How Things Began...
8 How things really began
Notas iniciais
PS.: Estejam preparados porque o David é uma baita praga pirracenta hasuhaus (uma praga linda e fofa, eu sei...)
Lá estávamos nós: David e eu. Apenas nós dois em uma grande e silenciosa sala escura.
Enquanto tinha meus lábios colados nos seus, era apenas isso que importava. Éramos as únicas pessoas no mundo, num mundo só nosso. Enquanto tinha meus lábios colados nos seus, percebi que não era apenas naquele momento em que éramos as únicas pessoas que importavam. Percebi que o mundo poderia desabar e eu não seria capaz de parar de beijá-lo, não seria capaz de soltá-lo e jamais deixaria-o ir. Enquanto tinha meus lábios colados nos seus, pude sentir sua boca macia, melhor do que eu imaginava, pude sentir seu cheiro mais perto, mais intenso, pude sentir a textura de sua boca, seu hálito quente… E o melhor: pude senti-lo perto de mim. Sabe o quão incrível é quando a pessoa que você gosta não se afasta de seus braços? Quando ela… Te corresponde?
Parecia que o mundo já tinha dado voltas e voltas e nós estávamos presos naquele beijo eterno, mas na verdade nós não estávamos nos beijando… Érr… "Seriamente", por assim dizer. Por mais que se David não estivesse concordando com aquilo, ele já teria me jogado pra longe, soltado palavras chulas e ido embora, eu não achava que deveria… Bom… Você sabe… Meter minha língua em sua boca, ainda. Vamos ser francos, David era um amor — é bem óbvio que eu acho isso, né…-, mas ele poderia nem estar entendendo exatamente o que eu estava querendo dizer com aquilo. Ele poderia estar pensando em, sei lá, "selinhos-de-amizade", se é que isso existe…
Só que aí… Eu descobri que, não, ele não poderia. No meio do selinho mais longo da história, David abriu levemente a boca, permitindo passagem.
É, depois disso, eu não pude conter meus instintos — que estão reprimidos desde que eu o vi pela primeira vez-. Afaguei seus cabelos, contraindo nossos corpos um no outro cada vez mais e mais e segurei firme em sua cintura. Ele se segurava no meu pescoço, acariciando o final do meu cabelo. Eu não podia ver, mas poderia jurar que ele estava na ponta dos pés — considerando nossa diferença de altura -, e aquilo só me fez ainda mais feliz. Pode ser um pensamento machista, que seja, mas era tão bom vê-lo pequeno daquela forma… Eu gostava de me sentir seu protetor, de passar-lhe segurança… E acho que aquele momento era sobre isso.
Com um simples — porém o melhor que já experimentei em toda a minha vida — beijo, conseguia sentir que David confiava em mim. E eu? Sinceramente, seria capaz de confiar minha vida a ele.
Encerramos o beijo com uns três ou quatro selinhos e continuamos na mesma posição, colando nossas testas. Demorei até abrir os olhos de novo, e quando o fiz, dei de cara com os olhos mais lindos que já foram enviados a Terra, me observando docemente.
– Dave… — Comecei, mas fui interrompido por um risinho dele — Do que está rindo?
Ele cessou a risada, dando lugar a uma expressão séria.
– Pie… Olha… Acho que talvez seja a hora de deixar algo bem claro pra você. Quer dizer, isso é bem sério, então por favor, ouça com atenção e tente não ficar chateado.
Comecei a tremer. Bom… Ele claramente não queria nada comigo. Porque eu fui pensar que isso poderia acontecer? Acorda, Bouvier, coisas boas não acontecem com você! Você não ganha a garota… Ou nesse caso, o garoto.
Assenti para que ele continuasse e mantive-me sem expressão. Mostrar meu desespero só pioraria as coisas.
