Hot Cold Blood - Klaroline.
24 Capítulo 24 - Sangue Frio
Tears are the words when I cannot confess the pain
(As lágrimas são palavras que eu não posso confessar a dor)
Time will heal but I don't want to feel
(O tempo vai curar, mas eu não quero sentir)
Sometimes it's hard to let go
(Às vezes é difícil deixar ir)
KLAUS
Eu nunca estive no inferno. Mas se ele existe, eu estou nele.
A ideia de perder Caroline dessa forma me deixou, antes de furioso e vingativo, em um estado lastimável de existência. E pensar que eu praticamente a joguei para a morte me causou uma repulsa excessiva por mim mesmo de uma forma tão intensa que pensei em retroceder toda a minha vida para fazer as coisas diferentes pela primeira vez desde que existi. Isso fez com que eu me arrependesse de inúmeras coisas que fiz pelo caminho até chegar aqui, na minha cidade, na minha casa, no meu pátio, ajoelhado sobre um cadáver. O seu cadáver.
Quando usei Tyler para o meu experimento em transformar lobos em híbridos eu imaginei prosseguir até o fim com um exército numeroso o suficiente para sair pelo mundo em busca de diversão, proteção e vingança. Mas nunca, nunca ter conhecido Caroline.
Confesso que em um primeiro momento eu não me importei com a sua presença. Apenas lembro de me sentir incomodado com a sua preocupação irritante e excessiva pelo lobinho capacho. E por isso não me ative em fazê-lo morder a sua namorada para provar o que eu sempre soube. Minha crueldade acima de qualquer sentimento e me surpreender com outro.
Ao receber a ligação de Liz me senti satisfeito. Eu tinha atingido não só Tyler com sua devoção cega a mim, mas também a Xerife de Mystic Falls em um mesmo ponto crucial. E com sua lealdade eu poderia fazer o que quisesse naquela cidade e toda a punição que eu receberia seria apenas ser ignorado. Não parecia tão ruim ir lá na sua casa e curar a sua filha em troca de algo que claramente beneficiaria a mim e meus irmãos.
Mas naquele quarto, algo aconteceu.
Caroline estava fraca, respirava devagar e se agarrava a uma vontade de viver que mudou até a forma como o mundo girava para mim e tudo parecia muito difícil de assimilar para nós dois. Para ela, aquilo era o fim. Para mim, o começo. E eu não poderia deixa-la daquela maneira nem se fosse meu último objetivo. Não quando nunca fui tão sincero com alguém que eu mal conhecia ao dizer que existia todo um mundo esperando por ela, porque eu estava disposto a mostra-la por mim mesmo. Eu desejei, ao encarar aqueles olhos ingênuos e destemidos, que tudo acabasse rápido e bem. Mas lembrei que foi a minha própria pessoa que causou aquilo tudo primeiramente e então eu decidi sumir por um tempo depois de curá-la. Olhar para Caroline me despertava desejos intensos que me deixavam em um estado quase incontrolável de seguir todos os meus instintos de predador. Matar os rivais, especificamente Tyler, e ficar com a mocinha.
Mocinha... Eu nunca acreditei que Caroline fosse uma. Na verdade, ela estava tão longe disso que uma parte de mim se conectou imediatamente com ela quando a vi de perto pela segunda vez. E perceber que ela sentiu o mesmo me confirmou o que eu já sabia. A parte que mais tentamos esconder de nós mesmos é que mais aparece quando encontramos alguém exatamente como nós. Caroline viu em mim o instinto selvagem, a vontade sem freios e a falta de limites que ela sempre desejou para si. E eu... Eu demonstrei compaixão, perdão, bondade. Tudo por ela. Mas Caroline se apegava tanto a uma realidade de amigos e amores fieis que a impediu de seguir com isso. E se entregar ao lado mais obscuro da noite parecia uma possibilidade distante quando ela se repreendia me repelindo com palavras e atitudes ásperas que fizeram eu ter certeza que era para não encarar o seu desejo intenso em largar tudo e ser livre. A consequência disso seria ela ir atrás de mim para nos divertimos juntos, eventualmente. E talvez fosse por se imaginar fazendo isso que ela sempre me provocava para a minha pior reação, violenta e descontrolada, e toda vez que ela abria aquela maldita boca eu tinha vontade de cala-la de uma maneira terrível desde arrancar seu coração, quebrar o seu pescoço, tapar a sua boca com a minha mão como uma criança birrenta ou beijá-la violentamente. Mas todas as vezes que ela me provocava para querer algo eu agia como se no fundo, eu não soubesse. Eu agia como se por um momento, ela realmente fosse levar as coisas à diante mesmo sabendo não ser verdade, que era apenas para me distrair e safar seus amigos. E toda vez que isso acontecia eu queria fodê-la de tantas maneiras que me deixava confuso. E toda vez que ela era colocada de isca, quando interagia comigo e percebia o clima indo para um lado do qual ela não estava acostumada, ela saía ou simplesmente fingia que não havia nenhuma conexão entre nós dois. Que as nossas trocas de olhares perigosas eram apenas um acidente, um devaneio, que os nossos esbarrões era o acaso nos infernizando para eu reagir mal e ela continuar me odiando porque assim é mais fácil de resistir o que eu tinha a oferece-la. Quando a tentação é forte, nos agarramos sempre a única coisa que nos prende à realidade. Caroline, se prendia a sua pouca sanidade na minha presença. E eu, ao meu desejo de poder e vingança. Mas um fato que nunca contamos para ninguém, não por ser vergonhoso, mas justamente o contrário, fez com que perdêssemos pela primeira vez, todo o controle e derrubamos a barreira que montamos com tanto cuidado para não destruirmos. Como aconteceu na vez em que a vi caminhando na rua em plena madrugada fria.
