Hottest Seduction

23 Capítulo 23 - Eu casaria novamente


Notas iniciais
Oi, senhoritas! Não me matem, tá faltando tempo até de viver por aqui, me desculpem! Vamos lá, sei que vocês não leem notas finais, então vou colcar em tópicos aqui, sim? 1º: muito obrigada pelos comentários, não tenho tido tempo de responder, mas juro que leio todos e ao término da fic, prometo responder todos. 2º: Letícia Perovano, obrigada pela recomendação! Foi muito linda! Fiquei muito emocionada. Muito obrigada! 3º: A fic está chegando ao fim, terá apenas mais dois capítulos (além desse). Acho que isso era tudo de mais importante que eu tinha pra dizer. Então, vamos à leitura, sim?

"Eu, Dimitri Belikov, aceito você, Rosemarie Hathaway Mazur, como minha legítima esposa para amar e respeitar até o final da minha vida." Dimitri falou com toda convicção ao meu lado, sua voz nem chegou a tremer – talvez um pouco, tamanha emoção! –, embora seus olhos estivessem totalmente marejados e fixos em mim. Eu até diria que ele choraria primeiro, mas com todo seu autocontrole, ele nem ao menos tinha a voz embargada enquanto deslizava a aliança pelo meu dedo. Ele nem ao menos chegou a tremer!

Eu estava arrasada se comparada ao equilíbrio de Dimitri. Eu estivera enjoada de ansiedade e cansaço nos dias que antecediam a cerimônia, nunca achei que casar fosse tão estressante, mesmo que apenas em juízo. Eu queria que, mesmo com a cerimônia básica, tudo fosse perfeito para nós dois. Com direito até à jornada de procura de vestidos – o que me rendeu uma sutil frustração pela dificuldade de achar o modelo que eu queria e que me servisse sem parecer um botijão de gás –. Felizmente, tudo estava dando absolutamente certo e eu mal estava conseguindo conter as lágrimas. Mesmo porque, minhas amigas repreenderiam-me severamente por eu ter estragado a maquiagem que fizeram.
“Eu, Rosemarie Hathaway-Mazur...” Comecei antes mesmo que o juiz sussurrasse para mim o que eu deveria dizer. Troquei o peso sobre meus pés e pisquei raidamente. Infernos, eu não poderia chorar logo agora! Dimitri sorriu ternamente, indicando que eu teria todo o tempo do mundo para dizê-lo. “Aceito você, Dimitri Belikov, como meu legítimo esposo, para amar...” Murmurei um “muito” com um imenso sorriso no rosto. As lágrimas que se acumularam no meu rosto simplesmente sumiram, não por falta de emoção, mas por toda a segurança que me tomou. Era isso que eu realmente queria! Eu estou destinada a unir minha vida e de Dimitri. “E respeitar até o final da minha vida.” Sorri para Dimitri a minha frente enquanto deslizava sua aliança em seu dedo no término da frase, voltando a segurá-la novamente.
“Pelo poder consedido à mim pelo Estado de Seattle, frente à estas testemunhas, eu declaro Dimitri Belikov e Rosemarie Belikova, legalmente casados.” Ele finalizou rapidamente.

Eu nem ao menos respirei ou hesitei, apenas me lancei nos braços de Dimitri, colando meus lábios nos dele. Finalmente, agora ninguém poderia dizer nada, nós tínhamos um documento oficial de que nosso casamento era oficial e totalmente aceito pelo Estado. Quem iria contra isso? Dimitri correspondeu meu beijo de forma casta e apaixonada, era a realização de um dos seus maiores sonhos. Ele comentara uma vez que se não tivesse sucumbido aos meus encantos – palavras dele –, ele ainda estaria envelhecendo, amargurado, triste, solteiro e sem sua própria família. Porém, no segundo em que percebera que não sabia viver sem mim, ele lutaria arduamente até que, finalmente me convencesse a estar ao seu lado para sempre.

