Hot ( Finalizada )

20 Retorno e confusão


Notas iniciais
Oi minhas lindas. Vamos ao cap de hoje que esta muito bom. Nesse cap uma fase se encerra definitivamente para em breve nosso casal ter seu felizes para sempre.

POV Edward

Dizer que todo esse lugar estava um caos seria pouco ainda.

As ruas agora não tinham mais feridos graças a Deus porém o caos anda continuava. As pessoas que antes moravam naquele prédio agora se acomodavam entre os escombros do lugar fazendo pequenos acampamentos. Alguns levantavam barracas ou lonas e outros que nem isso tinham apenas se deitavam sobre os escombros e dormiam no meio da rua. Crianças brincavam no meio de feros retorcidos e pregos enferrujados.

Apavorado fechei os olhos tentando não perder o animo. Foi então que senti uma mão pesada cair sobre meu ombro.

– Calma arquiteto, você esta fazendo o máximo que pode._ Rama disse ao meu lado.

Abri os olhos o encarando.

– Ainda parece muito pouco olhando para essa gente.

– Um homem sozinho não pode mudar o mundo. Nem mesmo um país. Mas você já deu um grande passo. As obras estão a todo vapor, os homens trabalham em dois turnos. Logo as primeiras instalações estarão prontas.

– Enquanto isso esse povo dorme no meio da rua e as crianças brincam com lixos.

– Ei. _ ele me chamou. _ vá ver sua doutora. Vá se animar um pouco. Deixa que eu fico de olho na obra por algumas horas.

Rama que antes já era meu braço direito agora era oficialmente o supervisor de todas as obras. Ele estava mais do que feliz com seu novo cargo. Além de ter o salário que já era generoso triplicado agora segundo ele mesmo depois que eu fosse embora ele teria um emprego, pois eu fiz questão que tudo fosse oficializado. Não haviam trabalhadores informais trabalhando para mim. Eu fiz questão de que todos ali fossem devidamente registrados e tivessem suas carteiras de trabalho assinadas. Os que nem tinham se quer documentação trabalhavam em regime especial até que a empresa tivesse providenciado tudo devidamente. Eu fazia questão de fazer todos ali terem um trabalho digno.

Sorri para Rama e me virei indo em direção ao hospital. Era fim de tarde, logo Bella estaria encerrando seu plantão.

Já fazia uma semana desde que tínhamos nos acertado. Ela havia ligado para James naquele mesmo dia como havia me prometido e mesmo ele não aceitando nada do que ela disse ela terminou com ele. O infeliz ainda ficou por alguns dias ligando para o celular dela tentando nos importunar mas por fim a convenci a deixar aquela porcaria desligada por um tempo até que ele se acalmasse. Agora morávamos juntos no meu quarto. Ela queria ficar no dela, mas eu não queria ficar num lugar onde ela havia estado com James. Ela acabou concordando comigo, mas fez questão de trazer seu colchão que realmente era muito melhor do que o meu. Dormíamos e acordávamos todos os dias juntos e isso para mim já era o paraíso. Todas as manhãs saíamos juntos, e todos os dias voltávamos juntos. Era tudo perfeito.

E também tinha Raila que estava melhorando mais e mais a cada dia. Ela só havia acordado uma vez nessa semana e para minha sorte eu estava com ela nessa hora. Há dois dias atrás eu estava velando seu sono como fazia todos os dias, uma enfermeira trocava seu soro e injetava alguns medicamentos nos pequenos tubos que iam para seu braço quando toda aquela movimentação a acordou. A primeira coisa que ela fez foi olhar para mim e sorrir. Agraciado por ver ela com os olhos abertos espelhei seu sorriso e fiz um carinho em uma parte de sua bochecha que agora já se encontrava totalmente cicatrizada. A enfermeira vendo que ela estava despertando se apressou em injetar os medicamentos que a fariam dormir e em seguida eu via suas pálpebras de fechando, mas ela ainda teve tempo de murmurar um “ anjo bonito” antes de finalmente voltar a dormir.

Raila agora já estava mais no quarto que servia como UTI. Ela já havia saído do estado critico e agora ficava em uma ala que era como uma enfermaria. Eu já podia passar mais tempo com ela, claro que nada comparado ao que eu realmente queria, mas já era alguma coisa. Todos os dias eu a visitava tanto de manhã quanto a noite. Sempre passava no mínimo uma hora velando seu sono, fazendo carinho em seus cabelos e pensando em uma maneira de ajuda-la.