Eu estava decidido que essa seria a noite em que resolveria todos os problemas que me prendiam a essa cidade. Eu pegaria Elena custando o que custasse e a levaria para New Orleans. E finalmente seria o fim desse inferno em que eu tenho que lidar com um bando de vampiros e seus amigos adolescentes intrometidos. Elena Gilbert, a cópia, era uma fonte inesgotável de Híbridos e não poderia deixa-la escapar mais uma vez. Nem que isso signifique matar quem atravessar meu caminho sem me importar com quem fosse e nem que isso signifique transformar esse lugar em pó. Eu realmente não me importava.
Saí do bar em que planejava os últimos detalhes e caminhei alguns metros. Antes de alcançar o carro, vi uma mulher andar de cabeça baixa de um jeito desequilibrado e se escorando pela parede resmungando alguma coisa. E eu saberia reconhecer aquele murmurinho de reclamação e xingamentos em qualquer lugar. Era Caroline tentando se manter de pé a cada passo. Obviamente em vão.
Ela cheirava a whisky barato e cigarro vagabundo. Provavelmente se meteu em um bar para encher a cara e não soube como voltar. Grande novidade alguém da idade dela se prestar a esse papel. Ela olhou para cima e não teve nenhuma reação ao me ver aproximando. Apenas passou a mão pelos cabelos e continuou tentando se equilibrar em um salto que com certeza machucava seus pés. Seu semblante parecia cansado e distante. E lembrei que Caroline nunca ficou dessa forma antes. De todos, ela era a que evitava transparecer os problemas e fraqueza. E para deixa-la nesse estado, precisou de uma considerável quantidade de álcool. O motivo, eu não sabia. E no momento não me importava. A colocaria em um táxi qualquer e seguiria para a mansão dos Salvatore. Mas antes de conseguir me aproximar totalmente ela reagiu à maneira Caroline Forbes de ser. Especificamente comigo.
— Que ótimo! Agora me aparece você para completar esse quadro maravilhoso da desgraça. E adivinha quem é o pintor? — Ela gargalhou venenosa como sempre e quase caiu. Se eu não tivesse a segurado, àquela hora ela não levantaria do chão.
— Vamos, amor. Vou te levar para casa. — Coloquei uma mão dela enlaçada em meu pescoço e no segundo passo Caroline se recusou a andar.
— Não dê um de cavalheiro a essa altura do campeonato! Não preciso da sua maldita pena, Klaus. Nem da sua ajuda quando a culpa é toda sua! — Ela se desvencilhou de mim e voltou a se apoiar na vitrine de uma loja qualquer. Confesso que precisei controlar a minha raiva para não arrancar seu coração do peito e deixa-la lá já que queria tanto ir de encontro ao chão. Mas ela começou a chorar copiosamente e eu simplesmente percebi que ela não estava lá de isca para proteger seus amigos, como sempre. Havia algo errado. – Acabou. Acabou de vez. Eu... Droga! — Caroline se aproximou de mim e sacudiu a cabeça negativamente. – Eu estou com tanto ódio dele! Dois meses sem notícias daquele infeliz e descubro que ele está nos Andes transando com uma loba qualquer. Como eu fui estúpida! Eu deixei de seguir em frente esperando por ele e olha só no que deu! Burra! — Ela bateu algumas vezes na própria cabeça e continuou se lamentando.
— Caroline. — Segurei de leve em seus ombros. Ela suspendeu a cabeça e nos encaramos. – Eu sinto muito. Mas Tyler não está mais ligado a mim. Não é minha culpa se ele é um babaca com você, amor. E se estivesse, ele jamais te magoaria. Eu não deixaria. — Ficamos parados em silêncio por um tempo até Caroline resolver se manifestar.
— Eu prometo parar de te culpar por uma única noite se você me acompanhar até o Grill e me pagar uma dose porque bem... Eu gastei todo o meu dinheiro em um whisky horrível com bastante álcool. E aí sim, depois você me leva para casa. — Ela sorriu ainda com os olhos marejados e por pouco eu não cedi. Foi a primeira vez que encontrei Caroline com a guarda tão baixa para ser agradável por vontade própria e não por algum interesse em jogo. Se ela estivesse um pouco mais sóbria, talvez eu aceitasse a oferta.