Foi no decorrer dos dias que, enquanto ele me dizia o quão feliz estava que eu tive a minha absoluta certeza. Fora tudo precipitado? Sim, realmente, mas eu não podia deixar de me sentir a mulher mais sortuda do planeta. Então, enquanto nosso casamento ocorria, eu só tive olhos para ele. Ignorando a presença de qualquer um ao nosso redor e apenas esperando o decreto de “Recém casados”. E quando fora decretado, eu simplesmente explodi de felicidade.

"Um brinde aos recém-casados!” Vika gritou no meio do restaurante em que escolhemos para comemorar, erguendo sua taça de suco, no compromisso de acompanhar a mim e meus amigos na falta de alcool.

Encolhi-me na cadeira, constrangida e receosa de que tivesse alguém ali no restaurante que nos conhecesse e pudesse nos delatar. Não é como se nós estivéssemos nos escondendo, mas eu tinha mais dois meses de aula e também de gestação. Eu não podia me dar ao luxo de arriscar o trabalho de Dimitri no colégio bem perto da chegada do nosso bebê.

Eu não me permiti me incomodar com aquele anuncio da Vika, não enquanto eu tinha mais uma garfada de massa em meu prato. Que culpa eu tinha se o nosso casamento tinha, finalmente, aberto o meu apetite? Coisa que não acontecera nos dias anteriores por pura ansiedade. No fim, acabei brindando com a boca cheia e quase transbordando com o molho branco da massa.
“E então, qual o sexo do meu neto?” Meu pai perguntou alguns minutos após o brinde e a retirada dos pratos pelos garçons do restaurante. Essa era a pergunta de ouro dos encontros entre mim e todo o resto da sociedade. Dane-se como você está, o que importa é o bebê agora. Eu deveria me sentir incomodada por ser deixada de lado, mas eu, estranhamente, amava toda essa atenção e amor com meu filho. Ou filha.

Sorri, totalmente apaixonada com a notícia que Dimitri e eu guardamos sofregamente por longas duas semanas quando nosso bebê decidiu descruzar as pernas e finalmente nos deixar saber se era menino ou meniba. Limpei minha boca com o guardanapo de pano que estava sobre meus joelhos e larguei-o sobre a mesa. Empurrei a minha cadeira para trás para conseguir sair confortavelmente do meu lugar sem colidir a minha barriga com a beirada da mesa.

Arrumei meu vestido branco – escolhido especialmente para o casamento –, levemente curto, voltando-os para a altura dos meus joelhos, alisando-os e aproveitando para acariciar a minha barriga com o maior sorriso bobo que eu poderia ter.

“Olá, Rosemarie. Como vai? Passou bem esse mês?” Doutor Burke afastou-se da porta para que Dimitri e eu entrássemos em seu consultório, onde visitávamos ao menos uma vez por mês. Apontando para as poltronas, nos sentamos para começar a consulta. Minhas mãos estavam soando de ansiedade e nervoso . Esse era um dos melhores momentos do meu mês. Competia severamente com as noites maravilhosas entre mim e meu Camarada. Como era possível que o sexo ficasse ainda melhor, mesmo que as nossas posições ficassem um pouco mais limitadas. Com certeza, a gravidez foi um belo de um ensinamento para nós dois. Dimitri é o rei do oral! Eu chegava no paraíso em segundos.
“Foi tranquilo até. Ele não para de mexer, mal me deixa dormir!” Reclamei, embora essa fosse a melhor sensação que já senti na vida.
“Ou ela.” Dimitri me corrigiu zombeteiro. Cada dia que se passava, nós ficávamos casa vez mais ansiosos para saber se era menina ou menino. Parecia que quanto mais nós ficássemos ansiosos, mais nosso bebê cismava em cruzar suas perninhas.
“Isso é ótimo, Rose.” O médico sorriu, anotando coisa e outra no computador. Suspirou, com seu sorriso de canto de boca e nos olhou. “Vamos lá?”
“Ai, meu deus!” Suspirei, o nervoso enjoando-me.