Com o passar dos dias mais e mais crianças começaram a encher aquela enfermaria. Eu sabia que ela não era a única criança ferida e o fato de agora ver todas aquelas crianças machucadas e desamparadas mexia muito comigo, mas incrivelmente nada se comparava ao que eu sentia por Raila. Era quase como se ela fosse um pedaço de mim, como se fosse minha responsabilidade.

Acordei de meus devaneios percebendo que já havia chegado até o hospital. A essa altura eu já estava completamente familiarizado com o local assim como quase todos já me conheciam ali. Era questão de tempo até alguém avisar Bella de que eu já a estava esperando. Sabendo procura-la naquele prédio era o mesmo que procurar uma agulha no palheiro resolvi me encaminhar para onde meu coração queria estar e na certa onde ela saberia me encontrar.

Subi dois lances de escada e entrei por vários corredores até finalmente chegar a porta da enfermaria. Para minha surpresa era Alice quem estava no quarto examinando as crianças e anotando os dados em uma folha de papel que ficava colada na parede ao lado de cada cama. Aproximei-me devagar até lhe dar um pequeno susto.

Tantos anos de profissão a ensinaram a não fazer barulho em um hospital, mas isso não a impediu de dar um pulo com o susto.

– Credo Edward. Não faça mais isso! _ ela ralhou com a mão no coração.

– Desculpe. _ disse rindo.

– Não desculpo não. Vai ter troco. _ ela dizia me olhando com olhos em fendas.

Estendi as mãos como se pedisse paz e ela logo desviou o olhar de volta para a criança que ela atendia. Me virei indo em direção a cama de Raila e me sentando em um banquinho que agora ficava sempre ali me esperando.

– E você? Como passou o dia minha princesa?_ eu perguntava como se ela pudesse me responder, mas pelo menos eu torcia mentalmente para que ela pudesse me ouvir.

Eu queria que ela soubesse que não estava sozinha aqui.

– Sabia que comprei uma boneca ontem para você? Essa tem cabelos da cor de uva, e tem cheirinho de uva também. Agora já são três bonecas esperando para brincar com você.

Eu ia falando e ia acarinhando seu corpinho pequeno. Como sempre ela não esboçava nenhuma reação, mas eu não tinha medo, sabia que era culpa da medicação.

– Você tem que ficar boa logo. Elas não gostam de ficar no meu quarto sozinhas, querem vir ficar com você.

Eu não sabia se ao olhar dos outros eu parecia um idiota. E eu não poderia me importar menos com isso. Mas eu queria saber se estava fazendo isso certo. Eu nunca convivi de fato com crianças, não sabia me comportar perto delas, pelo menos de modo que as agradasse, mas com Raila eu só fazia o que meu coração mandava e eu torcia para que estivesse fazendo certo.

Nessa hora senti a mão pequena de Alice repousando sobre meu ombro.

– Ela esta melhor hoje. O exame mostrou que não tem mais traços da infecção em seu sangue e seus batimentos cardíacos também já votaram ao normal. A cicatrização esta muito boa também. Acredito que mais uns 4 dias e já poderemos suspender os sedativos. _ Alice explicava ao meu lado.

– Sério? _ perguntei empolgado._ E o que acontece depois?

– Ela ainda vai ter que ficar aqui até tirar os pontos, depois......

Alice se calou e eu sabia o que aquilo significava. Depois ela teria que ir para algum abrigo e era aquela parte que eu não aceitava muito bem. Bella, Alice e eu conversamos várias noites sobre isso mas nunca chegávamos a nenhuma solução. Eu era totalmente contra enviá-la a um dos abrigos que haviam aqui, afinal eles era precários, isso para dizer o mínimo. As obras do novo orfanato estava a todo vapor, mas mesmo assim levaria no mínimo 6 meses para ficarem prontas o que dava a Raila 6 meses em um abrigo que mais lembrava um capo de concentração onde a miséria e doenças eram predominantes. Eu temia por ela, mas não havia nada que eu pudesse fazer. A única solução que era a que estávamos tentando a todo custo era o mesmo que ganhar na loteria, que se tratava de tentar achar algum parente dela e vivo. Mas enquanto ela não acordasse isso era quase impossível e mesmo depois que acordasse as chances não melhoravam muito devido ao desastre.

– Anime-se. Vamos achar um jeito.

