Hot Cold Blood - Klaroline.

22 Capítulo 22 – Abram os Portões.


CAROLINE

O dia amanheceu tenso. Todos estavam aflitos para saber que tipo de ataque viria a seguir. A barreira construída pelas bruxas não deixava ninguém entrar, mas também não podíamos sair. E havia um exército lá fora.

Aquilo não era algo do qual já havíamos lidado antes e era tão surreal que eu pensava seriamente se toda a cidade não foi compelida a estar ali. Não era possível haver tantos sobrenaturais assim. Eram muitos e era muito, muito assustador.

Klaus andava de um lado para o outro sempre pensando no próximo passo. Por ele, o banho de sangue já estaria instaurado. Por ele, a cidade poderia reinventar uma nova decoração vermelho-sangue, começando pela ironia da literalidade. Por ele, o massacre seria certo. Por ele, o começo já seria o fim. Eu sentia isso nos seus movimentos, na sua respiração, na sua ansiedade, no seu caminhar, nos seus olhos... A adrenalina corria em suas veias, assim como na minha. A diferença estava em como cada um de nós administrava isso.

Sempre me disseram que Klaus é um tipo de monstro do qual você não cruza o caminho, do qual nem sequer olha torto... Isso há anos atrás quando ele apareceu em nossas vidas em Mystic Falls. E estar com ele por tanto tempo me fez deslocar a parte em que ele chegou ao ponto de fazer coisas terríveis até comigo para alcançar seu objetivo e comecei a me perguntar o que ele faria a seguir. Seja lá o que for, a lateralidade instável de Klaus não nos deixaria estar cientes do seu próximo passo, por mais minuciosamente planejado que ele for. Isso era algo que eu odiava e admirava nele. A sua espontaneidade e a falta de escrúpulos era o que me deixava segura e completamente assustada com todas as situações que envolvem o híbrido... o híbrido que aprendi a chamar de meu, que acostumei a ouvir amor com aquele sotaque sem querer mata-lo por forçar a minha mente e, meu corpo, a afastar-me do que eu sentia. E vê-lo assim, instável, me deixava tão confusa e perdida quanto tranquila sobre os seus instintos.

Se eu que sempre lutei contra meus sentimentos e mantinha o controle de tudo, estou prestes a surtar e nem sequer tenho uma filha pelo caminho, imagino o que não passa na cabeça do cruel e explosivo Klaus Mikaelson.

Eu queria chegar perto dele e perguntar sobre isso como uma boa intrometida e incrível curiosa que sou, mas preciso respeitar, mesmo contra toda a minha vontade e instinto, a sua necessidade de permanecer sozinho como um idiota dando passos largos de um canto a outro da sala enquanto aguardávamos a decisão das bruxas de pouparem uma vida para salvarem outra.

A verdade é que todos nós esperávamos um resultado milagroso dizendo que seria possível salvar ambas e que no final, estaria tudo bem. Mas sabíamos que não era possível e, estar entre os Mikaelson em uma decisão que envolve duas coisas cruciais na vida de qualquer um, sobrenatural ou não, parecia uma bomba relógio prestes a explodir precocemente, antes mesmo da contagem regressiva iniciar.

Se tem uma coisa que eles se gabam e, eu acredito que falham sempre miseravelmente, é de manter a razão e emoção cada uma em seu lugar sem se esbarrarem por aí enquanto ao mesmo tempo em que amam, empalam durante séculos seus familiares. Como ao mesmo tempo em que Klaus sente algo por mim, sempre tenta quebrar alguma parte do meu corpo, preferencialmente um braço com uma leve tendência pelo lado direito. Eu quase pude soltar uma risada pensando nessa ironia, mas pareceria uma louca se fizesse e a essa altura, já era suficiente o clima de insanidade que embargava toda a situação. Não precisariam de mais uma para acabar de pintar o quadro.