– Escuta… — Ele suspirou fundo — Eu não gosto de ser chamado de "Dave", tá legal? Desculpa por não ter dito antes, mas eu acho esse apelido tão feio… Tudo bem se me chamar de outra coisa? — O quê? Pandemônios, David Phillippe Desrosiers, era isso? Você quase me fez regurgitar meu sistema interno pra me dizer que não gosta de uma droga de apelido?
Eu abri a boca e arregalei os olhos espantado e ele percebeu que eu estava realmente pensando que seria alguma coisa terrível, e começou a rir da minha cara. Revirei os olhos simplesmente e soltei-o ficando de braços cruzados encostado na parede. Ele continuava com o risinho, só que mais baixo e se aproximou de meu rosto. Achei que ele pediria desculpas ou algo do tipo, mas a verdade é só uma: David é uma praga:
– O que foi Pie? O que pensou que eu ia dizer? — Ele falava sacana e sabia exatamente o que eu pensava que ele fosse dizer — Puxa…"Seja-lá-o-que-for" parece que ia te deixar bastante chateado, hein? — Ele batia o cotovelo no meu braço repetidamente com cara de travesso e eu ficava cada vez mais emburrado.
– Hmmm… Pensando bem, acho que não ia não. Eu iria ficar muito bem, pra falar a verdade. — Sorri desafiador e o sorriso de David se transformou em um bico num piscar de olhos.
– Jura? — Ele estava acreditando naquilo? Ó Deus, como ele é ingênuo.
Nisso, eu o puxei para mim, dando-lhe um beijo apaixonante de ficar sem ar.
– Não. — Disse sorrindo assim que descolei nossos lábios — É claro que não.
David riu e corou, ficando ainda mais perfeito. Ele aproximou a boca de meu ouvido e sussurrou:
– Acho melhor irmos embora. — beijou minha orelha e segurou minha mão até a saída da sala.
– Tudo bem, "Dave". — Disse provocando.
– Vou acabar dizendo a tal outra coisa, hein, Pie? Não gosto desse apelido.
– Haha, e quem disse que eu gosto de "Pie"? Pode parar de me chamar disso também, tá legal? — Falei fazendo uma cara muito falsa de zangado.
– Não. Primeiro porque está fazendo isso por vingança, não porque REALMENTE não gosta, segundo porque Pie é bonitinho. — Ele disse mostrando a língua e rindo logo em seguida.
– Ok, ok… Pode me chamar de Pie. Mas… Agora me diz, é o apelido ou é o "Pie" que é bonitinho? — Disse mordendo o lábio inferior.
– O apelido. — Ele disse sério, me fazendo murchar.
Assim que percebeu que havia me deixado triste, se aproximou de mim, selando nossos lábios e dizendo:
– O Pie é lindo. Não bonitinho. — Eu corei e me dei por satisfeito.
Saímos da rádio — sem estar mais de mãos dadas — e decidimos passar no Chuck. Quando entramos no carro percebi que tinha deixado o celular lá e… 32 ligações não atendidas??!! A seqüência era bem assim: Mãe, Chuck, Mãe, Chuck, Mãe, Mãe, Chuck, Mãe, Chuck, Chuck, Chuck, Mãe… Poxa vida, eu não tinha dado desculpas pra nenhum dos dois. Complicado né? Eu era integrante de uma das bandas mais bombásticas de Quebec, mas ainda não podia sair de casa e ficar até tarde na rua sem dizer aonde estou pra minha mãe e… Para Chuck.
David ria da minha cara de desespero e eu o fuzilava com o olhar — fazendo-o rir ainda mais — .
– Ah tá, vai rindo aí! Por que não olha o SEU celular também, Desrosiers? — Disse bravo.
– Haha, Qual é, Pie! Quem eu poderia ter preocupado? Esqueceu que eu não tenho ninguém aqui? — Ele ainda ria todo abobado, mas pegou o celular pra não fazer desfeita. Parou de sorrir assim que olhou a tela: 28 chamadas perdidas. Há. — Opa… Quem me ligou tanto? Ele abriu o celular e viu… 5 ligações de Seb e… 23 de Jeff?? Ora, pra que tanto de uma pessoa só? Será que já não bastava dividir a casa com ele? Precisava passar o dia teclando o número do telefone?
