Notas iniciais
não tinha oq escrever sçalçsaççlsa socorro

Dois meses passaram e eu não estava mais aguentando ficar forjando mentiras e inventando coisas ao conversar com Elena.

Todos os dias depois do colégio, pegamos um atalho para um lugar bem alto da cidade e ali ficamos. Conversamos sobre várias coisas e curtíamos acompanhia um do outro.

— Lena? — Chamei ela colocando meu braço nos seus ombros.

— Oi Kol.

— Não sei se consigo mais.

— O que?

— Fingir que nos odiamos. — Falei olhando para a vista da minha frente.

— Conseguimos por 2 meses.

— Eu sei, e é muito tempo.

— Você acha mesmo que é o melhor a fazer?

— Acho.

— Vamos pensar mais sobre isso ok? — Ela falou virando para mim.

— Tudo bem.

— Mas outra hora. — Elena falou e me beijou.

Passamos a tarde toda juntas e quando voltei pra casa, Klaus me parou.

— O que você quer? — Perguntei.

— Você está saindo com a Elena.

— Não estou não.

— Eu não perguntei nada. Estou afirmando.

— Por que acha isso?

— Vocês não conseguem disfarçar.

— Como? — Perguntei indiferente.

— Vocês pararam de brigar.

— Ainda brigamos.

— Vai comparar hoje com o 2 meses atrás?

Não respondi.

— Vocês dois sempre estão olhando um para o outro. Sempre rindo e conversando sem brigar. Os dois somem de tarde depois da aula. Sempre chegam um atrás do outro em casa depois.

— Você me pegou. Tudo bem.

— Sabia. — Ele bateu as mãos e riu.

— Mas sei que as coisas mudaram pra você também.

— Caroline... — Ele falou o nome dela pensativo.

— É irmão, estamos bem. — Bati a mão nas costas dele e fui para meu quarto.

Vi Elena conversando com o irmão rindo e se divertindo.

— Não acredito que você tá pegando o Kol. — Jeremy me disse.

— Qual é! Ele é um gato. — Falei.

— Não é meu tipo né Elena.

— Hahaha. — Eu ri dele e perguntei:

— Como está a Anna?

— Muito bem. — Ele sorriu mostrando o anel do seu dedo.

— VOCÊ DEU UMA ANEL PARA ELA?

— Dei. Acho que tava na hora de termos algo fixo.

— Super apoio. — Abracei ele que resmungou e saiu do quarto.

Virei os olhos e vi Kol apoiado na janela, sorri para ele e abri a janela.

— Meu irmão descobriu. — Falei para Elena.

— O meu também. — Nós dois rimos e tirei uma das minhas mãos da janela e joguei para o espaço que tinha entre nossa casas.

Elena sorriu e fez o mesmo custando para segurar minha mão.

— Sabia que eu te amo? — Falei baixinho só para ela ouvir.

— Sabia. Eu também te amo.

— EPA! — Falou Klaus lá de baixo.

Bufei de raiva e soltei a mão de Elena.

— O que você quer?

— Nada. Já tirei minha foto. — Ele falou olhando de cima e depois para a câmara.

— Que foto?

— De vocês dois de mãos dadas.

— O que você vai fazer?

— Por que acha que quero fazer algo?

— Porque você é o Klaus. — Falou Elena.

— Me sinto elogiado.

— Exclui essa foto.

— Não. Vou mostrar pra Car.

— Caroline? — Elena gritou. — TÁ DOIDO?

— Não. — Ele sorriu e disse: — Vou para o computador passar a foto. — Klaus entrou e disse para Elena:

— Vou fazer algo. — Mandei um beijo pra ela e sai correndo.

— Klaus, pelo amor de Deus. — Falei chegando perto dele que estava mechendo no computador.

— Fala sério Kol. Não vou perder isso.

— Tudo bem... — Falei pensando. — Mas vai perder a chance de sair com Caroline. — Klaus girou a cadeira e me encarou.

— Explique.

— Se você me der essa foto, Caroline sai com você.

— E como você vai fazer ela sair comigo?

— Não é muito difícil né.

— Então vou facilitar. — Ele falou se virando e apertando no mouse.

— O QUE VOCÊ FEZ?

— Mandei pro jornal do colégio.

— VOCÊ FEZ O QUE?

— Você escutou cara.

— Perdeu o encontro.

— Não.

— Sim.

— Não.

— Sim.

— Eu não mandei para Caroline. Quero meu encontro.

Bufei e subi para o quarto e Elena estava na janela.

— É melhor nos prepararmos para amanhã.

— Por que?

— Klaus mandou a foto para o jornal do colégio.

— ELE O QUE?

— Tive a mesma reação.

— Por que ele não mandou para Car?

— Porque eu disse que ele ia ter um encontro com ela. — Falei.

— Não vai ser muito difícil ela aceitar.

— E fácil?

— Caroline gosta de coisas originais e imagino que isso vai ficar pra você arrumar. — Elena sorriu e disse: — Vou fazer dever. Até amanhã. — Ela fechou a janela e pegou sua bolsa para tirar os materiais.

Saí da janela e fui fazer o mesmo.

Era o dia seguinte e não sabia ao certo o que iria fazer. Provavelmente todos da escola iriam nos dar parabéns por estarmos juntos ou todo mundo ia chingar por estarmos fingindo brigas.

Suspirei bem fundo e sai de casa. Mandei uma mensagem para Elena dizendo que queria encontrá-la assim que ela chegasse no colégio.

Um tempo depois, ela me responde que já estava me esperando na frente do colégio. Então, apressei o passo e cheguei na escola.

— Bom dia. — Falei.

— Bom dia.

— Precisamos conversar.

— É. — Ela falou mexendo na bolsa. — Você precisa ver o corredor.

— O que tem lá? — Falei me mexendo para entrar.

— Acho que não vai gostar. — Ela falou e nós dois entramos no corredor aonde, por toda a parte, estava lotado da nossa foto de ontem da janela.

— Eu mato o Klaus. — Falei furioso.

— Kol, está todo mundo olhando para a gente.

Até agora, não havia reparado em todas as pessoas do colégio olhando para a gente.

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— O que? Nunca viram dois namorados não? — Falei alto para todos ouvirem. Eles arregalaram os olhos e vários voltaram a conversar normalmente.

Furioso, peguei várias fotos e fui rasgando pelo corredor.

— O que aconteceu com você Kol? — Perguntou Elena.

— Todo mundo sabe.

— E qual é problema? Você queria que eu namorasse com você escondido enquanto eu enganava todo mundo?

Olhei estressado para ela e sai andando.

— KOL. — Ela gritou quando eu entrei para dentro da minha sala.

— O que? — Voltei para a porta.

— Acabou. — Ela se virou para a sala dela, então gritei:

— POR QUE EU QUERIA QUE FOSSE ALGO EM SEGREDO? TUDO BEM ELENA.

— É, TUDO ÓTIMO. — Ela gritou e jogou os cadernos na cadeira.

Saí da minha sala indo direto pro banheiro. Tentei me acalmar um pouco até o terceiro horário.

— É Kol, ninguém mandou ser trouxa demais. — Falei olhando para o espelho.

Então, com raiva, dei um soco no espelho que caiu pelos meus pés, cortando toda minha mão.

Notas finais
espero que tenham gostado, comentem.