Notas iniciais
Espero que gostem! Fiquei uma hora lendo e relendo pra ver se estava bom ou não e decidi postar pois estou ansiosa! Hahahah

Um corpo se encontrava no chão frio e ensanguentado, os braços com diversas cicatrizes assim como as pernas e o tronco. O rosto quase não se era possível de ver devido ter sangue por todo ele. As cores azul e vermelha das sirenes da polícia estavam presente na cena do crime.

—Por favor, peço para se afastar! — O homem fardado pediu ao garoto que se encontrava desesperado tentando chegar ao corpo no chão —

—Por favor senhor, pode ser meu irmão! Eu preciso saber se é meu irmão! —O garoto de olhos castanhos gritou enquanto lágrimas desciam pelo seu rosto —

O mais novo por dentro se amaldiçoava por ter deixado o irmão sozinho enquanto ia no bar com seus amigos pegar mais bebidas. Por estar longe demais do corpo e o mesmo estar ensanguentado não sabia se era realmente seu irmão, quando chegara no lugar já havia os carros da polícia e pessoas tentando passar pela fita amarela dizendo “Mantenha-se afastado” para ver o corpo de perto. A mulher a qual ligara para a polícia estava chorando assustada num canto. Quando chegara na cena já era tarde demais, os dois homens que surravam e cortavam o garoto já estavam se afastando antes dela poder ver seus rostos. Viu quando a cena estava acabando, o garoto ao chão chorando e pedindo socorro e ela como uma bela covarde -como se chamava naquele momento-, ficou somente no canto escuro assistindo tudo ocorrer. Ouvia o grito de dor e os pedidos de socorro, ouvia o garoto pedindo para os homens pararem. Pedia a Deus para ajudá-lo e para não deixá-lo morrer, mas obviamente Deus não ouviu o pedido da senhora.

—Senhor, por favor. Eu imploro, mas me deixe ver o corpo, nem que seja só um segundo! — Pediu o garoto novamente, enquanto os amigos tentavam segurá-lo para ele não tentar passar por baixo das fitas —

—Certo garoto. — Após resistir muito ele deu espaço pro garoto entrar na cena do crime — Não toque em nada!

O garoto mais novo correu em direção ao pequeno corpo que se encontrava no chão ensanguentado e sentiu como se seu mundo tivesse caindo quando conseguiu ver direito o rosto do garoto que jazia no chão.