Eu sabia que aquela frase era mais para me tranquilizar do que verdadeira, mas aceitei tentando de fato anestesiar minha mente.

– E Bella? _ tentei mudar de assunto.

– Deve estar chegando já. Ela sabe que é aqui que vai te encontrar.

– Foi um dia difícil para vocês? _ perguntei.

Eu sempre perguntava isso. Nessa semana que passamos nem tudo foi fácil. Alice havia perdido um paciente, uma mulher gravida a 5 dias atrás e havia ficado arrasada. Então mesmo estando em clima de lua de mel, Bella e eu passamos a noite com a baixinha tentando animá-la.

– Foi um dia relativamente fácil. Hoje chegou uma equipe de 15 médicos do grupo médicos sem fronteiras. Conseguimos atender a todos e ainda tomar um cafezinho. Não tivemos mortes, foi um bom dia. Bella passou várias vezes por aqui para ver Raila.

– Ela te contou?

– Eu hoje fiquei aqui o dia todo. Haviam duas crianças precisando de atenção permanente e me ofereci. Ela veio umas 4 vezes ver a Raila, na última até conversou um pouco com ela igual você faz.

Sorri imaginando a cena.

– Aposto que Raila gostou.

Senti que Alice prendeu a respiração por alguns segundos e antes que pudesse me virar para ver o por que ela voltou a falar.

– Edward..... você já pensou na possibilidade de.......

Ela parecia indecisa se falava ou não e eu não estava entendendo o raciocínio dela.

– De que?_ perguntei me virando.

– Nada, deixa para lá. _ ela parecia sem graça.

Eu já ia insistir para ela falar quando Bella apareceu já com suas roupas normais.

– Sabia que estaria aqui. _ disse sorrindo vindo em minha direção.

Demos um selinho discreto devido ao lugar em que estávamos e me levantei enlaçando sua cintura a trazendo para mais perto.

– Como foi seu dia?_ perguntei.

– Bom e você? Esperando a muito tempo?

– Não, a poucos minutos, Raila e Alice me fizeram companhia.

Bella sorriu para a amiga e em seguida se virou para Raila.

– Alice te contou as boas novas? _ ela dizia ajeitando o cabelo de Raila que estava caindo sobre seus olhos.

– Sim. Que ela esta melhor e em breve irá acordar.

– Vou tomar as providencias para que ela acorde no horário que você esta aqui.

– Obrigada amor. _ falei a abraçando apertado.

– Ai, você podem parar com essas demonstrações de carinho. Estão me deixando enjoada.

Alice fez um gesto como se fosse vomitar.

– Shii, o que te deu baixinha? _ perguntei.

– Falta._ ela respondeu simplesmente.

– De sexo?_ perguntei franzindo o cenho. Ela nunca havia reagido assim a nossa troca de carinhos.

– De tudo. De sexo, de carinho de um namorado na verdade.

Bella já ia dizer algo quando ela resolveu nos enxotar.

– Anda, vão embora daqui namorar no quarto de vocês.

– Mas e você? Não vai largar agora?

– Não, meu turno hoje vai até mais tarde. Ainda tem mais dois médicos para chegarem e eu preciso estar aqui para passar os dados dos pacientes.

Ela falou nos empurrando para longe dali.

Bella e eu rimos e nos despedimos na porta indo embora em seguida.

No meio do caminho para o hotel voltei ao assunto.

– Não imaginei que Alice se sentisse assim. _ comentei sincero.

Eu havia me afeiçoado muito a Alice. Ela havia se tornado minha amiga também.

– Ela comentou sobre durante o dia comigo. Disse que ficar nos vendo juntos despertou uma carência nela. Já faz um longo tempo desde que ela teve um namorado.

– Você não conhece ninguém para apresenta-la? _ falei brincando.

Bella suspirou e se virou para mim.

– Pessoas como eu e ela são difíceis para arrumar namorados. _ o olhar de Bella estava distante enquanto ela falava._ É difícil encontrar alguém que aceite o nosso jeito de ser, nosso trabalho de voluntariado. Geralmente quando encontramos alguém que combine conosco é algum médico que tem o mesmo tipo de trabalho mas nem sempre dá certo devido a compromissos diferentes. É difícil manter um namoro quando você tem que passar 6 meses na África se seu namorado no Paquistão.

