How Bad?
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Estou há um bom tempo sem escrever, estou enferrujada, então me perdoem se tiver ficado ruim, haha.
Bom, espero que gostem.
Boa leitura!
Capítulo único.
~♥~♥~♥~
As ruas de Magnólia estavam bastante movimentadas. O sol estava brilhando fortemente, mas o vento fresco não deixava que ficasse insuportavelmente quente. Eu caminhava tranquilamente entre as pessoas que passavam sorrindo por mim, alguns até me cumprimentavam ao ver a insígnia tatuada em minha mão direita.
O símbolo da Fairy Tail.
Sorri, pensando no quanto era sortuda por fazer parte da guilda. Aquelas pessoas eram minha segunda família. Erza, Gray, Wendy, Happy… E Natsu. Senti meu rosto esquentar levemente ao pensar no rosado. Ainda estava envergonhada por causa da cena que ele causou na guilda ontem.
Ele simplesmente entrou no prédio chutando as portas e comigo em seus ombros. Quando questionado sobre o motivo disso, ele respondeu que era porque não queria ninguém andando perto de mim, principalmente homens.
É claro que Mira não perdeu a chance de me lançar seu olhar malicioso e soltar uma risadinha. Aquela demônio parecia querer me deixar louca com suas conversas, dizendo que o rosado estava apaixonado por mim. Já pensou? Que absurdo!
Nós estávamos falando de Natsu Dragneel, tsc. Algumas pessoas da guilda ainda arriscavam dizer que Natsu não tinha hormônios nenhum, já que ele nunca demonstrou interesse em ninguém. Outros diziam que ele era o famoso “come quieto”, afinal, ele já havia enfiado as mãos nos meus seios várias vezes durante nossas missões ou batalhas.
Suspirei. Não havia a menor chance de Natsu estar interessado em mim, eu sou apenas sua companheira de time.
Pensar nisso fez meu coração se apertar.
Um vento repentino e forte passou, fazendo minha saia se levantar. Segurei a barra dela o mais rápido que consegui e senti meu rosto corar ao perceber que algumas pessoas tinham visto minha calcinha. Porque isso só acontece comigo? Tsc.
Um rapaz passou de bicicleta e gritou algo para mim que fez meu rosto ficar mais vermelho que antes.
— Tarado! — Gritei para ele.
Segui meu caminho para a loja de magia pisando firme, irritada com situação. Quando entrei na loja, soltei um suspiro pesado. Não era nada fácil ser uma maga.
— Oh, boa tarde, Lucy!
Olhei para o balcão do caixa, vendo que o dono da loja estava sorrindo para mim.
— Boa tarde, senhor. — Sorri. — Eu vim buscar a chave que chegou.
Ele assentiu e caminhou para dentro de um pequeno escritório. Poucos minutos depois, voltou com um embrulho nas mãos. Ele o entregou para mim e eu o abri, animada por ter conseguido uma chave que queria há muito tempo.
— Ela é mais bonita do que eu pensava. — Afirmei, enquanto olhava para a chave prateada em minhas mãos.
Um novo espírito havia nascido no mundo celestial e, a pedido do Rei dos Espíritos, Virgo veio me avisar sobre ele. Ao que parece, o novo espírito seria um gato. Sim, um gato. Plue havia ficado enciumado quando me ouviu falando que queria a nova chave, mas expliquei para o pequeno cachorrinho que eu não deixaria de amar ele por ter um novo espírito de companhia.
Paguei ao dono da loja o valor da chave e lhe agradeci, saindo da loja e voltando a caminhar para casa. Estava ansiosa para chegar em casa e abrir o portão do gatinho.
Pensar em gato, me lembrou Happy. A pequena bola de pelos azulada ficou dois dias sem falar comigo por causa dessa chave.
“- Você vai me trocar por um espírito de gato mal feito? É isso mesmo? Pensei que você era minha amiga, Rushiii”.
Gritou isso para mim e foi se desfazer em lágrimas no colo de Wendy, que ficou o acariciando até que ele parasse de chorar. Eu apenas pude rir do ciúme extremo do gatinho de cor exótica.
Falando em cor exótica, parei de andar quando cabelos róseos entraram no meu campo de visão. Natsu vinha caminhando em minha direção e parou a poucos passos de mim, o rosto sério e levemente corado. Seus cabelos estavam extremamente bagunçados e espetados, a franja caindo sobre a testa. Provável que tenha acabado de acordar, já que quando eu saí, ele estava roncando na minha cama. Sem minha permissão, é claro. Invadir minha casa era seu passa tempo preferido.