Klaus desceu para o hall e eu permaneci em uma das salas no andar de cima e ao olhar para a varanda, vi que se não andássemos logo com a nossa prioridade, seja ela qual for, acabaríamos todos mortos. Bom... não todos. Talvez apenas um de cada facção sobreviveria somente com o objetivo de narrar esse banho de sangue para as próximas gerações. Já os Originais sairiam ilesos, talvez com alguns arranhões e rasgos na roupa, mas ainda assim lindos e penteados como aquelas mulheres que acordam em seriados mesmo depois de uma guerra. Falo de mim. Os todos mortos, sou eu. Todos não é nem sequer um exagero. Eu me valorizo. Eu sou muito. Eu sou todos. E eu estou tecnicamente morta.

Thomas me avisou sobre isso e eu ignorei. Ele me alertou que uma nova guerra se aproximava e como um garoto fugiu sem dar maiores explicações ao ver que Klaus, o Híbrido Original do Mal, estava próximo demais de acabar com a sua patética existência. Tudo bem, esse é não é um bom, é um ótimo motivo para fugir, mas talvez se ele fosse um pouco mais insistente eu teria acreditado naquela ladainha-não-ladainha de “uma guerra está para acontecer. Eles planejam atacar para valer e esse acordo é só uma farsa blablabla” e a única coisa da qual eu ignoraria é o fato dele achar que eu fugiria com a sua pessoa sem ele nem ao menos possuir uma Klausconda de tirar o fôlego ou um carvalho branco que qualquer um gostaria de ser possuído. É muita audácia me convidar assim. Agora, quando olho para o lado de fora pela varanda, o vejo com um grupo de vampiros que estão prontos para atacar-nos junto com os lobos e algumas bruxas rebeldes. Raivinha, revolta... Não importa. Pensar que no final boa parte daquele exército extra large plus size maldito estaria no chão antes de o amanhecer do próximo dia me dava até um certo alívio. E eu gostaria de viver apenas o suficiente para ver isso.

Parei em meus devaneios com o olhar de Klaus sobre o meu. Ele estava estático como um dois de paus e não emitiu uma palavra sequer, apenas me observava com certa cautela, como se esperasse uma reação minha, boa ou ruim. Quando eu pensei em abrir a boca para questionar porque ele estava agindo como um maníaco, Klaus segurou em meu rosto e surpreendentemente me deu um beijo lento, demorado, expressivo, como dois amantes se despedindo. E com o toque dos seus lábios, da sua língua, eu senti um arrepio passar em meu corpo. E não era de excitação. Não de excitação. Era devastador. O toque frio das suas mãos era o prelúdio. Foi inevitável conter as lágrimas que, teimosamente, escorriam do meu rosto. Aquilo poderia significar o fim e no fundo, até ele sabia disso.

Marcel colecionou muitos inimigos durante sua estadia e para retomar o poder, Klaus fez mais alguns. Alguns vários. Alguns muitos. Alguns todos.

O gosto intenso dos seus lábios me fez abrir os olhos em meio ao beijo e ver Klaus da mesma forma que eu. Eu nunca o vi tão assustado e com tanto medo. O híbrido de mais de mil aniversários estava apavorado pela primeira vez e não era sobre a perda de poder, status, cidades... era algo muito maior do que até ele próprio junto ao seu egotismo. No final, a crueldade excessiva em troca de algo que pode se dissipar e morrer a qualquer momento, não terá valido a pena. E eu estar tão disposta a enfrentar tudo isso por opção, por minha própria escolha só piorava as coisas. E ele não sabia como lidar com isso, tanto que precisou de um gesto desse para me dizer o que sentia sem nem ter que abrir a sua estúpida boca para me irritar com seus ataques.

— As contrações estão piorando. – Anunciou a bruxa ruiva ao entrar na sala enquanto Klaus continuava me fitando. Ele estava relutante demais em desviar o olhar do meu.