Já caminhando pelo consultório, o médico apontou para a balança, rindo suavemente com a minha excitação. Suspirei, só eu sei o quanto os quilos que eu havia ganhado já estavam acabando com a minha coluna. E ainda assim, eu estava proibida de entrar na dieta e também de comer besteiras – ordens médicas, do meu noivo e minha futura nova família –. Deixei meus sapatos do colégio perto das poltronas antes de segui-lo. Meus olhos arregalaram-se conforme o médico arrastava o ponteiro de ferro pela barra. Não é como se eu fosse dessas que se preocupam tanto com o peso, mas... Caramba, eu nunca consegui passar dos cinquenta quilos!
“55 quilos e seiscentos.” Ele falou alto, decirando o número. “Comendo direito, Rose?”
“Mais do que o necessário, eu diria.” Brinquei, seguindo-o para a maca onde o exame de ultrassom seria feito. Minhas mãos voltaram a suar e Dimitri imediatamente se aproximou de nós, sentando-se na poltrona em que os acompanhantes ocupavam, aconchegando-se para receber a notícia que tanto esperávamos.
“Comendo a cada três horas?” Prendeu o manguito no meu braço, inflando-o para medir a minha pressão arterial.
“Até de madrugada.” Grunhi, sentindo o aperto.
“11 por 7.” Falou desprendendo o aparelho de inflar do meu braço. “Nervosa?”
“Muito!”

Deitei-me imediatamente na máquina assim que ele permitiu e já levantei a minha camiseta que substituia a do colégio e entrelacei meus dedos nos do Dimitri. Ele estava tão ansioso quanto eu! Acariciando minha mão, ele a beijou suavemente numa tentativa de me tranquilizar. Sorri para ele. Independente do sexo do nosso bebê, nós estávamos extremamente contentes apenas por ele existir. Nossos olhos foram diretos para a pequena tela do aparelho, assim que o médico depositou uma grande quantidade do gel na minha barriga.

Eu mal senti as lágrimas escorrerem assim que o som do coraçãozinho do nosso bebê soou pela sala. Existia algum som mais maravilhoso no mundo? Com certeza não. Dimitri beijou novamente a minha mão enquanto olhava a tela. Nenhum de nós dois entendíamos as imagens que rolavam, mas só de ver algo se mexer e aquela música maravilhosa de seu coraçãozinho batendo era como se já tivéssemos nosso bebê no colo.
“E então?” Funguei, limpando minhas lábrimas com ajuda do Camarada, pressionando o médico a matar a nossa curiosidade.
“De pernas abertas dessa vez, mãe.” Ele anunciou.

Eu jurei que meu coração sairia pela boca se ele não dissesse logo. Caramba, eu enfartaria em breve se ele não se apressasse. Iria enlouquecer! Dimitri chegou a levantar-se da poltrona para receber a notícia.
“Parabéns, pais!”

“Rose?” Vika gritou novamente, arrancando-me bruscamente das minhas lembranças. “E ai? Vai nos matar de ansiedade, caramba!”

Eu ri, compreendendo aquela ansiedade horrível, suspirando para controlar as dezenas de lágrimas que ameaçaram cair pelo meu rosto. Eu jamais esqueceria aquele dia! Dimitri, sentado ao meu lado, entrelaçou seus dedos nos meus e esfregou seu nariz pelo tecido leve do meu vestido para logo em seguida beijar a minha barriga que estava à altura de seu rosto. Meus lábios tremeram conforme a notícia subia do meu coração para a minha boca.
“É um menino!” Anunciei, esfregando com a mão livre, a faixinha azul bebê do meu vestido entre o busto e a barriga.

A festa pela notícia foi tão aterradora que eu cheguei a me assustar tamanha a excitação de todos. Meus amigos acumularam-se ao meu redor junto à minha mais nova família para me abraçar e tocar a protuberância do meu abdômen. Porém, o carinho que deixou-me ainda mais surpresa foi da senhora Yeva. Mais surpreendente que seu abraço, foi ver minha mãe secando as lágrimas e pedindo desculpas no meu ouvido pela besteiras que me falara quando soube da minha gravidez e ainda mais por ter me colocar para fora de casa. Ela se arrependia tanto que eu não fui capaz de segurar as minhas lágrimas conforme me pedia perdão. Eu não queria ser a responsável por não perdoá-la e meu filho nunca conhecer a avó materna.
“Quando o Caio crescer, vou ensinar ele a lutar também! Rose aprendeu a socar e dar uma chave de braço graças à mim!” Christian comentou, quebrando o clima estranho que ficara na mesa com a cena entre minha mãe e eu, assim que voltamos a nos sentar para comer a fatia de bolo com sorvete que Dimitri e eu escolhemos anteriormente para comemorar o casamento.
“Caio? Meu filho não vai se chamar Caio!” Grunhi, enfiando um pedaço de bolo na boca.
“E você não vai ensina-lo a bater nas pessoas!” Dimitri completou irritado.