— Seria realmente ótimo. Mas isso não é uma negociação, Caroline. Não vou te pagar mais bebida alguma ou deixar você entrar em outro bar. Eu mesmo estou te levando para casa. Agora. — Eu fui autoritário o suficiente para ela passar a mão na cabeça preocupada e fazer uma careta.
— Eu não posso ir para casa. Minha mãe não pode me ver assim e por Deus, ela é a Xerife da cidade! Ninguém pode me ver assim! O que eu estou fazendo? — Eu ri pela sua crise repentina de consciência e ela me olhou com raiva. Estava claramente nervosa sobre o que sua mãe e amigos pensariam caso a vissem nessa situação deplorável e eu tive uma ideia melhor que faria Caroline estar bem o suficiente até amanhã, onde ela voltaria para sua vida normal e nunca mais tomaria um porre por um ex-namorado que nunca a mereceu. Ainda mais um como o capacho do Lockwood.
— Venha comigo, amor. E eu prometo que ninguém te verá assim. Já de ressaca eu não garanto. — Finalmente seu humor mudou de lamentável para uma risada espontânea e ela me acompanhou até o carro sem me ofender mais de uma vez. O que já era um significativo avanço.
Eu abri a porta traseira e ela praticamente se jogou lá, deitando no banco em seguida. Durante o percurso, toda vez que eu olhava o retrovisor, a via de olhos fechados e respiração pesada. E mesmo com a cara inchada de chorar por um imbecil, eu a admirei. Caroline era linda e só um idiota como o Tyler não perceberia isso. Ou pior, a trocaria por uma aventura.
Peguei Caroline no colo e ouvi algumas reclamações baixas enquanto a carregava para dentro. Agradeci por ela ainda estar dormindo, não me xingando e ameaçando a fazer algo que jamais conseguiria, como me matar. Por sorte, Elijah estava ocupado ajeitando a nossa ida para New Orleans e Rebekah perdia tempo com o bolsa de sangue ambulante que atende por Matt e não me encheriam de perguntas indiscretas. Eu a levei para cima e a depositei com cuidado na cama. Me virei para pegar alguns cobertores no armário e me preparava para o desafio de achar alguma roupa decente no guarda-roupas da minha irmã quando escutei a voz de Caroline e todos os meus planos de deixa-la dormindo na minha cama para ir atrás de Elena foram inevitavelmente adiados.
— Não. Não, não. Não... — Sua fala estava um pouco embolada, mas mesmo assim ela tentou prosseguir. – Eu não posso dormir exalando álcool por todos os poros. — Ela se limitou a se cheirar e fazer uma cara feia.
Sem perguntas sobre onde estava e sem rodeios ela foi cambaleando em direção ao banheiro e me senti aliviado em saber que ela ficaria um pouco melhor logo depois de uma ducha. Mas pela segunda vez, como tudo referente a essa noite, me surpreendi.
— Klaus. — Caroline colocou a cabeça para fora da porta e praticamente me implorou. – Por favor, ligue a banheira.
— Terei que negar, amor. Não quero correr o risco de você se afogar nela. — Brinquei e ela apareceu na porta de cara feia.
— Não sei que tipo de piada é essa, mas eu não morro. — Ironizou cruzando os braços e eu finalmente reparei que ela estava somente de lingerie de renda preta levemente transparente. Não o suficiente para vê-la nua, mas o bastante imaginar o que mais teria por baixo daquilo que ela ousa acreditar que são vestes.
Eu não sabia se Caroline tinha o costume de se vestir assim todas as vezes, mas tive que dar uma resposta idiota qualquer para afastar pensamentos de como eu gostaria de arrastá-la para minha cama novamente mesmo sem banho e fazê-la esboçar um único tipo de som que não fosse ela acreditando estar em posição de me perturbar a essa hora.
— Você já se afogou antes?
— Não... — Ela disse meio óbvia, como seu fosse obrigado a saber sobre isso.
— Então fique quieta. — Eu segurei Caroline pelo braço e a arrastei até o box já que ela se recusaria em me deixar em paz até eu ligar a droga da banheira.
— Outch! — Eu abri, nos colocando lá dentro. – O que você vai fazer Sr. Mandão? — Debochou.
Ignorei a implicância, liguei o chuveiro e não me importei em estar completamente vestido. Aquilo não era uma preliminar. E embora eu estivesse pensando seriamente a respeito, Caroline estava alcoolizada e precisava se recuperar. Podemos ter nossas desavenças e nos odiarmos, mas abusar dela nunca esteve em nenhum dos meus planos. E ela sabia disso. Talvez fosse por isso que não se importou em aparecer dessa maneira na minha frente. Isso e a moralidade abaixo do chão pelo excesso de bebida.
