Capítulo 6


Bella


Jacob me levou para casa. Bom, ele e Edward, mas meu pai só viu o Jake, se ele soubesse que a filhinha linda dele estava saindo com dois garotos ao mesmo tempo, acho que teria um ataque do coração, então tínhamos que manter as aparências.

_ Bella eu passo aqui amanhã à noite, teve um problema na reserva. – Jake disse antes de eu descer da moto. Edward estava no carro dele logo atrás, mas apareceu em pé ao meu lado. Jake deve ter visto a decepção no meu rosto, porque amanhã é sábado e eu estava contando que eles iriam sair comigo.

Eu devo ter perdido alguma coisa, porque os dois ficavam se encarando como se estivessem tendo um conversa mental.

_ Eu passo aqui as nove para te levar em um lugar. – Edward disse me dando um selinho, depois ele acenou com a cabeça para o Jake e foi.

_ Não se preocupa amanhã à noite eu apareço aqui. – Jake também me deu um selinho e me esperou entrar em casa.

Meu pai não estava dormindo, como eu esperava, pô é meia noite, me dá um tempo!

_ Boa noite pai. – eu disse já na intenção de ir subindo as escadas. Mas pareceu que essas eram só as minhas intenções.

_ Bella vem aqui.

_ Ah! Pai não pode ser depois?

_ Vamos é só uma conversa.

Meio desconfiada eu fui lentamente para a poltrona ao lado do sofá onde meu pai estava. Se eu soubesse o que ele queria, juro teria corrido como uma maratonista pra Phoenix, mas eu nem imaginava o que ele queria com isso.

_ Bella, eu vi que você com o Jake estão um pouco envolvidos. – Urgh tinha como ser pior? Envolvidos, em que era meu pai nasceu? Ele continuou, me tirando do meu tagarelar mental. – Então eu não sei se você sabe, mas os meninos têm uma idéia bem diferente das meninas de sobre um relacionamento. Geralmente eles têm essa visão mais... – meu pai me olhou desamparado.

Como ele podia estar desamparado? Eu queria ser um avestruz e enfiar a cabeça na terra. E ele fica me olhando com essa cara de pateta, que perdeu o raciocínio. Só de pirraça não ajudei, fiquei encarando ele esperando a bomba.

_ Sim?

_ Bom, os meninos não querem exatamente um relacionamento sério, eles às vezes querem se aproveitar das meninas e a verdade é que eu gosto muito do Jake, mas ele não tem uma boa fama. É muito como se diz? Hum... namorador. – ta agora eu segurei o riso.

_ Pai não se preocupa, a gente por hora só está saindo como amigos. – meu rosto corou e eu pensei que meu pai não cairia na mentira, mas ele pareceu acreditar. – Então boa noite. – eu me levantei querendo correr dali.

_ Espera, eu não terminei. – OMG o que mais poderia ter? – Bella, como seu pai eu tenho que falar sobre bem... é... Sexo.

_ Pai, pelo amor de Deus, não, não, não. – eu me levantei querendo correr para o colo da minha mãe e eu achando que não tinha como piorar.

_ Isso não é melhor pra mim do que é pra você, mas eu preciso te alertar. Então senta. – emburrada e preparada pra dar um piti eu me sentei, cruzando os braços na frente do peito como uma proteção.

_ Pai, a mamãe já me falou tudo isso quando eu tinha doze anos, eu já sei tudo. – ele me olhou contrariado.

_ Com doze você saia com garotos?

_ Não. – respondi emburrada.

_ Então, existem coisas que você tem que saber.

_ Pai, por favor. Eu sei tudo, eu sou virgem, juro. Não precisa se preocupar com isso. Eu só saio com os amigos.

Tenho certeza que meu pai não viu a mentira que eu disse. Eu engasguei, mas olhei-o firme, meu rosto queimava com o calor da vergonha do momento. Meu pai suspirou.

_ Certo Bells, boa noite. Amanhã eu saio cedo para pescar, mas se você quiser, eu posso ficar.

_ Não, precisa, eu vou sair com as meninas.

_ Quais meninas? – Ah agora ele bancava o delegado, rolei os olhos.

_ Com a Ângela Weber e uma prima dela que eu não conheço. – meu pai deixou os olhos caírem na tela da TV, estava passando o jornal esportivo.

_ Tudo bem então, eu volto à noite. – eu sai correndo pelas escadas acima. Fechei a porta do meu quarto e pulei na cama.

