Notas iniciais
Disclaimer: infelizmente Twilight não me pertence, mas o Edward basqueteiro, isso sim, então, respeitem!

CAPÍTULO 2 — MATCH-UP

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Edward estava não só animado com o início do tratamento, mas também esperançoso. A conversa que tivera com Amun Canaan por telefone, no dia que conhecera a Dra. Swan, foi motivadora. O colega de profissão lhe dissera que o tratamento era difícil, doloroso, mas que os resultados eram impressionantes. 

Canaan pediu que Edward fosse, principalmente, mente aberta com as propostas da doutora, afinal, apesar da tecnologia e dos métodos avançados que usava, todo o processo era uma especulação. O comprometimento do atleta era a parte fundamental, porque seguir a recomendação é imprescindível para que ele melhore.

Mas no dia seguinte, quando estava marcada a primeira seção com a médica, ele percebeu que as recomendações eram complicadas. A mudança mais significativa de Edward seria em sua dieta. Sempre acostumado a comer tudo o que há de bom e de melhor, às vezes cometia alguns excessos no que concerniam às bebidas alcoólicas, refrigerantes e fast-food; Entretanto com a nova dieta esses alimentos estavam proibidos, e uma alimentação repleta de ácido fólico, cálcio, potássio, vitaminas, ferro, ômegas 3 e 6 fora estipulada.

Não é que ele deveria “comer mal”, muito pelo contrário, a dieta era extremamente saudável. A questão é que o basquetebolista nunca havia se interessado em experimentar coisas como linhaça, quinoa, soja, sardinha e confrei, além de outras, que não estavam em seu top de alimentos favoritas como: ameixa preta, abacate, funcho, ervilhas e gengibre; porém, mesmo fazendo cara feia, ele aceitou que aquela mudança alimentar era para o seu bem-estar.

Outra questão, que não agradou nenhum pouco o atleta, é que os remédios para dor que ele estava usando nos últimos meses, extremamente viciantes, deveriam ser encerrados, e novos medicamentos prescritos pela Dra. Swan, menos viciantes, deveriam ser utilizados. Contudo, a nova medicação era bem mais leve que a anterior, e dores terríveis já eram esperadas.

Edward, que pensou em burlar essa regra dos medicamentos, teve seus planos arruinados quando a Dra. Swan o alertou que exames de sangue, urina e fezes seriam realizados quinzenalmente para verificar os progressos, usos de substâncias não utilizadas nos medicamentos e a dieta.

Aquilo imediatamente desanimou o atleta, mas ele reconheceu que era o melhor para sua saúde.

Depois de todas as recomendações médicas, eles foram conhecer as instalações e a equipe que trabalhava com a Dra. Isabella Swan. Os aparelhos usados por ela, Edward constatou, eram engenhocas extremamente modernas, o lugar onde ele faria as terapias principais idem, sem contar que o refeitório e a sala de descanso, onde ele passaria alguns períodos do dia, fornecia todo e qualquer tipo de conforto.

A equipe da Dra. Swan era composta por cinco membros: a nutricionista e cozinheira Dra. Angela Webber, que prepararia as refeições que ele consumiria no complexo médico, e também forneceria o seu jantar durante a semana. O psicólogo era o Dr. James Hunter, que conversaria com o atleta todos os dias para verificar como ele estava lidando com todo o processo. O fisioterapeuta Dr. Jacob Black, e as enfermeiras Nessie Masen e Jane Bishop. Todos foram muito respeitosos e solícitos com Edward, e estavam animados para começar o tratamento. 

Convenhamos que não foi nada do que Edward Cullen esperava, sua perspectiva sobre o tratamento era limitada aos métodos contra as lesões que sofrera no passado. Contudo o que a Dra. Isabella Swan o submetera era pior, bem pior.

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Isabella Swan não era o tipo de mulher que se incomodava com cara feia, ela tinha a filosofia de vida de que cara feia era fome, e foi isso que ela disse para Edward Cullen ao fim da primeira semana de tratamento.

— É tão dolorido! — ele gemeu pela milésima vez.

— Lógico que é dolorido! — exclamou exasperada. — Sua musculatura parcialmente atrofiou nos últimos meses, você vai ter que reaprender a usar seus músculos como se fosse a primeira vez, eu te expliquei isso.

— Mas não parecia tão dolorido.

— Você me disse que se recordava das dores do crescimento na adolescência, o processo é similar. — disse, insistindo que ele repetisse uma sequência de alongamentos específicos da primeira etapa do tratamento.

Mesmo resmungando, Edward fez as atividades solicitados pela médica. Todo o tratamento era uma sequência de exercícios, combinados com fisioterapia intensa e alguns métodos de reabilitação que muitos considerariam vindos de outro planeta.