Ainda a segurando, pus sua cabeça debaixo da água, fazendo a água gelada molhar seus cabelos e escorrer pelo seu corpo. E ela parecer ter aceitado o destino de ter que tomar um banho frio e esfregar seu corpo lentamente pelo seu reflexo comprometido com a mão livre, tornou tudo ainda mais difícil de processar. Eu agradeci mentalmente por estar na água gelada junto com ela, ainda que fosse melhor não estar lá de maneira alguma, e tentei chamar a sua atenção para algo que não fosse se ensaboar.
— Caroline. — Ela olhou para mim. – Mesmo enjoativo, você precisa de sangue ou esse seu estado de embriaguez não vai passar até amanhã mesmo sendo vampira. — Tentei falar de uma maneira didática como se explicasse a lição de casa para um aluno desobediente.
— Hmm, sangue. — Ela gemeu. – Quente, direto da veia... — E sorriu. Pelo jeito nem a água quase congelada estava ajudando a passar o seu estado alcoólico.
Eu pensei em chamar alguém do qual compeli para alimento, mas lembrei que Elijah dispensou todas as bolsas de sangue com membros e Caroline não estava acostumada a beber sangue direto da fonte como nós. E eu não queria ver uma loira mais descontrolada do que minha irmã por aí quando o assunto é fome.
— Sinto muito, amor. Mas o único sangue fresco disponível nesta casa é o meu. — Provoquei tentando fazê-la mudar de ideia e aceitar uma bolsa do freezer da dispensa. Mas Caroline riu como se fosse uma piada e depois me olhou séria. Para quem reclamava dos meus ataques de humor, ela se tornou uma excelente aluna.
— Acho que tenho uma ideia melhor. — Eu perguntaria que ideia seria melhor que se alimentar de sangue recente quando ela aproximou seu rosto do meu pescoço e delicadamente cravou seus dentes ali.
Ela me mordeu com um certo cuidado e me sugou lentamente se deliciando em mim. Eu segurei na base da sua nuca para aproximar mais o seu contato e ela gemeu baixo. Foi inevitável não sentir prazer. E olhar para ela se contorcendo ao me chupar tão devagar me fez sentir uma vontade incontrolável de fazer o mesmo. E se tratando disso eu nunca tive muito controle. Segurei forte em seus cabelos e me abaixei um pouco para me perder em seu pescoço.
A troca do contato nos deixou tão excitados que ela gemia mais alto enquanto eu a sugava e a minha ereção se tornou tão dolorida que eu não conseguiria suportar nem mais um segundo daquela tortura de tê-la tão entregue. Sem nem ao menos pensar, a suspendi pela cintura e pressionei nossos corpos contra os azulejos como se estivéssemos completamente nus. E quanto mais eu sugava, mais eu tinha vontade de possuí-la.
Flashes de imagens ligados ao nosso desejo passaram pela nossa cabeça e pudemos ver claramente nós dois fodendo ali mesmo, na minha cama e até no chão da sala de estar. E passou pela sua mente e a minha o quanto eu queria me ajoelhar e prova-la com tanta vontade que chegava a doer. E o pior foi ela se ver desejando o mesmo.
Provavelmente Caroline não sabia que beber sangue mutuamente era saborear da conexão íntima mais profunda que um vampiro pode ter. É o mais parecido com sexo sem o toque carnal. A sensação se assemelha a um orgasmo e os envolvidos normalmente partem dali para o ato em si por pura falta de controle e tesão. E eu sendo Original conseguia entrar na sua mente e deixa-la entrar na minha. Mas eu tenho mais de mil anos. E eu sei perfeitamente a hora de parar, embora contra a minha vontade e, claramente, a dela.
— Beba o último gole, amor. Eu te mordi e não quero te ver mal por conta disso novamente.
O problema não foi Caroline beber meu sangue mais uma vez, mas ela passar a língua e os lábios pelo líquido vermelho e quente que escorria do meu pescoço momentos antes de começar a cicatrizar, me arrepiando por completo. Eu estava pronto para mandar meu auto controle para o inferno quando desliguei o chuveiro e em velocidade a enrolei na toalha e sequei seu corpo, deixando-a na cama e voltando para terminar meu banho. Obviamente também gelado.
Quando saí, ela já estava dormindo com uma camisa minha e moletom. Me aproximei para cobri-la e ela se virou na minha direção, abrindo levemente os olhos.

— Eu posso te compelir a esquecer tudo se quiser, é só esperar a verbena sair do seu corpo e...
— Não precisa. — Ela me interrompeu, pegou minha mão e inevitavelmente me sentei ao seu lado. – Quero lembrar de algo bom que fez por mim. E eu tenho certeza que me arrependerei de dizer isso, mas... Obrigada por não se aproveitar disso porque eu certamente ainda estou muito inclinada a trocar uns amassos com você hoje. — E riu preguiçosamente, me puxando para deitar com um dos braços na sua cintura.
