Hot as Pepper...
3 Nothing but provocation
Notas iniciais
–Tony.-Pepper assustou-se o vendo.
–O que está acontecendo aqui?-Tony não fazia o minimo esforço para esconder sua raiva.
–Você não ia voltar daqui a alguns dias?-Pepper saiu do ringue indo até ele.
–Ia...mas notei que você não estava bem no telefone então vim antes.-Tony analisava o ambiente, Natasha sentada ao chão com as pernas cruzadas sorria irônica para ele, Rob que magicamente apareceu de camiseta sentado ao seu lado com uma luva de box entre as pernas.-O que está acontecendo aqui?
–Não é meio obvio cabeça de lata?-debochou Natasha.
–Como você é engraçada Viuvinha.-Tony encarava Pepper demonstrando o quanto chateado estava.
–Estávamos treinando.-falou ela com voz doce, tentando se aproximar o que não aconteceu, sendo que Tony desviou dela.
–Você disse que iria pedir ao Happy para treinar com você.
–Eu sei...eu ia, se não tivesse sido grossa e o dado o resto da semana de folga pra ele.
–E então foi chamar ele?-Tony apontou para o moreno no ringue que agora parecia mais um cachorrinho sem dono do que o homem que pensava enfrentar Antony Stark.
–A Nat almoçou aqui comigo, então pensei que não teria problema á que ela estaria também.-tentou explicar-se Pepper.
–Eu não faria nada com ela.-Natasha riu alto, da contraditória da frase do homem ao seu lado. Vendo que Pepper estava desespera apenas esperava o momento para a ajudar.
–Do que está rindo Romanoff?-Tony a encarou desconfiado.
–Estou rindo, porque ele não faria nada com ela mesmo.-Natasha foi até ele o encarando.
–E porque tem tanta certeza?
–Primeiro porque só a Pepper pra conseguir te aguentar e te amar. Segundo por que se ele tentasse algo ela quebraria a cara dele, coisa que ela fez mais sedo, e terceiro e não menos importante...-Natasha olhou para Rob que parecia ofendido-Ele está comigo.
–O QUÊ?-perguntaram Pepper e Tony em uníssono.
–O que ouviu...Pepper me contou sobre quando fazia academia no antigo bairro dela, e eu fui até lá para conhecer o tão famoso Robert Duncan. Nós começamos a nos pegar e estamos aqui agora.-Natasha mentiu na cara deslava assustando Pepper que não conhecia esse seu lado.
–Você sabia sobre isso?-Tony olhou para a ruiva ainda desconfiado.
–Claro...-respondeu depois de um tempo-Nat me contou hoje quando chegou mais cedo.
–Por que então, quando cheguei vocês estavam emboladas no chão e ele se masturbando?-Tony gesticulava o que fazia Natasha se divertir mais ainda.
–Vem aqui...-Natasha chamou Tony com o dedo indicador e sussurrou em seu ouvido-Ele está com uma alergia, foi tentar algo novo e não deu muito certo.
–O QUÊ?-Tony mesmo espantado segurou-se para não rir.
–Já que a Pep não está mais sozinha o que acha de irmos querido.-Natasha fuzilou Rob que saiu correndo ao seu encontro, o dando um selinho o que surpreendeu mais ainda Pepper, se despediram-Tchau pra vocês.
–What?-Pepper sussurrou ainda olhando para onde os dois haviam saído abraçados.
–Vocês realmente só treinaram?-Tony ainda sentia um ar de mentira, mas tentava acreditar no que ouviu.
–S-sim.-Pepper o olhou.
–Tudo bem...-Pepper sentiu seu estomago revirar com os lábios de Tony tocaram os seus. Nem de longe sentia nojo dele ou não queria seu contato, mas sua consciência estava pesada demais no momento para apreciar o toque dele-O que acha de subirmos e pedir o antar? Ai você me conta o que aconteceu na empresa.
–Vou tomar um banho rápido, pede a comida?
