Hot Cold Blood - Klaroline.
13 Capítulo 13 - "Fuga".
POV CAROLINE
— Car. Tyler falou com um sorriso enorme e foi impossível não me jogar nos braços dele, o apertando com força. – Hey, assim você me esmaga! Ele me afastou, rindo.
Não tinha mudado nada. Só estava com os cabelos mais curtos e o mesmo olhar de sempre. Eu sei que terminamos... Na verdade, ele terminou comigo, mas não posso deixar de sentir afeição, afinal, foi o meu primeiro, aquele que me ensinou a amar alguém além de mim mesma.
— Você se matriculou? Apontei para uma mala e mochila que ele carregava.
— Não. Tyler disse sem graça. – Eu só... Ele corou mais ainda. – Decidi passar aqui para te ver antes de ir para casa.
— Ah. Dei um sorriso desanimado e ele se aproximou de mim.
— Car, eu... Olha... Ele me segurou leve pelo braço. – Você sabe que tudo o que fiz foi para te proteger, não é? Nunca foi minha intenção te machucar. Ele me puxou para perto de si e segurou meu rosto. – Eu precisei ficar mais tempo que o previsto ajudando uma segunda matilha dessa ligação maldita de Klaus e foi mais difícil que eu pensei.
Meu coração virou uma metralhadora quando escutei seu nome, disparando tão rápido e tão forte que eu mal consegui pronunciar a próxima frase.
— Um ato nobre, eu entendo. Ao contrário do de Klaus de fabricar escravos, pensei. Apenas pensei.
Lembrar disso me irritou e Tyler pensou que fosse com ele.
— Não foi nobre te deixar, assumo. E gostaria que me desse a chance de reparar isso.
— Ty. Tirei sua mão de meu rosto e continuei. – Já faz mais de um ano. Muita coisa mudou e...
— Eu sei, Car., eu sei e eu realmente me importo com você. Ele disse me interrompendo. – Espero que apareça lá em casa esse final de semana para conversarmos melhor. Numa boa, sem pressões. Ele deu um sorriso, me beijou no rosto e olhou fixo em meus olhos. – Se cuida. E saiu.
Coloquei a mão onde Tyler depositou o beijo e sorri e depois pus a mão na boca onde Klaus... Meu Deus! Eu vou enlouquecer.
A semana passou tão lentamente que pensei que a Terra já tinha dado duas voltas e o final de semana não chegava. Não consegui me concentrar em nada do que os professores ou as meninas falavam. Ouvi algumas vezes as palavras “Tyler”, “Klaus” e “avaliações semestrais”, mas só conseguia responder o básico. Minha mente pesava tanto que se me pusessem numa balança ela não pararia de girar.
A noite Elena foi encontrar com Damon, Bonnie escondida com Jeremy e eu com meu edredom e travesseiro. Mesmo eu querendo muito hibernar, meu corpo não me permitiu. Eu queria esquecer a vida, mas simplesmente levantei para fazer a faxina mais demorada do mundo. Na verdade, essa foi a sensação que tive a semana toda, tudo lento, se arrastando, como se nada quisesse começar ou acabar. Até meu celular que tocou, demorei uma vida para atender.
— Noite dos solteiros hoje, Car. E apesar de ser dos solteiros... Ele demorou mais nessa terrível palavra. – eu quero companhia.
— Não sei Stef. Falei desanimada e ele suspirou.
— Caroline Forbes fazendo desfeita para ficar o Sábado em casa? Deixa eu ter certeza que liguei para a pessoa certa. Stefan apertou algumas teclas do celular e eu ri. – Sério, Car., nós precisamos. Mas não vou te buscar. Não quero dar de cara com Damon e Elena por aí.
— Ah, sim. Entendi o ponto. Tudo bem, tudo bem. Me convenceu, eu vou. Mas olha, nada de bebidas, pode ser? Eu realmente, pela primeira vez, não estou muito afim de ficar bêbada.
— Sem problemas. Nos bastamos, Car. Ele falou e finalmente pude me animar.
—___________
Entramos de braços dados e as pessoas olharam para nós estranhando, já que era para ser a noite dos solteiros e nossa entrosação era tanta que parecíamos um casal. O garçom passou bem ao nosso lado e quanto estendi a mão para pegar uma dose, Stefan impediu me repreendendo com aquele olhar estilo ele e me carregou para a pista de dança.
Pela primeira vez pós-separação, vi Stefan se divertir desse jeito, principalmente sem bebidas. Foi engraçado e foi divertido. Ao final meus pés doíam de tanto dançar e resolvemos ir para casa antes que eu os perdesse.