Eu me aproximei do seu ouvido e falei baixo para não atrapalhar seu estado pré-sono caso resolvesse se levantar novamente ou virar a Caroline áspera de sempre.
— E eu realmente me sinto muito inclinado a tentação, amor. Mas eu nunca me aproveitaria de você.
Ela virou a cabeça e sussurrou com o rosto próximo demais ao meu.
— Eu sei. — E virou novamente para o lado, voltando a dormir rapidamente.
E por fim eu acabei adormecendo ao lado dela. Mas ao acordar, Caroline não estava mais lá e tudo seguiu como sempre foi. Ela de um lado do ringue e eu do lado oposto dele.
E seguimos a nossa vida ignorando quase termos mandado o nosso controle longe, e isso fez com que toda vez que ela se dava conta de termos trocado uma conversa agradável o suficiente para fazê-la rir espontaneamente e se pegar me encarando com desejo, ela se retirava sem mais explicações. Como a noite em que se aproximou de mim em um bar com uma desculpa qualquer para proteger Elena e Stefan e acabamos nos divertimos tanto que em determinado momento estávamos levemente alterados pelo álcool e Caroline soltou uma risada tão gotosa que a fez se molhar toda com a bebida. E eu a encarei por um breve momento antes de levar meu dedo a sua boca para secá-la e sentir seus lábios macios nele, depois sua língua... E seu olhar denunciou a certeza que ela se lembrou da noite em que quase transamos vestidos no meu chuveiro pós término com Tyler e se repreendeu por isso porque agora não havia mais desculpas para não seguir com a sua vontade. O tesão foi tanto ao ver que ela olhava para a minha ereção confusa sobre prosseguir ou não, que eu queria coloca-la encima daquele maldito balcão imediatamente e faze-la experimentar prazeres inimagináveis. Mas ela decidiu que apesar dos nossos rompantes de boa convivência tínhamos um limite que não poderia ser ultrapassado. Havia um ódio mútuo a ser mantido. E o seu alto controle estava à beira do penhasco. O meu já tinha caído há tempos.
Caroline Forbes, uma vampira insuportável do interior do fim do mundo me fez experienciar sensações que nunca havia sentido antes. Nem eu. Nem ela. E por isso, criamos uma barreira invisível negando todas as circunstâncias ao nosso redor até quando as situações conspiravam para que acontecesse algo entre nós. E agíamos como isso fosse acabar sempre da pior maneira. A evitação realmente parecia a melhor forma.
Eu deixei Mystic Falls na intenção de me afastar de tudo o que ela me causava. E me apegar a essa realidade onde nada aconteceu ou sequer aconteceria entre nós fez com que eu me tornasse novamente o Mikaelson mais odiado do milênio. Até mesmo por ela. E eu realmente não me importava desde que todas as minhas vontades fossem realizadas. No caso, viajar para New Orleans para tomar a minha cidade de volta deixando uma suave vingança para os seus amigos imbecis, intrometidos e obviamente fracos.
E de todas as pessoas que eu imaginei que viessem aqui me confrontar, pensei que Caroline fosse a última delas, porque bem... Era óbvio o nojo que ela sentiria de mim ao saber o que eu fiz e era mais óbvio ainda ela não querer olhar para a minha cara depois disso. Ela alimentaria seu falso ódio a mim pelo rancor e mágoa no incidente com as pessoas mais próximas a ela. E eu aguardava ansiosamente pelo meu querido Estripador para mais uma aventura. Dessa vez, aqui, enquanto seu irmão e seus amiguinhos definhavam na casa que os prendi para apodrecerem. Mas quando vi seu rosto naquele maldito baile eu torci para que aquilo fosse a droga de uma miragem e tocá-la para saber se era verdade se tornou meu objetivo da noite. E na primeira troca de palavras venenosas dirigidas a mim eu soube que eu não estava delirando. Aquela era realmente a Caroline na minha frente me encarando com aqueles olhos brilhantes de raiva tão azuis quanto o seu vestido. E tive que me controlar para não a matar ali na frente de todos e coloca-la no primeiro avião de volta a Mystic Falls. Mas tudo que eu fiz foi oferece-la uma dança, que mesmo contra a sua vontade, cedeu. E quando tudo parecia confuso demais ela estava lá. Com toda a sua irritação e raiva de mim ela estava lá me enfrentando correndo todos os riscos de eu acabar com a sua vida por algo que ela acreditou valer a pena. E, tecnicamente, por mim.
