How Do You Say I Love You?
35 Quero toda manhã
Notas iniciais
Creio que minha narração cuidadosa e detalhada compense a espera.
Dedicada a todas vocês, de coração, não considero mais apenas leitoras e sim companheiras de sonho. *u*
Lucy, Luci, Uena, Thais Boo, Hooliegunner, Cassia, Rocksmyra, Nathalia entre outras anonimas ou as quais eu esqueci-me de mencionar - perdoem-me - e MAHALO NUI LOA EKU'U ALOHA!
Boa leitura! :*
Inspirei profundamente sentindo o ar salgado engolfar minha alma de paz e alento. Neste momento, graciosas borboletas em quarteto exibiram sua beleza sutil em voo suave pelas flores Hibisco da orla de minha sacada.
“Amor?” ouvi seu chamar vir de dentro do quarto; virei-me e o vi surgir no portal de vidro, ele sorriu. “Hm?” indaguei. “O café da manhã chegou. Vem?” Peter estendeu sua mão e segurando-a entramos no quarto, ele me dando beijos no pescoço e eu rindo por causa das cocegas.
“Bruno! Quanta comida! Eu ri e sentei a mesa. “Eu devoro isso em um instante.” Ele disse faminto. Eu ri. “É, não jantamos ontem…” Falei distraída segurando o copo no qual Peter me servia de leite. Servi torrada com pasta de amendoim para ele e comecei a comer o cereal com leite que ele me preparara. Por minutos de silencio saciamos nossa fome, até o silencio trazer-me pensamentos distantes que me levaram para longe.
– Pensativa amor? – ouvi a voz de Bruno distante.
–Hã… – pelo seu tom de voz percebi que ele compreendera minha expressão.
Alguns instantes de silencio.
– Você vai me contar como foi a reunião ontem? – eu disse enfiando uma colherada na boca para disfarçar a instabilidade em minha voz.
Segundos de silencio.
Bruno largou a torrada no prato, pigarreou – houve uma mudança na agenda – ele disse calmamente. Vi que estava escolhendo as palavras. Respirei fundo – a apresentação no Today Show que seria em três semanas foi remarcada para daqui a uma semana.
Assenti – engolindo em seco o nó que se formou em minha garganta. Uma semana. Repassei em minha mente. Os olhos castanhos de Bruno fixaram-se nos meus, sustentando-me. Em seus lábios apareceu uma linha de sorriso leve que se alargou ao tocar em minha mão sobre a mesa. Essas covinhas! Oh, meu Deus! Acaricia-me o coração olhar nestes olhos, ver esse sorriso.
Peter sustentou meu olhar e indicou o céu azul lá fora com um meneio de cabeça – Está um lindo dia, vamos passear? – ele disse.
Agradecida por sua mudança de assunto eu sorri. Era hora de aproveitarmos a presença um do outro e por outro lado isso era um fato, não adiantaria lamentar precipitadamente por algo que já esperávamos.
∞
–A câmera, Jas – lembrou-me Peter quando eu pegava minha bolsa e já ia encontra-lo na porta.
–Ah… – eu disse e fui pega-la encima da cama – Pronto.
Bruno me deu um beijinho estalado e fechou a porta após sairmos.
– Aloha kakahiaka – dissemos em uníssono a Ashley na recepção.
O dia estava extremamente quente e movimentado, no entanto o trafego estava tranquilo. Bruno guardou nossas mochilas no porta malas e correu para abrir a porta para mim. Pegamos a estrada rumo à Oahu.
Tentei explicar a Bruno algumas teses e compreensões da psicopatologia. Oh, coitado, bem que ele tentou entender, porém meu vocabulário apurado não fora nada esclarecedor. Mas ele prestou atenção, comentou e perguntou interessado. E só para me divertir usei de palavras cada vez mais complicadas, para ver sua expressão horrorizada. Acabamos transformando tudo em brincadeira; disputando quem falava mais difícil. “Ah, você inventou isso!” eu disse exasperada e rindo. “Não, não! Vai me diz oque quer dizer?” ele riu. “Hmm… Tergiversar… Tergiversar… – levei o dedo indicador à boca, refletindo — Argh, me rendo! Oque quer dizer?” “Não sabe?” “Não.” “Huum… Nem eu. Pensei que você soubesse.” Abri a boca e franzi o cenho, Peter caiu na risada. “Bruno!” eu o acompanhei rindo.
Diminuindo a velocidade Bruno parou o carro na beira da estrada, ele desceu a abriu a porta para mim como de praxe. Demos a volta no carro, parando lado a lado, a nossa e a vastidão praiana hipnotizou-nos. Comtemplamos de cima o mar bater as ondas contra as rochas afiadas. Abraçados recostamo-nos na lateral do carro e ficamos ali sentindo a presença um do outro e às vezes comentando quando uma gaivota sobrevoava as aguas, mergulhava e emergia com seu alimento no bico.