Fomos sóbrios, mas rindo de absolutamente tudo que falávamos um para o outro. Realmente a nossa companhia bastava e isso foi melhor que passar o espanador trinta vezes no mesmo móvel e nunca ter certeza se ele está limpo.
Cheguei me jogando no sofá, arrancando minha sandália a lançando para longe, acompanhada de uma risada de Stefan que sentou ao meu lado e me encarou como se quisesse dizer algo.
— O que foi? Eu disse a ele, curiosa.
— Tyler voltou à cidade e nem por um momento você pensou em fugir da festa para falar com ele e voltar consertando o fecho da calça fingindo que nada aconteceu enquanto esteve na mansão Lockwood. Ele riu e eu o bati.
Alguns segundos se passaram e a realidade começou a me acompanhar no raciocínio. Agradeci mentalmente a Stefan por não permitir me embebedar essa noite. Provavelmente essa hora eu estaria chorando como um bebê nos braços dele e Stefan já estava mal o suficiente, não merecia ver uma das poucas pessoas que o animam dessa forma. E é isso que os amigos fazem. Engoli o choro e passamos um tempo sérios e em silêncio, até que Stefan se jogou no sofá, me puxou pelo braço e me deitou em seu peito. E assim ficamos o tempo todo conversando sobre coisas normais e como foi a viagem e mesmo eu não tendo a intenção, não consegui deixar de contar a ele as partes mais quentes minha com Klaus. O camarim, o elevador, o estacionamento e a casa. Cada detalhe que eu dava, mais eu suava e toda a vez que passava a mão na testa e me abanava mais ele ria da minha cara.
— Meu Deus, Stefan! Eu vou surtar. Sonhei com isso duas vezes essa semana. Klaus é um babaca, um completo idiota, mas é sexy, lindo, perfeito... nisso! Nossa! E sexy de novo.
— Eu sonho com ela todas as noites. Ele disse animadinho e eu ri alto.
— Posso ficar aqui? Me aconcheguei mais em seus braços e ele me olhou com estranhamento. – Bonnie e Elena, a dona dos seus sonhos eróticos, não param de me encher de perguntas sobre essas viagens e acho que elas desconfiam de algo. Prometo que a partir de agora nunca mais falo mal de alguém. Ele riu e acenou positivamente com a cabeça.
Meu celular tocou e estranhei por um momento. Me sentei para atender e Stefan fez o mesmo, olhando o visor para saber quem é e rindo da situação. Dei outro tapa nele.
— Oi. Eu disse e ele se aproximou me provocando e quando ouviu a voz voltou a se jogar no sofá.
— Me abandonou aqui, linda? Estou triste, muito triste. Nenhuma ligação no dia seguinte, nem cartão, nem flores. E as mulheres que costumam reclamar dos homens. Mas está perdoada. O que acha de sairmos hoje?
Eu olhei para Stefan e ele suspendeu a sobrancelha como um “não é problema meu”.
— Olha Enzo, não é uma boa ideia. Disse fingindo estar desanimada e Stefan riu do meu cinismo.
— Isso tudo é TPM, linda? Eu posso te ajudar com isso. Fiquei em silêncio sem saber o que responder e ele continuou. – Vamos lá. Então um café. Apenas um café e nada mais.
— Você por um acaso já olhou a hora para falar em café? Desliguei o celular e Stefan se sentou novamente, olhando para mim.
— Enzo, o amigo de Damon? Acenei e ele continuou. – Outro vilão, Caroline... Ele fez aquele olhar julgador, me zoando.
— Não! O repreendi divertida. – Sem julgamentos, Stefan. Ou você se esqueceu da Katherine?
— Uhhh. Golpe baixo. Ele colocou a mão no peito, fingindo estar sentido pelo o que eu disse e nós dois caímos na risada de novo.
— Um spoiler sobre a vida, Car. Ele fez um suspense e enlaçou seu braço em meu pescoço e falando baixo no meu ouvido como se fosse um grande segredo. – Os vilões sempre ficam com as mocinhas. Eu tirei seu braço, me levantei e o encarei tentando manter a seriedade. – Vai me dizer que não é verdade? Damon e Elena, você e Klaus... Ele disse rindo e debochando da minha cara de novo e cruzei os braços, rindo de volta. Stefan tinha o jeito mais sutil do mundo para jogar para o alto a minha hipocrisia e fazê-la cair na minha cara como uma pedra.
Antes que eu ficasse ainda mais vermelha e isso divertisse Stefan para o resto da semana, decidir quebrar o clima com algo que seria útil para nós dois.
