How Long Will I Love You?

1 As long as stars are above you...


Notas iniciais
Boa leitura, nos vemos lá embaixo!

Capítulo Único

As Long As Stars Are Above You

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— Área limpa, Capitão. — Natasha Romanoff falou ao comunicador, após atingir mais um dos capangas de Ossos Cruzados.

— Entendido, Nat, aguente firme que estamos chegando. — o americano respondeu, atingindo um homem com seu escudo. Encarou o grande edifício a sua frente e encarou Sam, que pousava ao seu lado; Wanda apareceu à esquerda de Falcão logo em seguida. — Wanda, como nós praticamos.

— Pode deixar, Capitão! — respondeu ela, o levitando no ar e o lançando contra a janelam enquanto ele se protegia com o escudo.

Assim que pôs os pés no chão, Steve logo deu de cara com dois agentes. Se escondeu atrás de um pilar quando eles começaram a atirar, jogando seu escudo contra a parede — o qual bateu e voltou, atingindo um homem. Correu e saltou, pegando o escudo novamente e o lançando contra o segundo vilão. Deu passos firmes até as escadarias e subiu de forma rápida e cautelosa, não encontrando nada além de uma porta escancarada e Natasha caída no chão.

— Nat? — perguntou, correndo até ela e se abaixando. Ela havia sido atingida com algo forte na cabeça, levando em conta o ferimento que sangrava; no entanto, ela ainda respirava. — Sam. — chamou no comunicador. — Nat foi atingida, preciso de ajuda. Wanda, preciso que venha comigo.

Pouco tempo depois, os heróis surgiram naquele andar — Wilson logo correu até Romanoff, e a Maximoff parou ao lado de Steve.

— Wanda, eu e você vamos atrás do Rumlow, ele não deve estar longe. — o loiro fitou a morena, que tinha sangue no canto dos lábios enquanto assentia. — Sam, leve Natasha para a nave.

Logo, o americano e a feiticeira pularam para fora do prédio; quando aterrissaram, ele andou até ela carregado de preocupação.

— Te atingiram? — questionou, encarando os lábios da garota.

— Não foi nada. — respondeu ela, limpando o sangue em seus lábios enquanto um sorriso irônico aparecia neles. — Foi só um soco, mas já acertei as contas com o cara.

Rogers deu um meio sorriso e eles correram, logo voltando para a área movimentada da cidade. A garota foi na frente, abrindo caminho para o soldado entre a multidão, até que de repente sumiu da vista dele — em seguida, gritos foram ouvidos e a multidão correu, abrindo espaço para Steve ver Ossos Cruzados lutando contra a Maximoff, segurando-a pelo pescoço.

— Wanda! — ele gritou e lançou o escudo, atingindo o vilão, que deixou a morena cair no chão.

Ela encarou a luta de ambos ainda caída no chão, vendo quando Steve o pegou pelo pescoço e travou enquanto Rumlow dizia algo para ele… Até que reparou em sua armadura, que estava repleta de granadas escondidas, e havia um controle em uma das mãos do homem, o qual estava prestes a apertar um botão.

— Cuidado! — a Maximoff gritou, se levantando e fazendo um escudo em volta de Ossos Cruzados na mesma hora em que ele apertara o botão, contendo a explosão enquanto todos a olhavam. Levou-o para o alto, na intenção de explodi-lo no céu; mas ela não estava forte o suficiente para isso, e o homem explodiu bem ao lado do andar de um edifício, fazendo grande estrago.

Gritos foram ouvidos por toda a parte, e ela cobriu a boca com uma das mãos, caindo de joelhos com os olhos cheios de lágrimas. Steve foi até ela, abaixando e a abraçando pelos ombros, tentando confortá-la antes de ir socorrer os civis.

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— Foram constatadas doze mortes no total, além de quatro cidadãos em estado grave e outros dois com leves contusões. — dizia o repórter local na televisão enquanto a garota assistia em silêncio, sentada na cama e abraçando os joelhos. — O governo está preocupado, e vários civis no local estão devastados com a situação.