Agora alem de vagaba, eu era uma mentirosa. Fiquei com pena do meu pai, mas a culpa disso tudo era da minha mãe. Então se um dia ele descobrisse não tinha que carregar a culpa pela filha ter se transformado em uma vagaba das grandes.

Tomei um banho longo e cai na cama, dormi e nem vi.


Jacob


Edward acabou ficando, para falar comigo.

_ Espera para ver o que o pai dela vai fazer. – eu estranhei, mas esperei, ficamos os dois escutando a conversa do outro lado da rua.

_ O pai dela quer pegar ela no pulo. – ele me disse talvez vendo a confusão na minha mente. Escutamos tudo e acabamos rindo da situação dela. Coitada.

_ Ele acreditou? – perguntei incrédulo.

_ Claro, ele prefere acreditar nela a investigar mais e descobrir que sua doce filhinha ta transando por ai, e ainda mais com o galinha do Jacob Black!

_ Tem certeza que quer fazer isso amanhã? – Edward me olhou com aquela cara de vovô dele. Ele queria contar pra ela tudo.

_ Já falei que vou fazer isso. Ela vai me aceitar eu tenho certeza disso, e você?

_ Eu conto depois, não sei, não pensei nisso. – tenho certeza que o velhinho estava vasculhando a minha mente.

_ O que você acha que acontece? – ele pareceu preocupado agora.

_ Ela sai fugindo pela floresta. – ele fechou a boca numa linha, expressão que ele usava quando estava sério, mas eu ria da cara de morcego dele.

_ Jacob a coisa é séria, quer parar?

_ Amanhã você me conta como foi. – ele fez uma cara de pavor, eu ri mais um pouco e liguei a moto.

Edward só concordou com a cabeça. Bella já tinha ido dormir. Ele foi para a casa dele e eu pra minha.

Na frente do Edward eu não queria assumir, mas a verdade é que eu fiquei um pouco preocupado com a reação dela a tudo.


Edward


Não que eu precisasse, mas eu respirava profundamente pra tomar coragem. Já tinha amanhecido e o pai dela já tinha se mandado para o lago pescar. Ela desceu e seu coração batendo era o único barulho, a casa parecia silenciosa. Saí do carro e bati na porta.

Escutei-a tropeçando, e uns barulhos perto da porta, por fim ela abriu ofegante. Eu podia jurar que ela estava na sala, como ela podia ofegar abrindo uma porta?

_ Oi, bom dia. – me aproximei e dei um selinho nela. O cheiro dela era tentador.

_ Bom dia.

_ Vamos?

_ Vamos. – ela saiu e eu a segurei pelo braço, ela tinha essa mania de cair e era melhor precaver.

_ Não sou inválida, sabia? – ela resmungou.

_ Deixa que a gente cuida de você. – usei as mesmas palavras do Jacob ontem, isso pareceu acalmá-la.

Fui bem cavalheiro, mesmo sendo um galinha isso vinha naturalmente. Então abri a porta do carro para ela.

_ Aonde vamos?

_ Caminhar um pouco, só um lugar que eu curto raramente. – dei partida e fomos. O cheiro vinha tentador e seu silêncio era opressor, mas não falei nada.

Coloquei uma música e aproveitei que ela gostava dos clássicos.

_ Você tem um gosto musical bem diferente. – ela falou com um sorriso. Rolei os olhos.

_ Bem antigo você quer dizer. – ela riu e concordou.

Não demorou e logo estávamos ao lado da trilha, bom não usaríamos a trilha, mas mesmo assim...

_ Andar na mata? – ela parecia apavorada, talvez com medo de mim.

_ Por que, algum problema?

_ Você não me viu, eu caio em superfícies lisas, aqui com buracos, pedras e cipós, eu vou sair morta. – eu ri.

_ Eu te protejo de tudo isso. – meio emburrada e de mau humor ela saiu do carro. Juntei-me ao seu lado.

_ Aqui é a trilha, vamos? – a segurei pelo cotovelo para não tropeçar. Segui para o outro extremo da floresta e seu coração acelerou.

_ A trilha? – perguntou olhando para o outro lado.

_ O que tem?

_ Não vamos por ela?

_ É pra cá. – e voltei a guiá-la para onde íamos.