— Tem O+ na sua geladei... ?
— Então não são apenas boatos, Caroline? Tyler entrou sem cerimônia e eu gelei. Me senti no Alaska de tão frio que ficou o ambiente. Menos Tyler. Tyler pegava fogo. – Você e Klaus... Ele ficou enojado. – Meu Deus, Car! Passou a mão no rosto, sem acreditar e se estressou ao ponto de lançar a mesinha de canto no outro lado da parede. – COMO PODE?! Berrou e eu me encolhi. – Ele matou a minha mãe, me expulsou da cidade e tentou te matar DUAS VEZES! DUAS VEZES, CAROLINE! E as duas foram para me atingir! Gritou com os olhos lacrimejados.
Três, na verdade foram três vezes, mas acho que Tyler não estava muito receptivo a esse tipo de atualização.
Eu fui em sua direção tentando acalmá-lo para termos uma conversa decente e ele ficou ainda mais agressivo.
— NÃO TOQUE EM MIM, SUA VAGABUNDA!!! Me deu um tapa no rosto e com sua força fui jogada longe, ficando no chão, desolada. Stefan correu para ver como eu estava e passou a mão em meu rosto, que ficou vermelho.
— Até ele? Apontou para nós dois. – Foi por isso que não foi encontrar comigo esse final de semana? Eu vim saber dele se isso era verdade mas vejo que... Nossa, como você é rápida! Ele não é o ex da sua melhor amiga? Ele foi tão irônico que pude sentir o veneno nas suas palavras. – Quem será o próximo?
Meus olhos encheram de água. Mas eu sabia que não merecia ouvir aquilo, não depois de tudo o que passamos. Eu enfrentei Klaus por ele. Eu estive ao seu lado todo o tempo, desde quando se transformou a primeira vez até o seu atual estado híbrido e mais uma vez confrontei Klaus para deixá-lo viver. E ele foi, passou umas férias longe desse inferno onde acreditei que nunca mais fosse voltar e quando retorna, me trata como uma puta. Desde quando eu devo satisfações a alguém que afirmou que queria nada comigo, mesmo para me proteger? Eu sou Caroline Forbes e eu não preciso de proteção!
Levantei para enfrentá-lo e Stefan se pôs na minha frente.
— Car., não vale a pena. Eu me transformei e continuei o encarando. – Ela não é mais uma menina, Tyler! Ele falou como se fizesse a sua parte em avisar que eu não recuaria. – Mas você continua sendo um babaca.
Tyler bufou umas três vezes antes de perceber que isso machucaria um de nós ou os dois e se acalmou. Seu semblante mudou para arrependimento, mas eu não queria conversa. Dei um beijo no rosto de Stefan, que retribuiu e passei direto por Tyler, dando mais uma encarada com os olhos ainda negros e esbarrando de ombros nele, que não entendeu a reação, mas provavelmente foi avisado por Stefan que eu não estava com humor para companhia.
Eu tinha deixado meu carro em casa e vindo com Stefan, mas não queria chegar lá e minha mãe me ver desse jeito. Não quando ser humilhada pelo seu ex e quase entrar numa briga com ele for o motivo.
No caminho eu me recompus e peguei o celular, discando o número que me veio a cabeça.
— Oi, Enzo. Sabe o café? Então... eu aceito.
POV KLAUS
Tintas, pincéis e uma tela. A perfeita metáfora para controle. Algo que eu tive que fazer com muita intensidade essa semana. Apesar de conseguir, na maior parte do tempo, teve horas em que preferi deixá-la de lado por pura diversão.
Eu deixei Tyler voltar, talvez por pensar que nunca fosse realmente fazê-lo já que ele mesmo se destinou a tentar fazer da minha vida um fracasso. Quando o senti de longe naquela noite, minha vontade foi de matá-lo da maneira mais apropriada possível, mas não na presença de uma loira que certamente daria um escândalo por isso. Por um momento minha mente saiu do modo egoísta e percebi que Caroline jamais me perdoaria se eu fizesse alguma coisa contra a vida miserável do lobinho capacho que ela teima em sentir algo. Não que eu me importasse muito com a opinião de Caroline, afinal, se ela visse como me comportei essa semana me daria uma faixa de vilão como aquelas que decoram seu quarto de Miss Mystic Falls e uma medalha de canalha do ano pelo meu modus operandi nos outros aspectos da vida, mas tudo o que eu fazia imaginava qual seria a reação dela, até perceber que isso não me levaria a nada, já que a essa hora ele deve estar na cama com o idiota do Tyler.