“Pera.” Eu disse, Bruno olhou-me com interrogação, mas afrouxou seus braços libertando-me. Fui até a janela, enfiei o tronco para dentro do carro procurando pela minha bolsa no banco. Bruno me deu um tapa na bunda e eu soltei um gritinho risonho. “Tá procurando oque?” disse ele ao meu lado. “A… Camera.” Estiquei-me mais um pouco e por fim alcancei a bolsa, mas meu corpo ficou mais para dentro do que para fora de maneira que fiquei pendurada, feito uma gangorra. Peter riu “Me puxe.” Eu disse tentando não rir. Peter ele dava risadinhas divertidas “Bruno!” “A visão está tão boa.” Ele disse contendo o riso, mas senti-o encostar-se a mim, suas mãos em meu tronco me segurarem e puxarem-me para trás. “Uh.” Eu disse quando meus pés tocaram ao chão. Peter sorriu com os olhos nos meus. “Peguei.” Ergui a câmera. Ele me deu um selinho demorado e quente.
Fomos até o porta malas, Bruno pegou as mochilas e descemos o relevo rochoso até a praia. Aconchegamo-nos na relva sob as sombras dos coqueiros e palmeiras – ali soprava uma brisa fresca.
Bruno puxou-me para seu colo, com as pernas na areia e tronco em seus braços ele parecia me ninar. Elevei meus olhos e vi seu olhar, castanhos olhos que brilhavam calorosos. Perdemo-nos neste momento mágico do qual tanto gostávamos.
Peter fez carinho em minhas bochechas “Qual e a cor natural de seus cabelos?” ele disse ao afaga-los. “São ruivos escuros.” Falei. Ele enrolou um cacho no dedo “Gosto deles, são um reflexo de sua personalidade – pausa para inspirar profundamente uma mecha de meu cabelo – Exuberante, selvagem, forte e irônico pois é tão gracioso, suave, quente quanto.” Eu ri “Selvagem?” Bruno sorriu “Você é linda, anjo.” Pus a mão sobre a sua que se encontrava em um caminho suave por meu queixo, trocamos um sorriso e ele inclinou-se para beijar-me.
BRUNO;
Perto ou pouco depois do meio-dia pegamos nas mochilas nosso suprimento para o dia – Jas ria pela insistência do vento salgado que vinha do mar e levava a toalha xadrez que ela tentava esticar na areia. Percebi que coisas simples que ela fazia-me faiam sorri bobo – achei que deveria ajuda-la, mas a cena era tão bela.
Segurei a ponta oposta da toalha e com rapidez pus uma pedra nas extremidades. Jas foi até as mochilas cantarolando, doidinha em uma dança engraçada, irregular. Eu ri.
– Segura? – ela virou-se com uma expressão de desafio, em suas mãos Uma garrafa d’água.
–Manda – eu gesticulei com as mãos. Ela sorriu e lançou a garrafa, apanhei-a surpreso com o bom arremesso.
–Você joga alguma coisa? – eu disse ao apanhar outra garrafa.
–Ah, algumas. Vôlei, Handball, Queimado, Ping-Pong, só não sou muito boa em basquete – ela deu de ombros.
–Queimado? – eu disse confuso?
–É. É um jogo em que você tem de acertar – fez aspas com os dedos – “queimar” os indivíduos do time adversário com a bola. Quem acertar mais pessoas primeiro ganha. Ela sentou-se a minha frente e pôs-se a arrumar os sanduiches sobre a bandeja.
–Hã. Mais alguma curiosidade sobre você?
–Humm. Uso cuecas masculinas. Além das suas. Tenho as minhas – Jas sorriu dando de ombros.
Ergui as sobrancelhas – é, isso é curioso – sorri – Imagino que seja mais confortável.
–Ahan. Gosto especialmente das suas. E não penso em devolvê-las.
Eu ri.
– Acho que não tem muitas coisas mais que você não saiba — você as descobriu sem que eu contasse – ela sorriu e bebeu um pouco de água.
Comemos contemplando a natureza — o som do mar era algo grandiosamente calmante – falando bobeiras e doideiras. E o assunto chegou a um ponto mais sério sem que nos déssemos conta. Estávamos falando sobre uma época muito difícil em minha vida; a separação de meus pais quando eu tinha 10 anos.
– Você não se culpa não é? Você não soube lhe dar com a situação e tinha de aliviar a cabeça de alguma forma.
– Não me culpo, apesar de ter certeza de que errei. Não deveria ter descontado tudo em mim mesmo – joguei uma pedra no mar, ela ricocheteou na água e bateu em uma rocha, estilhaçando-se em pequenos pedaços.
–Acredito que tudo que passamos na vida nos leva a algo que tem der ser. Por alguma razão. E mesmo nosso piores erros…
– Nos tornaram no que somos hoje- completei a frase.
–Isso – ela sorriu.
– Mas seus pais se dão muito bem hoje em dia – disse ela.
–Sim, mesmo depois de tudo se uniram como um grande apoio pra mim – levantei-me e ofereci a mãos a Jas, que a pegou, ajudei-a a levantar-se.
Caminhamos pela areia quente, a praia descia em relevos irregulares de dunas de areia as quais se misturavam as grandes rochas e vegetações ali e aqui.