Quando eu acostumei vagamente com a ideia de Caroline ficar aqui, pensei que seria um blefe qualquer seu, que ela voltaria no dia seguinte para casa e que tudo não passou de uma mentira para se preservar de ter que me aturar por todo esse tempo. Só que ao ir atrás dela naquele hotel me fez querer invadir seu quarto por ouvir a sua interação com quem eu soube depois ser Thomas. Eu não sabia explicar o que me deu para passar isso pela minha cabeça, mas esperei tudo acabar para aparecer lá, e vê-la somente enrolada em um edredom ainda um pouco suada me incomodou de um jeito que o melhor seria que ela ficasse o mais distante de mim possível porque eu invejei tanto essa pessoa que gostaria de fazer o mesmo. Só que não tão rápido e fraco quanto ele, claro.
No começo da nossa aventura com todo o trabalho que tínhamos de nos aturar, conseguimos manter o mínimo de paz e civilidade, como na noite em que tivemos que lembrar novamente da vez em que quase desistimos de nos odiar por um momento na minha casa enquanto eu abria o seu vestido e a via ficando cada vez mais excitada junto comigo. Mas a paz acabou quando eu perdi completamente o meu controle na ópera em Vegas por imaginá-la tendo que dormir com Kevin para prosseguirmos com êxito, porque ela não se importava nem um pouco de ir para a cama com ele antes de descobrir que o imbecil era um maníaco sociopata até pior que eu, afinal, eu não machuco crianças. Provoque-a para desencorajar essa ideia, ela respondeu à atura me atacando e eu a machuquei severamente.
Os bailarinos terem nos usado para o que fizemos pareceu o castigo perfeito porque eles nos guiaram até o começo do momento e todo o resto foi feito por nós, mesmo negando para nos livrarmos do nosso próprio julgamento. O meu desejo acumulado por querer Caroline me fez seguir em frente e eu queria desesperadamente sentir o seu gosto. Delicioso. Viciante. E a cada gemida de prazer espontâneo que Caroline dava, ela se entregava mais. Eu soube que ela estava imersa na mesma sensação que eu quando teve seu orgasmo intenso comigo ainda a chupando e senti seu corpo implorar para eu estar dentro dela. Mas poderíamos prosseguir sem culpa, afinal, havia uma desculpa de um feitiço até as bruxas jogarem isso na nossa cara e Caroline ter a sua primeira crise de culpa por me desejar. Mas isso não foi o fim. Pelo contrário.
E toda vez que eu imagino o que fizemos para chegar até aqui, percebo que perdi tudo.
Eu quis nunca a ter conhecido ou cruzado o seu caminho, nem mesmo sabendo que ela estaria desperdiçando sua eternidade em uma faculdade, que estivesse por aí cometendo erros colossais e fazendo escolhas estúpidas, que ela estivesse com o imbecil do Tyler, porque no final, ao menos no final... ela estaria aqui. Caroline teria o direito de viver de maneira sonsa e mediocremente humana. Eu devia tê-la impedido, devia ter feito o que eu sempre fiz para manter minha família longe disso, longe da guerra que eu criei e me destruí nela. Devia ter brigado, ameaçado e até machucado Caroline para compeli-la porque tudo, absolutamente tudo parecia melhor que o desfecho de tê-la em meus braços sem o seu rubor rosado por vergonha ou raiva de alguma coisa que fiz e sim esse cinza com as veias escuras expostas como agora.
Meu coração apertou tão forte em meu peito que eu desejei ser humano e mortal só para essa dor me levar embora. E não existe promessa de paraíso que faça eu me conformar com o destino tê-la tirado de mim. Mas eu tinha uma lobinha para cuidar e teria que seguir em frente. Pensar isso não parecia justo com Caroline. Ela merecia ver a pequena crescendo, merecia me ver errando como pai e me repreendendo por isso, merecia ver a vida que ela trocou pela sua própria prosperando.
Eu estava tão imerso em minha própria desgraça que esqueci de todo o caos a nossa volta e o toque de alguém que ouviu minha lamentação mais alta que o fogo queimando e destruindo tudo, me fez voltar a realidade onde eu perdi Caroline e estava prestes a perder minha filha.
– Nik, eu... — Rebekah tentou falar algo e, assim como eu, percebeu que palavras são inúteis diante de tudo o que eu estava ainda processando.
Minha irmã se abaixou ao meu lado ainda com a mão em meu ombro e olhou para mim. Eu queria largar Caroline, a pequena e tudo para derramar todas as lágrimas acumuladas em mil anos nos seus braços, mas nada me fazia sair ao lado das duas.
Rebekah afastou meu braço relutante em abrir qualquer espaço e abriu o cobertor. A pequena lobinha respirava com dificuldade e não havia sangue que a curasse. Caroline mesma tentou isso e eu, em um rompante de desespero, também.
O fogo se extinguiu com a ajuda de Marcel e alguns sobreviventes. Mas tudo o que ele consumiu se transformou em pó. Inclusive a mim.
— Nik. Por favor. Precisamos leva-la para a emergência. Já que não podemos curá-la, talvez a medicina tradicional ajude. — Rebekah insistia. Acredito que ela falou isso por minutos até eu finalmente escutá-la o suficiente para ter a reação de entregar a minha filha para ela.