— Ela é um monstro, uma… — a televisão desligou, interrompendo a fala de um civil que era entrevistado. A Maximoff se virou e encontrou Steve Rogers apoiado no batente da porta, com o controle remoto nas mãos; ele logo foi até ela e se sentou ao seu lado.

— Você não é um monstro.

— Ligue a televisão de novo, eles afirmam exatamente o contrário. — a voz dela era fraca, porém carregada com seu sotaque russo.

— Eles estão errados. — o loiro retrucou, procurando uma das mãos dela pela cama — quando encontrou, a segurou firme.

— Como pode ter certeza? — questionou ela, apertando forte a mão de Rogers enquanto continha as lágrimas teimosas que queriam escorrer por seu rosto.

— Você pode até ter sido criada para ser um monstro, mas não é um. Você estava tentando salvar pessoas e salvou a maioria, salvou a mim. Ser herói não é salvar a todos, mas salvar o quanto for possível. — o americano levou a outra mão até o rosto dela, colocando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha, acariciando sua bochecha em seguida enquanto fitava os olhos dela. — Eu me distrai com Rumlow, a culpa foi minha e não sua.

— Não tente jogar a responsabilidade em suas costas, Steve… Mas obrigada. — ela respondeu, encarando a imensidão azul dos olhos do soldado, hipnotizada por seu olhar.

Eles eram bons amigos há alguns meses e conversavam bastante, mas ela nunca havia ficado tanto tempo encarando os olhos dele como estava naquele momento. De repente, ouviram batidas na porta e se viraram para ver Visão, o qual ficara um pouco sem graça.

— Desculpem, eu não achei que estava atrapalhando… — o tom do androide parecia mais baixo e constrangido do que o comum.

— Sem problemas, Visão. — a morena deu um meio sorriso e se afastou um pouco de Steve, ajeitando os cabelos. — Precisa de algo?

— Ah, na verdade eu estava procurando por você, Steve. O Sr. Stark acabou de chegar e gostaria de ter uma conversa com você. — respondeu ele, dirigindo a palavra ao garoto. — Parece ser sério.

— Diga a ele que já estou descendo. — ele respondeu e Visão assentiu, logo se retirando do local. O soldado se levantou, sendo seguido por Wanda. — Prometo que volto mais tarde para te fazer companhia, tudo bem? — prometia o homem, enquanto ficava de frente para a mulher.

— No horário de sempre? — ela riu fraco, se lembrando das várias outras vezes em que ele ia visitá-la e a fazia companhia.

— No horário de sempre. — Rogers abriu um sorriso discreto, encarando os olhos dela por alguns segundos antes de caminhar até a porta. Parou ali e se virou mais uma vez. — Até mais tarde.

— Até. — Wanda respondeu e foi até a porta quando ele saiu, o vendo seguir pelo corredor.

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Quando terminou de descer as escadarias, Steve já percebeu que o assunto era sério. Stark estava sentado, os braços cruzados em frente a mesa de vidro, encarando uma pasta amarela aberta e vários outros documentos e fotos espalhados pela mesa — e, em todas as fotos, o capitão podia ver o rosto de Wanda Maximoff.

— Queria falar comigo, Tony? — indagou o americano, fazendo o playboy fitá-lo.

— Acho melhor se sentar, Capitão. — respondeu, enquanto Rogers caminhava até a cadeira em frente ao herói e se sentava. — As informações sobre a última missão chegaram até mim e… Bom, o governo não está muito feliz com isso, Steve. Com nada disso tudo.

Tony deslizou a pasta pela mesa, a qual Rogers pegou e abriu. Entre as várias coisas que ali estavam, o americano viu o título de um projeto em andamento do governo para que os heróis não atuassem como de costume, Acordos de Sokóvia, além de várias informações sobre os heróis nas páginas seguintes. Entretanto, na página que retratava Wanda Maximoff, ela era tida como ameaça a segurança civil e problema que deve ser resolvido; o que fez o herói fechar a pasta e a jogar violentamente contra a mesa.

— Que palhaçada é essa? — perguntou o soldado, com sua expressão mais do que irritada.