Sem olhar para o lado, ordenou a ela que fizesse Davina recitar uma magia qualquer para amenizar temporariamente a dor de Hayley. Eu cruzei os braços e ele fechou a cara na hora em que revirei os olhos. Nem em momentos como esse Klaus sabia ser menos idiota e falar direito. Então fui até Genevieve e pedi respeitosamente que ela fizesse algo sobre a dor e que se necessário, me chamasse para ajuda-las.

— Não é necessário, Caroline. Faremos alguns chás com propriedades específicas para aliviarem a dor, mas isso não será o suficiente por muito tempo. — Lamentou-se.

— Eu até sugeriria álcool como melhor remédio, mas devido as circunstâncias de uma bebê híbrido no forno, acho melhor não. – O clima não era propício, mas foi inevitável da minha parte não fazer uma piada do tipo e, ao contrário do que pensei antes de acabar de formular a besteira falada, eles reagiram com uma risada.

— Infelizmente. — Balbuciou Klaus, um pouco irritado pela interrupção da bruxa.

Os Mikaelson não confiam nas bruxas pelos motivos óbvios, mas no momento elas eram a nossa única fonte. Sem muita opção de lazer para escolher, Klaus seguiu para mais uma reunião com Elijah enquanto eu dei uma volta pelo complexo.

Rebekah vigiava o perímetro com Marcel, Elijah acertava uma estratégia com Klaus dentro do escritório e eu segui para o quarto que Hayley, Davina e Genevieve estavam.

A todo momento elas recitavam algo do qual eu não compreendia e pediam a minha ajuda para segurar ou fazer alguma coisa do qual eu também desconhecia, mas apenas parecia o certo, então continuei seguindo com o plano até Hayley dar um grito tão sofrido que me agoniou de uma forma inexplicável.

Por mais forte que eu seja ou tente ser, estar prestes a parir rodeada por pessoas que não querem que você veja o próximo pôr do Sol e a mercê de criaturas sobrenaturais em que não confia, parece demais para aguentar. Confesso que admiro Hayley, que mesmo sem saber se sairá viva ou com lesões o suficiente para levar à uma morte agoniante e miserável, ainda assim, permanece unida à uma única coisa que a mantém firme e confiante: a vida. Mas não a sua. A vida de algo que nunca poderei gerar. Um filho.

Klaus entrou no quarto com Elijah e por mais que ele tentasse manter o controle, eu o conhecia o suficiente para saber que ele esforçava o máximo de si para conseguir manter-se. E o esforço era tão grande que sabia que a qualquer momento aquilo não seria o suficiente. E foi o que aconteceu.

— Preciso que derrubem a barreira. — Klaus sibilou calmamente como se não soubesse no que isso acarretaria. Eu estava prestes a questioná-lo quando Elijah se manifestou.

— Temporariamente. E voltem com ela depois de um tempo.

— Vocês têm noção do que estão me pedindo? — Vociferou Genevieve.

— Por apenas um minuto e depois voltem a fechá-la. — Pediu Klaus.

Pediu. Klaus pediu algo. Ele não mandou, ordenou, decidiu, coagiu, ameaçou... Ele pediu. Eu olhei para ele e vi que me encarava como se também pedisse para eu confiar nele apesar do absurdo sugeridos pelos dois. E eu não soube como reagir, apenas fitei aqueles olhos cinza esverdeados e desejei que tudo isso acabasse o quanto antes e torta de maçã, claro. Desejei torta de maça porque poderia ser a minha última refeição. Como um preso no corredor da morte.

— Em um minuto, com a agilidade, força e rapidez, daria tempo de todos eles estarem aqui dentro desse quarto, inclusive! — Exclamou a ruiva.

— Faça! – Ordenou Klaus em um tom brando. — E demore menos tempo que isso para fechar a barreira. Tenho certeza que possuem habilidades o suficiente para isso.