Ele continuou parado na minha frente, me encarando sem nada dizer e com as bochechas ainda levemente coradas. Notei que ele estava sem seu cachecol e isso me preocupou. Para Natsu sair sem seu cachecol, alguma coisa séria devia ter acontecido, já que ele só o retirava para dormir.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntei preocupada. Depois, outro pensamento me ocorreu. — Você não colocou fogo na minha casa, né?
Ele abriu a boca algumas vezes, mas dela nada saiu. Franzi o cenho. Qual o problema com ele?
— Você está bem, Natsu?
Ele voltou a me encarar, dando alguns passos para frente, me fazendo recuar até encostar no muro da casa de alguém. Natsu levantou o braço esquerdo e o apoiou no muro, na altura da minha cabeça. Corei levemente ao sentir sua respiração quente bater em meu rosto. Aliás, daquela distância, eu podia sentir o calor extremamente alto que saia de seu corpo.
— O qual mal eu tenho que ser para você? — Perguntou, a voz rouca e o hálito quente me distraindo momentaneamente.
Inclinei a cabeça um pouco, confusa com sua pergunta. Olhei para baixo e me dei conta de qual blusa eu estava usando.
Levy, querendo me pirraçar por ter saído com alguns caras que se mostraram verdadeiros babacas, havia me dado uma blusa de presente com os dizeres: “eu só saio com bad boys”. Os pequenos enfeites de metal nas letras mostrava que Gajeel também havia feito parte da brincadeira.
Senti o rosto esquentar ao entender as palavras de Natsu. Fiquei em algo atrás dele, sem coragem para olhar em seus olhos e vi duas pessoas escondidas no muro, apenas nos observando.
Ao perceber que eu as olhava, as duas saíram de trás do muro. Senti uma veia pulsar na testa quando a maga azulada, usando sua água, escreveu a frase: “agarre esse homem logo, rival do amor”. Tsc, ela deveria seguir seu próprio conselho. Ela já estava há meses querendo tascar uns beijos no Gray e estava enrolando até agora. Como se para dar mais ênfase na frase de Júvia, a outra maga reequipou uma espada em suas mãos, apontando para a frase escrita no ar com a mesma e depois passando a espada no pescoço.
Ótimo, Erza arrancaria meu pescoço se eu não fizesse o que Júvia falou.
Mas o que a ruiva podia dizer também? Semana passada, na frente de toda a guilda, ela tinha recusado o beijo de Jellal. Ainda me lembro que o rapaz ficou tão sem graça que seu rosto ficou da cor do cabelo de Erza. Óbvio que Mira havia obrigado Erza a ir atrás de Jellal, somente assim que aqueles dois se resolveram.
O toque quente em minha bochecha me trouxe de volta a realidade. A mão de Natsu estava em minha bochecha, enquanto ele ainda mantinha o olhar cravado em mim. Respirei fundo, sentindo meu rosto esquentar com o que eu iria dizer e olhei para baixo.
— Posso abrir uma exceção para você.
Eu não precisava olhar para Natsu para poder ver que ele estava abrindo um sorriso. Sua mão segurou meu queixo e levantou minha cabeça, me fazendo olhar diretamente em seus olhos. Me senti perdida naquela imensidão de cor indefinida. As vezes seus olhos eram verdes e outras vezes eram castanhos, quase pretos. Eu nunca saberia a cor exata. Senti seu braço rodeando minha cintura. Quando que ele tinha parado de o apoiar na parede mesmo?
Respirei fundo quando ele aproximou seu rosto do meu, me fazendo sentir o seu cheiro. Natsu era, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais cheirosa que eu já conheci. Quando o perguntei sobre, ele havia dito que todos os dragões de fogo tinham um cheiro parecido com aquele, a única coisa que diferencia um do outro, é o cheiro natural da pessoa, já que cada um tem o seu, porém eram todos parecidos.
Fechei os olhos quando senti seus lábios encostarem aos meus. Seu corpo colou ao meu, me fazendo sentir calor por causa de sua temperatura elevada em poucos segundos; retribui seu beijo, lembranças invadindo minha mente. Lembrei de quando admiti para mim mesma que estava apaixonada por Natsu. Isso foi durante os Grandes Jogos Mágicos, pouco antes da batalha do rosado e Gajeel contra os dragões gêmeos. Mira sempre havia me incentivado a me confessar para Natsu, já que na visão dela, ele era completamente apaixonado por mim, apenas era lento demais para perceber isso sozinho.
