How many secrets can you keep?

5 Capítulo 5 - Sonho ou Pesadelo?


Estávamos todos na casa de Giu, sentados nos sofás, conversando e comendo o bolo de Vìria. Ainda preocupados com o suposto ''sequestro'' .
–''O que vamos fazer agora?''- Disse Giu.
–''O que basta agora é esperar até que eles deem notícias. Creio eu que não vai acontecer nada com elas. Isso foi só um trotezinho de merda.''- Respondi.

Anna fumando um cigarro e comendo balas de goma resolve se pronunciar.
–''Só acho assim: O Marti não vai fazer nada com ninguém, não existe o lado bom e o ruim entre nós. Eles só estão com medo que aconteça tudo de novo, agora que a Paula voltou. Só isso.''- Disse ela com firmeza nas palavras.
Todos assentiram em concordância.

Logo o celular de Leo toca e ele o atende abrindo um sorriso no rosto, era Thay Freitas, uma antiga amiga. Após alguns minutos ele diz que ela quer falar comigo, o que eu achei estranho. Thay fora minha namorada á alguns anos atrás, e também namorada de Leo.
–''Oi Thay, tudo bem?''- Perguntei.
–''Ah, oi Jhon. Não, está tudo bem. Eu lembrei que você saiu do exército a pouco tempo e eu também estou de volta. Queria saber se nós podemos nos ver. A Mille tá comigo, como sempre. Mas e aí, podemos juntar o pessoal e ir a um barzinho matar a saudade?-'' Disse ela com ansiedade.
–''Mas é claro que sim! Só marcarmos. Tivemos um probleminha hoje, mas logo resolveremos.''- Falei calmamente.
–''Está ótimo então, me liguem quando decidirem o dia. Vocês sabem, estou disposta a qualquer dia.''- Disse ela dando risada. -''Ah, Mille está mandando beijo para todos.''- Ouve-se a garota ao fundo.
–''Outro pra ela, até logo.''- Falei, terminando a ligação.

Pedi umas pizzas para que não houvesse o trabalho de fazermos algo para comer. Depois que entrei para o exército perdi a prática em cozinhar. Após alguns minutos chegaram as pizzas e fomos comer.
Comemos, rimos, bebemos e fumamos muito, até que já estávamos todos cansados e com sono. Giu nos arrumou lugares para dormir, e foi também se recolher em seu quarto.

Demorei a pegar no sono, ficara olhando para o teto escuro tentando pegar no sono. Já eram 02:10 da manhã quando finalmente peguei no sono.

Tive novamente o mesmo sonho.
Estava sozinho em uma sala totalmente branca, haviam muitas vozes gritando aos meus ouvidos. Pedindo por ajuda. Existia uma voz que falava mais alta que as outras, obviamente a de uma garota. Eu tentava gritar, mas minha voz não saía em meio a isso tudo. Até que de repente aparecia uma garota em um dos cantos da sala, eu não conseguia discernir seu rosto e traços, ficava forçando a vista e gritando pela sua ajuda até que desmaiava. Era sempre o mesmo sonho, nada mudava.

Acordei no ultimo momento do sonho, todo suado e com a respiração ofegante e uma leve dor de cabeça. Todos olhavam pasmos para mim, tentando entender o que estava acontecendo. Havia um cheiro bem forte de café na casa obviamente já era de manhã e estavam todos tomando café da manhã.
Um dos fatos sobre mim: eu ODEIO café. Logo vieram as perguntas.
–''O que houve contigo? você estava gritando desesperadamente por ajuda.'' — Começou Giu.
–''Nada, foi apenas um sonho. Sempre o mesmo sonho. Já não sei mais o que dizer sobre ele.''- Respondi sentando-me no colchão.
Leo veio até mim, trazendo uma xícara de chá de camomila com gengibre e dei um gole.
–''Tá melhor agora, carinha?'' — Perguntou ele.
–''Estou sim, Leo. Obrigado, mas não precisam se preocupar, é apenas um sonho.''- Falei.

Comemos e conversamos, era sábado de manhã. Estava pensando pra onde iria essa noite, estava cansado de casa. Queria um pouco de liberdade por uns dias. Ficar ''preso'' dentro de um quartel, apenas recebendo ordens e as sendo obrigado a obedecer, não é algo tão legal. Foi então que me lembrei do convite de Thay.
Fui até a sala e peguei meu celular e lhe mandei uma mensagem. — Thay? tá ocupada hoje a noite? Nós e o pessoal poderíamos sair, pra curtir um pouco a noite. O que acha?-
Minutos depois ela respondeu. — Acho ótimo. Tem um bar legal aqui perto, poderíamos ir lá. Me liguem assim que estiverem a caminho.-
Leo e Giu preferiram ficar em suas casas descansando. Apenas eu e Anna iríamos para o tal bar.

Ajudamos Giu a arrumar a casa e logo nos despedimos para ir embora. Estávamos todos parados em frente a entrada de sua casa esperando Leo terminar de falar algo com ela, que não sabemos o que era. Entramos no carro e seguimos a caminho da casa de Leo, para deixá-lo em seu condomínio.
Deixei Anna em sua casa e logo fui para a minha.

Chegando em casa, tomei um longo e demorado banho, para levar com a água as coisas ruins que em mim estavam. Coloquei tênis pretos, uma calça jeans, camisa preta com duas águas desenhadas com uma frase em cima ''Just do It'' com uma xadrez vermelha por cima e arrumei o cabelo num topete.
Estava passando perfume quando recebi uma mensagem de Tomi que dizia. -Jhon, desculpe-me por aquele ''showzinho'' na casa da Giu. Nós queríamos apenas conversar com ela sem o mínimo de brigas. Mas você sabe como o Marti é esquentadinho e adora uma briga. Nós iremos levar as duas garotas para o centro para que elas vão embora. Tudo bem? Obrigado.-
–Tudo bem, amigo. Não há ressentimento. Certamente elas estão bem e irão para casa com cuidado. Obrigado por avisar e cuidar delas. Abraço.- Respondi.

Peguei as chaves do carro e saí novamente em direção a casa de Anna.
Chegando lá, abri o velho portão de correr, cinza e o outro grande portão preto. Subi as escadas que dão acesso á uma porta que leva a sala. Adentrei e sentei-me no velho sofá marrom. Anna estava no banho e obviamente sabia que era eu.
Logo ela saiu do banheiro enrolada numa toalha branca e usando chinelos dourados com o cabelo amarrado num coque.
Anna é baixa, mas não muito. Tem longos cabelos castanho e olhos escuros, lábios carnudos e seios fartos. Anna é uma mutante forte e psicótica. Tem grandes garras de Gavião e pode ver lugares/coisas/pessoas que estão em longa distância. Ela colocou um par de tênis preto com xadrez, jeans preto, e uma camisa cinza, em sua cabeça estava um chapéu xadrez em tom de marrom com bege, caía bem com o visual.
Trancamos a casa e saímos em direção ao carro. Anna entrou no banco do passageiro e ligou o som. Colocou uma de suas músicas favoritas. The Only Exception do Paramore. Então seguimos em direção a avenida.