Notas iniciais
NOTAS IMPORTANTES. LEIAM POR FAVOR.
Eu queria primeiramente me desculpar por ter sumido. Eu estava nas semanas mais estressantes da escola e não tive nem tempo pra pensar na fic. Depois, eu estava realmente muito desanimada a continuar. Desculpe fazê-las esperar tanto, eu sei que vacilei.
De qualquer forma eu estou de férias agora, o que significa que provavelmente terei tempo pra escrever vários capítulos, então podem comemorar! Yey!
Outra coisa, gostaria de pedir encarecidamente (tô até usando palavras difícies para vocês verem como é importante pra mim) que você, pessoa linda que lê essa fic e gosta dela, se não tiver, crie uma conta no AnimeSpirit, pois é lá que minha fic se encontrará após o Nyah! cancelar fics do gênero. Sério gente, eu já até estou passando tudo que eu tenho aqui, pra lá. Eu preciso que vocês façam isso para a fic continuar. Sem leitores para ler e me amanteigar com comentários lindos (ou até críticas construtivas) eu não vejo motivo pra continuar a escrever. Então realmente preciso da ajuda de vocês.
Aqui o endereço, bem completinho pra não surgir erros:
http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-simple-plan-how-things-began-457100
:)
E, por último mas não menos importante: Eu gostaria de dedicar esse capítulo à madame Carol Desrosiers! Sinceramente, se não fosse por ela, eu teria desistido e o capítulo passado teria sido o último.
Carol, muito obrigada por todas as palavras doces e por ter pego tanto no meu pé. Tomei vergonha na cara e decidi parar de enrolar você, afinal! rs. Quero que você saiba, antes de mais nada, que você é uma pessoa incrível e que eu já desenvolvi um carinho enorme por você. Nunca deixe que ninguém faça você duvidar do quão ótima você é. Espero poder te conhecer sempre e melhor, minha linda. ♥
Ufa, até que enfim: Boa leitura, meus amores!
PS.: Não estranhem o título do capítulo rs, no final você entenderão o por quê ;3

Eu tentava das mais diversas formas fazê-lo sorrir, mesmo que minimamente, mas nada realmente funcionava. David continuava com o olhar vazio, triste… Sem esperanças. Acho que não preciso dizer o quanto aquilo cortava meu coração.


Pegamos mais um avião de madrugada para voltar pra NY, e juro por deus, em todas essas quinhentas horas que passamos de viagem, David abriu a boca três vezes. Em todas, para contar alguma história vivenciada por ele e Julie, deixando cada vez mais claro pra mim o quanto ela era importante pra ele. Ele sorria de leve no fim das histórias, o que fazia meu coração acelerar e eu perder o fôlego por alguns segundos, mas logo o olhar sem qualquer esperança voltava a planar no seu rosto.


De qualquer forma, eu fiquei quieto. Agora eu sabia que tudo que ele precisava é que eu ficasse ali, do seu lado, sempre. E era obviamente o que eu iria fazer.


Acabamos de pousar em Nova York e, para nossa surpresa, Arnold esperava pela gente no desembarque. Ele certamente já sabia de tudo que havia acontecido — algum dos meninos teve que explicar nosso sumiço afinal, ham -, porque assim que botou seus olhos em David, seus olhos amendoaram e sua cabeça caiu levemente para esquerda. Típica atitude de quem está com pena.


Nada foi realmente dito, David estava muito aéreo à tudo para prestar atenção em qualquer coisa. Arnold simplesmente nos levou de volta para a casa se despediu e então foi embora.


Assim que pusemos nossos pés para dentro, um Jeff descontrolado correu em direção ao menino dos cabelos loiros e espetados, abraçando-o, provavelmente, com muita força. David não fez nada além de retribuir. No fim ele disse estar cansado, avisando que já iria se deitar, apenas concordamos deixando-o ir.


Assim que ele sumiu na escadaria, me joguei no sofá liberando um enorme suspiro. Eu estava tão fisicamente e psicologicamente destruído…


– E como ela está? — Seb perguntou. Quando minha atenção foi dirigida a ele, percebi que todos me olhavam inquietos e curiosos.


– Ela está mal. Não tão mal quanto David… Ela ao menos está sedada, não sabe realmente o que está acontecendo. O que pode ser tão ruim quanto bom… É… É realmente difícil. — Falei por fim, enquanto brincava com meus dedos, como se eles fossem realmente muito interessantes.