Ainda ajoelhado, eu pude ouvir a voz da minha irmã ordenando atendimento imediato a minha lobinha. Mas eu não consegui me mover. Estava sedento por mais sangue e violência que qualquer coisa que me fizesse vingar o que aconteceu seria válido. E mais uma vez, me lembrei que a culpa foi minha e eu nem ao menos deixei sobreviventes para conseguir tortura-los e aliviar a dor.
Rebekah se aproximou novamente e se abaixou ao meu lado. Ela apertou meu ombro gentilmente e me olhou com pesar. Depois de minutos eternos em silêncio ela me abraçou e beijou meu rosto sussurrando um “sinto muito por tudo, irmão”. E eu não lembro de termos ficado tão próximos assim desde a nossa infância.
Eu estava desolado com Caroline sem vida em meus braços e imaginei como Rebekah e Elijah se sentiam toda vez que eu lhes arrancava um amor à força. Um filete de arrependimento me atravessou como uma estaca.
Não sei dizer quanto tempo passou quando minha irmã praticamente me forçou a levantar para sair de perto de Caroline. E eu cedi. A verdade é que eu não conseguiria olhar nem mais um segundo para ela.
Subi as escadas depressa para verificar Elijah, que andava de um lado para o outro, aflito. Pela primeira vez meu irmão parecia desnorteado, confuso e eu não sabia o que fazer. Palavras de conforto não adiantavam já que eu me encontrava na mesma situação que todos naquela casa. Talvez até pior.
— E... ela... ela se... foi. Ela se foi. — Elijah pronunciou com muito custo.
Ele se aproximou de mim rapidamente e tentou falar algo mais, que foi embargado pela sua falta de voz. Eu honestamente esperava por um soco no rosto e uma briga que perduraria por séculos. Mas ele me abraçou tão forte que pensei que fôssemos fundir e se permitiu chorar junto comigo. Elijah me soltou quando viu Rebekah na porta e correu para abraça-la. Estávamos finalmente em família. Esse era o efeito que Caroline causava. A paz em toda desordem. Até mesmo quando parecia não haver nenhuma.
Hayley e ele eram algo próximos a amantes. Eles mantiveram durante um tempo seu romance escondido de mim e de todos mal sabendo que eu já nem me importava mais. Mas tudo acabou quando Katherine resolveu que era uma boa hora para brincar de Damon e Stefan às avessas com o coração do meu irmão. E ele se sentiu dividido entre as duas.
Como em todo romance idiota não tradicional, Elijah decidiu ficar com uma sem deixar de se importar com a outra. Ele optou pela paixão avassaladora de mais de 500 anos e um amor próximo ao surreal do que o conforto de uma relação tranquila e tenra. Ele realmente havia mudado. Para melhor.
A maternidade fez Hayley seguir um caminho inverso. Ao invés de se jogar na vida como qualquer mortal faria, ela preferiu respeitar a vontade do meu irmão e finalmente achou o que ela buscou desde o início. Sua família.
O fato é que se não fosse pela Petrova eu não saberia que algo me aguardava aqui e aquele aviso na porta da minha casa assim que cheguei mudou tudo. O que era para ser uma afronta e uma brincadeira macabra de gato e rato, foi a única coisa boa da qual ela fez por mim e, talvez, por alguém.
Eu persegui Katherine durante todo esse tempo. Os impedi de permanecerem juntos e mesmo assim, os sentimentos deles nunca desapareceram.
Decidi que a deixaria em paz, livre. E ao saber disso ela veio correndo para os braços do Mikaelson que sempre amou.
Não posso dizer que não me sinto feliz pelo meu irmão. Mas também não posso dizer que a sua recuperação pela perda de Hayley será rápida. Assim como a minha não será. E foi nesse rompante de consciência que resolvi sair de casa o mais rápido possível. Ir para a rua e espairecer parecia a melhor solução mesmo que meus cabelos aos pés estivessem lavados em sangue.
Percorri o primeiro quarteirão depressa. Mas perecia que quanto mais distante, pior ficava. E lá estava eu, Klaus Mikaelson, o temido Híbrido, completamente paralisado no meio da rua em uma madrugada fria e sangrenta esperando pelo destino que me fodeu se encarregar de me fazer pagar. Se qualquer um quisesse me matar agora, faria sem qualquer reação minha. Só que a cada passo lento e arrastado, a cada quarteirão, eu não via lugares abertos ou pedestres. A cidade, o Fench Quarter, estava completamente vazio. Talvez porque eu não tenha deixado sobrar quase ninguém depois do massacre. Ou talvez os humanos tenham dado o toque de recolher pelo o que aconteceu mais cedo. Ou talvez eles tenham sentido minha presença e percebido que não estava de bom humor.
Quando eu decidi que seria uma boa hora para abrir um bar arrancando a sua porta, meu celular tocou insistentemente dentro do bolso da calça surrada. Eu rapidamente o peguei para jogá-lo longe quando, mesmo com a tela excessivamente manchada de vermelho, percebi parcialmente um nome conhecido na tela.