Em mais de mil anos não me recordo de uma época em que tive que digerir algo. Os acontecimentos das últimas semanas me forçaram a avaliar tudo o que fiz. Mas antes da calmaria tem a tormenta e foi esse o resumo da minha semana.
Passado dois dias da minha chegada Elijah anunciou sua preocupação, me dando o aviso que se eu matasse mais um humano, toda a facção não assinaria o acordo. Mas não me importava, como nunca me importei com bolsas de sangue ambulantes, com a janta burra e fácil.
Selecionamos alguns humanos afortunados para serem perfurados até a verbena sair de seus corpos e depois os curamos. Eles seriam os nossos olhos e ouvidos e foi assim que descobrimos facilmente uma bruxa que montava seu altar todos os dias no final do Cemitério Lafayette. Sem a presença de Davina elas se sentiram à vontade o suficiente para fazer coisas da qual não eram permitidas sob o domínio de Marcel.
Passei a maior parte dos dias seguintes planejando o próximo movimento com Elijah, Rebekah e Marcel, que se encaravam a todo momento, como se nenhum confiasse no outro. Isso só me deu a oportunidade para avaliar as intenções de cada um nesse jogo. Um jogo covarde, doentio e insano, onde o ganhador detém o poder e o controle do equilíbrio ou deixa explodir de vez. Nesse momento nem eu sabia dizer o que faria.
Entrei no cemitério com cautela e carreguei a bruxa para um depósito nas docas. Fiquei quase três dias tentando fazê-la falar onde estão as suas amigas que tomaram o lugar das meninas nessa brincadeira de morto-vivo, mas ela era resistente. Até hoje não vi alguém sangrar tanto e não morrer. Talvez seja pelo fato de que toda vez que eu causava um ferimento grave extremamente dolorido, a curava só para fazer de novo e de novo, quantas vezes fossem necessárias. Divertidamente necessárias.
— Não é à toa que bruxas odeiam vampiros. Thomas falou atrás de mim e Marcel ao avistar a cena em que tinha sangue até no teto e poças que davam para encher uma piscina.
Essa fala bem colocada de Thomas me deu uma ideia sensacional. Se bruxas odeiam vampiros, a melhor forma de tortura para uma delas é transformá-la no que mais odeia.
Finalmente arranquei informações uteis quando eu a forcei engolir meu sangue e ameacei matá-la imediatamente. Por ironia, ela era uma das que vieram e não perdi mais tempo. Esperei o sangue sair do seu sistema da forma mais eficaz e a matei em seguida. Só não lamentei ter perdido o final de semana inteiro porque foram encontros proveitosos.
O começo dessa semana foi tranquilo. Todos aguardavam a volta de Davina ou de alguma outra menina para darmos continuidade.
Fiquei o resto dela no único lugar que me mantinha longe do caos e fazia eu ir de encontro ao meu próprio. Percebi que todas as telas tinham algum detalhe ou elemento que remetia a ela. A primeira foi uma bailaria loira e as suas pulseiras. No pulso esquerdo a que eu dei em seu aniversário e ela jogou na minha frente no baile dos Mikaelson, no direito a que pertencia a bailarina de Vegas. A segunda, uma mulher olhando um quadro no Louvre, a outra a vista da Torre no terraço do hotel com alguém no fundo, quase imperceptível e outra o seu rosto completo com o sorriso satisfeito que ela me deu antes de deitar em meu peito e dormir como se fosse alguém decente.
Tudo o que eu sentia era um... Vazio. E lembrei porquê eu me forcei a desligar a parte de mim que se preocupa e se importa. Esse último quadro eu observei um tempo e o rasguei, jogando-o longe de tanta raiva.
“– Sentimentos são ambivalentes, Caroline”. Lembrei.
Cami se levantou do sofá, coberta apenas com um fino lençol e foi em minha direção perguntando o que houve. Não esbocei reação alguma, apenas respirava pesado. Não queria falar, não queria agir, não queria pensar. Ela beijou meu rosto e sorriu de maneira compreensiva, saindo em seguida, me deixando a sós com a tela destruída no canto.
Nesse momento eu não precisava de alguém que me entendesse, eu precisava de alguém que me confrontasse, alguém que usasse a coragem que tinha para me falar coisas da qual eu ficaria com ódio de ouvir. O que eu queria era alguém que jogasse alguma coisa estúpida que fiz na minha cara e eu enfiasse esse pincel nela como vingança. Me peguei rindo imaginando a cena quando Elijah entrou no atelier e avisou que os vampiros aguardavam no pátio.