— Klaus! — Interrompeu Davina, chamando-lhe a atenção. – A barreira não tem um botão de on e off que se pode controlar em um pouco espaço de tempo. Vocês... — E encarou Klaus. – principalmente você, tem noção do que acontecerá caso passe dos no máximo trinta, quarenta segundos? — Questionou Davina voltando-se para os dois Originais.

— Eu não me importo. Apenas faça! — E saiu do quarto irritado.

E Elijah também não. Ele parecia não se importar em levar esse ato às últimas consequências. Pelo jeito, a única preocupada ali era eu.

— Essa é a única forma de reduzirmos o número de invasores caso aconteça alguma coisa errada ou o feitiço caia. Eu observei um pequeno, mas significativo número de bruxas trabalhando nisso lá fora e não podemos arriscar que isso aconteça com vocês ainda concentradas no parto. — Concluiu Elijah.

Eu o encarei incrédula por alguns segundos até perceber que aquele estúpido plano era realmente o melhor dentro das nossas pequenas possibilidades. E estamos em menor número na quantidade, mas temos três Originais, duas bruxas poderosas ligadas às anciãs ao nosso favor e eu, que sei organizar festas, mas não estava preparada para um funeral. Ainda mais um coletivo. E do qual eu nem sequer estaria presente. Ou estaria, como participante.

KLAUS

Desci as escadas e esperei por Elijah. Não conseguia mais ficar perto de Caroline. Passar pela minha cabeça que eu poderia perde-la nessa batalha quase me fazia desistir da guerra.

Ordenar prioridades antes de Caroline e minha pequena lobinha aparecerem na minha vida era fácil. Poder, família, sangue, sexo, violência, vingança, mas agora... Isso parecia um conjunto de informações inúteis. E família... Família é poder, disse meu nobre irmão quando cheguei aqui e Caroline também é minha família. E eu lutarei por eles até dar meu último suspiro na terra. A minha prioridade agora era não ter uma desde que, não importando o que aconteça hoje, eu conseguir protege-los.

Não posso dizer que não esperava por isso. O nascimento da minha filha implica em muitas coisas e as facções temem por isso. Uma híbrida não só vampira e lobo, mas bruxa também. Ou ela seria a salvação ou a aniquilação de todos eles. E penso que não estariam dispostos a arriscar saber, ainda mais com o tipo de pai que ela terá. Seja lá o que for, não existe sequer a possibilidade deles me matarem para criar minha filha e livrarem o mundo de mais morte e destruição em massa ou matá-la e não sofrerem as consequências de uma bomba relógio Mikaelson adolescente. E monstro por monstro, sempre é preferível um que já conheça.

— Nik! Você é louco? — Estava demorando para Rebekah dar seu ar da graça com um pequeno escândalo. – Como conseguiremos enfrentar todos eles? — Ela se aproximou de mim e colocou as duas mãos em meus ombros me encarando. – Somos bons, irmão, somos Originais, mas olhe para isso. — Apontou com a cabeça para o portão. – São muitos.

E realmente eram. Mas aquilo não me assustava, pelo contrário. Quando se vive anos o suficiente para ver todo o tipo de guerra, você acaba participando de algumas. Ora para se alimentar e estripar, ora por tédio. E por falar em tédio, eu não queria ouvir a voz da minha irmã como a minha consciência boa nesse momento, então pedi para que ela fosse nos fundos buscar Marcel e seus vampiros, afinal, ele mais que ninguém, adora uma boa batalha.

— Isso é quase uma missão suicida, Nik. Você é um idiota. – Irritou-se Rebekah.

— Seu otimismo me encanta.

E se dirigiu para os fundos.

Estava concentrado no local e apesar de encarar a minha frente, ouvi passos na direção contrária a mim e não era Rebekah se afastando como deveria.

— Boas notícias. — Caroline falou baixo no ouvido de Rebekah e eu comecei a prestar mais atenção nelas. – Minha ligação para Bonnie surtiu algum efeito. Parece que precisaremos ter um pouco mais de cuidado que o normal.