Os meninos apenas concordaram brevemente e não insistiram mais no assunto. Ficamos naquele silêncio desconfortável por um longo tempo…


– Bom.. Hey! Eu… Tenho uma novidade, ham… — Até que Pat resolveu se pronunciar. Meus olhos voltaram totalmente à ele e eu percebi o quanto ele estava desconfortável para falar — Tecnicamente é uma coisa muito boa, mas eu acho que isso sucks por que não estamos exatamente numa boa, né?


– Fala logo, Pat. Se é uma coisa boa, vai continuar sendo apesar das circunstâncias… — Mais um suspiro e eu estava derrotado.


– Tudo bem… Bom, é que consegui que vocês gravem um clipe… Do seu primeiro single, sabe? I'm Just a Kid vai ter clipe, Pierre! — Ele falou com uma animação falsa com tristeza disfarçada.


Eu apenas sorri. Aquilo era ótimo, certo? Pat era demais de qualquer forma… Vê tudo que ele consegue para a gente e… Isso era incrível, não?


Apesar de tudo, aquilo era ótimo sim.


[…]


Ok, talvez esse lance de ficar depressivo não fosse para mim, mas eu havia prometido que enquanto David sofresse, eu sofreria com ele.


Estávamos em uma escola local, prontos para a gravação do nosso primeiro clipe. Então você mistura tristeza com ansiedade com medo e uma animação estranhamente incontrolável e o que acontece? Sim, eu estava passando mal. Pierre Bouvier estava passando mal na gravação do primeiro clipe da banda dele. Inacreditável.


Nós gravamos primeiramente a cena da banda tocando na quadra de basquete e bom… Todo mundo pulava naquela cena! Inclusive eu! Eu estava tão enjoado e aquelas pessoas pareciam tão felizes que me deu muita vontade de sair correndo de lá e nunca mais voltar.


E então era a cena do Seb sendo "atropelado" — que é a primeira do vídeo, agora não me pergunte porque diabos eles não gravam tudo na ordem por que eu realmente não sei — e meu estômago embrulhando cada vez mais.


Eu já não sabia mais quantas vezes eu já havia vomitado no banheiro daquela escola.


Então veio a minha cena…


Senhor, eu ia bater tanto em Chuck, por que eu sabia que essa parte havia sido ideia completa daquele palhaço.


Basicamente eu arrancava a câmera da escola, e saia correndo com ela como um grande idiota. Correr com vontade de vomitar. Péssima ideia, realmente péssima.


Depois que a privada já havia se tornado minha melhor amiga — e obviamente o imbecil do Patrick filmou eu vomitando — me dei conta de um David em pé ao meu lado.


– E como você está? — Ele perguntou com a voz amanteigada que eu tanto sentia falta — Trouxe uns remédios que podem te fazer bem. — Ele acariciou minhas costas levemente.


– Eu… Estou ótimo, oras! Pareço mal? — Sorri falsamente.


– Não precisa fazer isso, Pierre.


– Fazer o que?


– Fingir que está bem pra mim só porque sou um "pobre coitado" por agora.


– Não estou fazendo isso.


– Está sim. — Antes que eu pudesse retrucar ele me cortou — Está sim e não insista.


– Não acho que você é um pobre coitado… — Falei me levantando com dificuldade para ficar da mesma altura que ele… Quer dizer, maior que ele — Só não quero que cuide de mim.


– E porque não, Pierre? — Ele estendeu o remédio para mim — Não é o que devemos fazer?


– Não, é o que eu devo fazer e você deve deixar que eu faça. Eu cuido de você, não o contrário. — Beijei o canto da sua boca brevemente e ele estremeceu.


– Não seja idiota Pierre. Eu também posso e quero cuidar de você, está bem? Agora pegue esse remédio antes que eu jogue na sua cabeça.


– Ok, ok… Eu tomo o remédio. Mas ainda acho que você não deveria cuidar de mim.


– E eu continuo achando você um idiota.


– Hmmm… — Fiz cara de pensativo enquanto engolia o comprido de sei-lá-o-que-era — Eu posso viver com isso. — Sorri brandamente.


– É… — Ele suspirou antes de se aninhar no meu abraço — Eu também.


– Quero que você fique bem. Sabe disso, não sabe? — Afastei-o curtamente, apenas o suficiente para que pudesse olhar sua expressão nos olhos.


– Sei. — Ele mordeu o lábio inferior com uma certa forma — Eu também quero. É apenas… Difícil. — Ele suspirou e então deitou o rosto no meu peito, de forma que eu pudesse abraçá-lo com mais força e segurança.


