How it all began

6 Chapter Six - F.R.I.E.N.D.S


Notas iniciais
Olá pessoal! Como sempre, trago capítulo novo na terça-feira, ele é um capítulo bem tranquilo, mais focado nos Marotos em si, porém, claro que temos coisinhas importantes também, rs. Enjoy it!

A festa de comemoração foi até a madrugada, quando Prof. McGonagall, de robe xadrez, aparecera, ameaçando deixar Filch nos pendurar pelos tornozelos com correntes nas masmorras caso não fôssemos dormir. Claro que ela jamais faria isso, mas McGonagall dá medo, então sempre era melhor obedecer o que ela dizia. Ou pelo menos na maioria das vezes.

Acordo cansado na manhã seguinte, provavelmente por não ter dormido muito e ter bebido FireWhiskey um pouco além da conta. Bom, eu torcia para essa dor de cabeça incômoda passar logo. Ao menos era sábado, não tinha aula e o passeio para Hogsmeade seria só na semana que vem.

Levanto me arrastando, me vestindo lentamente, pensando em cada movimento até meu corpo começar a responder. Remus olhava para o meu estado de Morto-Vivo e dava altas gargalhadas. Mostrei o dedo do meio para ele e o xinguei por alguns minutos. Peter já estava no Salão Principal tomando café da manhã e Sirius ainda dormia. E pela mão com unhas bem feitas e pintadas de vermelho que aparecia para fora do cortinado da mesma cor, eu diria que ele não estava sozinho.

Solto uma risada pelo nariz, balançando a minha cabeça, Sirius não tinha jeito.

Depois de todos nós acordarmos e Sirius fazer a garota misteriosa sumir, nós descemos para o café, torcendo para Peter não ter acabado com todas as coisas gostosas.

Após comermos, iniciarmos uma guerra de comida e debocharmos dos corvinos, decidimos ir para o jardim. Remus pegou um livro, Peter encheu os bolsos com doces e então descemos. Ficamos conversando besteiras a tarde toda, até o momento em que Peter começou a reclamar de fome, então decidimos jogá-lo no Lago Negro.

Ele submergiu por alguns segundos e logo sua cabeça apareceu na água, arfando e nos xingando de filhotes de hipogrifo e algumas outras criaturas mágicas que eu não tinha a menor ideia do que eram. O salvamos da água gelada, ainda rindo enquanto ele se chacoalhava para retirar o excesso de água, molhando todos nós também.

Todos rimos por alguns minutos e então decidimos entrar para o castelo, uma vez que logo o jantar seria servido. Porém, ao olharmos para o sol se pondo do lado do campo de quadribol, nos dirigimos para lá.

Convoquei minha vassoura e a de Padfoot. Wormtail e Moony pegaram uma vassoura emprestada dos armários da escola e então nos dividimos em duplas para jogarmos como artilheiros e tentarmos marcar gols no aro do time adversário. Era como um quadribol em versão reduzida. Era eu e Moony, contra Padfoot e Wormtail.

Depois de duas lançadas de bola, ficou bem claro por que Peter não jogava quadribol. Ele mal conseguia se manter em cima da vassoura sem escorregar para os lados e balançar perigosamente no ar. Porém, quando pedimos se ele não queria parar de jogar para não se machucar, ele negou e continuou tentando manter o equilíbrio. Peter era determinado, isso ninguém podia negar, apesar dos gritinhos finos de pavor que ele dava cada vez que sua vassoura balançava um pouquinho demais, o que nos fazia gargalhar gostosamente, até que, a certa altura, ele começou a rir também e ficou mais confiante no próprio voo.

Remus, apesar de raramente montar em uma vassoura, voava excepcionalmente bem, mantendo-se no ar com leveza e sem nenhum medo aparente.

Jogamos até escurecer e a única luz vir da lua e das estrelas que brilhavam fortemente no céu escuro. Descemos das vassouras. Peter e Remus guardaram as deles de volta no armário e eu e Sirius entramos no castelo com as nossas apoiadas no ombro, saltitando pelos corredores e segurando a vontade de ir voando até o dormitório para não precisar andar. Se fizéssemos isso, nosso passo seguinte seria sair voando pela janela e nos expulsarmos por conta própria.

Chegando ao Salão Principal, todos já estavam na sobremesa. Tínhamos ficado tanto tempo lá fora, que perdemos o jantar. Corremos desenfreadamente para a mesa, enchendo os pratos e as bocas de tortinhas de abóbora, sorvete de frutas e diabinhos de chocolate com pimenta.

Comemos rapidamente, com medo de que tudo sumisse e nós não conseguíssemos comer nada que nos sustentasse o suficiente. Olhando para o lado, as meninas estavam rindo da nossa cara e Frank nos olhando confuso, correndo para pegar uma tortinha antes que nós acabássemos com elas.

Conseguimos nos empanturrar de porcarias antes que toda a comida sumisse dos pratos dourados, quando Peter colocava o último doce de seu prato na boca, os pratos e travessas sumiram das mesas.