— Klaus. — Bonnie vociferou do outro lado da linha.
Eu queria não responder. Eu queria desligar essa porcaria e sumir por um tempo. Mas por força do hábito, ou mera curiosidade, deixei o aparelho ligado para ouvir o que a bruxa tinha para me falar nessa hora tão imprópria para ela e seus amigos me passarem sermões.
— Precisamos de você aqui, irmão. Agora. — E dessa vez foi Rebekah quem disse algo em um tom de urgência e eu fiquei mudo.
Bonnie... Rebekah...
— Como...? — Tentei questionar quando Bonnie me interrompeu.
— Os ancestrais me avisaram. — Disse com uma voz firme.
— Desde quando as bruxas se preocupam com esse tipo de problema? Desde quando vocês se importam com um de nós ter morrido? — Praticamente cuspi as palavras.
— Desde quando sua filha é importante para nós tanto quanto essa jovem loira. — O som da voz da anciã passou por mim como uma corrente elétrica e todo o meu corpo vibrou com o tom.
— Bastiana! — Pronunciei surpreso.
— E desde quando ela se arriscou ao lidar com você para salvar a vida da pequena Mikaelson e a nossa quando nos libertou daquele maldito cativeiro que Kevin nos aprisionou em Vegas. — Escutei a voz de outra mulher e pelo o que eu lembro, se tratava da bruxa que jogou na minha cara e a de Caroline que o que aconteceu entre nós foi real, e não obra de um feitiço para nos escorarmos na ilusão.
— E desde quando Caroline é a nossa amiga e qualquer chance de trazê-la de volta já é uma ponta de esperança. — A cópia barata, que até em luto é insuportável.
Me dirigi para casa o mais rápido possível para descobrir o que diabos estava acontecendo e como um funeral pode ser preparado tão rápido. Ou foi eu que fiquei tempo demais me lamentando e não percebi o tempo passar... Ao chegar, estavam todos reunidos discutindo alguma coisa e quando pisei no hall, o silêncio foi instaurado. Todos se entreolhavam esperando alguma reação minha quando no meio daquelas bruxas, de Elena, Damon, o Estripador e até o bolsa que atende por Matt, Davina apareceu e ficou de frente para mim.
— Que tipo de brincadeira estúpida é essa? — O meu grito ecoou pelo local e todos olharam para mim.
Claramente eu não estava com um humor bom para qualquer tipo de gracinha. E eu assistiria Davina morrer lentamente pela quantidade de diferentes tipos de ferimentos que eu causaria a ela, e quando não houvesse mais nada para brincar, eu arrancaria a sua cabeça e a colocaria em uma estaca no meio da cidade para dar o exemplo do que acontece quando se desperta a fúria de um Mikaelson. De como se desperta o meu ódio.
Avancei rapidamente nela e fui impedido de chegar mais perto pelas bruxas. Do chão certamente eu não passaria.
— Niklaus. Ouça! — Bastiana vociferou e eu apenas ignorei a sua voz. Mesmo com os feitiços para me forçarem a não torturar a bruxinha, consegui encara-la o suficiente para faze-la tremer. – Sua mãe sempre me disse que era orgulhoso, mas estúpido é novidade. — Ela se aproximou de mim e eu finalmente desviei o olhar para ela. – O livro que te entreguei em Paris contém um feitiço poderoso da sua mãe. E Davina seguiu todas as nossas recomendações em lançar um para parar a estaca antes que atingisse completamente o coração. O problema é que ela só pode ser retirada por magia e isso demoraria dias. Ou até semanas.
A informação me atravessou de uma forma que pensei que talvez eu estivesse delirando ou aquele não era um universo paralelo onde as bruxas decidiram que seria uma boa hora para bancar as heroínas.
– Apesar de já ter cobrado o favor a uma de nós na Plezier, nos sentimos na obrigação de vir aqui ajudar. — Alicia. A bruxa que eu ameacei no cabaré em Amsterdã pronunciou-se.
Ainda sendo segurado no chão, Damon se aproximou o suficiente para eu arrancar a sua cabeça. Se pudesse.
— Você não tem noção de quantas pessoas eu tive que compelir para pegarmos o primeiro avião até aqui. Então vamos logo com isso. — E finalmente fui solto.
Eu observei para onde eles seguiram e antes de conseguirem alcançar a porta, bloqueei a passagem. Ainda não estava preparado para tudo o que vinha a seguir. Mas menos ainda para perde-la.
— A Noiva Cadáver não tem muito tempo. Tic Tac, Klaus. — Mais uma vez Damon abriu a boca no momento errado e segurei em seu pescoço.
Bonnie se aproximou e me encarou.
— A estaca está cada vez mais funda, Klaus. Você prefere a nossa ajuda ou as nossas condolências?
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