Eu fiquei sério com aquilo e dirigi de volta pra casa do Comeau completamente calado.
Quando sai do carro, David correu do lado do carona indo até a minha frente me fazendo parar de andar até a porta da casa.
– O que foi Bouvier? Que bicho te mordeu? — Ele dizia brincalhão. Que droga, David, você não pode ser sempre assim… Me dificulta de ficar bravo com você desse jeito.
– Nenhum, oras.
– Não me diga que está com ciúmes… — Ele disse abrindo um sorriso enorme.
É, era difícil ficar chateado com ele.
– E se eu estiver? — Disse dando-lhe um beijo na bochecha.
– Nada. — Ele deu de ombros — Acho bonitinho. — Riu me dando um selinho.
– Mas eu preciso? — Disse voltando a ficar sério.
– Não, você não precisa. Não disso. — Ele falou com a voz doce que me fazia suspirar.
– E você vai me dar algum "isso" pra eu ter motivo? — Levantei a sobrancelha fitando seus olhos. Ele riu.
– Talvez… — Me mostrou a língua e eu não resisti… Tive que mordê-la — Ai! Fi'ou 'ouco 'ierre?! — Ele disse com a língua pra fora.
– Não mais que o normal. Hêhê, parece que o bicho TE mordeu, hein? — Disse rindo de sua cara.
– Hunf, tá mais pra bicha… — Ele resmungou.
– Há! Olha quem fala! — Ri mais ainda me dirigindo a entrada da casa.
David me segurou pelo braço um pouco antes de eu tocar a campainha — o que era estranho, considerando que eu entro e saio daquela casa desde os 5 anos de idade e nunca tinha apertado aquela coisa -, me fazendo olhar nos seus olhos.
– Espera, Pierre… Olha, a gente não vai falar nada, certo? Sobre 'isso', eu quero dizer — ele dizia apontando para mim e para ele -… Não agora, né? — Ele falava com uma certa insegurança.
– Não. — Acariciei seu rosto, sorrindo — Agora não.
Ele sorriu de volta e me beijou. Era o último beijo que poderíamos dar por enquanto, então era preciso aproveitar.
Chuck abriu a porta super nervoso — caramba, Comeau sabia dar um de "pai" ás vezes… Só que sempre — e começou a gritar com a gente — caham, comigo — :
– Ficou louco de sair assim, sem avisar nem nada, Bouvier? Fomos acordados com o telefone — Ele jogou o mesmo em mim — . Era a sua mãe perguntando se podia falar com você!
– Opa… — Eu disse prevendo a catástrofe.
– É, "opa" mesmo. Já deve imaginar o quanto foi ótimo pra mim… — Seb tossiu alto pra chamar a atenção de Chuck — Quer dizer, para TODOS nós, quando fui no porão te chamar e, "opa" não tinha Pierre e "opa" não tinha David — ele finalmente olhou pro pequeno — e "opa" não tinha nenhum recado dizendo aonde os "opa" bastardos foram.
– Foi mal Chucks, David esqueceu da carteira na rádio e como estavam dormindo… Fomos lá buscar. Achei que quando chegássemos ainda estariam dormindo. — Disse olhando pro chão. Cara, Chuck realmente sabia dar bronca de pais.
– Ai ai… Tá bom Pierre, vou ignorar que você foi um completo de um escroto hoje porque sei que vai ser bem pior quando aterrissar em casa… — Chuck disse já calmo. Eu não podia me estressar com suas broncas. Ele era meu melhor amigo, afinal. Eu sabia que ele brigava comigo pelo simples fato de se importar demais. Tem como ficar chateado com isso?
– E o palerma pegou as coisas pelo menos? — Disse Seb emaranhando o cabelo de David, que fez uma careta.