Bella encerrou o assunto e entrou em silencio no hotel. Eu sabia que algo estava errado, mas esperei até chegar ao nosso quarto para perguntar.

Assim que entramos e eu tranquei a porta a questionei.

– O que houve Bella? Por que esse assunto lhe incomodou?

– Não é nada. Só estou pensando na Alice. _ desconversou.

Sabia que não era isso. Vi ela ficar de costas para mim começando a se despir, me livrei de minha camisa que estava imunda de poeira e suor e fui até ela a abraçando por trás.

– Sei que não é isso. Qual o problema amor? _ perguntei dando beijos em sua nuca a mantendo apertada contra mim.

– As vezes eu ainda tenho medo Edward.

Parei com os carinhos a virando de frente para mim.

– Medo do que?

– De você se cansar disso._ seu olhar era triste.

Ia abrir para argumentar mas ela me calou colocando um dedo sobre meus lábios.

– Sei que me ama. Não estou duvidando disso eu juro. _ ela se adiantou em me explicar me tranquilizando._ Mas como vai ser nossa vida? Por agora tudo é novo para você e estamos em faze de lua de mel. Mas e quando tudo cair na rotina? E daqui a um ano ou dois? Eu ainda vou ser voluntária em algum lugar do mundo. Como vai ser nossa vida? Vamos ficar juntos só por alguns meses por ano quando eu for ficar nos EUA? Você vai viajar para me encontrar em algum lugar para ficar comigo por alguns dias? Vamos nos ver de tempos em tempos? Será que nosso relacionamento vai aguentar isso? VOCÊ vai aguentar isso?

Ela parecia realmente preocupada com isso.

– Em primeiro lugar nosso relacionamento nunca vai cair na rotina._ falei dando meu sorriso torto que ela havia me confidenciado a alguns dias que a deixava de pernas bambas.

Vi um sorriso brincar em seus lábios mas continuei antes que ela voltasse a falar.

– Pelo amor de Deus mulher, você ontem me fez fazer um strip-tease para você e depois me contou que fez um curso de poli dance e me prometeu ainda dançar só para mim. falamos sobre irmos visitar seu avô na África e fazer amor sobre as estrelas. Como espera que um relacionamento assim caia na rotina?

Ela apenas rolou os olhos e eu continuei.

– Quanto ao resto para de se preocupar Bella. Eu já disse que irei aonde você for. Isso não é fogo de palha Bella. É para valer. Entendi e me apaixonei pelo que você faz. Não faço o mesmo por que não tenho a menor vocação para medicina, mas eu vou te seguir e contribuir do meu jeito. Assim como eu consegui aqui vou consegui nos outros lugares também. Claro que não vai ser na mesma proporção. Não é sempre que tem uma multinacional querendo abrir fábricas nos lugares mais remotos do mundo, mas sempre tem com o que contribuir. Eu quero isso para mim também Bella. Acredite por favor.

Ela me olhava com a mesma intensidade que eu a olhava. Estávamos lendo a alma um do outro.

Sua mão levantou e começou a traçar rastros pela minha pele que já começava a queimar com seu toque.

– Não acha que vai sentir falta do conforto.... da sua família?

Sua voz agora vacilava já mostrando certa incerteza sobre o que falava.

– Eu só preciso de você em minha vida. É sem você que eu não posso viver. O resto é um mero detalhe. Quanto a minha família, bom havíamos combinado que poderíamos visita-los algumas vezes por ano. Você havia dito que tudo bem por você.

– É claro que tudo bem por mim. Só tenho medo disso ser muito pouco para você.

– Não vai ser. Sempre existe a internet, e-mails, cartas e telefonemas. Você mesmo pouco vê sua família.

Seu sorriso agora tomava todo seu rosto a deixando ainda mais linda.

– Então não preciso ter medo?

– O seu único medo deve ser de nunca consegui se livrar de mim. Por que eu estou decidido a passar o resto da minha vida indo atrás de onde você for.

– Isso me parece ótimo._ ela disse me beijando encerrando a nossa conversa.

O beijo já começou intenso e luxuriante. Desde que havíamos voltado a uma semana que nós nos amávamos todas as noites até a exaustão. Nunca nos cansávamos um do outro, pelo contrario, sempre queríamos mais e mais.