— Como você decidiu estudar isso? — perguntou Edward certa tarde.

A Dra. Swan deu de ombros.

— O marido da minha mãe foi jogador de beisebol e uma fratura em seu ombro o afastou para sempre dos campos. Eu vi o sofrimento dele, o quanto ele adorava jogar beisebol, e sua amargura por saber que nunca mais poderia fazer um lançamento. — explicou com um sorriso, enquanto aplicava injeções que auxiliavam no fortalecimento ósseo e muscular.

“Então na escola eu comecei a pesquisar sobre medicina esportiva, fiz alguns contatos com grandes ortopedistas e alguns estudiosos sobre o assunto. Todo o equipamento que usamos no tratamento, eu que ajudei a projetar. Minha intenção sempre foi tentar reabilitar o osso e a musculatura como era antes do trauma.”

Edward ouvia cada detalhe do que ela falava sobre o tratamento com atenção, pois além de ser uma mulher linda, Isabella Swan ela era perspicaz, inteligente e muito dedicada em sua causa.

— Em Harvard comecei a fazer contatos com engenheiros mecatrônicos, farmacêuticos, fisioterapeutas e quando os expliquei o que queria, começamos trabalhar em conjunto. Esses medicamentos que usamos, por exemplo, eles foram patenteados e só eu posso usá-los, pelo menos por 20 anos. — riu. — O mesmo com os aparelhos, tudo que usamos foi fruto de muito esforço. Anos de trabalho.

— Você estudou em Harvard? — perguntou admirado. 

A médica sorriu.

— Bolsa de estudos. — explicou. — Eu morei por anos com minha mãe e seu marido na Flórida, mas sempre vinha visitar meu pai aqui em Boston. Quando surgiu a oportunidade, não pensei duas vezes em aceitar ficar perto dele, e desde então estou aqui, isso já faz 17 anos.

— Uau! Então quer dizer que você sempre quis ser médica? — perguntou o atleta curioso.

— Sim, da mesma forma que você disse que sempre quis jogar basquete. — replicou brincalhona. — Vamos para a sala de fisioterapia, tenho certeza que Jacob está ansioso para te ver. — provocou.

Jacob Black, o fisioterapeuta, era gay assumido, mas também um fanático por esportes, seu time do coração sempre foi o Celtics, então para ele, ajudar alguém do time que torcia era mais que um trabalho, era uma missão. Edward sempre se divertia quando estava ao lado de Jake, como ele disse que gostaria de ser chamado. E principalmente porque significava que seu sofrimento do dia já estava quase acabando.

As atividades diárias do tratamento eram divididas em seis fases: a primeira era uma sequência de estímulos elétricos para que a musculatura e o osso agissem de maneira mais rápida, quase intuitiva. Essa fase, era sempre realizada na primeira hora que Edward chegava ao complexo ortopédico. A cada dia Bella aumentava a frequência — vendo que a resposta do jogador era satisfatória —, para impulsionar a reabilitação da força.

A segunda fase era a dos exercícios anaeróbios, ou seja, uma espécie de musculação, porém com os aparelhos projetados pela médica. Os aparelhos tinham como objetivo capacitar o atleta a realizar movimentos com o membro fraturado. Essa fase era a mais dolorida, pois tendia a forçar não só a musculatura, mas também os ossos e os tendões, o que, para alguém que ficou quase 60 dias de gesso, era uma verdadeira tortura. 

Apesar de ainda estarem no início do tratamento, Edward — mesmo com constantes reclamações —, estava respondendo bem a esses exercícios, já conseguindo ficar em pé, mas sem sustentar muito o peso nos tornozelos.

Na terceira fase, que normalmente acontecia após o almoço e descanso, ocorriam as aplicações farmacológicas, isto é, as injeções necessárias para a regeneração muscular. Esse momento, que durava pouco mais de uma hora, era onde Edward relaxava e onde melhor podia conversar com a médica. 

Era ali que ele sempre sabia um pouco sobre a vida dela, mesmo que as informações tivessem um teor profissional, era o momento desvendar o enigma que era a Dra. Isabella Swan.

A quarta fase, era a fisioterapia. Jacob ajudava em exercícios típicos de alongamento, que doíam, mas não tanto como os exercícios feitos nas máquinas de tortura, como Edward chamava mentalmente. Enquanto ele se exercitava com Jacob, Isabella ia para seu escritório detalhar cada situação ocorrida durante o dia, mesmo a curta distância, ela ainda conseguia observar o trabalho fisioterapêutico, atenta a qualquer queixa ou dor que o paciente pudesse sentir.