— É o que o governo acha de todos nós, Rogers. — Tony evitava encarar o companheiro nos olhos. — E não digo o governo americano, estou falando a níveis mundiais. ONU.

— Então a ONU quer suspender os Vingadores e considerar Wanda um problema mundial? — Steve riu de nervoso. — É sério?

— Eles não vão nos suspender, Capitão, vão apenas nos chamar quando for necessário. O General Ross virá aqui em algumas horas para explicar tudo melhor. Wanda causou estragos a nível mundial após comprometer dezoito civis. — respondia o homem da armadura de metal.

— Nenhum de nós deveria ter que lidar com nada disso, Tony, muito menos ela! — o tom de voz dele aumentou um pouco, enquanto ele se levantava. — Ela não tem culpa de nada disso.

— Bom, mas para o governo ela tem. — Stark se levantou também, apoiando as mãos na mesa.

— E desde quando você considera as opiniões formais do governo? — Rogers estava ficando irritado com a situação. — Ela estava tentando salvar pessoas, e salvou!

— E outras doze foram mortas, Rogers, eles tem o direito de ficarem irritados!

— Irritados com Rumlow, não com ela. — ambos falavam um por cima do outro.

— Ela é uma heroína e, assim como nós, deve ter responsabilidades Rogers!

— Ela é uma criança nesse mundo! — a voz de Steve soou alterada, e ele suspirou enquanto desviava o olhar de Stark. — Wanda não está acostumada com tudo isso, Stark. Nem mesmo nós estamos totalmente acostumados com a ideia de nos tornarmos culpados pela atitude de um vilão.

— Steve… — Antes que Tony pudesse continuar, o elevador foi aberto, mostrando o General Ross acompanhado de Visão. — General Ross, não esperávamos ver o senhor aqui tão cedo.

— Eu vou chamar o resto da equipe. — Visão falou antes de se retirar.

— Bom, o voo saiu mais cedo que o esperado. — Ross dizia enquanto se aproximava da dupla. — Analisando as expressões de vocês, acredito que estavam falando sobre os Acordos.

— Mais ou menos. — Rogers bufou. — De qualquer forma, vamos logo começar essa reunião.

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A garota respirou fundo quando Stark, Visão e o General Ross se retiraram da sala e foram para o elevador. Aquela reunião havia a deixado insegura e preocupada com o que aconteceria dali em diante, ainda mais em perceber que Steve estava tão nervoso quanto ela. Se ajeitou na cadeira e encarou Rhodes e Samuel, que discutiam na frente de todos, com algumas participações de Natasha — a qual parecia estar indecisa sobre qual lado iria apoiar. No entanto, fitou Rogers e o viu ali, isolado das conversas enquanto encarava a tela de seu celular, seu rosto pálido e seus lábios demonstrando choque.

— Desculpem, eu… Eu tenho que ir. — falou o americano de forma desconsolada, levantando-se violentamente e correndo para fora da sala.

Seguindo seus instintos, Wanda levantou e seguiu o loiro com passos apressados, o encontrando parado nas escadarias.

— Steve… O que houve? — ela se aproximou com passos lentos, sem obter resposta. — Steve?

— É a Peggy, Wanda. — a voz do soldado quase não saiu, e ele se virou para fitar a garota. — Ela sofreu uma hemorragia interna e vai ter que passar por uma operação de risco em seis horas… As chances são mínimas. Isso não pode estar acontecendo…

A Maximoff ficou sem reação quando uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Rogers; pela primeira vez, ele estava chorando em sua frente — o homem mais otimista e confiante que já conhecera, a ponto de se afogar em lágrimas. Sem saber ao certo o que devia fazer, a feiticeira caminhou até ele e o abraçou com força, logo sentindo os braços dele a envolvendo também. Steve soluçou e ela o apertou ainda mais forte, apoiando a cabeça no ombro dele.

— Estarei aqui se precisar de mim, Steve. Eu prometo. — sussurrou ela, próxima ao ouvido dele.

Rogers sentiu seu corpo se arrepiar levemente enquanto afagava os cabelos dela.