Logo meus beijos foram descendo pelo seu pescoço em direção ao seus seios. Ela gemeu em aprovação me incentivando a continuar. Enquanto eu sugava e lambia seus seios minhas mãos a livravam da maldita calça jeans que ela suava. Ela parecia tão impaciente quanto eu para se livrar daquilo, tanto que assim que consegui abrir o fecho ela desceu a calça pelas suas pernas a chutando para longe. Impaciente e querendo excitá-la ainda mais, segurei sua calcinha com força e a rasguei jogando os trapos longe. Ela gemeu deliciosamente vendo o que eu fiz.

– Porra, já é a 4ª calcinha minha que você rasga em uma semana. Assim meu estoque não vai durar.

Sua voz era rouca e lamuriada devido ao fato de agora estar com a minha língua enterrada no meio de suas pernas.

Com uma última lambida em seu clitóris substitui minha língua por meus dedos enquanto me afastava para encará-la.

– Me lembre de quando formos a alguma cidade com lojas de lingerie comprar um gigantesco estoque de calcinhas para você. Você me transformou na porra de um tarado que não consegue ter paciência para tirar esse pedaço de pano que cobre e impede o meu alcance ao meu paraíso particular.

Acabei de falar e voltei a afundar minha língua nela que quase convulsionou com o toque da minha língua em seu centro agora completamente molhado de luxuria.

Rapidamente coloquei uma perna sua sobre meus ombros e intensifiquei meus movimentos agora trabalhando tanto com minha língua quanto com meus dedos.

Ela estava arfante e segurava com força em meus cabelos me trazendo ainda mais para perto.

– Você ..... Você ainda esta.... vestido de mais..... _ ela conseguiu dizer entre gemidos.

Eu sabia que ela estava perto, mas eu queria dar tudo a ela.

– E o que você quer?

– Quero você nu para mim. Quero ter a visão do meu homem nu me chupando.

– Porra mulher! _ gemi me pondo de pé e a beijando com seu gosto ainda em minha boca.

Com selvageria ela abriu minha calça e a desceu por minhas pernas levando junto minha box no caminho e ainda me arranhando com aquelas unhas afiadas.

– Safada, sabe que amo quando me arranha.

Falei segurando seu cabelo para poder ver o olhar de cobiça que ela lançava ao meu corpo conforme me despia.

– Gosto de agradar meu homem. _ disse ainda ajoelhada a minha frente antes de abocanhar meu pau com sua boca.

O urro que soltei foi com certeza ouvido pelos vizinhos, mas estávamos pouco nos lixando para isso.

– Bella, assim você me mata...... _ gemi estocando em sua boca.

– Se for de tesão esta bom. _ ela falou com meu pau em sua boca.

Ela chupava e lambia ao mesmo tempo em que apertava e massageava minhas bolas na medida certa. Eu iria vir na boca dela em instantes como a porra de um adolescente que não se segura. Mas ela sempre causava isso em mim.

Tentando me controlar e prolongar aquilo me inclinei segurando seus braços e a puxando para cima.

Ambos gememos de frustração com a falta do contato mas seria breve. Me deitei sobre o colchão a trazendo comigo sobre meu corpo. Um sorriso safado iluminou seu rosto antes dela se sentar sobre meu quadril.

A impedi segurando suas pernas.

– Não.

– Mas... por que? _ ela tinha uma expressão de frustração no rosto.

Tão inocente...... ou não.

– Por que quero terminar o que comecei. Vem cavalgar na minha língua primeiro vem._ falei a puxando pelas coxas.

A safada não perdeu tempo e se ajeitou ficando sentada sobre meus ombros.

– Fique olhando para baixo. Quero olhar dentro dos seus olhos quando você gozar.

– Merda. _ ela gemeu quando voltei a abocanhar sua boceta._ você todo mandão assim ..... me enlouquece.

Não pude responder pois minha boca estava muito ocupada. A safada realmente não se fazia de rogada e rebolava em minha língua com maestria.

– Porra amor.... não vou aguentar......_ ela gemia rebolando.

Meu pau a essa hora estava quase estourando. Eu estava a ponto de gozar só de vê-la falar sacanagens e de ouvir seus gemidos.

Sem conseguir me conter levei minha mão a meu mastro inchado e comecei a me tocar com força pois eu viria e logo.

Vendo meu movimento ela lançou um olhar para trás e logo seu olhar voltou para mim. Seu olhar estava carregado de tesão. Um arrepio percorreu minha coluna quando a vi lambendo os lábios em um gesto excitante.

– Querendo brincar sozinho. Eu estou aqui para isso amor.