– Sim, o "palerma" aqui, que sabe responder por si só, diga-se de passagem, pegou as coisas dele. — David disse ofendido e todos riram.
Eles foram pra cozinha pegar umas cocas e batatinhas e eu fiquei na sala encarando minha quinhentas chamadas perdidas, pensando no que ia acontecer quando botasse os pés em casa. De repente percebi alguém se aproximando de mim… Era Sébastien.
– Hey, cara… Tudo bem? — Ele disse. Ok, o que ele queria?
– Tudo ótimo. — Disse sorrindo.
– Ótimo, han? Que bom. E porque tão "ótimo"? — Ele falou com a cara de curioso que faz 25 horas por dia. Ok, eu já estava entendendo o que ele queria.
– Sei lá. Eu só estou bem. Tirando o rolo que vai dar quando chegar em casa… Não tenho do que reclamar. — Disse dando de ombros.
– E tem do que agradecer? — Meu… Seb poderia ser menos óbvio? Não? Ok.
– Fala logo o que quer dizer, Lefebvre. — Falei o fitando sério.
– Nada ué… Só achei curioso que… A rádio nem é tão longe, sabe…
"Sei. Eu estava me agarrando loucamente com David, por isso me atrasei. Quer mais detalhes?" Pensei, apenas. Sorri por lembrar disso. Foi uma tarde muito, mas muuuuito boa.
Ele continuou:
– …E vocês demoraram tanto pra chegar… — Ele disse se fazendo de bobo ingênuo. Por acaso ele havia esquecido que essa era a função de David?
– E daí, Seb? Se quer falar alguma coisa, fala logo. — Disse com falsa impaciência, na verdade estava me divertindo com aquilo.
– Ok, Pierre. Você e David por acaso… — Na hora que ele ia falar os outros entraram cheios de porcarias, refrigerantes e… David? No colo.
Ri daquela cena junto de Seb, e eles colocaram o — meu — pequeno no chão.
– Bom gente… Eu ia dizer pra vocês se divertirem, mas tenho certeza que já vão fazer isso. — Falei rindo — Mas eu tenho que ir pra casa lidar com as feras… Então, até mais.
Eles fizeram um coro de "Ahhhhh…" e depois riram do fato de eu estar completamente lascado.
Sai pela porta e olhei os olhos tristes de David. Entendi o que ele queria dizer. Eu também queria poder me despedir dele com um selinho e um "até depois, amor" ou "me liga mais tarde", mas isso não poderia acontecer… Não agora, ao menos.
Ok, ok… Vamos ser francos, eu não queria sequer ter que me despedir dele. O que queria mesmo e pegá-lo no colo e levá-lo pra casa sem o soltar nunca. O que eu queria mesmo era poder dormir abraçado do meu pequeno…
Cheguei em casa e — como esperado — fui recebido com muito "amor" e "cainho" maternal. Depois de levar um esporro do tamanho do universo, recebi o veredicto: Só poderia sair de casa — que depois do castigo pode ser conhecida como prisão também, tanto faz — para os ensaios e os shows que por ventura pudessem acontecer.
Subi pro meu quarto, e quando tirei meu casaco para poder tomar um banho, senti o cheiro maravilhoso de David. Aquilo me fez suspirar fundo e perdi uma boa meia hora de frente pro boxe apenas sentindo o cheiro do pequeno que estava em minha roupa. "Ele poderia ser mais perfeito? Não." Falei pra mim mesmo encarando o espelho "Tomara que ele não perceba que ele é demais pra você Pierre… Porque ele é. Você não merece tanto" disse, entrando no banho, sorrindo satisfeito por tudo que aconteceu naquele dia. Tudo bem, aquilo havia me causado um castigo e uma ruga a mais no rosto da minha mãe, mas havia valido a pena. Tudo valia a pena por ele.
