Notas iniciais
Essa fic se passa quando Annabeth já tinha completado 16 anos e Percy Jackson ainda não tinha encontrado o caminho do acampamento meio-sangue, eu shipo as duas mas não encontrei muita gente que também shipe.

Clarisse havia vencido de novo, estávamos todos em volta do lago e seus companheiros a erguiam nos ombros, como é irritante com esses olhos nervosos e essa bandana idiota que ela parece nunca tirar, me pergunto se ela lava essa coisa e me permito sorrir ao imaginá-la lavando suas próprias roupas. Eu sou Annabeth Chase, sou uma meio-sangue filha de Atena deusa da sabedoria então eu deveria ser incrível nas estratégias de batalha certo? Certo, mas ultimamente Clarice tem vencidos todas, eu sei que é porque tem algo me distraindo, eu só não estou pronta pra admitir.

A uns dois anos atrás Quiron me chamou na casa grande, ele queria que eu fosse até o sótão, disse que o oráculo tinha uma profecia sobre mim e que conversaríamos depois a respeito dela, bem, nunca conversamos, na verdade eu nunca falei sobre ela com ninguém. Tudo porque o que aconteceu lá em cima me assustou completamente, o oráculo não é bem uma criatura simpática me falou sobre um garoto, filho de Poseidon que viria liderar uma missão e que eu deveria ir com ele, acontece que esse garoto nunca apareceu e eu comecei a perder as batalhas e Clarisse começou a ganhar.

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Mês passado aconteceu algo que me deixou ainda mais distraída, eu já tinha decidido que o garoto meio-sangue não estava vindo e estava novamente focada em ganhar os jogos de solstício de inverno quando algo chamou a minha atenção. Clarisse tinha ganhado mais uma vez a caça a bandeira e estava se vangloriando com os seus irmãos do chalé de Ares, eu estava observando aquilo com o objetivo de vencê-la a qualquer custo na próxima vez e vi uma ninfa se aproximar e dizer algo no ouvido dela e sair, alguns minutos depois Clarisse também foi e eu a segui. A filha do deus da guerra entrou na floresta e eu quase a perdi de vista algumas vezes porque claramente ela não queria ser seguida, imaginava o que ela estaria caçando ali e sei que segui-la foi errado. Quando em uma das minhas distrações eu achei que tinha realmente a perdido escuto vozes e risinhos não muito distantes, deixo me guiar pela voz e ao encontrar a fonte fico em choque, a Ninfa estava encostada em uma arvore com uma das pernas erguidas e Clarisse estava na frente dela e pra minha surpresa elas estavam se beijando, isso mesmo, se beijando. Clarisse passava suas mãos por toda a extensão do corpo da ninfa e esta segurava no seu pescoço com força, pela proximidade e intimidade que pareciam ter eu aposto que aquela não era a primeira vez que faziam aquilo. Antes que as coisas ficassem mais estranhas eu sai de lá, atordoada, sem olhar direito aonde estava indo.

Quando cheguei a porta do meu chalé olhei mais uma vez na direção de onde eu sai e vi que Clarisse também já saia de lá, com certeza elas não foram muito além, por motivos que eu desconheço, saber disso me deixou aliviada.

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Hoje quando estávamos competindo na torre de escalada, todos os outros meio-sangues já haviam caído e desistido de tentar novamente, só restávamos eu e Clarisse que parecia mais determinada do que nunca, olhei em volta e não vi a ninfa que havia se encontrado com ela por perto, mas Clarisse com certeza parecia querer impressionar alguém por que por nada ela desistiria, talvez fosse outra garota ou um garoto, aquele pensamento me custou a vitória, uma fúria percorreu meu corpo e eu fiquei descuidada, uma barra rolando me acertou em cheio e eu cai no chão. Clarisse ganhou novamente.

Fiquei alguns minutos deitada no chão, respirando com dificuldade e reparei em alguém se aproximando, levantei o olhar e era ela me estendendo a mão e me ajudando a levantar, nos encaramos por alguns segundos e ela tinha um sorriso vitorioso nos lábios, estava suada e com os cabelos desgrenhados, mas estava linda, pelos deuses eu não acredito que estou pensando isso, deve ter sido o tombo que confundiu meus sentidos, mas ela estava realmente linda. Percebi que ainda segurava a mão dela e então soltei e me virei sentindo as dores do tombo.

- Você está bem? – Perguntou ela, me fazendo ficar novamente de frente pra ela.

- Sim, estou só bati com muita força. – Na verdade estava com muita dor, mas não quis admitir, mas acho que ela percebeu por que senti ela colocando meu braço ao redor do seu ombro e a mão na minha cintura. Aquela posição em que estávamos me fez estremecer, sentir ela tão perto de mim, o calor do seu corpo que ainda estava suado e sentir a adrenalina que ela ainda sentia da escalada, uma tensão se criou quando eu olhei pra ela e seus olhos estavam tão perto dos meus, ela me olhou com curiosidade e eu não soube o que aquilo significava – Obrigada. – Eu falei, enfim e então seguimos em silêncio.

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Durante a madrugada eu tive sonhos em que eu estava no lugar da ninfa da floresta e Clarisse se aproximava cada vez mais de mim, acordei com a respiração pesada e com vontade de chorar, não sei porque mas desde que vi Clarisse e a ninfa eu tenho pensado nela ‘daquele’ jeito e isso tem me assustado mais do que a profecia de dois anos atrás. Como filha de Atena, não compreender algo é a maior aflição, eu preciso saber o que está acontecendo comigo, preciso resolver esse mistério, preciso falar com Clarisse La Rue.

Notas finais
(:
E essa Nifa ein... rs'