How To Be a Rockstar
7 Demons
Notas iniciais
Annabeth olhou ansiosa para a simples e grandiosa entrada da Goode High School. Atrás daqueles tijolos estava toda uma vida nova e a oportunidade de realizar seu grande sonho: chegar ao estrelato com sua banda.
As três garotas subiram a curta escadaria e procuraram em vão a secretaria. O lugar parecia um labirinto. Ou a Mansão Winchester, sabe? Aquela com cômodos inúteis, corredores sem saída e tal. Annabeth achava que elas poderiam abrir uma porta e cair de um precipício a qualquer momento.
Para alívio das três isso não aconteceu. Mas depois do que pareceram 4 horas andando em círculos pela escola elas estavam quase implorando por algo emocionante como uma porta que dava em um precipício.
Já ouviu falar da expressão ”Cuidado com o que pede”? Bom, Thalia, Piper e Annabeth não, ao que parece. Porque depois de desejar tanto que algo de interessante acontecesse, o algo interessante veio.
Mas felizmente na forma de uma garota morena de cabelos muito encaracolados que corria na direção delas com um sorriso enorme no rosto.
– Thalia! Piper! Annabeth!
As três se viraram imediatamente para a tão conhecida voz de Hazel Levesque.
– Hazel! – Gritaram elas em uníssono.
A morena esticou seus curtos braços para abarcar as três em um único abraço repleto de carinho e saudades. Os olhos de Hazel lacrimejaram quando pensou nos três longos anos que passara longe das amigas. As quatro haviam se conhecido ainda muito novas, quando a mãe de Hazel morreu e ela teve de se mudar para a casa de um pai que ela só havia visto uma vez na vida.
Annabeth, Thalia e Piper eram o ‘porém’ de tudo isso. Todas as vezes – e não foram poucas – em que Hazel brigava com o pai, sentia saudades de casa ou simplesmente queria companhia, só precisava correr para a casa ao lado. Annabeth a recebia com todo carinho, assim como Thalia e Piper que chegavam à casa da loura em dez minutos.
As quatro se separaram sorrindo.
– Não nos vemos há três anos! – Exclamou Piper.
– Como vai a vida, Diamante Negro? – Indagou Thalia usando o antigo apelido de Hazel.
– O de sempre. – Respondeu ela. – E vocês?
– Bem. – Disseram em uníssono outra vez. Piper continuou. – Você também veio participar do concurso?
– Oh, não, — Disse Hazel corada. – eu não canto. O diretor pediu que eu ajudasse as participantes com maquiagem, roupa e essas coisas. Na verdade ele mais ameaçou do que pediu, mas se tratando do Sr. D...
– Bom, então acho que você pode nos ajudar, estamos meio que perdidas. – Disse Annabeth mordendo o lábio inferior.
– Oh, claro, venham comigo. – Disse Hazel voltando pelo corredor do qual tinha vindo.
As três acompanharam a morena enquanto ela passava rapidamente por vários corredores até chegarem a uma enorme – ou pelo menos era o que parecia aos pés cansados das garotas – escada que levava ao segundo andar.
Hazel virou-se.
– Conseguimos reservar uma sala no segundo andar, já que os garotos vão ficar no térreo. – Disse ela.
Piper, Thalia e Annabeth não tiveram tempo de perguntar o porquê do plural, pois logo as sapatilhas de pokebola desapareciam na curva da escada e elas não queriam se perder outra vez.
Após uma curva final elas se viram de frente para uma porta como todas as outras no corredor, exceto que alguém havia pendurado um papel cartão cor-de-rosa nos dígitos A113 escrito ‘Camarim’ em uma letra cursiva perfeita.
Thalia soltou uma risadinha.
– Isso parece coisa da Si... – Tentou dizer ela. Mas antes que ela completasse o nome de Silena, a mesma abriu a porta com um sorriso quase (ou) tão radiante quanto o sol.