Bella


Ele com essa cara de psicopata. Deu-me medo mesmo, como assim para longe da trilha, como saberíamos aonde ir. Com medo eu o segui.

No começo a floresta não foi opressora nem me deu medo de verdade, mas o chão...

_ Ai. – disse quando meu pé se enroscou em uma raiz. Ele me segurou do tombo.

Depois disso ele não me soltou mais. Sua mão segurava minha cintura mantendo seu corpo próximo demais do meu e foi difícil me concentrar no caminho. Eu me lembrava da noite passada e na verdade já queria ficar com ele de novo, mas parece que essas eram as minhas intenções, ele olhava o misterioso caminho que fazia bem compenetrado.

Eu cai, tropecei, enrosquei em raízes. Tudo bem normal e comum na minha vida, diferente das primeiras vezes ele não teve que segurar o riso, ele ria abertamente de mim em cada uma das situações. Quando eu cai pela... O que? Milésima vez.

_ Bella você é um risco a si mesma. – eu bufei nervosa.

_ Também, trilhas e caminhadas pela floresta não é meu forte, se é que não percebeu, eu sou meio desastrada. – ele me olhou com uma sobrancelha levantada, um sorriso brincando nos lábios.

_ Meio? Pra mim parece inteira desastrada. – eu me soltei dele bem nervosa, disposta a caminhar o resto daquele purgatório sozinha, mas ai o chão quis ver meu rosto de perto de novo e o filho de uma mãe me segurou antes de cair. Como ele e Jacob tinham esses reflexos tão rápidos? Mas dessa vez ele me pegou no colo.

_ Assim é mais seguro. – ele disse se divertindo com a situação. Eu tentei me soltar, mas ele me beijou e sua mão alisava meu bumbum e a outra a lateral do meu seio. Eu me apertei nele querendo mais e ele aprofundou o contato. Como ele andava pela floresta beijando, comigo no colo e não caia? Mistério!

Eu percebi mesmo de olhos fechados, ainda o beijando que tínhamos parado e parecia que tínhamos saído da floresta. Separamos o beijo e vi que era uma clareira dessas pequenas com flores. Ele me desceu do colo.

_ Chegamos. – eu andei bem quieta ao seu lado até o meio do circulo que as árvores formavam na clareira e sentei. Ele se sentou ao meu lado.

_ Faltou a cesta de piquenique. – disse o olhando divertida. Ele sorriu aberto, depois fechou o rosto numa expressão de sarcasmo.

_ Bom, eu tenho o que comer você não. – parecia que a frase tinha mais que um sentido, eu entendi a comida, eu era a comida dele, mas eu entendi como sexo, ele me olhava tentando transmitir mais que um significado na frase perva dele.

_ Sei, se ta achando que vamos rolar no mato sem roupa ta bem enganado. – ele riu alto. E eu pensei que se ele forçasse só um pouquinho e rolava nua com ele aqui, não era preciso muito.

_ Não estou falando de outro tipo de comida. – ele passou a mão gelada no meu pescoço, afastando o cabelo, depois deslizou o nariz por toda a extensão de pele exposta. Eu arfei baixinho. – Já se perguntou por que eu sou tão frio? Ou por que nunca como nada? Ou bebi com vocês ontem, ou não fiquei ofegante e suado ontem à noite? – ele falava cada palavra sussurrada no meu ouvido, eu sentia seu hálito gelado e me arrepiei. Não de medo, mas de desejo. – Quando você e Jacob ficaram cansados. – eu me afastei para ver sua expressão. Ele estava sério. Fiz que não com a cabeça.

_ Você se lembras das lendas quileutes? – concordei.

Ele pacientemente esperou, enrolando os dedos numa mexa do meu cabelo, a outra mão deslizando pelo meu braço e subindo, quando subia ele roçava o meu seio. Eu não conseguia raciocinar.

_ Você é tão cheirosa, uma delicia. – ele passou a língua pelo meu pescoço, como se saboreasse o meu sabor. – Tão apetitosa, da vontade de morder. – dessa vez eu senti um frio na barriga. OMG ele era como o Hannibal Lecter O.O. Comparei-o com o psicopata errado, não era o maníaco da serra elétrica, era um canibal. Meu coração acelerou de medo.

_ Não precisa ter medo. Só vou provar se você deixar. – eu engoli em seco e ele se afastou do meu pescoço sorrindo. – O que você está pensando? – perguntou curioso.