— Obrigada, de verdade. — respondeu ele, se afastando um pouco para encarar os olhos dela, porém com seus braços ainda a envolvendo. — Estou indo acompanhar a cirurgia em quatro horas, se quiser me fazer companhia…

— Vai para o seu apartamento, descansa um pouco, e daqui quatro horas estarei te esperando para irmos então. Combinado? — ela deu um meio sorriso, o qual ele devolveu.

— Combinado.

Após respondê-la, o americano a envolveu em seus braços mais uma vez, acariciando os cabelos dela enquanto sentia as mãos da Maximoff passeando por suas costas. Sentir o abraço da garota o fazia ficar mais calmo, e ela não tinha ideia do quanto.

Colocando a escova acima da pia do banheiro, ela se encarou no espelho por poucos segundos antes de pegar novamente a escova e a usar para arrumar os cabelos novamente. Você é uma idiota, Wanda, sua consciência dizia no interior de sua mente, para quê está se arrumando tanto, hein? Está indo para uma cirurgia de risco, não para um encontro. A garota largou a escova e se mirou no espelho de novo, ajeitando o casaco marrom e mexendo nos fios castanhos com as mãos. Está quase na hora, pensou ela ao fitar o relógio, que marcava quatro e quinze da tarde. Pegando sua bolsa, ela saiu do quarto e desceu as escadarias, dando de cara com Natasha no final dela.

— Nat. — ela falou, um pouco surpresa.

— Oi, Wanda. — a agente a analisou rapidamente, já sabendo que ela tinha intenções de sair. — Estava pensando, acho que poderíamos nos distrair depois de tudo isso… Se quiser conversar, estou aqui.

— Eu vou sair agora, Nat. Steve precisa de mim. — a Maximoff tentou passar por ela, porém Romanoff colocou o braço na frente, o que a fez fitá-la. Em seguida, Wanda soltou uma risada irônica. — Deixa eu adivinhar: você não vai me deixar sair pois sou uma ameaça mundial.

— Não vou deixá-la sair por ordens. — ela respondeu, sem encará-la.

— Desde quando você escuta o Stark, Nat? — ela forçou o braço da ruiva para baixo, passando por ela e cruzando os braços ao encará-la. — Me considera uma ameaça mundial também?

— Wanda, não quero problemas com você. — respondeu ela, tentando manter a calma.

— Então não me impeça de sair. — retrucou a morena, virando de costas e caminhando até o elevador. Em seguida, viu um dos ferrões de Natasha serem lançados contra o elevador, lançando uma carga de energia e o fechando. — Eu não acredito nisso. — Wanda se virou, revoltada. — Achei que fôssemos amigas.

— E somos. Faço isso pois quero seu bem. — a agente falou. — Acredite em mim.

— Natasha, eu não quero brigar… Mas se você não me deixar sair, eu não vou ter outra escolha. — ameaçou ela, sem conseguir fitar Romanoff. Foi até a escadaria de emergência, que tinha sua porta aberta e, em questão de segundos, viu uma faca ser lançada e passar a centímetros de seu rosto. Revirou os olhos chateada e se virou novamente para a russa.

— Último aviso. — disse a viúva negra, com mais uma faca em mãos.

— Sinto muito. — Wanda moveu as mãos e fez com que a faca fosse envolvida por uma aura escarlate, a retirando da posse de Natasha e jogando para longe. — Não vou ficar presa aqui.

— Juro que eu não queria ter que fazer isso. — a ruiva falou, andando até a feiticeira pronta para atacar.

Ao ver as intenções da oponente, a Maximoff torceu as mãos e fez com que a agente parasse no caminho, a impedindo com seus poderes.

— Fique longe de mim. — a morena falou e a jogou para longe, fazendo a agente deslizar pelo chão. Se virou e caminhou até o começo das escadarias, porém foi pega de surpresa com um puxão de cabelo, sendo lançada contra o chão em seguida.