Segurei a mão dela enquanto ela equilibrava-se e pulava de uma rocha a outra, cantando minhas músicas. Jas sorria, seu cabelo balançava livre ao vento, ela portava sua câmera e equilibrando-se em um pé encima de uma pedra especialmente perigosa ela mirou o azul do oceano e fotografou em diversos ângulos. Sugerimos detalhes a serem capturados, tons e cores que se fundiam.
Pegando-me desavisado Jas fotografou-me, brincalhona despenteou ainda mais meus cabelos e saiu correndo para eu não apagar uma das fotos em que sai com cara de pateta. A blusa de tecido azul-claro transparente que ela usava sobre o biquíni esvoaçava com seu movimento, desviando dos obstáculos naturais correu até para de súbito.
– Que foi? Você está bem, anjo? – eu disse ofegante ao alcança-la.
Jas tinha o cenho franzido e respirava fundo ofegante – Só fiquei um pouco tonta – ela levou uma mão aos cabelos tirando-os do rosto enquanto a outra alisava a barriga.
– Tá enjoada?
– Deve ser o sol forte… – ela disse enxugando o suro da testa.
– Você precisa de água… Vem. – Preocupado eu a envolvi em meus braços, peguei-a em meu colo. Minha menina, eu cuido de você. Jas descansou a cabeça em meu peito, caminhei até a sombra, aninhei-a em meu corpo e cuidei para que ela bebesse uma boa dose de água.
Vimos as fotos que tiramos e acabei sugerindo apresenta-la a uns dos editores de revistas com quem trabalhei. Jas hesitou, dizendo que era apenas um hobie , mas acabei por convence-la a admitir que as fotos eram sim maravilhosas. “É o Hawai’i. Ele é maravilhoso. Eu só registrei.” Era triste saber que ela não via oque eu via. Que ela era incrível, encantadora. E talvez esse fosse um dos seus maiores encantos; a humildades, simplicidade.
Quando o sol se punha e o céu estava pintado feito com tinta guache pelas nuvens cor salmão trazidas pelo poente e os pássaros voando acima de nossas cabeças ; “Little miss perfect sitting at the train stop
Red nike high tops listening to hip-hop
While we were waiting started conversating
Before I got her name along came a train…” Jas cantava suavemente estalando os dedos.
“Somewhere, somewhere somewhere in Hawa’i” acompanhei-a, ela riu com a mudança na letra.
– Essa música é tão gosto se de ser cantar, assim como ‘Coun On Me’. “If you ever find yourself stuck in the middle of the sea,
I’ll sail the world to find you
If you ever find yourself lost in the dark and you can’t see, I’ll be the light to guide you.”
Bobo, fascinado, hipnotizado, apaixonado eu a observei cantar. Com a mudança na agenda e os pensamentos todos que me trouxeram acabei adiando; talvez não fosse o momento certo. Mas agora era. Eu a queria o máximo de tempo possível ao meu lado. De hoje não passa – pensei – antes de deixa-la no hotel falo com ela.
JASMIN;
Havia grande movimento na praia Mahina, crianças divertiam-se com os chocalhos das dançarinas Aloha, as quais distribuíam lindos colares de flores anunciando o grande Luau que ocorreria no dia seguinte. Bruno ainda vestia blusa social amarela e bermuda bege, seu topete estava perfeitamente lindo e depois da sessão de autógrafos inevitável que ocorreu após nosso jantar no restaurante de frutos do mar da cidade ele queria evitar, escondendo-se atrás de mim. Caminhávamos de mãos dadas, tendo os pés molhados à beira mar. Ele a minha esquerda enquanto as pessoas circulavam a nossa direita. Conversamos sobre os luais e danças, Peter lembrou-se da promessa de me ensinar a dançar. Eu ri aceitando o convite para comparecer ao Luau na noite seguinte.
Quando mais distantes do movimento animado, na extremidade sul da praia, onde as ondas batiam com força nas rochas e a lua brilhava no céu estrelado Bruno sorriu ao olhar-me nos olhos, eu ria de suas bobeiras e então ele disse; “Jas, eu quero ouvir essa risada todos os dias pela manhã – ele aproximou-se e tocou de leve seus lábios nos meus — Fica comigo? Não volte pro hotel.” Eu ergui as sobrancelhas, surpresa, encantada. “Oque você quer dizer, com isso?” “Quero que fique na minha casa.” Fitei-o nos olhos por longos segundos antes de tomar seus lábios apaixonadamente.
*Continua!
(Rá! E ai? Oque acharam? Espero qu que tenham ligado em um lance… Hm, REVIEW, REVIEW? Honi danadenhas lindas! ;*)
Notas finais
Menines, eu acompanho uma fanfic muito intrigante, isto é, porque a cada capitulo a autora - minha amiga Thais - consegue te fazer roer as unhas de expectativa, nervoso e empolgação com as emoções de 'Hawaiian Teen Dream'!
Amo muito essa fic e super recomendo! *u*
Aqui o endereço, óh;
http://fanfiction.com.br/historia/255801/Hawaiian_Teen_Dream/
Fale com o autor