Antes que pudesse pensar em algo para dizer ela se levantou d meus ombros, mas nem tive tempo de sentir falta do seu corpo, em seguida voltou com sua boceta para minha boca, mas dessa vez de frente para meu corpo. Sem querer pensar em por que ela mudou de posição me limitei apenas a agarrar suas pernas me assegurando que ela não sairia dali de novo. Voltei a chupá-la com força quando sinto seu corpo se inclinando sobre o meu e sua boca engolindo meu pau.

– Caralho! _ gemi alto afastando minha boca de sua intimidade.

Ela não respondeu nada mantendo apenas seus movimentos de sucção. Voltei a chupá-la agora com mais intensidade e com a ajuda de meus dedos a penetrando. Eu estava quase lá e precisava que ela gozasse comigo.

Travávamos uma guerra injusta onde não haveriam vencedores. Nós dois éramos consumidos pelo prazer.

Ar nos pulmões era algo que nos faltava nesse momento mas nós não nos importávamos com isso. Acho que o mundo poderia acabar lá fora que não perceberíamos.

Com o fogo queimando e nossos corpos sendo consumidos pelo tesão não demorou até que explodíssemos em um gozo intenso e delirante. Eu gemia em sua boceta enquanto me derramava dentro da sua boca ao mesmo tempo em que ela se contorcia em cima de mim se librando em minha língua.

Perfeito!

Quando por fim estávamos momentaneamente satisfeitos ajeitamos nossas posições e eu trouxe Isabella para meus braços.

– Porra Bella. E você ainda fala em cair na rotina? _ falei gemendo de satisfação e cansaço.

Ela deu uma risada rouca.

– Com certeza não no que depender de mim.

Seu olhar para mim já era novamente carregado de desejo ao mesmo tempo em que eu sentia seu quadril roçar no meu insinuante e o meu pau ganhava vida animado.

Nossa noite seria longa.....

(...)

Algumas horas depois Bella e eu caímos esgotados na cama e pegamos no sono abraçados e nus, porém completamente satisfeitos.

Agora a noite já era dava lugar a madruga. Estávamos dormindo a algumas horas e continuaríamos assim até o amanhecer se não fossem os socos que estavam soando em nossa porta agora mesmo.

Desnorteado me libertei dos braços de Bella e cambaleei até a porta quando a voz de Bella me despertou por completo.

– Edward... suas roupas..._ ela sussurrou.

Praguejando vasculhei o chão a procura de minha calça e acabei a vestindo sem a cueca. A pessoa não havia parado de socar a porta ainda.

Escancarei a porta puto da vida dando de cara com uma Alice aparentemente apavorada.

– Alice?

Ela não me respondeu, em vez disso me empurrou para dento trancando a porta atrás de sí.

Bella assustada com o estado da amiga se sentou na hora enrolando o lençol na cintura.

– O que houve Alice?_ Bella fez voz a minha preocupação.

– Ele voltou Bella, James voltou. _ Alice soltou tremendo.

– Como assim?_ Bella parecia confusa enquanto eu comecei a praguejar alto vasculhando o quarto atrás de roupas para Bella e as entregando assim que achei.

– Um dos médicos que eu estava aguardando chegar hoje era ele. _ Alice se virou para mim. _ Ele parece possuído Edward. Nunca o vi daquele jeito. Ele já chegou no hospital vasculhando tudo atrás de Bella. Ele não fala coisa com coisa. Parece fora de si. Ela ia gritando, abrindo as portas, não respeitava nem mesmo os pacientes em estado grave, empurrando as macas e gritando o nome dela.

– Meu Deus! _ Bella falou levando as mãos a boca.

– Eu não sei do que ele é capaz quando a achar aqui com você. Por isso pedi ajuda ao médico que chegou com ele. Ele parecia meio chocado e confuso com o que viu. Aparentemente ele não demonstrou esse comportamento durante a viajem. Ele é um medico do exercito e tem certa autoridade, então eu pedi ajuda a ele para tentar segurá-lo lá um pouco enquanto eu corria aqui para te avisar. Mas é questão de tempo até ele ver que você não esta lá e correr para cá.

Alice tremia visivelmente.

A ajudei a se sentar em uma cadeira que havia no canto do quarto e peguei uma lata de refrigerante para ela.

– Tome, o açúcar vai lhe ajudar.

Ela bebeu alguns goles antes de continuar.