Conversamos um pouco com Frank e contamos da nova modalidade de quadribol reduzido que havíamos criado. Ele ficou surpreso, e combinamos de jogar nos próximos dias. Se ele tinha ficado surpreso com aquilo, imagina se ele descobrisse que nós éramos animagos apenas para ajudar nosso amigo, um lobisomem. Ou que tínhamos criado um mapa que mostrava todas as passagens secretas e localização das pessoas, apenas para conseguir sair do castelo e ajudar nosso amigo com probleminha peludo. Eu sorrio com as lembranças daquilo.

Subimos para o Salão Comunal vermelho e dourado, onde ficamos conversando, depois de todo mundo tomar banho, por várias horas sobre algumas histórias que tinham acontecido nos nosso anos em Hogwarts:

— Vocês lembram daquela vez que Prongs explodiu o caldeirão do Lestrange porque ele disse que Sirius era um traidor do sangue?

— E aquela vez que nós levamos detenção por esconder a Madame Meow em uma armadura?

— Ou quando aquela lufana que gostava do Moony pediu para ele levar o “coelhinho mal comportado” dele em um encontro com a coelhinha dela?

— E quando Wormtail comeu sem querer os doces com Poção do Sono que tínhamos deixado para o Filch?

Ficamos horas conversando, rindo e tirando Feijõezinhos de todos os sabores na sorte. Padfoot levou a melhor, enquanto eu, Moony e Wormtail tomávamos copos e mais copos de água para tirar aquele gosto horrível de capim velho da boca.

Quando os Feijõezinhos tinham acabado e o Salão Comunal já tinha esvaziado, Wormtail já dormia no sofá vermelho desbotado e Padfoot bocejava, sem tirar os olhos de uma morena que estava de costas para nós. Eu me levanto, dou um tapa na cabeça de Padfoot e empurro Wormtail do sofá, fazendo-o acordar reclamando.

Subo as escadas do dormitório e vou ao banheiro, tiro meus óculos, escovo meus dentes, lavo o rosto e coloco meu pijama, que basicamente consiste em uma calça velha de moletom com vários pomos de ouro voando e formando corações e meias de hipogrifos, onde eu coloco a varinha quando vou dormir. Sim, Sirius me zoa até hoje por conta do moletom, mas não posso fazer nada se eu gosto de dormir com ele.

Enquanto eu me trocava, todos os outros também tinham subido para o dormitório. Wormtail já roncava, abraçado com um travesseiro. Moony colocava seus livros para fora da cama e se deitava. Padfoot me viu com o pijama, riu, jogou um travesseiro em mim, murmurando algo como “veado” e virou para o lado, dormindo, sem me dar tempo para explicar que não é veado, é cervo.

Quando vou me deitar, percebo que deixei minha varinha na poltrona ao lado da lareira, onde estava sentado até cinco minutos atrás. Reviro meus olhos, rindo da minha própria estupidez e desço para procurá-la, colocando novamente os óculos que tinha tirado antes.

O Salão Comunal estava vazio, com apenas o som da lareira crepitando preguiçosamente para quebrar o silêncio. Começo a procurar minha varinha pelas poltronas, sem sucesso nenhum. Quando estou a um passo de subir de volta para o dormitório, pegar a varinha do Sirius e tentar um Accio, eu ouço uma voz baixinha, porém inconfundível:

— Procurando isso, Potter? Belo pijama, aliás.

Eu me viro e lá está Lily, sorrindo marota, girando a minha varinha entre os dedos. Eu sorrio de canto para ela e estendo a mão, ela me devolve a varinha, seu sorriso diminuindo. Eu pego o objeto das mãos dela e a enfio na minha meia, dando de ombros para o olhar curioso da ruiva.

— Obrigado, Lily.

Ela dá de ombros também

— Não é nada demais. E… Eu queria falar com você, de qualquer forma.

Eu olho para ela, surpreso, e faço um movimento com a mão para ela continuar falando. Ela morde a boca, nervosa e começa a falar:

— Eu queria agradecer você por tudo, tanto por ter me ajudado em Hogsmeade e quanto por ter me ajudado outro dia na madrugada, e então eu estive pensando… — Eu abro minha boca para interromper a ruiva, mas ela me corta e continua — Cale a boca Potter, eu estou falando. Então, eu estava pensando em como eu poderia lhe agradecer e...

Ela para de falar, aparentando nervosismo, suas bochechas começam a ruborizar e então ela fala rapidamente:

— VocêqueriraHogsmeadecomigo?

Eu olho para ela confuso e falo:

— Desculpa Lily, mas eu não entendi nenhuma palavra que acabou de sair da sua boca agora, pode repetir?

Ela respira fundo, me olha nos olhos e fala, com uma segurança que eu não tinha ouvido em nenhuma das outras frases:

— Quer ir a Hogsmeade comigo?

Notas finais
Então, gostaram? Aguardo comentários (Sério, não vai cair o dedo de ninguém a ainda é bem motivador), favoritem, recomendem e acompanhem para saber os próximos capítulos dessa novela mexicana! Também, utilizando um tempinho e espaço aqui, deem uma passadinha na minha fanfic "Space", uma coletânea de songfics inspirada no meu álbum favorito. Toda quarta-feira sai episódio novo! Um beijo e até o próximo! :*