Hot Cold Blood - Klaroline.

19 Capítulo 19 - Planos.


Acordei cedo com meu celular vibrando sem parar na mesa de cabeceira. Mais uma dessa e eu o quebraria em milhares de pedaços, mas despertei ao ver a foto da minha melhor amiga piscando sem parar na tela em um tom de urgência.

Me desvencilhei do abraço de Klaus e levantei da cama de modo que ele não acordasse e me enchesse o saco, ou pior, me carregasse para lá novamente.

E caramba! Eu esqueci completamente de avisar a Elena sobre meu plano imbecil de ficar em New Orleans até o final das minhas férias. Das nossas férias. Certamente meus amigos me matariam por isso! Eu prometi ir ao lago com eles e agora estou “presa” nessa cidade de guerra com um híbrido cretino que cismou com a minha cara.

Mas não posso negar o quanto eu definitivamente gosto dessa ideia. Menos da parte em que eu tenho que explicar os detalhes para todos, principalmente minha mãe e Elena.

— Como assim, Caroline? — Elena gritou do outro lado da linha.

— Eu não sei o que me deu, OK Elena? É só que... — Klaus se mexeu na cama e eu comecei a falar um pouco mais baixo. – Ele é tão... irritante, odiável e... — Ouvi um barulho e ao olhar para trás nossa coberta havia escorregado do seu corpo, revelando seu peito, abdômen e outras partes nuas que imediatamente me fizeram estremecer. – ...gostoso. — Completei involuntariamente. – Meu Deus, Lena, como Klaus é gostoso! — Ela riu alto, me deixando com o rosto ruborizado mesmo à distância. – Ahgr! Que droga! Não consigo explicar isso que sinto.

— Esse é o efeito que nós, os vilãos delícia, fazemos em vocês mocinhas. — Damon respondeu com o típico tom de deboche irritante e tudo pareceu pior do que já é.

— Só que você não é híbrido, Damon! E nem tem mais de mil anos de experiência. — O respondi e ele imitou o som de uma pancada.

— Mas eu sou gostoso. Eu também sou gost... — A voz de Damon ficou abafada. Provavelmente Elena se levantou da cama ou quebrou seu pescoço. E eu torcia pela segunda opção.

— Seja lá o que for e como for, tome cuidado, Car. Não vou te passar um sermão desnecessário porque nem estou na posição de fazer isso, afinal, eu estou com o Salvatore mais odiável. Mas... — O tom da sua voz e o suspense exagerado começaram a me preocupar.

— O que foi, Lena...? — Eu disse em voz de tédio.

— Usem camisinha! — Ela gritou gargalhando. – Porque agora o híbrido aí pode fazer filhos e você sabe... É sempre bom se prevenir.

— Hahaha, muito engraçado Gilbert. — Tentei manter a seriedade, mas foi impossível não gargalhar junto. – Com lobas quengas, não com vampiras puras e santas.

— Ahaaamm, Car. E quem é que acredita na vossa santidade mesmo? — Ela fingiu pensar enquanto eu só ria. – Atá, ninguém! A klausconda já te desvirtuou há muito tempo! Sua safada! Vampiranha cínica. — E rimos muito alto juntas. Acredito que alto suficiente para acordar a casa toda e talvez a cidade.

— Bom dia. — Klaus sussurrou em meu ouvido e imediatamente me arrepiei toda pelo susto e pelo toque do seu corpo desnudo macio contra o meu. – Eu posso lhe preparar um ótimo café da manhã se quiser. Você parece bem animada. — E me agarrou pela cintura, distribuindo beijos pelo meu pescoço e deslizando os dedos para minha intimidade.

— Oh Meu Deus. Klaus, o que é isso? — O questionei com a autoridade nula pelo seu toque suave e delicioso que me fez esquecer o que eu fazia.

— Caroline... Car. — Elena me chamava do outro lado da linha, mas eu não conseguia responder. – Caroline? — Klaus introduziu um dedo em minha molhada intimidade e eu não consegui segurar o gemido desesperado que surgiu dos meus lábios enquanto se movimentava.

Ele me virou de frente sem retirar os dedos e observava como um maníaco meu rosto se contorcer de prazer ao massagear minha parte mais sensível com os dedos livres.

— OK. Esse definitivamente não é o som de você morrendo. — Elena falou aos risos e deixei o celular cair sem ao menos me preocupar com o aparelho e o que mais que fosse dito ou ouvido por ela.

Agarrei em seu pescoço, o puxei para um beijo quente e Klaus retribuiu de bom grado. Minhas mãos passeavam pelos seus braços e peito enquanto ele intensificava o atrito e me deixava suada mesmo com a brisa fresca da manhã adentrando o quarto junto com os tímidos raios de Sol.

Klaus me levou para a cama sem parar o que estava fazendo e segurou com força a minha coxa quando comecei a dar sinais claro e altos, muito altos, de um ápice. Sem permissão ou sequer relutância da minha parte, ele me penetrou fundo enquanto as sensações ainda percorriam o meu corpo e isso só fez com que o extremo fosse ainda mais arrebatador e as suas costas foram as que mais sofreram as consequências disso com o arranhar das minhas unhas, deixando filetes de sangue.