Encarou Romanoff e se levantou, a agente da S.H.I.E.L.D. ficando entre a feiticeira e a porta. Natasha correu até ela, porém Wanda pensou mais rápido e girou, usando magia para envolver a russa com magia e jogá-la para bem longe. Rapidamente, Nat se levantou e correu novamente, desviando de um dos ataques escarlate da feiticeira e atingindo-a com um chute, seguido de um soco e um empurrão.

— Não me obrigue a isso! — Romanoff falou enquanto Wanda se levantava.

Irritada, a Maximoff fez uma forte magia que envolveu a agente, fazendo com que ela não conseguisse se mover e sentisse dor ao tentar. Quando estava quase fazendo a ruiva perder a consciência, escutou uma voz robótica atrás de si.

— Eu sinto muito por isso. — Visão disse, antes de acertar algo pesado na cabeça da feiticeira, a fazendo perder a consciência.

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Desde o dia da reunião, duas semanas já tinham se passado e Steve não obteve sequer um sinal de Wanda. Quando ia até a Torre dos Vingadores, para a qual a feiticeira havia sido levada após os incidentes com Ossos Cruzados, sequer o permitiam entrar; afirmavam que a garota não estava bem e que gostaria de ficar sozinha. Sempre a mesma desculpa, ele pensava. E, com tudo o que estava acontecendo nos últimos dias — a morte de Peggy Carter e a aprovação dos Acordos de Sokóvia, que aconteceria em uma semana —, teria que invadir a torre se quisesse vê-la. E era isso o que ele tinha acabado de fazer.

Em sua mente, já havia revistado todo o ambiente: quartos e banheiros, salas especiais e de treinamento, cozinhas, e nenhum sinal da Maximoff. Temia que ela tivesse aceitado o Acordo e tivesse ido junto com os outros para a assinatura, mas sabia que não — ela não iria fazer isso. Agora, faltava apenas o pequeno calabouço que Tony havia instalado na Torre para alguma emergência, e mesmo acreditando que ela não estaria ali, desceu as escadarias a sua frente. Quando chegou ao local de destino, se assustou com o que viu.

Ali estava ela, amarrada a uma camisa de força e com grandes olheiras abaixo dos olhos.

Quando Wanda o avistou, se levantou rapidamente e foi até o vidro que a prendia, seus lábios dando a entender que ela havia chamado “Steve”. Assustado com a situação, o soldado começou a procurar desesperadamente por um painel de controle ou algo do tipo, até que viu uma pequena caixa de controle no fundo da sala, correndo até ela e a abrindo, para assim mirar os vários botões numéricos e um visor.

— Droga. — reclamou Rogers, tentando pensar em algum número. 250913, digitou o capitão, logo ouvindo o barulho de várias sirenes pelo local e um visor mostrando “senha incorreta”. Bufou e digitou 240913, dessa vez funcionando e levantando o vidro da cela da garota. — Wanda!

O americano correu até ela e soltou a camisa de força com dificuldade; no entanto, quando a feiticeira se viu livre do que a prendia, se jogou nos braços do rapaz e o apertou com força.

— Como você sabia a senha? Eu… Obrigada. — concluiu ela enquanto sentia os braços musculosos do capitão a envolvendo, ainda pensando no que dizer.

— Já conversei com a Pepper duas ou três vezes. — Steve riu fraco e colou suas testas. — Temos que ir. Se alguém estiver nessa torre, já sabem que estamos aqui.

Concordando com ele, a Maximoff se soltou de seu abraço; o loiro, porém, entrelaçou seus dedos nos dela e iniciou uma corrida, a qual ela não teve dificuldade em acompanhar. Subiram as escadarias rapidamente, mas quando chegaram no salão principal, deram de cara com um Visão mal-humorado e pronto para combate.

— Capitão. — o androide falou.

— Não precisamos brigar, Visão. — respondeu Rogers. — Só nos deixe ir.

— Eu tenho que seguir ordens, Capitão. É mais seguro para ela aqui. — ele tentava argumentar.

— Amarrada em uma camisa de força sem poder ver a luz do dia? Bela segurança. — Wanda protestou, irritada.