–O que você quer?-Tony acariciava seus bracos sabendo que algo estava errado.
–Deixo por sua conta!
–Ok...espero você na cozinha.-Tony a deu um selinho antes de sair de seu campo de visão.
–Mas que merda...-Pepper praguejou subindo para o quarto.
Alguns dias haviam se passado e Pepper estava cada vez mais distante de Tony, mesmo ele sendo carinhoso e atencioso, ela não conseguia ficar por muito tempo ao seu lado sem pensar no que fez durante aquela tarde na academia. Não conseguia entender o que havia passado por sua cabeça para aceitar que outro homem a tocasse daquele eito...poderia culpar a carência, desejo, falta de sexo, mas nada disso era coerente, não parecia com ela e com o que acreditava.
Era uma sexta-feira e Tony estava trancado na oficina arrumando uma de suas armaduras, Pepper mais uma vez estava sozinha na academia socando com forca o grande saco de areia, nos últimos dias descontava a raiva de si mesma no pobre.
–Mas que droga eu tava pensando...-Pepper sussurrou antes de dar um chute no saco-Eu só posso estar ficando louca.-Passando a mão sobre os cabelos, olhou para a foto dela e de Tony que havia sobre a bancada ao lado da geladeira. Deixando a raiva dominar seu corpo deu sequencia de socos com toda forca que ainda restava em seu corpo, o que não reparou é que Tony acabara de chegar no exato momento em que ela deu um gancho de baixo para cima deslocando o pulso.-AIIII...-gritou com a dor.
–Ei ei ei... vai com calma.-Tony vendo que ela havia se machucado correu ao seu encontro, iria tocar seu pulso quando Pepper afastou-se bruscamente-O que está havendo Pep?-perguntou sem entender.
–Não...não me toca.-sussurrou deixando as lagrimas tomarem seu rosto.
–Pep o que está acontecendo? Você está estranha, não me deixa chegar perto, não me deixa te tocar...você está arrisca...-Tony parou a olhando intrigado-dês do dia que voltei da missão em Abu Dhabi. Pepper o que aconteceu de verdade naquele dia?-Tony ligando os pontos não fez mais questão de a tocar, mas não deixava de estar preocupado com seu braco-Romanoff não estava com Robert estava?-Tony a viu negar olhando para o chão-Era você...você estava com ele.-Acusando ogou longe o celular que carregava em mãos.
–Não! Claro que não!-Pepper assustou-se com o que ele estava pensando que ela fez.
–Não? Se não aconteceu nada porque está assim?-mais do que nunca o bilionário não entendia nada.
–Eu...eu não te trai com ele...mas coisas aconteceram.-Pepper falava com dificuldade, sabia que tinha errado e se recriminava mortalmente por isso. Tinha medo que quando Tony soubesse não a quisesse mais por perto.
–O quê aconteceu? O quão ruim pode ser isso pra você estar assim? Vocês transaram? Se pegaram? Você e a Natasha resolveram compartilhar a comida? Você transou com a Natasha? A Natasha transou com ele?-Tony perguntava desesperado sem saber o que pensar.
–Durante a luta nós, nos tocamos.-Pepper gritou o fazendo parar de caminhar de um lado para o outro.
–S-se tocaram?-Tony havia falado, mas nunca acreditou realmente que ela teria feito algo do tipo.-Que tipo de toque?-perguntou ainda em choque.
–Mãos...mãos, na virilha, barriga, mordida no pescoço e bracos, quase um beijo...eu não sei toques, eu não me lembro.-Pepper desesperou-se quando o viu socar a mesa e afastar-se dela.
–Não se lembra? Na hora de fazer tenho certeza que aproveitou.
–Tony não foi somente comigo com Natasha também. Oc eu assumo meu erro, e pode ter certeza que mais do que você ou qualquer pessoa estou me condenando por isso, eu não sei o que passou pela minha cabeça naquele dia, eu não sei o que me levou a fazer isso, mas eu fiz. Eu fiz...-Pepper chorava o olhando nos olhos-e não posso voltar no tempo.