Marcel começou o seu discurso motivador sobre ressuscitar Davina e eu apenas observei.
— O QUE VOCÊ FEZ, SEU MALDITO?! Ouvi logo atrás de mim e não deu tempo de reagir. Fui pego desprevenido e pelas costas. Que desonroso.
Em um segundo escutava a discussão com os vampiros e no outro fui derrubado pelo híbrido mais teimoso que criei e me arrependi de deixar vivo. Algo que mudaria ainda hoje. Eu mataria Tyler sem hesitar. Por ousar aparecer aqui na minha cidade, por me atacar e por fazer isso na frente de todos. Me virei ainda no chão, me colocando por cima dele e me preparando para dar a plateia a morte mais terrível que eles possam assistir quando vi que ele tinha lágrimas nos olhos que começaram a escorrer contra a sua vontade.
— Emocionado por morrer, Tyler? Falei sussurrando próximo ao seu rosto, ainda o enforcando. – Realmente isso será lindo. E dei a ele uma amostra pelo o que eu faria a seguir, o apertando com mais força e levantando a mão para perfurar seu abdômen.
— Klaus, só queremos Caroline de volta, ou pelo menos saber para onde vocês vão dessa vez. Stefan apareceu e eu afrouxei o aperto, fazendo com que Tyler se desvencilhasse de mim, ficando a minha frente, mas distante suficiente para eu não alcançar sua garganta novamente.
— Ora, ora, se não é o meu querido Estripador. Veio para ver seu amigo morrer? Me diverti imaginando Stefan tentando me impedir e sendo o próximo.
— Você não ouviu? Caroline está sumida, Klaus. Tyler disse e deixou mais algumas lágrimas correrem soltas e agora eu sei porquê. – Tem mais de quatro dias que ela não dá notícias. Nem celular, nem mensagens, redes sociais, nada. E a culpa é sua! Ele apontou para mim. – Onde ela está?!
— Eu não sei que tipo de brincadeira é essa de vocês dois, mas hoje estou sem humor para piadas. Bufei apontando para eles.
— Colocamos quase toda Mystic Falls, Fell’s Church e as cidades ao redor compiladas para saber dela e você acha que isso é algum tipo de brincadeira? Stefan estava irritado e comecei a levar um pouco mais a sério. Um pouco.
Lembrei de como Caroline sumia de vez em quando da minha vista e toda vez que eu ia atrás, ela estava em algum lugar bebendo e se divertindo.
De qualquer forma, me aproximei de Marcel e pedi para que verificasse o que tem de verdade nessa história. Ele saiu com os vampiros e ficamos sozinhos.
— Vamos acabar logo com isso. Tyler se posicionou para me atacar e tudo que eu fiz foi soltar uma risada e fazer o mesmo.
— Cavalheiros! Elijah gritou no andar de cima e todos olhamos para ele. – Vocês ainda não perceberam a gravidade da situação ou sou o único que tem a cabeça no lugar por aqui?
Antes que pudéssemos perceber, Elijah desceu e se colocou entre mim, Stefan e Tyler, provavelmente para evitar que eu estragasse a decoração do pátio o pintando de vermelho.
— Como eu posso saber por onde a cabecinha loira de Caroline anda?
— Ela esteve na minha casa Sábado quando... Stefan olhou sério para Tyler que pareceu um pouco envergonhado. – brigou com Tyler e saiu irritada. Ele voltou a olhar para mim e Elijah. – E agora tentamos contato com ela de todas as formas e nenhuma resposta.
— Ahhh! Exclamo cínico e me aproximo de Tyler. – Agora sabemos de quem é a culpa. Ele me atacou novamente e Elijah o impediu de chegar próximo demais, para a sua sorte. – Visto isso, não é problema meu. Dei as costas e comecei a subir as escadas.
— Niklaus! Elijah gritou e eu parei. – Tenha um pouco mais de consideração. Me virei para ele. – Ela abriu mão de algumas coisas mais importantes para ela te acompanhar nessa loucura e é assim que você age depois de tudo?
— A quem quer enganar fingindo que não se importa, Nik? Rebekah apareceu no segundo andar.
Ótimo. Como se não bastasse Caroline fugir, agora tenho que provar que não foi eu quem deu a ideia.
POV CAROLINE
Sangue. Foi cheiro de sangue que me acordou. Estou tão faminta que me transformo involuntariamente. A quanto tempo fiquei apagada? Me movimento para frente e percebo a pior coisa que poderia acontecer comigo no momento.

Fale com o autor