– Ele esta irreconhecível Bella. Tenho medo do que ele possa fazer.

Bella a essa altura já estava vestida e andava de um lado a outro do quarto.

– Como ele conseguiu voltar tão cedo? Era para ele ficar lá por no mínimo mais uma semana.

Corri até Bella e a abracei.

– Ei, não fique nervosa. Eu estou aqui ok. Nada vai acontecer a você.

– Mas Alice falou...._ a interrompi.

– Eu estou aqui e vou cuidar de tudo Bella. Ele vai ter que entender que agora estamos juntos. Eu não vou abrir mão de você. E imagino que você também não queira voltar para ele. _ falei um pouco temeroso.

– Nunca! Eu só quero você! _ ela disse se agarrando a mim.

– Então pronto. Não temos o que temer. Ele pode gritar, dar escândalos e até mesmo trocar socos comigo. Continuaremos juntos e ele bem longe de você! É isso que importa.

Eu a embalava nos braços a tranquilizando ao mesmo tempo em que Alice se acalmava tomando o refrigerante. Eu pensava em talvez tirá-las daqui as levando a outro lugar por alguns dias, talvez o vilarejo de Rama para que o James não as encontrasse enquanto estava nervoso assim quando comecei a ouvir gritos nos corredores do hotel.

Me soltei um pouco de Bella me aproximando da porta quando ouvi nitidamente a voz alterada de James.

– Eu não acredito! Inferno! Ela não esta no nosso quarto! Ela não pode estar com ele, não pode. Ela tinha que estar no nosso quarto! Na nossa cama! Desgraçado!

– Meu Deus, ele esta louco. _ Bella se encolheu em meus braços.

Eu sabia que era questão de tempo até ele chegar ao meu quarto. Rapidamente levantei Alice da cadeira a puxando junto com Bella para trás de mim. Alice tremia tanto quanto Bella.

– Ele não vai machucar vocês._ eu garanti.

Alice olhou para o lado parecendo nervosa.

– Ele me deu um tapa assim que deu de cara comigo no hospital.

– Desgraçado! _ bradei com raiva.

Bella desesperada abraçou a amiga virando seu rosto de forma que vimos pela primeira vez o lardo esquerdo do seu rosto vermelho e meio inchado.

– Covarde, desgraçado. _ Bela falou chorando.

– Eu estou aqui, ele não vai tocar em vocês. _ garanti as duas que me olharam apavoradas.

Segundos depois um chute foi dado em nossa porta e ela foi ao chão na mesma hora que um James possuído passava por ela.

– Eu sabia! Sabia que a cadela tinha vindo avisar vocês!

Sem pensar em mais nada me lancei contra ele o jogando para fora do meu quarto e em seguida desferindo um soco em seu rosto o que o fez cambalear para trás.

– Vamos? _ gritei para ele. _ Você é valente com mulheres. Quero ver se é macho para me enfrentar?

Seu solhos injetados de raiva soltaram faíscas e ele veio com tudo para cima de mim.

Trocávamos chutes e socos. Ele realmente parecia um louco, toda a sua ira estava lhe dando uma força fora do normal, mas eu era mais alto e mais forte o que fazia a luta ficar equilibrada. Eu não sei se se passaram apenas alguns segundos ou minutos, o fato é que quando ele finalmente estava se cansando e eu estava levando uma boa vantagem um homem vestindo uma farda militar surgiu atrás dele lhe dando uma chave de braço o imobilizando.

– Já chega James! Você esta fora de controle. Você veio comigo e esta sob minha responsabilidade. Não voou permitir que aja dessa forma.

O homem que o continha era mais baixo e embora fosse forte era mais magro. Mas ele claramente tinha técnicas e treinamentos pois o imobilizava sem grandes esforços.

– Me solta! _ ele tentava se debater. _ Eu vou matar esse desgraçado, ele roubou minha mulher!

Ele ainda se debatia quando Bella e Alice saíram do quarto apavoradas.

– Edward! Amor, ele te machucou! _ Bella estava apavorada e tocava com cuidado meus ferimentos no rosto que no momento eu nem sentia.

– Não! Você não vai ficar com ele Bella, não vai. Você ia se casar comigo! _ ele berrava descontrolado.

Bella se virou para ele completamente irada.

– Eu terminei tudo com você. Eu te disse que não te amava. Você sempre soube que eu não te amava! O fato de eu terminar com você não lhe dá o direito de vir aqui machucar a minha amiga e bater no homem que eu amo!_ ela berrava para ele.