Klaus se ajoelhou sem nos desconectar e segurou meu quadril mais alto empurrando-se em minha direção. Eu já estava gemendo alto demais enquanto ele me estocava devagar e forte e eu me movimentava junto.

Ele se inclinou para me beijar, deixando minhas pernas no alto fazendo-o chegar ainda mais fundo e eu não consegui controlar as ações do meu corpo ou sequer a minha mente naquele momento ou qualquer um outro que envolvesse Klaus Mikaelson.

— Mais rápido, Klaus! Mais rápido! — Implorei entre as mordidas leves e deliciosas que ele dava no meu lábio inferior e orelhas.

— Ainda bem que você é vampira, Caroline, porque depois do que eu fizer agora você certamente ficaria sem andar por dias ou meses. Eu não me importo.

— Oh meu Deus. — Foi a única coisa que consegui dizer depois desse balbuciar ameaçador rouco e carregado de sotaque.

Com um sorriso satisfeito nos lábios, Klaus se intensificava dentro de mim e, mesmo se a casa não fosse de vampiros, os hóspedes poderiam ouvir facilmente o som dos nossos corpos ecoando pelo local e as evidência sonoras do prazer de cada um quase uníssono.

Tudo que eu pensava era o quanto eu queria que ele não parasse com aquilo.

Se eu ao menos conseguisse falar...

Meus movimentos se tornaram mais desesperados, se tivesse algo em minhas mãos estaria destruído. Por sorte, eram os lençóis.

— Eu só paro depois de você gozar, amor. – E foi com essas palavras que me entreguei a onda quente de espasmos involuntários e pressão que minha intimidade fazia em seu membro ainda mais rígido e pulsante dentro de mim.

Por todo esse tempo nunca me imaginei dormindo com Klaus, muito menos experimentando dos orgasmos violentos que ele me causa com tanta intensidade. Talvez eu fosse relutante demais para perceber o quanto eu o afastava por não querer exatamente isso que está acontecendo entre nós no fim das contas.

E por mais que eu queira me convencer o contrário, não é carnal. Ou teria acabado em Vegas. Na verdade, não teria nem começado em Vegas. Se o casal de bailarinos nos escolheu para passar a sua história, certamente teve um motivo e talvez esse fosse o início de tudo. O motivo para eu perceber que a minha atração por Klaus era porque, no fundo, eu sempre senti algo por ele ou não teria despertado a nossa conexão naquele divã. E que conexão...

— Caroline, eu... — E pude sentir seu líquido quente se derramar em mim.

Ainda ofegante Klaus permaneceu um tempo com seu corpo jogado sobre o meu e depois rolou para o lado, me puxando para seu peito dando um selinho calmo e delicado sobre minha boca. Não teve como não trocarmos um sorriso espontâneo.

No final, nem ele acreditava no acontecido.

— Dessa vez eu vou preparar o ótimo café da manhã. — Disse com a cabeça ainda encostada em seu peito.

— Hhmm. — Ele soou divertidamente malicioso e eu ri.

— Literalmente. — Dei um tapinha em seu ombro tatuado e levantei para um rápido banho e tentar seguir com o plano do café-da-manhã-sem-sexo.

Desci as escadas e escutei um barulho na cozinha. Ao pisar no último degrau vi que a geladeira estava escancarada e tinha alguém praticamente dentro dela. Ao ser fechada quase enfartei de susto.

— Matt! O que faz aqui?

— Car... — Ele tentou se explicar.

— E só de toalha! — Coloquei as mãos na boca tentando segurar o riso e ele ficou ainda mais vermelho.

— A mesma coisa que você e meu irmão faziam há... — Rebekah apareceu na porta atrás de mim olhando um relógio invisível no pulso. – cerca de meia hora atrás. — E ela estava só de roupão.

Aquilo era estranho.

— Iogurte. Nem acredito. — Matt comemorou como se tivesse ganhado na loteria ou algo do tipo.

— Contanto que te ajude a recuperar as forças... — Ela deu de ombros. – Você vai precisar. – E fez um gesto com o dedo para Matt acompanhá-la.

Eu só consegui soltar uma risada e assim que eles desapareceram comecei a mexer na parte superior do armário.

— Caroline. — Uma voz forte me chamou e eu bati a porta do armário com força devido ao susto, mas não antes de pegar o cereal. – Vejo que ficou.

— Vão ter que me aturar por pelo menos um mês. — Sorri sem graça.

— Não será incômodo. — Disse Elijah cordial como sempre. – Quem sabe assim Niklaus não tome jeito graças ao seu temperamento.

— Ei! Pensei que fosse somente pela minha presença. — O repreendi divertida e ele riu.

Era difícil ver Elijah rir dessa forma, ainda mais a essa hora e sem seu inseparável terno. De camisa de moletom cinza gola v que destacava seu troco largo e músculos, uma calça jeans, ele estava realmente um gato, confesso.

