comentou Mille rindo junto com Thay.
Bebemos e conversamos por horas, até que olhei para o lado e vi Thay e Anna se beijando. A situação foi muito engraçada.
–''O que vocês tão olhando?'' — Falou Thay, dando risada.
–''Ah, nada não! Pode continuar ''- Respondi com ironia.
–''Vocês parecem um casal de velhos, falando assim.''- Comentou Mille em meio a risos.
–''Cala boca e se peguem logo!''- Terminou Anna dando um gole no copo de Vodka. Não era má ideia.

Já eram quase 06h da manhã quando saímos do bar. Estávamos meio embriagados, mas Thay estava completamente bêbada. Eu, como estava dirigindo não bebi muito, até porque perdi a prática de beber pra ficar caindo. É algo que aprendemos no exército, ter disciplina.

Fomos todos para o carro, carregando Thay nas costas. Não sabia exatamente para onde iríamos, pensei em vários lugares. Até mesmo o Litoral de SP. Mas então, levei todos para casa de Anna.

Ao chegarmos ao portão, me deparei com algo extremamente estranho, senti algo diferente na verdade. Então olhei em volta buscando algo diferente. Foi então que percebi os portões abertos. Nós havíamos trancado a casa, antes de sair, mas o portão de correr estava fora do lugar e o outro preto estava destrancado, apenas encostado para que não se mostrasse aberto.
Então pedi para que Mille entrasse invisível e olhasse o que estava acontecendo lá dentro enquanto eu sairia com o carro deixando-o na rua atrás, para ''despistar'' seja quem for. Mille tirou suas sandálias de salto preta com enfeites em vermelho, entregando-as a mim. Por fim, entrou cautelosamente na casa, subindo as escadas. Entrei novamente no carro ligando-o e acelerando rapidamente. Thay e Anna ainda dormiam no banco de trás do carro, Thay apoiava sua cabeça no ombro de Anna.
Dei a volta numa rua e deixei o carro parado em frente a uma casa de muro laranja e portões de cor branca e logo desci voltando cautelosamente para a casa, parei do outro lado da rua, observando a enorme casa de tonalidade cinza com o número 75 acima da caixa de correios.

Esperei alguns minutos e Mille reapareceu, saindo da casa.
–''Tem quatro pessoas lá dentro, eles vasculharam tudo atrás de algo.''- Começou ela.
–''Droga.. A gente não pode ficar aqui agora. Precisamos ir para outro lugar por hora. Pelo menos até eles saírem.-'' Falei olhando com preocupação. Mille levantou os olhos, mordendo o lábio inferior e balançou a cabeça em concordância.
Olhamos em volta para passarmos despercebidos e irmos embora.

Já no carro, Mille pegou sua bolsa e tirou algumas peças de roupa. Uma blusa branca e uma calça Jeans surrados e um par de tênis vermelhos. Tirou o vestido sem a menor preocupação com a minha presença, e começou a se vestir novamente.
–''É bom de te ver de novo também..''- Disse referente ao seus seios.
–''HAHAHAHA, eles também estão felizes em te ver de novo''- Respondeu ela entre risos.
Liguei o carro e partimos para a casa de Thay. Parei em frente ao Habbib's, estava com fome e imagino que elas também estariam.
Entrei no Drive Thru e pedi alguns lanches, mesmo preferindo Burguer King e Mc Donald's. Alguns minutos depois chegaram os lanches e saí com o carro pegando a via que leva no sentido centro.

Remexendo nos bolsos, encontrei um pequeno papel com um número escrito. Logo lembrei de Mama, a garota da outra noite. Pensei em ligar para ela mais tarde.
Parei em um farol na Berrini. Olhei para o lado e Mille tinha adormecido, Anna e Thay ainda dormiam calmamente no banco de trás.
Assustei-me com o celular tocando em meu bolso, olhei para a tela e havia apenas um número. Curioso atendi.
–''Alô?''- Falei
–''Jhon? é você?''- Disse a voz aguda.
–''Sim, sou eu. Quem gostaria?''- Perguntei.
–''AI MEUS DEUSES! FINALMENTE CONSEGUI!''- Gritou o indivíduo.
Acho que conheço esses gritos de algum lugar. Pensei comigo mesmo.
–''Não se lembra de mim? Me sinto inteiramente ofendido.''- Indagou o homem.
–''Desculpe. Não estou lembrado.''- Falei.
–'' Ai, não acredito! Sou eu, Yash. Seu filho de uma boa mãe.''- Respondeu.
–'' AI MEU DEUS! YASH? QUANTO TEMPO, PORRA''- Gritei.
Após isso tapei a boca para não acordar as garotas.
–''HAHAHAHA, sabe quanto tempo estou tentando falar contigo? Ninguém sabia notícias suas, ninguém mais tinha seu número. Nem no Google eu achei!''- Falou ele.
–''Ah, eu fui pro exército e com isso eu sumi. Saí a pouco tempo e só peguei o celular de volta, agora.''- Falei -'' Mas e aí? Como vai a vida?''- Continuei.
–''Ahh, tá ótima agora! Consegui seguir minha vida após a guerra e encontrei meu lugar. Vocês todos deveriam vir para cá também. Eu tive muito trabalho para montar isso tudo. Mas é confortante.''- Respondeu ele.
–'' Me passe o endereço então, com certeza eu irei. Estou com saudades de ti.'' — Falei
–''Venha para Santo André e eu encontro vocês no parque central e os levo para lá. Mas a viagem vai ser meio longa.''- Disse ele.
–''Claro, irei para lá então. Até logo.''- Finalizei.
Anotei o número dele na agenda, para que não perdesse.
Anna acordou e ficou olhando em volta. Logo cutucou-me. -''Onde a gente tá indo?''- Ela disse
–'' Para Santo André.-'' Respondi.
–''Porque? Não íamos para minha casa?''- Perguntou ela.
–''Nós fomos, mas aconteceu um pequeno probleminha..''- Falei.
–''Que pequeno probleminha? Aconteceu alguma coisa?''- Disse ela.
–''Tinham 4 pessoas na sua casa, procurando algo. Mille entrou lá pra verificar. Mas vamos esperar até que eles saiam de lá. Pode ser que eles amenizaram a caça aos mutantes mas não acabado de vez.''- Comentei em tom de preocupação.
–''Ah, menos mal então.. Mas espero que eles não destruam minha casa.''- Comentou ela.
–''Relaxa, eles não vão explodir sua casa. Pelo menos espero que não o façam.''- Falei entre risos. -''Bom, vamos encontrar o Yash e algumas pessoas no Parque Central e depois vamos na sua casa pegar algumas coisas porque vamos viajar.''- Continuei.
–''Viajar pra onde?''- Perguntou ela.
–''Bom, não sei ainda. O Yash que nos convidou. Deve ser um local protegido, eu acho.''- Respondi.
–''Menos mal.''- Disse ela.