Christian revirou os olhos, bufando, ele sabia que com Dimitri não tinha argumentos e muito menos que eu permitiri que ele o fizesse. Que péssima influência para o meu filho! Mal nasceu e já querem que ele saia batendo nas pessoas!
“Por favor, não deixem que o Christian ensine nada...” Mia gemeu, ao lado de Eddie, provavelmente recordando-se que quando ela fora mira de um dos meus socos e teve seu nariz fraturado.
“Com certeza, ele não vai!” Comentei entre uma risadinha nervosa, com um pedido de desculpas à Mia e uma reafirmação: Não, meu filho não aprenderá a bater nas pessoas.
“E qual vai ser o nome do meu neto então?” Abe desviou o assunto. Obrigada, pai, mas o tenho não me engana! Com certeza, não ensinará meu filho a lutar!
“Nikolas.” Dimitri respondeu imediatamente. Sorri, olhando-o. Nós havíamos combinado: se fosse menina, eu escolheria; mas se fosse menino, ele poderia escolher. Eu queria Igor, mas Nikolas é um nome bonito e tinha possibilidade de apelido. Completamente diferente para um americano, mas ainda sim, muito fofo! Meu Nik! “O Vitorioso.” Meu Camarada completou, como se fosse algo sagrado. Eu não iria contestar à favor de Igor, embora fosse uma dos meus maiores desejos. Nosso filho se chamará Nikolas Belikov.

Dimitri virou-se para mim e acariciou o topo da minha barriga de um pouco mais de sete meses, recebendo um belo chute do nosso jogador de futebol, enquanto beijava a minha têmpora. Eu estava completa ali, com meus pais, a família do meu marido, meus melhores amigos, meu marido e meu filho.
Marido. Eu tenho que me acostumar à esse título com Dimitri. Era tão estranho pensar que há menos de um ano, eu era a garota louca tentando seduzi-lo e hoje, eu estava aqui, com um bebê e casada, com o homem mais improvável que reparasse em mim. O dono dos meus sonhos mais molhados; o homem da minha vida.
“Nikolas, o homem da casa e protetor da mamãe quando o papai não estiver por perto.” Ele sussurrou para mim e roçou seu nariz no meu cabelo antes de se afastar para sentar-se normalmente em sua cadeira, apenas mantendo nossas mãos entrelaçadas.

Nosso wedding day foi incrível. Por mais simples que fora, eu não poderia estar mais contente, completa e realizada. Fora especial. Tudo ao lado de Dimitri é especial e ainda com a minha família, a nossa família presente e os amigos, é simplesmente perfeito. Talvez não fora tão perfeito por causa do melhor amigo de Dimitri, Ivan, não poder ter comparecido ao nosso casamento com sua esposa Angeline e seu bebê, Sergei. Eles estavam passando por uma situação financeira delicada lá na Rússia, principalmente com o bebê recém-nascido e apenas com o Ivan trabalhando para sustentar a casa. Porém, eu ouvira Vika comentar com meu marido que havia transmitido a nossa cerimônia via Facetime para Ivan e Angie, o que deixara meu camarada um pouco mais contente.