— O que quer dizer? – Questionou minha irmã em um tom mais alto, sendo repreendida por Caroline por fazer isso perto de mim.

— Que há Bennetts nesse grupo. – Sussurrou o mais baixo possível. Uma pena eu ser híbrido e poder ouvir até uma agulha caindo há quilômetros com pouco esforço de concentração.

— E desde quando isso é uma boa notícia? – Contestou Rebekah. Com razão.

Eu mesmo perguntaria que droga de piada era aquela se ela não resolvesse explicar segundos depois.

— Desde o momento que elas estão ao nosso favor... — Mesmo de costas pude ver o rosto de dúvida da minha irmã. Uma versão feminina de mim. – infiltradas. — Completou Caroline cautelosa. – Mas ninguém pode desconfiar, ninguém! Precisamos protege-las, não mata-las. Espero eu seu irmão colabore. – Bufou Caroline ao ouvir a risada de Rebekah.

— Acho difícil. Você sabe como é complicado controlar o meu instinto por destruição. — Fui até elas e Caroline cruzou os braços, me fitando com um olhar mortal.

— Não seja por isso. — Me encarou bravamente. – Ficarei aqui. Vigiando. Bem de pertinho. — E se aproximou o suficiente para me tirar do sério com seus típicos deboches.

— Caroline, se acontecer alguma coisa... — Bufei para ela, que riu me interrompendo.

— O quê? Você vai me matar? Seria tarde demais, já que eu já estaria morta. — Esbravejou sarcasticamente levantando uma sobrancelha.

— Não, amor. Nada melhor que usar uma Bennett que você tanto quer proteger para trazê-la de volta. E quando isso acontecer... – Sussurrei em seu ouvido. – eu terei prazer de tortura-la até o seu fim.

— Tão romântico... — Debochou, mais uma vez.

Caroline Forbes e seu dom de me irritar e querer mata-la ao mesmo tempo em que desejo leva-la para cama.

— Preparados? – Davina apareceu na sacada interrompendo meus pensamentos terríveis e pervertidos na mesma sessão em que até Freud me expulsaria do seu consultório.

— Já nasci assim, amor. – Disse e ela começou a sibilar o feitiço.

— Sejam rápidos. Matem o maior número possível deles. — Ordenou Marcel para o exército vampiro.

Davina estava cada vez mais próxima de derrubar a barreira e eu não estava nervoso. Ao menos não por mim.

Elijah ajeitava seu paletó e a manga da camisa. Um ritual de aparência bizarra que servia para ele manter o controle da situação. Rebekah parecia terrivelmente ansiosa, não como uma garota mimada como costuma ser, mas por querer tanto quanto eu o que estava por vir. Caroline estava ao lado de Marcel e disposta a levar isso às últimas consequências e embora eu quisesse trancá-la em algum buraco até tudo isso acabar, não seria legal ver a loira dar um escândalo por querer participar da festa e não ganhar o bolo. Genevieve permanecia com Hayley e Jackson estava lá fora junto com outros como ele. Como eu, em parte...

Não conseguia dizer o que o lobo pretendia ali. Ele é apaixonado por Hayley. Mas há questões maiores que o amor por uma mulher. E eu sabia disso. Elijah ainda mais. Ele sacrificou, abriu mão de dois amores, Katherine e agora Hayley por aquilo que ele chamou de “melhor riqueza, pior maldição”. Eu.

Depois de mais de um milênio esperando por isso, estamos todos juntos por um único objetivo. Nenhum rancor, nenhuma raiva, nenhuma mágoa importava, apenas o fato de nos comportamos como realmente somos, monstros impiedosos, e isso finalmente ser uma virtude.

Somos os Mikaelson. Somos os Originais. Sempre e para sempre. Como família. Como irmãos. Como um todo.

Assim que esse portão se abrir e depois se fechar... Ele selará o nosso destino.

A pergunta é: estamos preparados para enfrentar as consequências?

Me parece que sim.