_ Que eu to no mato com um psicopata que quer me comer. – ele riu alto, eu não se de onde veio essa força, nem como eu tive coragem de contar o que pensava. Ele passou os dedos no meu rosto carinhosamente.

_ Sou incapaz de te machucar, mas preciso te contar o que eu sou não quero comer você, não literalmente, bom talvez literalmente, mas não do jeito que está pensando.

_ O que você é? – minha voz tremeu e pensei nas minhas possibilidades, se eu correr ele me pega no meu primeiro tombo, se eu ficar serei devorada.

_ O que me atrai não é sua carne, mas sim seu sangue. – eu sacudi a cabeça tentando entender o que ele dizia. Um zunido incomodava meus ouvidos.

_ Você pertence a uma seita ou coisa parecida? – ele gargalhou me dando arrepio.

_ Não, sou só uma criatura dos contos de terror quileutes, os frios, você se lembra? – eu vasculhei minha mente procurando a historia dos frios e meu sangue gelou.

_ Vo... você é um... um... – o zumbido no meu ouvido só piorou, meu medo aumentou e escalas nunca antes conhecidas. Beber meu sangue, os frios dos contos eram os famosos vampiros, eu sacudi a cabeça. Edward só queria me dar medo. – Edward para de bobeira, vampiros, frios essas coisas não existem.

Num único movimento ele estava do outro lado da clareira. Como? Meu coração batia forte no peito. Ele disse um monte de loucuras, destruiu uma árvore e depois veio como o vento do meu lado, num piscar de olhos ele estava a vinte metros de mim e agora ele estava ali na minha frente.

Tudo ficou escuro e desmaiei.


Edward


Desmaiou de novo.

O que eu faço com ela? Toda hora a menina desmaia comigo. Peguei-a no colo e com minha velocidade vampirica fui até o carro, a coloquei no banco do carona, afivelei o cinto e dirigi até a casa dela. No caminho liguei para o Jake, ele teria que me ajudar com isso.

Percebi que os mesmo sentimentos protetores que Jacob sentia por ela, era o que eu sentia nesse momento. Droga, eu tava contando com uma provadinha no pescoço.

Entrei na casa dela e esperei pelo Jacob, aproveitei a ausência do pai dela e a coloquei na cama bem confortável, no caso só de calcinha e sutiã. Ela ressonou baixinho se virando.

Escutei Jacob chegando e abri a porta pra ele. Contei tudo, o filho da mãe ria da minha cara. Se divertindo com o desmaio dela.

_ Calma picolé, eu dou um jeito vamos subir e esperar ela acordar ai eu conto, você conta ela entende e ficamos os três juntos bem felizes.

Eu não tinha certeza que ela aceitaria. Pareceu-me que ela iria sair correndo no primeiro momento, ou ia tentar colocar uma estaca no meu coração, jogar água benta em mim, coisas desse tipo.

Pacientemente esperei ela acordar.

Notas finais
N/M: Ta sei taradas de plantão, mas a fic é de comedia também kkkkk, sério essas partes do livro eu morria de rir, e idéia da coitada desmaiar na clareira foi da Katy kkkkkkkkkk adorei!
Valeu pelas indicações Angelgirl2008, e Milena Black!
Cadê meu reivew?
Madu
XD
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N/K: hushsushsushs Bem a cara dessa lesa esse drama com o vampiro. Dá pro cara e agora fica de graça pensando que ele vai matar ela? ¬¬ Ontem ela num tava pensando nisso lalalala... 666~. E aí meninas cadê meu coment para fazer meu dia feliz?
Bjks, Katy Clearwater
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N/B: Vamo combinar que estaca no coração, alho, crucifixo, água benta é a cara da Bella! Hsuahsuashuashausauh
Amei o cap e ri horrores com ele! Mas essas autoras tão judiando demais da coitada! Desmaiou de novo??? É pra acabar mesmo! Hsuashuashausuas
E o papo de sexo do Charlie??? Cara, ri litros quando li isso no livro! Aqui então! Cara, essas meninas estão cada dia melhores né não?
E aí, gostaram do cap? O que será que a doida vai fazer quando ver os dois na hora que acordar e ver um lobo ( que lobo!) e um vampiro (que é MEU) na frente dela? Eu agarraria os dois, só pra constar! Kkkkkkkkk
Então é isso! Cadê o review?
Beijo e até o próximo cap!
Fer!
;D