— Não foi ideia minha, e nem de ninguém da equipe. Foram ordens do General Ross, e por pouco você não foi mandada para uma cadeia. — Visão retrucou.

— Visão, só nos deixe ir. — Steve sugeriu novamente.

— Sinto muito, mas não posso fazer isso. — falou a voz robótica.

Assentindo, o americano esperou alguns segundos antes de correr com Wanda, desviando de um dos raios da joia da mente de Visão. O mesmo mirou com mais precisão e atingiu o loiro, o fazendo ser lançado para longe, o que fez a Maximoff soltar um grito abafado. Irada, ela se virou e lançou um de seus feitiços, imobilizando o androide e o fazendo cair de joelhos aos poucos, enquanto o chão começava a se romper abaixo dele.

— Wanda, não faça isso. — Visão disse. — Ross vai caçar você até a morte.

— Que ele venha. — ela continuou, colocando força total em sua magia. — Não vou ficar presa aqui de novo, e em nenhum outro lugar.

— Vai se tornar o monstro que eles anunciavam na televisão? — o androide indagou, a fazendo diminuir o feitiço por alguns segundos. Respirou fundo e, dessa vez, torceu as mãos e colocou o robô totalmente de joelhos.

— Eu seria um monstro se seguisse esses Acordos ao invés de buscar justiça, Visão. Quero ser uma heroína, e não uma peça do xadrez da ONU. Sinto muito.

Ao finalizar, a Maximoff fez o chão se romper, e de novo e de novo, até fazer um grande buraco em vários andares da torre. Olhou dentro do enorme círculo que havia rompido, sem conseguir ver o corpo do androide por estar muito fundo, e sentiu uma mão repousar em seu ombro.

— Você está bem? — Steve perguntou, ganhando um abraço e logo o correspondendo, entrelaçando os dedos nos cabelos da morena.

— Agora estou, Steve. Agora estou. — ela falou baixinho, porém sabendo que ele escutaria.

Rogers não conseguiu conter um grande sorriso, porém logo se separou dela.

— Vem, vamos ir embora daqui.

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Ao avistar os cabelos da morena ao vento, o loiro não conseguiu conter um sorriso — jamais conseguiria perto dela. Wanda estava encostada no capô de seu carro, enquanto Rogers descia de sua velha companheira, sua moto; começou a dar passos lentos da direção dela, ao mesmo tempo em que ela começou a caminhar até ele também. Pararam quando se viram um na frente do outro, seus corpos bem próximos.

— Quando aprendeu a dirigir? — ele perguntou bem-humorado.

— Sam pode ser um anjo quando quer. — zombou a garota. — Achei que não iria vir. — a Maximoff deu um meio sorriso. — Eu estava errada.

— Como eu poderia deixar de dizer adeus? — Steve respondeu, seu rosto ganhando um ar triste ao dizer ‘adeus’. — Você não vai mudar de ideia sobre isso, não é?

— Infelizmente, não vou. — ela riu sem graça. — Ross ordenou minha caça em todo o país, Steve. Clint conseguiu alguns contatos fora do país e eu estarei segura lá, pelo menos por enquanto.

— Sabe que posso te proteger dele, não sabe? — o americano sorriu.

— Sabe que não quero te encrencar mais do que você consegue se encrencar sozinho, não sabe? — retrucou a feiticeira.

— A guerra contra Stark vai ser inevitável, pelo o que eu e Sam concluímos. Amanhã eles vão assinar os Acordos de Sokóvia e, então, seremos vigilantes para o povo e fugitivos para o governo… E Tony vai tentar nos fazer assinar essa palhaçada de qualquer jeito. Então, por um lado, sua ida é boa. — ele falou, a deixando um pouco confusa. Rogers colocou uma das mãos na bochecha dela e acariciou-a, enquanto os olhos de Wanda se fecharam lentamente. — Você vai estar longe da guerra e longe dos perigos daqui, menos chances de se machucar.

A garota riu e se aproximou dele, seu sorriso desaparecendo totalmente e se tornando um rosto carregado de melancolia.

