House Of Night: Sweet Darkness
5 Capítulo 5
Marie McLaren
O carro estava parado em frente a um muro muito alto coberto de folhas, e bem ao centro havia um grande portão antigo que estava interrompendo a passagem. A estreita estrada tinha se transformado num vasto local coberto de folhas de carvalho secas pelo outono. Marie estava começando a ficar seriamente preocupada com sua amiga recém-Marcada Wanda, que estava encostada no vidro do carro, exatamente como estava a alguns minutos desde que saíram da velha e grande biblioteca onde havia ocorrido tudo, só que agora extremamente pálida, como um fantasma, Marie palpitou. A única coloração de sua pele se encontrava nas micro veias roxo-azulados e dois grandes círculos escuros e profundos de baixo de seus olhos. Havia tosse, muita tosse seca, o que parecia ser bem pior do que alguns litros de sangue. Ela está morrendo tão lentamente, e mesmo assim, tão rapidamente. Marie pulou de seu carro e foi em direção ao grande e negro portão parecido com aqueles de casas mal-assombradas. Logo após do portão de ferro preto que havia a famosa lua entalhada, havia outra parte de estrada, mas nada além de alguns metros. A parte mais alta da escola já era visível do lugar onde Marie se encontrava.
Antes mesmo de ela chegar ao portão, ele macabramente se abriu para ela passar. Não pensou duas vezes. Correu para o carro e cantou pneu quanto pôs seu carro para correr a frente. A estrada da parte interna do muro era larga, totalmente inverso da outra, antes pequena estradinha do lado de fora, mas as grandes e cheirosas árvores cobertas de musgo prevaleciam, juntamente com as folhas secas e amareladas de carvalho.
Então o grande castelo provavelmente construído na idade média ficou a vista de Marie após não andar muito com o carro, e fez ela impossivelmente se sentir uma princesa do século XI.
Sem tempo para pensar em coisas inúteis. Sem tempo hoje, sem tempo hoje...
Mas esse pensamento automaticamente a fez perceber que havia mudado. Mudado seu jeito de ser. A garota gótica e estranha sumiu a partir do momento em que ficou a sós com Wanda na biblioteca contanto a história de sua prima que foi Marcada num parque de diversões. Talvez Wanda tivesse sorte [de novo] de ter sido Marcada numa biblioteca antiga e não num felizinho de um moderno de um parque de diversões. Tudo okay que havia sido dentro de um macabro Castelo do Terror que sua prima tinha sido Marcada, mas não deixava de ser de dentro do bendito do parque de diversões. Talvez Marie pudesse rever sua prima novamente...
Ela parou sua Chrysler no meio do estacionamento grande o suficiente para caber os automóveis dos professores, alunos, funcionários e mais um tanto de várias vagas para os visitantes. Nem se incomodou em estacionar se automóvel.
Ela cutucou Wanda no braço com a esperança de reanimá-la.
“Wanda.” Ela chamou uma vez. “Wanda.” Ela chamou outra vez. “Chegamos.” Ela deu mais um cutucão no braço da garota. “Wanda... Wanda?” Sua amiga não havia movido um músculo sequer. Agora nem tossindo estava mais. Só encostada no vidro, e branca. Marie checou sua pulsação, que estava fraca e lenta demais, e Marie concluiu que isso não era nada legal.
Saiu do carro e abriu a porta do passageiro com cuidado para não derrubar a amiga. Desprendeu o cinto de segurança e então parou. Não era forte o suficiente para carregar e levar sua amiga. Soltou um longo e pesado suspiro e xingou-se internamente por não ser ágil e forte como Wanda era na educação física. O seu relógio de pulso marcava 04h30min PM, e pelo que Marie sabia, os alunos começavam a despertar pelas seis e pouco. Vampiros e calouros trocavam o dia pela noite e vice e versa. Então estavam todos dormindo. Ou não...
“Oh, finalmente vocês chegaram! Guerreiro Santus; poderia ajudar à senhorita McLaren a levar a moça que está dentro do carro?” A serena voz pairou no ar quieto, lançando pequenos ecos quase inaudíveis. A atenção de Marie voou para o cara mais gato que ela já havia visto na vida dela. Ele era grande, na verdade uma montanha – melhor, um monte Everest -, e tinha cabelos escuros que fazia contraste com sua pele branca. Após ele dizer um “Claro Sacerdotisa” e receber um “Obrigado, Guerreiro”, Marie acordou do transe de ficar admirando o guerreiro para ver o familiar rosto de uma mulher de aparência extremamente bonita que refletia seu coração bondoso com uma serena paz. Marie não a conhecia, nunca soube seu nome, mas a energia que ela sentia ao ver a Sacerdotisa fazia a pior das situações parecerem ter uma solução.
Seu rosto tinha um formato docemente oval, e sua pele era de um avelã claro e formalmente lisa e aveludada. Seu longo e liso cabelo tinha um tom de loiro muito claro, quase branco, e parecia ser macio e sedoso. Os olhos com expressos cílios que pareciam ser de boneca e seus olhos azuis lápis-lazúli faziam sua beleza ficar ainda mais impossível, juntamente com o corpo cheio de curvas e com a altura que Marie concluiu de mais ou menos 1,65. Mas ela não deixou de perceber as tatuagens violetas em sua testa. Tinham formas onduladas e suaves, que se entrelaçavam em certos pontos, e davam a volta até chegar a parte de baixo de seus lindos olhos.
Ela encontrou os olhos da garota perdida na beleza dos dois vampiros e soltou um caloroso sorriso branco, já vindo na direção dela e do Guerreiro que estava tirando a Wanda adormecida – Marie não queria pensar na outra possibilidade. Seu coração estava batendo!
“Sua prima me contou muito a seu respeito, querida Marie.” Ela chegou mais perto e estendeu a mão. “Sou Katharine Soulcold. Alta Sacerdotisa de Nyx e da HouseofNight de New York/Manhattan.” Marie estendeu sua mão de volta, mas Katharine apertou seu pulso ao invés da mão. Marie totalmente não entendeu nada, e nem quis se incomodar com isso.
“Poderia levá-la a enfermaria? Precisamos cuidar da caloura.” Ela se dirigiu ao guerreiro.
“É claro.” Respondeu.
“Que Nyx vos abençoe pelo favor, Guerreiro Ancião Santus.”
“Que vossa benção também se dirija a Sacerdotisa.” Deu um aceno com a cabeça para Marie e carregou Wanda para onde havia saído e desapareceram.
“Entre, querida, podemos tomar um chá.” Ela gesticulou para a estrutura nada grotesca e mediética. Então se aproximou e levantou as suas sobrancelhas perfeitas. “Ou talvez possamos tomar um belo refrigerante cheio de açúcar e cafeína, acompanhado de um bom cheeseburger carregado de fritura,” E soltou um sorriso travesso. Marie não pode evitar responder com o mesmo sorriso travesso acompanhado de uma roncada no estômago, pois estava desde o intervalo sem comer absolutamente nada, e toda essa correria tinha ajudado a fome aparecer. Mas ela realmente desejava que toda essa correria tivesse valido a pena...
Fale com o autor