Entretanto, com toda comemoração, veio a exaustão também. Não era fácil esperar que todo aquele dia emotivo e agitado não fosse acabar com uma bela dor nas costas e pés inchados. Felizmente, o meu vestido levemente rodado ajudou muito com o calor durante o dia e não me irritou tanto, conforme a temperatura ia aumentando e as horas passando.. Já o sapato... Infernos, que escolha cruel de saltos alto! Eu tinha a esperança de não me incomodar tanto, visto que eu era acostumada a usar saltos e ainda assim, só ficaria de pé os vinte minutos da cerimônia, mas o calor acabou comigo! Mesmo com o ar condicionado do tribunal e do restaurante ligados, o calor acabou comiho. Resultado: estou desesperada para chegar em casa, tirar minhas roupas e ter a famosa massagem do meu Camarada.
“Você está maravilhosa, Roza.” Dimitri sussurrou, colocando sua mão sobre o meu joelho, enquanto dirigia para casa. Nunca estive mais aliviada para chegar no apartamento.
“Hey, Camarada, já casou! Não precisa mais ser galanteador.” Comentei, rindo. Ele riu e subiu sua mão para a minha barriga, acariciando-a lentamente, recebendo alguns chutes do Nik na palma da mão.
“Então mesmo casados, você vai ter que se acostumar com meus elogios, Roza.” Ele me deu uma olhada de canto, enquanto diminuia a velocidade para entrar na garagem do prédio. “Você está sempre maravilhosa.” Completou.

Eu ri. Pelo jeito, Dimitri nunca cansaria de fazer esses comentários e isso me deixava aliviada. Ainda mais agora que eu já beirava os oito quilos a mais que eu adquirira. Com muita sorte, eu ainda não havia encontrado celulites e estrias pela minha barriga, pernas e nádegas. Eu morro de medo de, ao término da minha gravidez, meu corpo estar tão marcado que Dimitri não se sentiria mais tão atraído por mim como quando começamos a namorar.
“Vamos?” Perguntou, estacionando rapidamente.
Gemi, pensando nos inúmeros passos que eu ainda teria que dar para chegar até o nosso apartamento. Meus pés estavam latejando dolorosamente! E é aquele ditado: nunca tire os saltos antes de chegar no seu destino, você nunca mais conseguirá recolocá-los.
“Ok!” Suspirei, num segundo de coragem e pulei para fora do carro. Gemendo em cada passo até o elevador, enquanto Dimitri pegava minha bolsa no banco de trás do banco e acionava o alarme.

Apoiei-me contra a parede e mordi o lábio inferior, assistindo aquele homem robusto, de roupas social – eu sempre terei uma paixão avassaladora por Dimitri em trajes formais –, um tesão de homem! O olhar despretenciosamente selvagem e sedutor, o andar firme. Infernos, apaixonei novamente por esse homem nesse exato segundo. Nem mesmo a bolsa vermelha em suas mãos foram capazes de impedir a excitação que cresceu em mim.
“Você está me provocando assim.”
“Olhou para si mesmo, Camarada?” Sorri, o mais provocante que eu poderia.
“Roza...” Ele rosnou, aproximando-se e roçou seus lábios nos meus. “Você sabe o quanto me mata de ver de vestido e salto alto. Você tem pernas maravilhosas.” Murmurou, mordiscando meu lábio inferior. Sorri e passei a ponta da minha língua pelo lábio dele. “Sua bunda fica irresistível...” Mordi meu próprio lábio, conforme a umidade entre minhas pernas tornava-se insuportável.

Gemi desgostosa com a interrupção bruta do elevador. Ele riu, selando meus lábios com os seus antes de entrar e segurar a porta para mim. Eu praticamente me arrastei para dentro do lugar que, felizmente, estava vazio. Olhando-me no espelho, mal dava para ver o quanto eu realmente me sentia acabada. Infernos, a gravidez me fez muito bem! Se possível, eu estava mais ou tão gostosa quanto antes. As maiores mudanças foram a minha barriga redonda, a bunda ainda mais empinada e os seios fartos. Eu estava fodidamente irresistível! Dimitri me abraçou por trás e puxou meu cabelo para o lado, depositando-os totalmente sobre meu ombro direito, beijou meu ombro esquedo quase nu. O vestido sendo mantido no meu corpo pelas finas alças e a faixa azul sob meu busto. Fechei meus olhos imediatamente, aproveitando seus beijos e os arrepios de sua respiração na minha pele. Tombei minha cabeça mais para o lado e gemi baixinho quando ele tocou a base da minha barriga, enquanto subia seus beijos pelo meu pescoço até o lóbulo da minha orelha.