–É vingança não é?
–Do que está falando?
–Está se vingando do começo do nosso relacionamento, quando Romanoff veio como minha assistente...-Tony apoiou-se sobre a bancada a olhando de frente-nós á estávamos meio que juntos, e eu dei em cima dela, eu toquei ela...é por isso que fez isso. Se queria se vingar e me magoar, parabéns conseguiu.
–Não...eu nunca faria isso. Tony olha pra mim.-Pepper pediu erguendo seu rosto com a mão boa-Você me conhece, sabe o quanto eu te amo...10 anos, durante 10 anos eu esperei por você, eu amei você as escondidas, eu sofri vendo você a cada dia com uma mulher diferente mas o que me dava forcas para continuar sendo sua assistente era saber que elas vinham mas na mesma hora iam...O modo como você me tratava, doce, carinhoso, meigo me fazia ficar, você nunca tratou outra mulher assim...e eu te amo cada dia mais por cada atitude que você tem, até mesmo seus erros...eu simplesmente amo você, então não diga que foi vingança ou que eu quis fazer. -Pepper em nenhum momento quebrou o olhar, o viu de olhos mareados coisa que acontecia uma vez a cada um milhão de anos.
–Então porque fez?-Tony sussurrou.
–Eu não sei...eu realmente não sei, estou até agora tentando entender.
–Virginia ninguém faz nada sem querer...a não ser que esteja drogado.-Tony irritou-se.
–Tony eu não sei, apenas aconteceu. Eu á tentei encontrar milhares de explicações e não encontro nenhuma. Você sabe muito bem que eu não te trairia e não deixaria nenhum homem me tocar além de você.
–Será mesmo?-Tony levantou-se voltando a andar de um lado para o outro.
–Não seja arrogante.
–Arrogante? Você quer que eu pense o quê. Ouvir da boca da minha mulher que ela estava dentro da nossa casa se esfregando em um cara e não sabia o porque...Não é fácil de se engolir.
–Eu sei que errei e você tem todo o direito de me xingar e estar bravo, então vou facilitar as coisas.-Pepper tirou as luvas não dando atenção para o pulso que nessa hora á estava inchado e lateando bastante, e seguiu para a porta.
–Aonde você vai?-perguntou Tony sem a olhar.
–Pegar minhas coisas, vou voltar para meu antigo apartamento. Quando resolver acreditar em mim, sabe onde me encontrar.-Novamente com lágrimas dificultando sua visão Pepper seguiu para o quarto.
Estava com raiva por não saber o que tinha a feito agir daquele modo, mas sua maior fonte de raiva era saber que poderia ter estragado tudo com Tony, estragar tudo o que foi construindo aos poucos durante os vários anos que conviveu com ele. Tentou pegar uma das malas que usava para as viagens de negócios, que estava na ultima prateleira do closet, mas sentiu seu pulso doer muito mais do que antes. Com um mão puxou a mala a fazendo cair no chão com um baque surdo, ogou o máximo de roupas que podia ali dentro a fechando, não poderia sair dali somente de top e calca de malha, tirando a roupa entrou em baixo do chuveiro deixando o suor de esforço físico ir ralo abaixo assim como suas lagrimas, acabou demorando mais do que pretendia, sentia dificuldades por conta do pulso.
Ainda com o corpo molhado, pegou uma das poucas roupas que restaram no closet e vestiu-se, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e saiu arrastando a mala com dificuldades. Queria ir com seu carro, mas sabia que não conseguiria dirigir apenas com uma mão, então pediria um táxi se também não estivesse puxando a mala com a unica mão boa que tinha. Frustada parou no inicio da escada discando para um táxi, prendeu o celular entre o ombro e o rosto puxando novamente a mala escada abaixo. Não notou que Tony estava sentado sobre a poltrona a olhando.