— Parte inferior esquerda, logo abaixo da pia. – Hayley apareceu de pijamas apontando para baixo.

E aí está o motivo. Um motivo moreno e de olhos verdes.

Tirei uma garrafa grande de leite do local apontado por Hayley e ela se aproximou de mim. Pude ver o quanto sua barriga estava grande. Elijah a observava cautelosamente da porta e de vez em quando trocavam olhares significativos.

Hayley se serviu do cereal, preencheu a caneca de leite e sorriu ao ter uma sensação que acredito ser particular de grávidas, ou prenhas, não sei como é o caso dela.

Eu olhei um sorriso maior bobo se formar no rosto de ambos. Hayley largou as coisas no balcão e pousou a mão sobre sua enorme barriga.

— Nunca me canso disso. — E deu uma risada. – Quer sentir? — Hayley olhou para mim e eu não soube o que responder.

Ela pegou minha mão esquerda e a levou até sua barriga. Segundos depois senti uma pancada e alguns movimentos vindo dela e entendi o motivo de tantos sorrisos aquela hora da manhã. Eu mesma levei minha outra mão até lá.

— Isso é incrível! — Eu disse encantada, ainda admirando o quão bonito aquilo é.

Antes de me tornar vampira eu acreditava piamente que teria uma família tradicional feliz, inclusive com dois labradores e uma casa na árvore. Eu fui tola suficiente para planejar uma vida toda com Tyler, mas agora isso não faz mais sentido.

Meu corpo pedia para eu ficar e minha mente para eu ir embora e procurar algo mais normal, mais ordinário como estar na faculdade, conhecer um cara legal, quebrar a cara e construir uma família não muito tradicional.

Mas eu sou uma vampira. O que mais eu posso esperar? Me sinto feliz por Klaus e também uma pontada de inveja.

E eu teria a eternidade para fazer coisas estúpidas.

— Você está doida para sair daí, não é baby Klaus? — Disse divertida e todos deram uma risada.

— Vai ficar até ela nascer? — Perguntou Hayley arqueando uma sobrancelha.

— Terei que preparar muito mais cafés da manhã para convencê-la disso. — Klaus entrou na cozinha só de moletom e Deus! Ele precisa parar de vestir isso.

Ele pegou uma bolsa de sangue na geladeira e me entregou.

— Vai precisar depois de tanto esforço. — Olhou pervertidamente sem se importar com os presentes e eu corei na hora.

Hayley e Elijah saíram da cozinha e foram fazer sei lá o que por aí.

— Dá para você ser mais discreto, por favor? — Disse brava arrancando a bolsa da sua mão e a abrindo.

— Um humano comendo minha irmã e meu irmão fazendo o mesmo com minha ex grávida de mim. Tudo na minha cara. Se tem uma coisa que não existe nessa casa, amor, é discrição. — Ele tomou de volta a bolsa e a despejou em dois copos, me entregando um e bebendo do outro.

— Ex o que? Vocês nunca tiveram um relacionamento.

— Você entendeu. — Me olhou cínico. – Imagina o que minha filha vai dizer quando souber que seu tio uma vez ou outra...

— Ela realmente precisa saber isso? — O interrompi.

— Não. Melhor não. — E descontraiu.

— E faz bem para os hormônios, ajuda na hora do parto, você sabe. Ainda mais se ele for um grande Mikaelson, se é que me entende... — E dei uma gargalhada com a provocação.

— Caroline... — Ele abaixou o tom de voz mantendo uma ameaça no chamar do meu nome. O humor bipolar de Klaus finalmente começou a dar o ar da graça.

POV KLAUS

Eu olhei sério para ela que apensas me observava com deboche e preferi sair.

— Onde vai? — Ela me seguiu até a sala e eu me virei de frente para ela.

— Caroline, se eu não tivesse mais nada para fazer além de ficar aqui e ouvir suas merdas, te puniria de um jeito apropriado. E quanto a isso, deixarei para mais tarde. — E saí sem olhar para trás.

Eu escolhi o momento ao qual tenho Caroline para parecer tudo normal, estúpido e mundano porque eu queria mostrar as coisas boas e ridículas que essa parte vulnerável tem a oferecer e toda vez que eu olhava para ela, sentia que poderia perde-la a qualquer momento.

Eu saí nas ruas procurando indícios de algo que estragasse a estadia de Caroline e eu pretendia mantê-la aqui não só durante as férias. Para isso, teria que me certificar de algumas coisas. Uma delas era saber o que cada facção está fazendo por aí, a outra, é aturar esse temperamento provocativo de Caroline sem sentir vontade de matá-la a cada segundo.

Seja como for, eu farei desse um mês o mais perfeito que ela já teve na vida. Ao ponto de não querer voltar. Caroline perceberá que aqui é o seu lugar ou eu a trancarei no porão ou ela não voltaria por não conseguir andar, porque eu a destruiria, no melhor dos sentidos.