Eu quase me esqueci que estávamos no elevador. Eu estava pronta para agarrá-lo e beijá-lo como nunca, fazê-lo arrancar minhas roupas no meio daquela caixa de metal e me foder até que eu não conseguisse sentar no dia seguinte. Infernos, quantas vezes eu já não sonhei com isso? O toque da porta abrindo, lembrou-me de onde estávamos e, consequentemente, impedindo-me de continuar a rebolar contra sua pélvis, incitando a sua ereção. Ele sorriu e me puxou para fora antes que a porta fechasse. Com as mãos trêmulas por ter um momento tão intenso interrompido, procurei a chave de casa dentro da minha bolsa que Dimitri ainda segurava. Demorei para conseguir enfiar a chave na fechadura, ainda mais com Dimitri retornando seus lábios para o meu pescoço. Satisfeita ao ouvir a porta sendo destrancada, eu finalmente virei-me para ele e ataquei seus lábios com os meus, Dimitri imediatamente retribuiu, passando sua língua pelo meu lábio inferior, para dentro da minha boca. Segurou-me contra si. Tateei a porta para abri-la. Numa posição totalmente estranha – por causa da minha barriga no meio do caminho –, Dimitri me puxou para o seu colo, agarrando-me pelos glúteos, enquanto eu cruzava minha pernas ao redor de seu tronco. Eu não estava mais tão leve assim para Dimitri me carregar sem que eu sentisse um pouco de receio, embora eu soubesse que se ele não tivesse total certeza que conseguiria me segurar, ele não arriscaria.

Entrelacei meu dedos no cabelo dele, impedindo que ele ousasse separar seus lábios dos meus. Nem mesmo com a necessidade latente de inspirar. Ele lançou minha bolsa no sofá e chutou a porta para que se fechasse. Gemi quando ele firmou suas mãos nas minhas nádegas, acariciando-a. Arranhei sua nuca enquanto ele caminhava em direção ao quarto, desviei minha boca para beijar seu maxilar e olhar em seus olhos, dando-nos alguns segundos para respirar e rapidamente voltar a nos beijar. Dimitri sentou-se na cama, comigo em seu colo – eu havia reclamado do impacto de ser jogada contra o colchão uma vez e ele nunca mais tornou a repetí-lo –. Ele desfez o laço azul do meu dorso e puxou meu vestido para fora do corpo, revelando meu conjunto branco de renda. Não é como se eu não tivesse planejado essa noite. Era um tiro no escuro... Essa noite poderia acontecer ou não. E pela enorme ereção de Dimitri no meu centro, essa noite certamente acontecerá!
“Roza...” Ofegou, analizando-me. Aproveitei para enfrentar a dezena de botões de sua camisa. Quase perdendo a paciência nos últimos, por ter Dimitri beijando e mordiscando meu pescoço, bem sobre o meu ponto de pulso.

Gemi em seu ouvido. Eram muitos toques, tantas sensações que eu poderia pegar fogo em segundos! Ele escorregou suas mãos pelo meu corpo, fazendo questão de acariciar minhas nádegas por longos segundos e enroscar seus dedos na minha calcinha, roçando-a nas minhas partes íntimas. Gemi um tanto mais alto. Porra, isso é incrível!! Agarrei Dimitri pelo colarinho da camisa, sem deixar ele se afastar, seus lábios desceram para o meu colo com destino aos meus seios. Não importava para onde ele pretendia levar aquela boca maravilhosa, o que importava é que ele se mantivesse em mim.
Suspirando e gemendo baixinho, rebolei no colo dele, sentindo sua ereção roçar no meu ponto mais sensível, junto do tecido da minha roupa íntima. Eu quase tive um orgasmo! Ele rosnou contra mim. Eu sabia o quanto isso acabava com ele! E comigo também.