Ficamos daquela forma durante algum tempo, até eu me pronunciar.


– Gostaria de continuar te abraçando, mas não quero vomitar em você, anjo. — Sorri sem graça e uma risada curta e doce saiu de seus lábios. Céus, que saudade daquilo!


– Está bem. — Ele destrancou a porta atrás de nós — Por favor, me chame se precisar de alguma coisa. É sério, Pie. Não seja um machista idiota. Eu ainda sou um cara de qualquer jeito. Sou apenas menor que você, está bem?


Ri concordando com a cabeça e ele me sorriu de canto antes de sair.


[…]


No total demoramos dois dias para finalizar todas as gravações. O que não foi muito, de fato. Algum tempo depois o tal clipe foi finalmente ao ar e… Um pouco depois descobrimos que bem… Nós não éramos muito bons em agradar os críticos. Quer dizer nós éramos uma banda a, vamos dizer, "pouco tempo" e os maiores críticos do mundo da música já haviam feito questão, muito antes, de mostrar que não iam com a nossa cara. No Pads, No Helmets... Just Balls — o nome super criativo que havíamos pensado para nosso primeiro álbum — estava prestes a ser lançado e a gente já sabia que isso seria mais complicado do que parecia.


De repente "Simple Plan" não era exatamente o nome ideal para a nossa banda…


Bom, dane-se.


[…]


Uns dois meses se passaram e desde o incidente com Julie, nossas vidas estavam como uma montanha-russa. David nunca estava realmente bem. Ele até era bom em disfarçar com suas palhaçadas cotidianas e etc, mas ele não conseguia realmente me enganar.


Durante esse tempo, o doutor de Julie, como prometido, havia nos mantido informados sobre tudo e qualquer coisa que acontecia com ela. Às vezes haviam melhoras, e David delirava de felicidade, e muitas vezes ela não respondia ao tratamento de qualquer forma, e ele voltava a sentar em um canto se amaldiçoando por ser o "culpado daquilo tudo". Não importava quantas vezes eu dissesse que ele não tinha culpa de nada, que ele deveria parar de exigir tanto de si, não importava. Ele vivia em um transe intenso e não queria saber de mais nada que não fosse o bem estar de sua irmã.


Eu apenas deveria aprender a lidar com isso. Por mais difícil que fosse.


[…]


Então estávamos todos de volta à São Francisco, de volta aos últimos retoques antes do lançamento do CD, quando um Pat adoidado entra às pressas com um jornal na mão.


– Vejam isso daqui! — Ele jogou o tal jornal em cima de mim e os outros se aproximaram para ler também.


Bem, não era nenhuma novidade.


– Outro crítico falando mal da gente. Qual a supresa? — Jeff indagou.


– Não sei como não tinha pensado nisso antes! Acho que estou aprendendo a ser desligado com você, Pierre! — Pat continuou, praticamente gritando de tanta animação.


– Pensou no que? — Chuck perguntou se aproximando. Só então percebi que ele havia ficado na cadeira da bateria e não atrás de mim.


– Vocês vão lançar outro single! — Realmente acho que aquele sorriso não cabia no rosto de Pat, mas de alguma forma ele estava sorrindo do mesmo jeito.


– E isso é bom? Que eu saiba da última vez não foi exatamente um sucesso… — Seb disse sem graça, colocando uma mão na própria nuca. Aquilo era verdade… Afinal, o que Pat estava planejando?


– É bom porque eu tenho um amigo que pode participar do clipe!


– E o que tem demais você ter um amigo para ajudar? — Eu perguntei franzindo a sobrancelha.


É, nós mal sabíamos que esse tal amigo de Pat era ninguém menos que Mark Hoppus…



[…]


I'd do Anything teve que ser regravada, dessa vez com o apoio vocal do Blink -182! Sabe-se lá deus da onde Pat conhece essas pessoas, mas eu acho que dessa vez ele realmente nos salvou.


E a ideia do clipe, então? Era fantástica! Não sei onde Pat arrumou tanto gente disposta a nos ajudar, mas tinha muita gente naquele set. Basicamente a gente teria que tocar como num show de verdade, enquanto as pessoas do lado de fora provam do que são capazes para ver nosso show.


Bem, basicamente mesmo, a ideia do clipe era bem distante da verdade que estávamos vivendo…


Estava tudo sendo bastante divertido, pra falar a verdade. Eu ao menos não estava passando mal, então HEY! Era um avanço. David também parecia melhor. Bem melhor pra falar a verdade. Suas gracinhas até pareceram reais e não apenas um disfarce do seu sofrimento.