Quando acabei de me lavar, não consegui pensar em nada melhor pra fazer do que me jogar na cama. Era horrível ter que dormir sozinho, mas eu não tinha muita opção, né? Dormi pensando nele.
Era 1h da manhã quando meu celular começou a tocar. Olhei o número: Era David. Acordei num pulo, e o atendi super feliz:
– David! — Eu disse exclamado, mas sussurrando pra não acordar ninguém.
– Estava esperando outra pessoa? – Ele riu abobado.
– Nunca. — Falei e tive certeza de que ele estava corando do outro lado da linha.
– Te acordei?
– Claro.
– Desculpa.
– Eu disse que você me acordou, não que foi uma coisa ruim. — Ele riu envergonhado.
– Queria conseguir dormir também.– Eu podia imaginar um bico se formando naquele lindo rosto.
– E porque não consegue?
– Desde sempre eu me acostumei a dormir abraçado em algum bichinho de pelúcia… Ou uma almofada, travesseiro, que seja. — Ele tentou disfarçar a infantilidade dos brinquedos. Haha, que amor.
– E você não tem nenhum bichinho aí? — Disse fazendo voz de bebê.
– Tenho. Mas hoje queria abraçar outra coisa.
– Ah é? O que?
– Você.
Eu corei e sorri de orelha a orelha.
– Também queria estar abraçado com você.
– Jura?
– Juro.
– Ah… – Ele demorou um pouco para responder e eu ouvi um barulho no telhado embaixo do meu quarto — Então abre aí.
Olhei pra trás e o vi na frente da minha janela, acenando com o telefone no ouvido.
– Não acredito! — Disse antes de desligar e fui abrir a janela pra ele, ajudando a entrar — Você é louco!
– Você que é. Não sabia que é rude desligar na cara das pessoas? – Ele falou se fazendo de irritado.
– Não sabia que escalar a casa dos outros e invasão de propriedade? — Disse debochado.
– Ah é? Quer que eu vá embora? — Ele disse, já se dirigindo a janela.
– Está brincado? — Fui mais rápido, fechando a janela antes que ele fosse inventar alguma besteira — Se depender de mim, você fica aqui pra sempre.
– Parece uma boa ideia pra mim. — Ele sorriu passando a língua nos lábios, e eu o beijei caloroso. -Sinto muito frio de noite…
– Eu te esquento. — Sorrimos um para o outro, ambos corados — E… Hã… E o Jeff?
– Jeff parece um bom bichinho de pelúcia, mas a careca não é tão fofinha.– David fez bico e depois riu — Ele está dormindo, nem percebeu que eu sai. Por que? Quer que eu o convide?
– Nada disso! Ele já te tem demais em casa! — Falei revirando os olhos.
– Bom saber que isso te incomoda! Hê hê. — Ele sorriu satisfeito indo para a minha cama — Agora me esquente!
– Esquento quando me disser o que quis dizer com isso. — cruzei os braços e ele riu.
– Gosto de saber que você tem ciúmes de mim. É uma forma de mostrar que se importa comigo…
Fui até ele abraçando-o.
– É claro que eu me importo com você. Muito mais do que você imagina.
Nos deitamos debaixo da coberta e ele se encolheu em meu peito, enquanto eu circulava seu corpinho — tão pequeno… Tão perfeito e feito pra mim — abraçando-o forte, esquentando e o protegendo de tudo e qualquer coisa. Nossas pernas estava completamente entrelaçadas.
– Eu gosto de você, Pierre. — Ele disse com a voz doce — Gosto mesmo.
– Eu também gosto muito de você. Você nem sabe o quanto. — Ele sorriu e se afundou mais em meu peito.
– Boa noite, Pie.
Dei-lhe um beijo na testa.
– Boa noite, bebê.
Eu poderia ser mais sortudo? Lá estávamos nós: David e eu. Apenas nós dois em um grande e silencioso quarto escuro. Apenas nós dois. E o que mais importava? Nada além disso. Eu finalmente estava dormindo abraçado com meu pequeno.
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