– Você me ama! Você vai se casar comigo! Comigo! Você tem que voltar comigo o seu avô mandou você voltar!

– Nem você, nem meu avô nem ninguém manda em mim. Eu vou ficar aqui com o homem que eu amo e ninguém vai mudar isso! _ ela disse baixo e ameaçadoramente para ele.

Ele se contorceu ainda mais, mas o militar que o prendia parecia ter braços de ferro!

– Me solta desgraçado! Me solta que eu vou matar esse cachorro!

Vendo que ele estava dominado pelo militar eu abracei Bella e a levava de volta para o quarto. Eu não queria que ela ficasse no campo de visão daquele louco.

Alice que estava do meu outro lado também sob meu braço falou aflita.

– Vamos agora ao consulado Bella. Vamos dar parte dele assim ele nunca mais vai poder por os pés aqui.

Nessa hora um som alto e oco ecoou no corredor, quando olhamos para trás vimos o militar cambalear para trás assim soltando James.

James havia dado uma cabeçada no homem e agora corria livre em nossa direção.

– Eu vou matar você sua vadia por ficar enchendo a cabeça da minha mulher contra mim!

Só tive tempo de dar um passo a frente para ficar na frente delas duas. Ele avançou com tudo em nossa direção. Me abaixei na hora certa desviando de um golpe seu e lhe dando uma rasteira fazendo com que ele caísse no chão. Com toda força que eu tinha dei dois socos certeiros em seu rosto o fazendo ficar momentaneamente tonto. Foi o tempo suficiente para o militar se recuperar e vir até James com uma arma em punho.

– Vamos, tente isso de novo se for macho?_ falou apontando a arma na direção da testa de James.

James ainda tonto parou de lutar e assim o tal cara o algemou.

O militar o deixou ali estendido no chão e veio até nós.

– Desculpem tê-lo soltado. Foi uma falha imperdoável.

– Tudo bem, ele parecia fora de controle. _ falei respirando fundo e sentindo pela primeira vez algumas dores pelo corpo, dando um pequeno gemido.

– Amor, eu preciso examinar você._ ela disse vindo para meu lado.

– Estou bem anjo. Cuide de Alice, ela sim tem que ser examinada.

Alice ainda parecia em choque com tudo isso.

– Ele machucou a senhorita? _ o militar perguntou enfurecido.

Ela o olhou mas não respondeu e eu me adiantei.

– O covarde lhe acertou um tapa enquanto ainda estavam no hospital. _ falei apontando para o lado do rosto dela que agora começava a arroxear.

– Cão sarnento. _ o militar disse chutando o quadril do James que ainda estava caído no chão. _ Vamos ver se vai ser valente assim depois de passar algumas noites na cadeia servindo de mulherzinha para algum brutamontes.

Com prazer vi James engolir em seco.

Bella embora ainda estivesse muito preocupada comigo passou a examinar Alice que parecia estar em choque.

– Alice, venha para dentro. Vamos, já passou. _ Bella tentava levar Alice de volta ao quarto.

O militar vendo o quanto ela estava abalada veio nos ajudar.

– Esta tudo bem senhorita. Ele agora esta sob controle, não vai mais machucar ninguém. Desculpe não ter estado por perto no hospital, eu jamais o deixaria machuca-la. Mas garanto que esta segura agora.

Alice piscou algumas vezes até parecer finalmente enxergar o homem a sua frente. Então seus olhos se encheram de lágrimas e logo ela estava soluçando.

O homem pareceu desconcertado diante do seu choro e com cautela passou a acariciar sua face.

– Não chore senhorita, acabou.

– Alice. _ ela sussurrou.

– Como?

– Me chamo Alice. Pare de dizer senhorita.

Ele abriu em breve sorriso.

– Nesse caso muito prazer Alice. Sou o oficial médico tenente Jasper Withlock.

Continua......

Notas finais
E então? O que acharam? Eu achei que o James mereceu. Bom em todo caso agora ele não será mais um problema para o nosso casal. Um a menos não é?! Pessoal, para quem esta em dúvida, não, o nosso casal não vai mais se separar. Entramos na reta final da fic. Ainda haverão alguns contratempos sim, e uma última aparição de Tânia, mas nada que os separe. Eles agora estão firmes do que querem e sentem. Até semana que vem. Bjs Dani