E cara, aquilo me fez tão bem. Eu sorria involuntariamente toda vez que botava os olhos naquele sorriso de dentes tortinhos.


Depois de vários takes e um dia quase escuro, resolveram passar para um breve intervalo. Eu estava cansado, mas aquele dia estava bom demais para eu ir descansar ou algo assim. David estava do outro lado, não longe o suficiente para que eu não pudesse ver os mínimos detalhes do seus rosto perfeito, mas longe o suficiente para que eu não pudesse senti-los. Como já era de costume, olhá-lo me deixava em trase e eu poderia jurar que eu sequer piscava. Até ouvi Seb me chamar para ir comer alguma coisa e, sem tirar os olhos do loirinho que se entretia com alguma daquelas parafernálias cinematográficas, neguem com a cabeça. Pude ouvir os passo de Seb e dos outros meninos se afastando, indo em direção à lanchonete e tive certeza que David também notou porque, assim que estavam longe o suficiente, seu olhar correu para mim também. Ele sorriu amavelmente e eu retribui. Eu pensei que íamos ficar nessa besterinha confortável de troca de olhares…


Quem diria que eu seria o ingênuo da história.


David balançou a cabeça, apontando com a mesma para a direção dos trailers. Eu demorei para entender o que ele queria, mas assim que seu rosto voltou para mim com uma expressão maliciosa… Bem, foi fácil de saber.


Eu arregalei meus olhos para ele e ele apenas sorriu do jeito inocente e abobado que sempre fazia, antes de sair em direção ao trailer que estávamos "hospedados".


Eu demorei mais um pouco para dar por mim que aquilo estava realmente acontecendo. Se tratava de um David lindo e inocente bancando o cara safado. Céus, me perdoe, mas isso era muito quente.


Quando cheguei lá, não demorou nada para ser atacado contra parede pelo garoto mais lindo da face da Terra. David me apertava com força, passando uma das mãos por debaixo da minha camiseta e a outra arranhando minha nuca me fazendo arrepiar. Uau. David dominante. Certo, aquilo era mais quente do que eu pensava.


Ele não parava de me beijar por um segundo sequer, e qualquer tentativa minha de me afastar da parede, era negada por uma força que eu sabia que David não tinha, mas estava tendo naquele momento. Eu então o apertei contra mim, chocando seu corpo ao meu com uma certa força que eu também sabia que eu não tinha. Quer dizer, não tão exageradamente. Aquilo fez David gemer longamente dentro da minha boca. Não que eu quisesse parar, mas aproveitei que ele estava se derretendo demais, e o virei, colocando-o contra a parede, segurando suas duas mãos sob a cabeça.


– David, o que é isso? — Percebi minha voz um pouco rouca. Céus, David realmente me tirava todo auto controle — A um dia você sequer me tocava e agora isso?


– Pierre… — Ele tentava levar o rosto até o meu mais uma vez, mas acho que a ordem natural das coisas estava voltando e eu consegui mantê-lo onde estava — Eu estou deprimido, será que você pode apenas fazer o seu trabalho e me alegrar um pouco? — Ele disse deixando um bico emburrado nascer. Ele mal sabia o quanto aquilo me atiçava. Era a cara mais sexy que ele poderia fazer.


– Bom, pra mim você já parece "alegrinho" demais… — Falei levando o olhar as nossas partes que eu mantinha coladas.


Ele riu malicioso, e não com vergonha como ele sempre fazia — É, você não pode falar muito, sabe… Não está diferente de mim.


– É claro que não. — Falei também rindo e voltamos o olhar um no outro.


– Então… Será que pode voltar a me beijar? — Ele lambeu os lábios lentamente e eu comecei a queimar por dentro.


Não tive que responder, apenas colei nossas bocas com uma certa voracidade. Talvez, até maior que antes. Minhas mãos corriam livremente pelo seu corpo, e ele me enlaçava passando uma das pernas pela minha cintura. Eu realmente não estava mais preocupado em ser o cara gentil que eu tentava ser sempre com David. Ele foi completamente apalpado e não parecia se importar com isso. Em determinados lugares, ele até parecia gostar demais, porque gemia mais alto dentro da minha boca.


Obviamente, aquilo estava bom demais para poder continuar.


Foi com um "cof-cof" atrás de nós que nos soltamos para notar um Seb, tão assustado quanto nós dois, Jeff, Chuck e Pat boquiabertos em espanto.


Notas finais
Obrigada a todos que ainda está aí por mim. Vocês são minha inspiração. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.