A quinta fase, era o retorno a máquina de eletrochoques, porém regulada de uma maneira mais branda, para fazer, principalmente, a musculatura relaxar e recuperar-se dos grandes esforços do dia. Quando chegava nessa etapa, Edward tendia a estar exausto, ansiando para ir embora o mais rápido que pudesse, mas não sem antes conversar com o psicólogo. 

James era um cara legal, não muito adepto a esportes, mas extremamente capacitado em lidar com os atletas. Edward e ele passavam 50 minutos conversando, e por mais que o teor das conversas fosse sigiloso, ele sabia que o psicólogo repassava os relatórios a Dra. Swan.

Por cinco dias na semana essa era a rotina de Edward, aos sábados e domingos, ele tendia estar tão cansado que normalmente relaxava, isso quando não ia aos jantares de família, onde sua mãe, Esme, preocupava-se em fazer uma dieta seguindo à risca as recomendações da Dra. Swan e a nutricionista.

Apesar de ser um tratamento ainda experimental, suas fases eram muito bem estabelecidas, e apesar das inúmeras fases, não podia se negar que todo o tratamento era simples e tinha uma transparência ímpar. Por isso, a Agência de Saúde do Estado de Massachusetts, autorizou sua continuidade, e o Hospital Ortopédico de Boston aproveitou a situação, pois sabia que traria visibilidade para eles.

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Certa tarde, três semanas depois do início do tratamento, enquanto fazia a fisioterapia com Jacob, Edward não suportava mais sua curiosidade sobre quem era a Dra. Isabella Swan.

— Jake — chamou baixinho. — Qual é da Dra. Swan?! Ela tem uma vida fora desse hospital? — perguntou.

Jacob que o ajudava num exercício, sorriu para o atleta.

— Ela é linda, não é? — divertiu-se. — Se eu gostasse de mulher, investiria pesado nela. Bella é-...

— Bella? — interrompeu o atleta.

Jacob deu de ombros.

— É como ela gosta de ser chamada.

— Oh! — surpreendeu Edward.

— Enfim, Bella é uma mulher fantástica, eu a conheço há anos, meu pai era vizinho do dela. De qualquer forma, Bella é uma workaholic, acho que posso contar nos dedos das minhas mãos quantas vezes a vi saindo a noite e sendo jovem. Sei que ela saiu para alguns encontros, mas nenhum levou a lugar algum. Sempre muito dedicada ao trabalho, a escrever artigos e aprimorar seu método. — deu de ombros.

— Então ela é solteira? — buscou confirmar a informação.

— Sim, livre, leve e desimpedida. — ele sorriu. — Mas tire seu cavalinho da chuva. Bella jamais se envolveria com um paciente. Ética no trabalho é o mais importante para ela, principalmente porque se o tratamento em você surtir o efeito desejado por ela, você, meu caro Edward, será somente um dado para ela.

— Eu sempre posso ser aquele que vai mudar essa percepção dela. — disse convencidamente com seu sorriso enviesado.

— Se isso acontecer Edward, eu juro que aceito ser Lucky, o leprechaun por um mês! 

— Você sabe que esse é um trabalho, né? Que tem uma pessoa que ganha para ser o Lucky? — perguntou divertido.

— Ok, ok, ok, eu visto uma cueca dourada com trevos verdes em todos os jogos da temporada, o que você acha?

Edward sorriu torto.

— Acho que a plateia feminina vai ficar feliz Jake, já a masculina nem tanto. — brincou, pois era visível que Jacob era fortemente constituídos de músculos. — Vai ser quase a versão Magic Mike do Celtics.

Jacob gargalhou, chamando atenção da médica.

— Está tudo bem aí Jake? Edward? — perguntou.

— Perfeito Dra. Swan! Edward acabou de me contar uma piada.

— Oh! — exclamou surpresa. — Tudo bem.

A médica voltou à redação do relatório diário, deixando os dois em retomarem sua conversa.

— Consiga um encontro com ela, que eu faço isso. — sentenciou Jacob com seus olhos castanhos brilhantes.

— Considere feito!

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*match-up: é um tipo de defesa usada no jogo de basquete. É comumente referido como defesa de "combinação", pois combina certos aspectos da defesa de homem para homem e defesa de zona.

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Notas finais
N/A: Oi gente! Mais um capítulo dessa loucura aqui! Espero que vocês tenham entendido todo o conceito do tratamento louco que eu inventei. Se tiver alguma médica, fisioterapeuta, enfermeira ou nutricionista lendo ignorem qualquer erro. A pessoa aqui é total humanas. Quero agradecer mais que tudo a Bri [arroba]lumosgreys por ser essa beta maravilhosa, que Deus! O trabalho dessa mulher me emociona, sério!! Obrigada gata! Obrigada a todos por lerem e comentarem, e, por favor, não esqueçam de deixar uma review neste capitulo, ok?! Beijos, Carol.