— Eu vou sentir sua falta. — a Maximoff falou baixo, encarando os olhos azuis do loiro, o qual a puxou para um abraço apertado e demorado.

— Não mais do que eu vou. — o soldado admitiu, afagando os cabelos dela enquanto a garota apertava seus ombros com força.

Os dois ficaram longos minutos ali, sentindo o vento bater contra seus corpos enquanto esquentavam um ao outro — e, por mais que ambos quisessem que aquele abraço durasse para sempre, sabiam que teriam que se separar uma hora. No fundo, Rogers tinha medo; medo de perdê-la, perder a garota por quem seu coração batia mais forte há meses sem ela nem imaginar. E ele nem desconfiava de que ela compartilhava do mesmo medo que ele. Quando se separaram, ela sorriu sem graça.

— Adeus, Steve.

— Adeus.

Wanda se virou e começou a caminhar até a porta de seu carro, porém parou antes de abrir a porta. Talvez seja minha última chance, afinal, ela pensou antes de se virar novamente e correr até o soldado, o puxando para perto e selando seus lábios.

Inicialmente, ele ficou chocado com a atitude da garota, porém logo a puxou pela cintura e colou seus corpos, uma de suas mãos passeando pelas costas dela enquanto a outra brincava com os fios morenos da Maximoff. Uma das mãos da feiticeira repousava na bochecha do rapaz, enquanto a outra apertava com calma a nuca dele — e sentir os suaves lábios de Steve Rogers nos seus era como uma amostra grátis do paraíso. Longos minutos se passaram e eles continuaram ali, aproveitando cada pequeno segundo em que tinham um ao outro sem interrupções, até que ela separou seus lábios e colou suas testas.

— Desculpe, eu… Eu não sei se devia ter feito isso, eu… — as bochechas dela coraram quando ela tentou escapar dos braços dele, sem ter sucesso — ou verdadeira vontade de sair do aconchego de Steve.

— Você demorou para fazer isso, na verdade. — Rogers sorriu brincalhão, a fazendo ficar um pouco surpresa. — Há meses espero por isso.

A garota sentiu seu rosto queimar enquanto dava um grande sorriso para ele, que colou novamente suas testas e acariciou uma das bochechas dela com o polegar.

— Por que eu, Steve? — ela perguntou baixinho.

— Não sei ao certo, mas sabe, meu coração escolheu muito bem. — o sorriso do americano aumentou. — E eu amo você. É tudo o que eu sei.

A Maximoff travou pro alguns segundos, porém deu um selinho nele e colou suas testas novamente.

— E eu só sei que você é a pessoa mais legal que eu conheço, e que eu também amo você. — Wanda falou um pouco insegura, ganhando mais um demorado beijo do capitão. Quando se soltaram, no entanto, ela aparentava estar preocupada. — Você sabe que eu não sei se vou poder voltar.

— Sim, eu sei. — o loiro suspirou. — Se não puder voltar, eu vou atrás de você quando isso tudo tiver um fim, com as mesmas coisas que estou sentindo agora: amor, carinho e admiração. E, se você voltar, pode ter certeza: eu vou sentir tudo isso de novo, como se eu estivesse olhando o céu pela primeira vez.

Wanda sorriu e o beijou novamente, ambos ficando longos minutos abraçados e provando o doce sabor dos lábios um do outro. Ela sabia — sabia que daria um jeito de voltar e vê-lo de novo, e aproveitar todo aquele carinho e amor que estava recebendo; e, acima de tudo, sabia que o amava e que se sentia amada, e que seu irmão estaria feliz por ela agora. Permaneceram ali, trocando beijos, carícias e palavras belas por longos trinta minutos, até que se separaram definitivamente.

— Eu te amo! — ele gritou animado quando ela começou a caminhar para o carro.

— Eu também te amo! — ela devolveu no mesmo tom, sorrindo e mandando um beijo para ele, antes de entrar no carro.

Ela voltaria por ele. E, se não pudesse, ele iria até ela.

Mas eles se veriam muito em breve.

Notas finais
Espero que tenham gostado, meus lindos!
Nos vemos nos comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!