Senti meu rosto corar mais ainda quando Natsu se afastou, exibindo seu típico sorriso animado que fazia meu coração perder o ritmo. Acariciou levemente meu rosto, seu olhar carinhoso fixo nos meus olhos.
— Desculpe demorar tanto tempo, Luce. — Sussurrou.
Sorri.
— Tudo bem, você sempre foi lento. — Resmunguei, o fazendo formar um bico emburrado, o que só fez com que eu risse.
Ele me soltou, colocando os braços atrás do pescoço e fechando os olhos.
— Aaaah, eu ia falar que amo você, mas depois dessa, eu vou embora. Até você acha que eu sou lento.
Demorei alguns segundos para processar suas palavras e o encarei embasbacada.
— O que?
Ele abriu um dos olhos e sorriu novamente, cruzando os braços.
— Está com problemas na audição, Luigi?
— É Lucy! — Corrigi automaticamente, percebendo logo em seguida que ele errou meu nome de propósito. — Desculpe se eu não tenho uma audição perfeita igual a sua, Senhor Dragneel.
Ele abriu mais o sorriso.
— Deveria ter, é muito bom. Consigo ouvir seu coração perfeitamente.
Notei meus batimentos, já acelerados por causa do que havia acontecido, sair do ritmo novamente. Cruzei os braços e virei de costas para ele, bufando de irritação e vergonha. Ouvi sua risada perfeita e me senti ser puxada para o seu corpo quente.
— Você é um idiota, Natsu. — Falei para não perder o costume, enquanto o abraçava de volta.
— Eu sei. — O senti cheirar meu cabelo e depois senti sua respiração em meu ouvido. — Eu te amo, Lucy.
Senti seu coração batendo contra a minha mão, tão acelerado quanto o meu. Não consegui conter o sorriso que se espalhou por meus lábios.
— Eu te amo, Natsu.
Senti seu sorriso em minha bochecha, antes de seus lábios capturarem os meus novamente.
— Finalmente, baba de lava. — Me afastei de Natsu ao ouvir isso, encarando o dono da voz. — Pensei que ia deixar outro passar na sua frente e pegar a Bunny Girl.
Gajeel soltou sua risada esquisita ao terminar a provocação, fazendo Natsu franzir o cenho.
— Tá falando o que aí, cabeça de lata? Vai mesmo esperar Jet chegar na Levy antes? — Natsu retrucou, sorrindo cinicamente.
Olhei em volta, sentindo meu rosto pegar fogo. Gajeel, agora de cara fechada, apoiava o braço na cabeça de uma coradíssima Levy. Júvia e Erza, que eu havia esquecido da presença, comemoravam; Júvia dizia que, finalmente, eu não era mais sua rival do amor e Erza sorria satisfeita, balançando a cabeça em afirmação. Gray estava ao lado de Mira, que mantinha um sorriso malicioso e orgulho enquanto nos olhava. Wendy sorria feliz, enquanto segurava Charles no colo, a gatinha sorrindo da mesma forma.
Afinal, quantas pessoas haviam presenciado o que tinha acabado de acontecer?
Extremamente envergonhada, escondi o rosto em Natsu, sentindo ele me abraçar ao entender que eu estava envergonhada.
— Eles se goxxxxxxxtam!
Olhei para cima, vendo o gatinho azulado com as patinhas na boca enquanto ria e voava.
— Seu diabinho, isso é obra sua, não é? — Gritei para ele, que voou para Wendy.
— Wendy, a Lucy tá louca de novo!
Apesar de de fingir de inocente nos braços de Wendy, o gatinho ainda mantinha o sorriso malicioso enquanto nos olhava.
Natsu suspirou, segurando minha mão e me puxando para longe das pessoas.
— Ignore-os. — Resmungou e depois sorriu para mim. — Vamos para casa, Luce!
Me deixei ser puxada até em casa, sem deixar de pensar que aquele, sem sombra de dúvidas, era o melhor dia da minha vida.
Afinal, Natsu estava ao meu lado.
~ Fim ~
Notas finais
Obrigada por terem lido, espero que tenham gostado! :D
Bom, fico por aqui.
Até mais, amores!
Fale com o autor