Prosseguindo sua exploração, ele manteve seus lábios beijando o vale ente minha clavícula e pescoço, enquanto suas mãos desciam pelas minhas coxas e panturrilhas. Roçando as pontas dos dedos por toda a extensão de pele, enviando calafrios por todo o meu corpo. Puxei seu rosto de volta para o meu, devorando seus lábios, deixando que todo o meu desejo por ele me guiasse até o paraíso do nosso sexo. Entretanto, eu nos separei minimamente no segundo em que ele empurrou meus sapatos para fora dos meus pés e roçou seus dedos em seu entorno, coisa que geralmente excitava-me razoavelmente..
“Oh! Merda, Dimitri!” Grunhi, depositando minha testa em seu ombro.
“O que? Que foi?” Ele perguntou, um tanto atordoado pela interrupção brusca e, simultaneamente, assustado.
“Oh! Droga!” Suspirei, agarrando-me em seus ombros.
“Que foi?” Ele me segurou pelos braços, procurando no meu rosto alguma explicação pelas minhas lamúrias.
“Meus pés!” Eu ri, levemente constrangida por ter interrompido esse momento por um motivo tão estúpido. “Eu não consigo fazer isso hoje. Estão me matando, Camarada!” Reclamei com um bico nos lábios e implorando desculpas com o olhos.

Eu esperava um olhar de frustração tomar seu rosto, principalmente por eu ter interferido quando as coisas já estavam quentes demais. Eu queria me estapear por isso! Infernos, você já se imaginou, no último trimestre de gravidez, no limite de posições confortáveis para o sexo e interrompê-lo por um motivo estúpido? Pelos seus pés estarem doendo absurdamente muito, por causa do calor insuportável e por ter ficado de pé, sobre saltos de dez centímetro, para uma cerimônia de casamento? Sim, é estúpido demais, mas meus pés estavam à ponto de me matar, tendo minha coluna como aliada. Eu duvidava até que eu fosse capaz de pisar no chão no dia seguinte.
Inesperadamente, ele riu. Riu não, ele gargalhou com vontade, jogando sua cabeça para trás. Foi impossível continuar emburrada enquanto ele, claramente, divertia-se com a situação. Embora eu tivesse minhas desconfianças de que seu riso fosse de desespero por não ter sua noite de sexo.
“O que?” Questionei sorrindo.
“Eu sabia que você não conseguiria ir até o fim, Roza. Você está cansada demais pra um pouco de sexo.”

Ele sorriu carinhosamente e levou uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha. Eu sorri boba, um tanto inconformada por ele ter permitido que as coisas esquentassem tanto assim se sabia que não iríamos até o fim. Seus olhos brilhavam para mim, quase não restando resquícios da luxúria, mas sim de algum tipo de admiração e sobretudo: amor. Eu o abracei apertado.
“Já falei que você é o homem da minha vida, hoje?” Sussurrei em seu ouvido.
“Não nessas palavras.” Sua voz rouca e suas mãos acariciando as laterais do meu corpo fizeram a costumeira eletricidade percorrer meu corpo.
“Você é o homem da minha vida.” Sussurrei de volta e beijei suavemente seu pescoço, onde eu estava agarrada ainda.
“Você é a mulher da minha vida, Roza.” Retribuiu. “Agora... Bou preparar um banho para nós. Você precisa de uma noite de descanso!”

Joguei-me para o lado, saindo de sobre seu colo para, enfim, deixá-lo livre pra fazer o que quisesse. Mordi meus lábios vendo a ereção contida em sua calça social. Eu quase me arrependi, mas ao esfregar meu pé contra o lençol, eu percebi que não teria jeito. Ok, o sexo de distrairia da dor? Sim, distrairia, mas não quando eu tenho os tornozelos em carne viva e bolhas estavam se formando em quase todos os meus dedos. Além de que, olhando-me atentamente, eu quase não tinha mais tornozelos de tão inchadas que as minhas pernas estavam. Eu precisava de um repouso.
Eu não queria abusar, não quando eu tivera um sangramento escape tão recente. O doutor Burke disse que era comum acontecer, mas que eu deveria começar a diminuir meu ritmo de vida. Em poucas palavras: Nikolas pode querer vir antes se eu não começar a acalmar a minha vida corrida. Portanto, não exagerarei essa noite. Talvez amanha quando eu estiver descansada e livre de toda a ansiedade que foi o nosso casamento e a novidade para os nossos amigos. E não é como se eu tivesse muitas opções também. Nikolas, às vezes, parecia meio revoltado por eu ainda não ter parado um pouco para descansar, chutando e empurrando tudo pelo caminho. Acho que o esporte favorito dele é acotovelar a mamãe, porque... Pelo amor de Deus! Era cada susto dolorido que chegava até mesmo a me acordar durante a madrugada e assim, eu era obrigada a parar para relaxar um pouco.
“Você precisa que eu te carregue?” Dimitri se aproximou, acariciando meus cabelos.
“Acho que consigo ir andando.”