A primeira vitima do abraço de urso (e dos conselhos de moda) de Silena foi obviamente Thalia.
– Thalia! Eu não te disse na última vez que nos vimos para parar de usar essas roupas de gótica? – Disse Silena apertando-a entre os braços magros e pálidos.
– Disse. E eu ignorei totalmente. – Sorriu marotamente Thalia.
Silena não se abalou com a grosseria de Thalia e passou à próxima vítima: Annabeth.
– Francamente Annabeth, você nunca vai deixar de ser nerd? – A morena disse torcendo os lábios para a camiseta da loura que dizia: “Hello. I’m divergent”.
Annabeth sorriu.
– Nem se minha vida depender disso. – Retrucou ela.
Silena olhou para Piper, abriu a boca para falar algo, mas desistiu, apenas sorrindo para a meio-irmã depois de abraça-la.
– Vamos entrar garotas. Temos muito que fazer. – Disse a morena já puxando-as para dentro.
Do lado de dentro existia uma sala de aula comum exceto pelas mesas encostadas no fundo da sala para dar lugar a vários espelhos e o que parecia maquiagem suficiente para toda a população feminina de New York.
– Vai ser uma longa tarde. – Murmurou Thalia.
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– Ainda não acredito que vamos cantar num palco de verdade. – Exclamou Annabeth com um sorriso de orelha a orelha.
– Isso vai ser demais. – Disse Piper fazendo uma dançinha cômica.

As duas garotas esperaram que Thalia fizesse algum comentário sarcástico, mas a morena não o fez. Ela estava ocupada xingando-se mentalmente pelo que quase acontecera no dia anterior.
Como a mais simples ladainha, elas se repetiam acompanhando as batidas descompassadas dos corações de ambos.
Mais perto. Mais perto.
– QUE PORRA É ESSA NO MEU QUARTO?
É claro que Jason tinha de estragar tudo. O querido irmãozinho de Thalia sempre estragava as coisas para ela. Principalmente quando o assunto era garotos.
Thalia levantou bruscamente seu corpo de cima do de Nico e virou-se rapidamente para encarar o louro irritado à sua frente.
Thalia balbuciou algo bastante inteligente como “An”.
Quando Thalia Grace não tem palavras é porque não há o que dizer.
Mas como todas as regras, essa foi feita para ser quebrada. Ou pelo menos era o que devia achar Nico di Angelo.
– Exatamente o que parece. Nós escorregamos e caímos. – Disse ela levantando-se lentamente.
Jason encarou-os descrente. Mas antes que dissesse qualquer coisa, Thalia recuperou suas palavras e sua atitude. Porque o mundo não é mundo sem Thalia Grace e sua atitude punk.
– E a propósito Jason, — Disse ela agarrando o balde com o resto de água. – bom dia!
Thalia acertou a água em cheio no rosto do louro.
Eles saíram correndo e Nico só teve tempo de gritar “Headshot!” antes que Jason partisse atrás deles com uma expressão assassina no rosto.
– Hey! Terra chamando Thalia! – Dizia Annabeth agitando a mão na frente do rosto de Thalia.
– Hm. O que foi? – Disse a morena confusa.
– Você ficou fora do ar por um tempo. – Riu Piper. – No que estava pensando?
– Ah, nada importante. – Thalia sorriu amarelo.
– Ok, temos que ir. – Annabeth olhou-a desconfiada.
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– E agora com vocês: as garotas da Dead Revolution! – Anunciou Leo Valdez, o apresentador do concurso.
As três entraram hesitantes no palco, mas ao ver rostos conhecidos – como Hazel e Silena – elas quase se sentiram melhor. Quase.
Elas se entreolharam. Sabiam que poderia acontecer, mas agora haveria uma mudança de planos. Elas concordaram silenciosamente.
Então se voltaram para o garoto a quem aquela música era dedicada. O mesmo que ocupava a cadeira de convidado na bancada de juízes. O garoto chamado Luke Castellan.
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