–Não tem nenhum que possa vir antes?-Pepper conversava no celular parando no meio da sala-Não importa, pago o quanto for preciso só preciso de um táxi rápido...-Tony notou o quanto sua voz transpassava o quanto abalada ela estava-Tudo bem...não eu espero 20 minutos. Ok, obrigado.-Pepper suspirou voltando sua atenção para a mala.
–Não quero que vá.-Tony sussurrou chamando sua atenção. Ele a conhecia sabia que não fazia o estilo dela tudo o que estava acontecendo, acreditava e não acreditava nela, sabia o quanto ela o amava e o quanto ele a amava mas ainda assim queria uma explicação razoável. Não conseguia acreditar que do nada a sua Pepper certinha e divertida se transformaria em uma mulher vulgar e sem escrúpulos...estava confuso, mas não queria ficar longe dela...apenas queria um tempo.
–O quê?-perguntou a ruiva sem entender.
–Eu não quero que você vá.-Tony foi em sua direção deixando uma distancia segura entre eles-Ainda estou confuso, não consigo acreditar em tudo o que você me contou ou a sua explicação sem fundamente...-Pepper iria o retrucar mas o viu levantar a mão para que ficasse quieta-Me deixe terminar...-assentindo deixou que ele continuasse-Eu quero entender o que esta acontecendo. Eu amo você e sei o quanto você me ama mas isso não explica ou faz com que esqueça o que aconteceu. Se você fez isso porque eu não estava por perto ou porque eu não estou comparecendo ou algo do tipo..tudo bem...todo mundo erra e, é possível se perdoar, com um pouco de dificuldade mas é. O que não aceito é você me mentir dizendo que não sabe o porque fez, ou o porque tudo aconteceu...então quero que olhe para mim e me diga a verdade...-Tony a olhou, ainda tinha esperanças de entender tudo-Você realmente não sabe o porque fez o que fez?
–Eu não sei o que aconteceu...-Mesmo tentando negar Tony sabia que ela falava a verdade-Acreditando ou não em mim, essa é a verdade.-Pepper o olhava duramente sentindo as lagrimas rolarem por seu rosto, automaticamente tentou as secar, não queria ser fraca na frente dele.
–Tudo bem...Eu acredito em você.-Tony foi até seu pequeno bar servindo-se de uma dose de wiskey.
–Você está bravo comigo...-Pepper tentou aproximar-se mas novamente ele recuou.
–Não tem como não estar...preciso de tempo Virginia. Tempo pra pensar e tentar entender.-Tony a viu voltar a chorar, tudo o que queria era a ter em seus bracos e saber que tudo ficaria bem...mas isso era a ultima coisa que aconteceria.
–Tudo bem...o quanto tempo precisar.-Pepper olhou para seus pés secando as lágrimas, o silencio se instalou por alguns segundos até que novamente o olhou-Enquanto isso vou ficar no quarto de hospedes.-Vendo que Tony concordou, iria seguir para seu novo quarto e trancar-se até que tudo tivesse resolvido, mais do que nunca queria sumir mas algo a impediu...esquecendo-se do pulso machucado puxou a mala sentindo a dor dilacerante atingir seu braco.-AHHHHHHHHH....-gritou com a dor assustando Tony que correu ao seu encontro.
–O que houve?-perguntou preocupado, mas ainda sem a tocar.
–Meu pulso.-sussurrou tentando controlar a respiracão descompassada.
–Precisa ir a um médico.
–Não...deve ser só um mal eito.-Pepper não queria ir a médico algum, muito menos sair em publico, só queria ir para seu quarto deitar e chorar o tanto que pudesse.
–Você vai ir para um hospital fazer um raio x e pronto.-Tony brigou pegando as chaves do carro-Javir abra a garagem estamos saindo.
–Sim Sro.-Confirmou o IA.
–Vamos.-Tony a chamou indo para o carro.
Em poucos minutos chegaram ao hospital, apesar da mansão ser isolada Tony dirigia rápido estava com raiva mas sua preocupação com Pepper era maior do que qualquer sentimento que poderia estar sentindo.
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