Arrastei-me cama à fora, apenas para agarrar-me ao pescoço dele e colar nossas boca num beijo tranquilo e, ao mesmo tempo intenso. Parte do meu ainda implorava ensandecidamente que nós transássemos a noite inteira, mas a parte Rose-mãe censurou-me bravamente A língua dele acariciou meu lábio inferior antes de chupá-lo e mordiscá-lo contidamente. Não queria correr o risco de excitar-se novamente, eu não estava em condições de ter qualquer tipo de relação sexual essa noite e talvez, com o fogo do momento, talvez a Rose-mãe não fosse capaz de conter a Rose-adolescente, louca por sexo com seu marido maravilhoso. Abraçando-me pela cintura, Dimitri nos encaminhou lentamente para o banheiro. Gemi com meus pés parecendo estar em carne viva tamanha ardência ao colocá-los no chão. Sem qualquer segunda intenção em seus toques, senti meu sutiã afroxar-se, abaixei os braços para que deslizassem até perto das minhas mãos. Lancei a peça íntima para o chão, cuidando para que nossas bocas ainda não descolassem-se, mesmo entre ofêgos. Levei minhas mãos para a calça dele, trabalhando na tarefa de tirá-la de seu corpo. Suspirando e finalizando o beijo com alguns selinhos e roçar de lábios para que finalmente conseguíssemos terminar de despir o pouco de roupa que ainda usávamos.

Ele acenou em direção à banheira, oferecendo sua mão como apoio para mim. Aceitei para evitar que eu escorregasse. Gemi assim que meus pés doloridos imergiran na acalentadora água. Gemi novamente, esboçando um sorriso imenso ao imergir todo o meu corpo na água. Infernos, minha coluna agradeceu pelos minutos de descompressão. Dimitri acompanhou-me, sentando-se ao lado oposto da banheira. Sorri enquanto ele me observava prender os cabelos em um coque.
“Como você está se sentindo?” Sorriu de canto.
“Nas nuvens!” Acariciei minha barriga imersa na água. Eu a amava, estava tão bonita num tamanho médio, mas era a destruidora da minha coluna! Dimitri riu baixinho e agarrou delicadamente meu pé direito, causando-me um reflexo e uma crise de risos inesperada.
“Vai com calma, Camarada! Tenho cócegas!”
“Desculpe.” Ele sorriu charmoso, derretendo-me completamente. Dimitri encostou meu pé em seu peitoral e começou a acariciá-lo suavemente. Inclinei minha cabeça para trás, apoiando-a contra a beirada de porcelana, aproveitando a massagem que eu tanto precisava e que ele era especialista em fazê-lo. Acariciando desde a minha panturrilha aos meus dedos com bolhas, eu não consegui conter o gemido alto e totalmente aliviado.
“Ai, Camarada.” Gemi. “Você é maravilhoso... É pra casar!” Brinquei.
“Você acha?” O tom brincalhão em sua voz me fez sorrir ainda mais. Eu estava indecisa entre sorrir e gemer a cada toque dele que dissolvia cada uma das minhas dores. Ele tem mãos maravilhosas! Sabe exatamente como me tocar e isso sempre acabava comigo.
“Tenho certeza!” Arfei quando ele atentou-se ao meu pé esquerdo também. Não estava tão dolorido quanto o direito, mas ainda assim foi um alívio. Dimitri assistia-me cuidadosamente enquanto acariciava meus pés. Retribui o olhar intenso com que me observava e sussurrei, totalmente certa: Eu casaria novamente.

Notas finais
E ai, o que acharam? Comentem, vai que alguém me dá uma ideia boa para um possível bônus. Beijos, até logo!